Lista de Poemas
PENUMBRAS DO INCONSCIENTE
Eu acreditava
que o ser humano
fosse capaz de algo mais
que desconstruir
e que violar
ocasionalidades, com seus faustos
fios de luz;
quando migrei
ao deserto, conheci a nobreza
dos insetos, das serpentes , dos aracnídeos,
e dos vermes concretos.
Eu pensava
que era sublime o cultivo
de magníficos jardins oníricos,
em furtivas e vãs
esperanças;
depois que conheci ,
nos campos agrilhoados de imagens,
os esplendores dos amores, as inevitabilidades
das quedase as violências
dos abismos,
fechei os portões
e as janelas com um muro escuro
que impede as entradas dos condores,
das flores e dos excelsos
menestréis.
E eu, que já contemplei
as mais secretas trilhas do estranho desalinho
andando descalço por ruas
de sonhos, de cacos
e de destroços
da abstrata
di (simetria) sapiens,
a admirar as luzes dançantes
de suas superfícies;
abandonei a abstrata e trevosa
realidade abnormal, que colorem
a seus aprazeres e anseios, e fui transpirar
a solidão de um morto
junto a meus novos amigos,
longe das obesidades mórbidas,
das concupiscências cálidas, dos regozijos tolos,
e das insânias incontidas
de nossos sencientes
e espúrios egos.
que o ser humano
fosse capaz de algo mais
que desconstruir
e que violar
ocasionalidades, com seus faustos
fios de luz;
quando migrei
ao deserto, conheci a nobreza
dos insetos, das serpentes , dos aracnídeos,
e dos vermes concretos.
Eu pensava
que era sublime o cultivo
de magníficos jardins oníricos,
em furtivas e vãs
esperanças;
depois que conheci ,
nos campos agrilhoados de imagens,
os esplendores dos amores, as inevitabilidades
das quedase as violências
dos abismos,
fechei os portões
e as janelas com um muro escuro
que impede as entradas dos condores,
das flores e dos excelsos
menestréis.
E eu, que já contemplei
as mais secretas trilhas do estranho desalinho
andando descalço por ruas
de sonhos, de cacos
e de destroços
da abstrata
di (simetria) sapiens,
a admirar as luzes dançantes
de suas superfícies;
abandonei a abstrata e trevosa
realidade abnormal, que colorem
a seus aprazeres e anseios, e fui transpirar
a solidão de um morto
junto a meus novos amigos,
longe das obesidades mórbidas,
das concupiscências cálidas, dos regozijos tolos,
e das insânias incontidas
de nossos sencientes
e espúrios egos.
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VIDA
A vida é vossa,
e as escolhas que nela se fazeis
___ também;
não convém, pois,
que a deixeis assim tão perdida
em submissão aos próprios
___ egos sorrateiros.
E sabeis
___ muito bem do que falo:
há luzes e sombras
em todos os caminhos, estejais atento,
pois, porque a vós é que
___ compete
não só decidir
por onde irdes, como de que forma
vos postares sobre
___ os palcos,
com vossas palavras,
ilusões e ideais variáveis ou com alguma
sublimidade que façam surgir
de vossas forças
___ interiores.
e as escolhas que nela se fazeis
___ também;
não convém, pois,
que a deixeis assim tão perdida
em submissão aos próprios
___ egos sorrateiros.
E sabeis
___ muito bem do que falo:
há luzes e sombras
em todos os caminhos, estejais atento,
pois, porque a vós é que
___ compete
não só decidir
por onde irdes, como de que forma
vos postares sobre
___ os palcos,
com vossas palavras,
ilusões e ideais variáveis ou com alguma
sublimidade que façam surgir
de vossas forças
___ interiores.
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EU NUNCA SOU EU SOMENTE QUANDO ESCREVO. EU SOU SEMPRE UM POUCO DOS QUE ME LEEM!

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ANJO EFICAZ
... fria,
não liga
nem frequenta amargos
desterros, nem sombras muito
espessas,
nem fala muito,
nem se interessa por ter trocas de carinhos
verbais ou de açoites de chuvas
de gogo:
mete como
uma leoa no cio, seja entre flores,
entre pedras ou entre
espinhos,
seja com homens,
com anjos, com fantasmas ou com demônios
e putos vadios:
já tão jovem,
ela se tornou a dona da luxúria
de todas as estações pore once escorram
desejos esvaídos!
não liga
nem frequenta amargos
desterros, nem sombras muito
espessas,
nem fala muito,
nem se interessa por ter trocas de carinhos
verbais ou de açoites de chuvas
de gogo:
mete como
uma leoa no cio, seja entre flores,
entre pedras ou entre
espinhos,
seja com homens,
com anjos, com fantasmas ou com demônios
e putos vadios:
já tão jovem,
ela se tornou a dona da luxúria
de todas as estações pore once escorram
desejos esvaídos!
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SABEDORIA

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ONDE ESTÃO AS ESTAÇÕES?

