Lista de Poemas
JULGAMENTOS E CASTIGOS
Agora que nos perdemos
atracados no silêncio sempiterno,
feridos pelos severos, cruéis e inquisidores
verbos, e tomados por rancores
insanáveis;
após caminhares
pelos bailes da vida, quando as cortinas
do grande espetáculo estiverem
a se fecharem,
dize-te
de ti mesma,
ao olhares teu rastro
pelos caminhos perdidos
da vida,
sobre teus prazeres
calcinados, sobre tuas as paixões
desvairadas, e sobre teus amores desvalidos,
para que inscreva
em tua lápide
fria:
"Aqui jaz quem
pensava ser um anjo de luz,
mas era eu, simplesmente
uma cadela humana!"
atracados no silêncio sempiterno,
feridos pelos severos, cruéis e inquisidores
verbos, e tomados por rancores
insanáveis;
após caminhares
pelos bailes da vida, quando as cortinas
do grande espetáculo estiverem
a se fecharem,
dize-te
de ti mesma,
ao olhares teu rastro
pelos caminhos perdidos
da vida,
sobre teus prazeres
calcinados, sobre tuas as paixões
desvairadas, e sobre teus amores desvalidos,
para que inscreva
em tua lápide
fria:
"Aqui jaz quem
pensava ser um anjo de luz,
mas era eu, simplesmente
uma cadela humana!"
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TRAIÇÃO E VAIDADE
... muitas pessoas
falam, escrevem e inferem coisas
sobre o cão niilista,
talvez
querendo entender o niilismo
ou as psiqués humanas;
não obstante,
sobretudo as luzes e os anjos,
quando inferem sobre o cão niilista em seus dizeres,
sem suas poesias ou em suas
vesanias,
fazem-no,
como era de se esperar, com extrema
vaidade na língua;
e para mim
não é supresa alguma que anjos
e luzes sapiens usem exatamente, para
justificarem suas dissimulações, suas mentiras
e suas traições vadias,
o fato
de que são humanos e que, portanto,
têm o direito ao erro, esquivando-se, repito,
por pura vaidade do fato de que
o ser humano tem também,
assim como a condição
de beirar o erro, o poder de escolha
entre a claridade e a escuridão, a lealdade
e a traição,
a dignidade
e a perdição, o verdadeiro senso do
que sejas ser um humano e a pseudoideia
que fazem do conceito de "humano"
tão somente para se protegerem
de suas próprias podridões!
falam, escrevem e inferem coisas
sobre o cão niilista,
talvez
querendo entender o niilismo
ou as psiqués humanas;
não obstante,
sobretudo as luzes e os anjos,
quando inferem sobre o cão niilista em seus dizeres,
sem suas poesias ou em suas
vesanias,
fazem-no,
como era de se esperar, com extrema
vaidade na língua;
e para mim
não é supresa alguma que anjos
e luzes sapiens usem exatamente, para
justificarem suas dissimulações, suas mentiras
e suas traições vadias,
o fato
de que são humanos e que, portanto,
têm o direito ao erro, esquivando-se, repito,
por pura vaidade do fato de que
o ser humano tem também,
assim como a condição
de beirar o erro, o poder de escolha
entre a claridade e a escuridão, a lealdade
e a traição,
a dignidade
e a perdição, o verdadeiro senso do
que sejas ser um humano e a pseudoideia
que fazem do conceito de "humano"
tão somente para se protegerem
de suas próprias podridões!
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VOA PASSARINHA

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COMO DECIFRAR QUEM NEM SE SABE?
Tolos são
os que tentam decifrar os meus
sinuosos e escuros versos
niilistas,
porque,
desde cedo tenho uma aversão
saliente contra o ser e o que dele
se diz ser:
por isso
não escrevo, eu grito como
quem está perdido em um verdadeiro
deserto de si
e meus poemas
não podem ser compreendidos, pois
não representam mais que uma vã tentativa
possível de fuga
de tudo isso
que andais a ver pelos caminhos,
pelos desalinhos, às igrejas, às associações,
às reuniões de anjos e a suas escorregadelas
vadias para foderem em secretos
leitos!
os que tentam decifrar os meus
sinuosos e escuros versos
niilistas,
porque,
desde cedo tenho uma aversão
saliente contra o ser e o que dele
se diz ser:
por isso
não escrevo, eu grito como
quem está perdido em um verdadeiro
deserto de si
e meus poemas
não podem ser compreendidos, pois
não representam mais que uma vã tentativa
possível de fuga
de tudo isso
que andais a ver pelos caminhos,
pelos desalinhos, às igrejas, às associações,
às reuniões de anjos e a suas escorregadelas
vadias para foderem em secretos
leitos!
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O CHÃO

