Lista de Poemas

AH, O (A)MAR!

Amar não é
como dizem essa beleza toda,
essa sublimidade toda, essa espiritualidade
toda, esses sonhos e esses
desejos todos;

amar,
diria eu, é como andar cego
em uma casa vazia, a imaginar as cores
de suas paredes,

a aparência
de suas coisas, como está limpo
seu interior, mas sempre com o risco
de tropeçar em alguma pedra que,
pelo caminho, não vê!
184

SÓ MAIS UM POUCO, ANA!

269

... PORQUE UM DIA É TARDE DEMAIS

171

NATURAL DISSIMULAÇÃO SAPIENS

Certamente,
e agora tenho convicção disso,
não é possível ao homem
atuar sem ser de modo
dissimulado;

mas, obviamente,
nesses caminhos de tantas cores e imagens
em que andamos incautos,
dando voltas e mais voltas em torno
de nós mesmos;

deve haver os que mentem
melhor com seus faróis tremeluzentes,
a enganarem o que haja às sombras das noites
e às superfícies das águas.
182

MAIS DE UM ANO SEM TI E NÃO ESTÁ NADA FÁCIL!

Se alguma vez
eu disse que não te amava
(e o disse várias vezes),
___ meu amor;

querias agora,
mesmo tardiamente te pedir perdão
e dizer que não era eu que estava a falar
___ e a te açoitar,

eram (decorrentes do ego,
das demências e os efeitos da alucinada id
___ minha contigo)

minhas chuvas
e tempestades que, incontrolavelmente,
___ estavam a se desabar!
145

CHUVA E SAUDADE!

Ao eco dos tristes cantos de outrora
e ao som da chuva que não para,
a alma transborda (sensível e amargurada)
em dores pelo o tolo erro cometido
àquela colorida e incensada aurora,

quando os faustissimos amantes
se puseram a caminhar em estradas
pavimentadas a falso ouro,

onde ilusões exíguas, fantasias perniciosas
e insânias incontidas se faziam regras;
e esplêndidas palavras voláteis
ditavam direções acorrentadas a rédeas.
154

ARREBENTAÇÃO

251

QUERO FUGIR

Sim, já não aguento mais,
quero fugir disso que se chamam mundo,
disso que se chamam luzes,

disso que se chamam pazes,
disso que se chamam justiças,
disso que se chamam amores e sublimidades;

quero e consigo fugir
de todas essas farsas sapiens, sempre
defendidas em discursos ensolarados, mas
nunca cumpridas na observada
prática;

sim eu quero fugir,
trancar-me ei em meu quarto, solitariamente,
e dissecarei o ser e tudo que dele
seja em francas folhas;

mas meu Deus,
Deus meu, como é que eu vou conseguir
fugir de mim mesmo!
171

O POEMA É NADA SEM TI

201

NÃO VI NADA. NÃO SEI DE NADA!

146

Comentários (7)

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fernanda_xerez

SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*

fernanda_xerez

Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*

Trivium
Trivium

Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?

fernanda_xerez

E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.

fernanda_xerez

Lindo e provocante!