Lista de Poemas
ARREBENTAÇÃO

👁️ 249
AS TUAS CIDADES AINDA VIVEM E FESTEJAM
... foste,
por mim, advertida do tempo
que passava
e, mesmo assim,
iludiste-te com anjos lumiados
e com algodões-doces
eriçados:
enquanto isso,
o nosso inverno continuava
enregelado,
até que tu
te passaste, sendo tudo que
previ, congelado,
com as estonteantes
lembranças de um passado,
onde fizemos de nosso amor,
algo doloroso
e salgado!
por mim, advertida do tempo
que passava
e, mesmo assim,
iludiste-te com anjos lumiados
e com algodões-doces
eriçados:
enquanto isso,
o nosso inverno continuava
enregelado,
até que tu
te passaste, sendo tudo que
previ, congelado,
com as estonteantes
lembranças de um passado,
onde fizemos de nosso amor,
algo doloroso
e salgado!
👁️ 149
UM ANJO EM MINHAS SOMBRAS
Estranho sonho:
uma obscena forma,
sem rosto,
invadiu minha noite
a me amar entre barro
e cinzas;
com afiadas unhas
vermelhas
alisava-me as carnes
- ou as rasgava,
já não me
lembro bem -,
um doce precipício
sugava-me com volúpia
o eretíssimo pau,
de modo que me fosse
impossível
alguma libertação
qualquer
- e nem a queria,
tal a febre e o delírio
do momento -;
de repente,
vi quatro asas: duas brancas,
duas negras,
a digladiarem
e a se amalgamarem,
fluidamente,
em meu ser;
ao fim, em estranho veludo,
nasceu uma criança
a resplandecer luz,
a seu lado, em lama bruta,
estava seu irmão
gêmeo negro
ambos também
um só ser,
filhos do amor
entre o sublime anjo
e eu.
uma obscena forma,
sem rosto,
invadiu minha noite
a me amar entre barro
e cinzas;
com afiadas unhas
vermelhas
alisava-me as carnes
- ou as rasgava,
já não me
lembro bem -,
um doce precipício
sugava-me com volúpia
o eretíssimo pau,
de modo que me fosse
impossível
alguma libertação
qualquer
- e nem a queria,
tal a febre e o delírio
do momento -;
de repente,
vi quatro asas: duas brancas,
duas negras,
a digladiarem
e a se amalgamarem,
fluidamente,
em meu ser;
ao fim, em estranho veludo,
nasceu uma criança
a resplandecer luz,
a seu lado, em lama bruta,
estava seu irmão
gêmeo negro
ambos também
um só ser,
filhos do amor
entre o sublime anjo
e eu.
👁️ 167
... PORQUE UM DIA É TARDE DEMAIS

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QUERO FUGIR
Sim, já não aguento mais,
quero fugir disso que se chamam mundo,
disso que se chamam luzes,
disso que se chamam pazes,
disso que se chamam justiças,
disso que se chamam amores e sublimidades;
quero e consigo fugir
de todas essas farsas sapiens, sempre
defendidas em discursos ensolarados, mas
nunca cumpridas na observada
prática;
sim eu quero fugir,
trancar-me ei em meu quarto, solitariamente,
e dissecarei o ser e tudo que dele
seja em francas folhas;
mas meu Deus,
Deus meu, como é que eu vou conseguir
fugir de mim mesmo!
quero fugir disso que se chamam mundo,
disso que se chamam luzes,
disso que se chamam pazes,
disso que se chamam justiças,
disso que se chamam amores e sublimidades;
quero e consigo fugir
de todas essas farsas sapiens, sempre
defendidas em discursos ensolarados, mas
nunca cumpridas na observada
prática;
sim eu quero fugir,
trancar-me ei em meu quarto, solitariamente,
e dissecarei o ser e tudo que dele
seja em francas folhas;
mas meu Deus,
Deus meu, como é que eu vou conseguir
fugir de mim mesmo!
👁️ 165
ESTA AINDA NÃO É UMA VIAGEM NEÓFITA