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O DORSO DA AVE E O CANTO DA FLOR
Você constrói
um sonho de manhã
pensando-se um grande rio
para conduzir,
em suas águas sanhas,
aquele barco que chegou de repente
em sua vida;
ou se imaginando
uma águia para levar, em seu dorso voador,
aquela flor que te seduziu
com suas pétalas nuas
e com seu aroma
inebriante;
após as intempéries
dos caminhos pelos quais você
andou com ela.
Quando chega a noite
e se parece findar o tempo dos dois,
ao se olharem nos olhos
um do outro
e verem seus verdadeiros
reflexos espelhados, você descobre
que seu rio não existe,
e que o barco
que imaginou não existe,
e que no dorso do que se pensava
ser de águia,
você carregava
uma metáfora mal acabada,
em peso púmbleo angústia
e dor!
um sonho de manhã
pensando-se um grande rio
para conduzir,
em suas águas sanhas,
aquele barco que chegou de repente
em sua vida;
ou se imaginando
uma águia para levar, em seu dorso voador,
aquela flor que te seduziu
com suas pétalas nuas
e com seu aroma
inebriante;
após as intempéries
dos caminhos pelos quais você
andou com ela.
Quando chega a noite
e se parece findar o tempo dos dois,
ao se olharem nos olhos
um do outro
e verem seus verdadeiros
reflexos espelhados, você descobre
que seu rio não existe,
e que o barco
que imaginou não existe,
e que no dorso do que se pensava
ser de águia,
você carregava
uma metáfora mal acabada,
em peso púmbleo angústia
e dor!
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À ESPERA DE UMA MANHÃ DE SOL

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EM CRIANÇA, EU JÁ SENTIA ISSO

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TEU MESTRE
Não é à toa
que me chamavas de mestre.
Com poucas palavras
e sem te comer, ensinei-te a ver um pouco
melhor as coisas onde
fomos jogados;
agora a id,
o amor, a espiritualidade e o superego,
ou seja, nenhuma das nossas imanências
tem a ver com nosso poder
de escolhas,
o qual também
é conhecido como livre arbítrio,
e exercido de acordo com as decisões
que partem dos centros de nossos
EUs,
nem com as consequencias
delas advindas, pelas quais temos
de pagar, como bem salientava
Jean Paul Sartre!
que me chamavas de mestre.
Com poucas palavras
e sem te comer, ensinei-te a ver um pouco
melhor as coisas onde
fomos jogados;
agora a id,
o amor, a espiritualidade e o superego,
ou seja, nenhuma das nossas imanências
tem a ver com nosso poder
de escolhas,
o qual também
é conhecido como livre arbítrio,
e exercido de acordo com as decisões
que partem dos centros de nossos
EUs,
nem com as consequencias
delas advindas, pelas quais temos
de pagar, como bem salientava
Jean Paul Sartre!
👁️ 221
MORTE DE ASAS
Foi depois que
sonhei com um pássaro sendo morto
por dois anjos
negros
- que desceram
do céu invadindo seu reino
com suas adagas de fogo
às mãos;
um a segurar-lhe
e a mutilar-lhe as asas,
o outro a castrar-lhe
as genitálias
para, em seguida,
cravarem-lhe, ambos,
seus afiados e frios punhais arrancando-lhe
as vísceras e os caldos -;
que, ao acordar,
tive claro pressentimento
de que algo iria acontecer aos corações
que caminhavam juntos
a lutarem pelo amor.
À tarde de alguns dias depois,
quando melodiava uns versos quaisquer,
despercebido do ser abissal
que havia se atocaiado
em seu lar,
o pássaro começou
a ser atingido com afiadas lâminas,
que eram disparadas em forma
de tênebras e inquisitórias
palavras;
enquanto isso,
sua amada a tudo assistia
em silente angústia, armazenando
também rancores que seriam aspergidos
mais tarde;
e tal como no sonho,
a morte chegou com verbos impiedosos
a sentenciarem o severo
julgamento.
O pássaro morreu
sem as asas, a amada morreu
com grande dor na alma, e o abissal ser
foi latir sorrindo nas trevas
fecundadas!
sonhei com um pássaro sendo morto
por dois anjos
negros
- que desceram
do céu invadindo seu reino
com suas adagas de fogo
às mãos;
um a segurar-lhe
e a mutilar-lhe as asas,
o outro a castrar-lhe
as genitálias
para, em seguida,
cravarem-lhe, ambos,
seus afiados e frios punhais arrancando-lhe
as vísceras e os caldos -;
que, ao acordar,
tive claro pressentimento
de que algo iria acontecer aos corações
que caminhavam juntos
a lutarem pelo amor.
À tarde de alguns dias depois,
quando melodiava uns versos quaisquer,
despercebido do ser abissal
que havia se atocaiado
em seu lar,
o pássaro começou
a ser atingido com afiadas lâminas,
que eram disparadas em forma
de tênebras e inquisitórias
palavras;
enquanto isso,
sua amada a tudo assistia
em silente angústia, armazenando
também rancores que seriam aspergidos
mais tarde;
e tal como no sonho,
a morte chegou com verbos impiedosos
a sentenciarem o severo
julgamento.
O pássaro morreu
sem as asas, a amada morreu
com grande dor na alma, e o abissal ser
foi latir sorrindo nas trevas
fecundadas!
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Comentários (7)
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fernanda_xerez
2018-08-17
SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
fernanda_xerez
2018-02-26
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
2018-01-09
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
fernanda_xerez
2017-12-23
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
fernanda_xerez
2017-12-23
Lindo e provocante!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*