Descobri há muito tempo que os guardiães e os compositores de verdades, em máscaras sublimes para suas atuações, estão condenados às superfícies em que se banham.
À frente, do alto de seus campanários formidáveis, os pronunciadores de imperativos arquitetam alegorias ardilosas, seguindo-os em procissões zumbátidas os devotos de mitos por eles criados; e as excitações senis diante do espetáculo pipocam por todos os cantos em adágios de toda ordem, encontrando amparos frágeis nos sonhos de amanhãs redentores, invocados como contravenenos a angústias cruciantes do presente e condenados em inconsciências de quedas porvires.
Nenhuma hora pode ser suspensa na messe autoconsagrada. Nenhum espaço pode deixar de ser conquistado e violado pela infiltração nociva que lhe toma como um câncer morto. Nenhum horizonte adiante do minuto seguinte pode estar exangue das novas cores que lhe são dadas. Nenhuma melodia entorpecida pode deixar de ser ouvida nos ares rasgados dos ocasos. Nenhum silêncio pode deixar de ser estuprado por algazarras da humanidade perfídica. E nenhum crepúsculo pode deixar de ser incendiado pelo fogo impetuoso dos pássaros renascentistas que teimam voar com suas liberdades e escolhas comprometidas, alheios de que, ao nascer, no primeiro choro, já nos condenamos em nossas imensidades transviadas.
E detentores inalienáveis que somos da condição de senhores do misterioso amálgama, com o escorregar venal pelo tempo, a parálise contrafeita atinge nossos nervos e vasos fundamentais, deixando ecoar, em nossas superficialidades confusas, sedes insaciáveis por alquimias encantadas. Nos espaços infindos de nossas protuberâncias, os olhos da face são os mais cegos, e tola é a existência em sua forma apregoada.
Nas veredas translúcidas, todos os cânticos ressonantes, todos os sonhos condenados, todas as súplicas negadas, e todas as angústias incuráveis são tão vãos como a pseudoatuação de seus emissores, a partir de seus próprios tabernáculos.
Ébrio por dissecações estultas de gêneses é que desatino e digo: se houver algo inconspurcado, é a equitação em neves negras, onde a luz emanada de nossos cernes argúcios não possa penetrar intrusamente, aportando um algo qualquer, imaginativo que seja, que contamine o impermisto de antes ou de após nosso desabrochar.
Donde estamos, porém, entre magníficas searas frutificadas de nossas mentes transcendentais, parece inevitável a condenação a nossos egos sencientes, contidos em nossos frágeis liames humanos.
👁️ 183
NÃO ÉS ANA, POR ISSO NÃO CONSEGUIRÁS
Ela doira seus versos
todos os dias tentanto atingir
as francas, nobres e puras sombras;
ela se prateia
todos os dias tentando seduziar
anjos, heróis e demais menestréis
e excitados tentilhões,
ela invoca
Deus para orar como se fosse
uma entidade a ser servida no seu modo
de amar e de foder entre
as coisas do muno;
ela tem
em casa um marido chifrudo,
e ela não tem o menor remorso porque
pensa que sabe diferenciar id de smor para
foder com um jovem roliço;
eu, por muito tempo,
fiquei silente, tolerando que ela
se apoiasse em minhas escuridões
para vazar suas podridões e dar descarga
a seus luminosos borrões,
e agora
ela até saberia viver sem o amor que diz
e sem o pau que frequenta, mas jamais conseguirá
deixar de frequentar as excitantíssimas
e virgens sombras,
de onde,
com silentes orgasmos mentais
e doces dores de parto, tira suas elogiadas
composições!
todos os dias tentanto atingir
as francas, nobres e puras sombras;
ela se prateia
todos os dias tentando seduziar
anjos, heróis e demais menestréis
e excitados tentilhões,
ela invoca
Deus para orar como se fosse
uma entidade a ser servida no seu modo
de amar e de foder entre
as coisas do muno;
ela tem
em casa um marido chifrudo,
e ela não tem o menor remorso porque
pensa que sabe diferenciar id de smor para
foder com um jovem roliço;
eu, por muito tempo,
fiquei silente, tolerando que ela
se apoiasse em minhas escuridões
para vazar suas podridões e dar descarga
a seus luminosos borrões,
e agora
ela até saberia viver sem o amor que diz
e sem o pau que frequenta, mas jamais conseguirá
deixar de frequentar as excitantíssimas
e virgens sombras,
de onde,
com silentes orgasmos mentais
e doces dores de parto, tira suas elogiadas
composições!
👁️ 200
“EU FAÇO TUDO PELO MEU MARIDO!”