👁️ 165
CHUVA E SAUDADE!
Ao eco dos tristes cantos de outrora
e ao som da chuva que não para,
a alma transborda (sensível e amargurada)
em dores pelo o tolo erro cometido
àquela colorida e incensada aurora,
quando os faustissimos amantes
se puseram a caminhar em estradas
pavimentadas a falso ouro,
onde ilusões exíguas, fantasias perniciosas
e insânias incontidas se faziam regras;
e esplêndidas palavras voláteis
ditavam direções acorrentadas a rédeas.
e ao som da chuva que não para,
a alma transborda (sensível e amargurada)
em dores pelo o tolo erro cometido
àquela colorida e incensada aurora,
quando os faustissimos amantes
se puseram a caminhar em estradas
pavimentadas a falso ouro,
onde ilusões exíguas, fantasias perniciosas
e insânias incontidas se faziam regras;
e esplêndidas palavras voláteis
ditavam direções acorrentadas a rédeas.
👁️ 151
LUZES BRANCAS
Embora
costumemos escorrer
luzes brancas
por aí,
enquanto
apontamos escuras
e torpes vagas nos avanços cegos
de nossos semelhantes
irmãos;
a um ponto,
convém refletirmos
em que nada do que vive
em nós mesmos
- ou que
emerja entre as margens
de nossos cernes
côncavos -
possa haver-se,
de semelhante modo
e por igual motivo, inocente
ou verdadeiro.
costumemos escorrer
luzes brancas
por aí,
enquanto
apontamos escuras
e torpes vagas nos avanços cegos
de nossos semelhantes
irmãos;
a um ponto,
convém refletirmos
em que nada do que vive
em nós mesmos
- ou que
emerja entre as margens
de nossos cernes
côncavos -
possa haver-se,
de semelhante modo
e por igual motivo, inocente
ou verdadeiro.
👁️ 229
PASSOU-SE O TEMPO DE BRINCAR
... agora
vou te brindar sob uma noite
___ estrelada,
vou te namorar,
vou te beijar, vou te amar,
___ vou de ti cuidar;
e contra
os cânceres e contra as pseudoluzes
do mundo e, sobretudo, contra mim mesmo,
que sou um humano
___ absurdo,
eu vou lutar
a fim de tentar evitar, ao máximo,
que ao caminho nos haja pedras
___ de tropeço
que nos levem
às quedas, aos destroços, aos vazios
___ e aos nadas!
vou te brindar sob uma noite
___ estrelada,
vou te namorar,
vou te beijar, vou te amar,
___ vou de ti cuidar;
e contra
os cânceres e contra as pseudoluzes
do mundo e, sobretudo, contra mim mesmo,
que sou um humano
___ absurdo,
eu vou lutar
a fim de tentar evitar, ao máximo,
que ao caminho nos haja pedras
___ de tropeço
que nos levem
às quedas, aos destroços, aos vazios
___ e aos nadas!
👁️ 159
AH, O (A)MAR!
Amar não é
como dizem essa beleza toda,
essa sublimidade toda, essa espiritualidade
toda, esses sonhos e esses
desejos todos;
amar,
diria eu, é como andar cego
em uma casa vazia, a imaginar as cores
de suas paredes,
a aparência
de suas coisas, como está limpo
seu interior, mas sempre com o risco
de tropeçar em alguma pedra que,
pelo caminho, não vê!
como dizem essa beleza toda,
essa sublimidade toda, essa espiritualidade
toda, esses sonhos e esses
desejos todos;
amar,
diria eu, é como andar cego
em uma casa vazia, a imaginar as cores
de suas paredes,
a aparência
de suas coisas, como está limpo
seu interior, mas sempre com o risco
de tropeçar em alguma pedra que,
pelo caminho, não vê!
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Comentários (7)
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fernanda_xerez
2018-08-17
SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
fernanda_xerez
2018-02-26
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
2018-01-09
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
fernanda_xerez
2017-12-23
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
fernanda_xerez
2017-12-23
Lindo e provocante!
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Español
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*