Escritas

Lista de Poemas

PENUMBRAS DO INCONSCIENTE

Eu acreditava
que o ser humano
fosse capaz de algo mais
que desconstruir

e que violar
ocasionalidades, com seus faustos
fios de luz;

quando migrei
ao deserto, conheci a nobreza
dos insetos, das serpentes , dos aracnídeos,
e dos vermes concretos.

Eu pensava
que era sublime o cultivo
de magníficos jardins oníricos,
em furtivas e vãs
esperanças;

depois que conheci ,
nos campos agrilhoados de imagens,
os esplendores dos amores, as inevitabilidades
das quedase as violências
dos abismos,

fechei os portões
e as janelas com um muro escuro
que impede as entradas dos condores,
das flores e dos excelsos
menestréis.

E eu, que já contemplei
as mais secretas trilhas do estranho desalinho
andando descalço por ruas
de sonhos, de cacos
e de destroços

da abstrata
di (simetria) sapiens,
a admirar as luzes dançantes
de suas superfícies;

abandonei a abstrata e trevosa
realidade abnormal, que colorem
a seus aprazeres e anseios, e fui transpirar
a solidão de um morto

junto a meus novos amigos,
longe das obesidades mórbidas,
das concupiscências cálidas, dos regozijos tolos,
e das insânias incontidas
de nossos sencientes
e espúrios egos.
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O AMOR DOS MORTAIS

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SABEDORIA

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ELA MERGULHOU RAPIDAMENTE DEMAIS. QUANDO VI JÁ ESTAVA COMIGO AO FUNDO

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EU NUNCA SOU EU SOMENTE QUANDO ESCREVO. EU SOU SEMPRE UM POUCO DOS QUE ME LEEM!

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“EU FAÇO TUDO PELO MEU MARIDO!”

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NÃO ÉS ANA, POR ISSO NÃO CONSEGUIRÁS

Ela doira seus versos
todos os dias tentanto atingir
as francas, nobres e puras sombras;

ela se prateia
todos os dias tentando seduziar
anjos, heróis e demais menestréis
e excitados tentilhões,

ela invoca
Deus para orar como se fosse
uma entidade a ser servida no seu modo
de amar e de foder entre
as coisas do muno;

ela tem
em casa um marido chifrudo,
e ela não tem o menor remorso porque
pensa que sabe diferenciar id de smor para
foder com um jovem roliço;

eu, por muito tempo,
fiquei silente, tolerando que ela
se apoiasse em minhas escuridões
para vazar suas podridões e dar descarga
a seus luminosos borrões,

e agora
ela até saberia viver sem o amor que diz
e sem o pau que frequenta, mas jamais conseguirá
deixar de frequentar as excitantíssimas
e virgens sombras,

de onde,
com silentes orgasmos mentais
e doces dores de parto, tira suas elogiadas
composições!
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O SER: SENCIÊNCIA, IMAGEM E VERBO

Que posso eu dizer
do neandertal sem que pensem que
sou algum alucinado que vive a rogar
pragas alheias?

Que posso dizer
de minha imanente condição humana
de possuir, de modo intrínseco
e inalienável, o bem
e o mal,

sem que pensem
que vivo a cultivar sombras?

Então,
vou falar sobre as palavras,
que riscam os ares a ressoarem imperativos
com absolvições e condenações
de nossos (di) simétricos
semelhantes ,

a decidirem os destinos
do mundo entre pazes e guerras,
a se ondularem entre amores cálidos
e rancores verborrágicos,

a fabricarem, enfim,
do senciente ego sapiens,
imagens de toda ordem sob as luzes
do grande espetáculo.

Ei-las, as palavras,
todos as querem belas e lúgubres;
mas, quando tropeçam
em alguma pedra,

transparecem
os abismos que há sob as superfícies
calmas do ser!
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EM CRIANÇA, EU JÁ SENTIA ISSO

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VOA PASSARINHA

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Comentários (7)

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fernanda_xerez
fernanda_xerez
2018-08-17

SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*

fernanda_xerez
fernanda_xerez
2018-02-26

Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*

Trivium
Trivium
2018-01-09

Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?

fernanda_xerez
fernanda_xerez
2017-12-23

E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.

fernanda_xerez
fernanda_xerez
2017-12-23

Lindo e provocante!