👁️ 247
INSANO
Desde que perdi minhas asas,
ando a pensar sobre
vôos e quedas,
porque eu pensei
que era o bonzão nas festas
e nas assembléias dos menestréis
palhaços,
porque, enquanto isso,
sempre disseram que sou amargo,
e que borrifo sal nas feridas,
e que levo uma vida insana
de trapezista de imagens,
e a vizinha disse
que sou um tremendo
de um babaca;
mas eu ouço Tchaikovsky
aos domingos e Deep Purple nas segundas,
já não tenho mais cabelos
compridosaos 47,
tenho mais de 20
tatoos pelo corpo e costumo devorar parasitas
nas coxinhas que do dono do botequim
vende na esquina,
e eu descobri numa feira
onde vendem bijuterias amarelas,
e numa igreja onde falavam de paz entre homens
e de salvação redentora
dos mortos.
e depois na propaganda
do ministério da saúde que diz que fumar
é prejudicial à saúde,
que os cães ladram
às noites suburbanas
e as flores sorriem aos dias
de cristais,
e que, às vezes,
até eu sorrio andando por aí,
sobretudo das desgraças dos meus inimigos,
e que deve haver um equilíbrio
entre luzes e sombras
que servimos e comemos
nos bailes, nos jantares, nas procissões
e nas orgias da vida;
e quem disser que não,
eu derrubo os muros das prisões,
escancaro as guerras da história,
mostro as fomes das crianças
do mundo
enquanto enchem o rabo
de seus filhos de burundangas e presentinhos,
e quem disser que não, eu mostro as facas
escondidas nos cernes de suas abissais
condições!
ando a pensar sobre
vôos e quedas,
porque eu pensei
que era o bonzão nas festas
e nas assembléias dos menestréis
palhaços,
porque, enquanto isso,
sempre disseram que sou amargo,
e que borrifo sal nas feridas,
e que levo uma vida insana
de trapezista de imagens,
e a vizinha disse
que sou um tremendo
de um babaca;
mas eu ouço Tchaikovsky
aos domingos e Deep Purple nas segundas,
já não tenho mais cabelos
compridosaos 47,
tenho mais de 20
tatoos pelo corpo e costumo devorar parasitas
nas coxinhas que do dono do botequim
vende na esquina,
e eu descobri numa feira
onde vendem bijuterias amarelas,
e numa igreja onde falavam de paz entre homens
e de salvação redentora
dos mortos.
e depois na propaganda
do ministério da saúde que diz que fumar
é prejudicial à saúde,
que os cães ladram
às noites suburbanas
e as flores sorriem aos dias
de cristais,
e que, às vezes,
até eu sorrio andando por aí,
sobretudo das desgraças dos meus inimigos,
e que deve haver um equilíbrio
entre luzes e sombras
que servimos e comemos
nos bailes, nos jantares, nas procissões
e nas orgias da vida;
e quem disser que não,
eu derrubo os muros das prisões,
escancaro as guerras da história,
mostro as fomes das crianças
do mundo
enquanto enchem o rabo
de seus filhos de burundangas e presentinhos,
e quem disser que não, eu mostro as facas
escondidas nos cernes de suas abissais
condições!
👁️ 168
NÓS TODOS SOMOS TRAIDORES. PONTO.
É deveras interessante o ser humano. No caso dos traidores, por exemplo, é impressionante como somos dissimulados, traímos por escolha de trair e, depois, inventamos possíveis motivos que justifiquem a traição, como "o meu cônjuge não funciona direiro", "o meu amante é que mete berm", "Eu não sei a quem amo", " Eu dei para o outro, traindo meu marido, porque ele me fez sentir mulher", etecetera.
Ou seja, devo dizer uma verdade sobre o ser e suas imanências, inclusive a id: eu não transo nem traio só porque sou humano e tenho tesão, eu transo e traio por assim escolher fazer.
O mesmo se dá contigo, lamparina que vomita luzes faustas e plagia ideias poéticas, e com todos.
Ninguém trai por sentir tesão ou por ter a id ativada, muito menos trai por amor, traem porque escolheram trair.
Mas não fui eu desta vez, (embora eu já tenha traído), quem o fez foste tu e, interpretando alguns textos teus, parece querer justificar o injustificável e inverter a ordem das coisas.
Repita comigo o que eu disse quando traí: EU SOU UM TRAIDOR.
Tente. Isso é mais uma lição. E eu mesmo fiz comigo olhando-me ao espelho e dizendo: "Thor, você é um traidor, por escolha tua!"
Um dia chegarás ao nível do chão, por hora ainda estás abaixo dele. E olha que estiveste mesmo diante do melhor professor de tua vida, quando se trata do ser humano, motivo pelo qual eu provoquei a regressão sem tu perceberes e te dissequei antes mesmo de contares teu negro segredo!
P.S. Picas e xotas não ensinam nada. E a pior burrice é ligar qualquer pensamento humano ou coisa à id. A id é para ser desfrutada, quando disparada, com o poder de escolha de dar a ejaculada ou não. A id não serve para justificar nem um ato transgressor, muito menos uma traição!
👁️ 193
Comentários (7)
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fernanda_xerez
2018-08-17
SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
fernanda_xerez
2018-02-26
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
2018-01-09
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
fernanda_xerez
2017-12-23
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
fernanda_xerez
2017-12-23
Lindo e provocante!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*