O DORSO DA AVE E O CANTO DA FLOR
PÉRICLES ALVES DE OLIVEIRA - THOR MENKENT
Você constrói
um sonho de manhã
pensando-se um grande rio
para conduzir,
em suas águas sanhas,
aquele barco que chegou de repente
em sua vida;
ou se imaginando
uma águia para levar, em seu dorso voador,
aquela flor que te seduziu
com suas pétalas nuas
e com seu aroma
inebriante;
após as intempéries
dos caminhos pelos quais você
andou com ela.
Quando chega a noite
e se parece findar o tempo dos dois,
ao se olharem nos olhos
um do outro
e verem seus verdadeiros
reflexos espelhados, você descobre
que seu rio não existe,
e que o barco
que imaginou não existe,
e que no dorso do que se pensava
ser de águia,
você carregava
uma metáfora mal acabada,
em peso púmbleo angústia
e dor!
um sonho de manhã
pensando-se um grande rio
para conduzir,
em suas águas sanhas,
aquele barco que chegou de repente
em sua vida;
ou se imaginando
uma águia para levar, em seu dorso voador,
aquela flor que te seduziu
com suas pétalas nuas
e com seu aroma
inebriante;
após as intempéries
dos caminhos pelos quais você
andou com ela.
Quando chega a noite
e se parece findar o tempo dos dois,
ao se olharem nos olhos
um do outro
e verem seus verdadeiros
reflexos espelhados, você descobre
que seu rio não existe,
e que o barco
que imaginou não existe,
e que no dorso do que se pensava
ser de águia,
você carregava
uma metáfora mal acabada,
em peso púmbleo angústia
e dor!
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