Escritas

SAPIENS, SAPIENTÍSSIMOS!

PÉRICLES ALVES DE OLIVEIRA - THOR MENKENT
Cães e cadelas
andam a remexer sonhos e lixos
com suas máscaras
douradas,

fazem-se rios
e os destroços dos rios,
mas sem que se deixem molhar
à imunda água.

Os mais novos,
ainda aprendizes de luzes e sombras,
labutam por uma posição entre os mitos
e os ídolos constituídos,

enquanto os mais velhos
povoam os vales e os céus de entre as margens
de todas as coisas e de todos os sonhos
com suas idiolatrias fulvas.

Todos com os tremeluzentes
verbos às bocas e com as entenegrecidas
espadas escondidas às costas,
digladiando-se ora como deuses,
ora como demônios

sobre o vasto cenário
circensencemente mambembe
a marcharem sobre as invisíveis ruínas
de tudo que, antes de seus adventos, fora virgem;
e que vieram a povoar, inexoravelmente,
com espetaculares e estridentes
latidos.
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