Lista de Poemas
NÃO TOQUEMOS NOS SEGREDOS
... tu veste
teus véus e eu visto minhas
___ máscaras
e, assim,
vamos nos perdendo, aos poucos,
___ nas vastidões dos mares;
e por isso,
com nossas almas diamante
e com nossas carnes
___ inflamadas,
para se
manter na margem este grande amor,
devemos estar cientes
___ de que
sempre
há um grande
problema quando quem diz
___ nos amar
exige
claras evidências de nossas
caminhadas pela
___ estrada!
teus véus e eu visto minhas
___ máscaras
e, assim,
vamos nos perdendo, aos poucos,
___ nas vastidões dos mares;
e por isso,
com nossas almas diamante
e com nossas carnes
___ inflamadas,
para se
manter na margem este grande amor,
devemos estar cientes
___ de que
sempre
há um grande
problema quando quem diz
___ nos amar
exige
claras evidências de nossas
caminhadas pela
___ estrada!
👁️ 181
TUDO PASSA, TUDO PASSARÁ!

👁️ 532
O SENHOR DAS QUEDAS!

👁️ 224
NÓS PODÍAMOS TER ESCOLHIDO MELHOR!

👁️ 135
OS FANTASMAS!
Havia fantasmagóricas
e silentes vozes, e risos, e choros,
e saudosos amores, e desamores que ressoavam
por aqueles esquálidos corredores em que
me colocava a caminhar solitário
nas madrugadas;
e era como se eles tivessem
sendo obrigados a deixarem tudo para trás
- após apagados -, promiscuamente misturados
com as infindas e esplêndidas imagens
proliferadas pelos ainda incauto
andantes da vida;
e era como se quisessem
- mesmo ausentes das senciências vivas
e incapazes de com elas voltarem
a interagir de alguma forma -
continuar ainda,
agora de modo sempiternamente pueril,
como templos depositários
de comunhão, amor
e esperanças;
e era como se eu
os tivesse conhecido humanos e; agora,
estranha e fidedignamente, sentisse-os como anjos
em procissão e sofrimento em busca de alguma
purificação enquanto caminham
pelo espesso limbo.
Até que,
por não sei por qual razão,
fui novamente liberado de um tumor
que parecia definitivo,
e, ao regressar para casa,
a reparar pela viagem os movimentos
das árvores, dos carros, das carnes
e de invisíveis asas,
pus-me a lamentar
minha própria sina, qual seja não
lhes ser conveniente
que eu fale;
mas antevi
minha chegada entres os que esperavam
por distante e longa
ausência:
todos com as mesmas perguntas
e com semelhantes recomendações feitas
por enfermeiras, médicos e demais
transeuntes do hospital.
Ora, que da parte lume
não é difícil decifrar ao sapiens,
uma vez que ele enche as bochechas,
acentua as orelhas e aguça a visão,
foi certa a previsão, exceto
por uma coisa:
meus filhos diziam o tempo todo:
"Papai, papai, você não vais mais embora?
Você levar pra jogar bola?
Você vai me dar um presente?
Você me leva para nadar?"
Com o peito dolorido,
um pouco de morfina ainda correndo às veias
e a tosse insistindo em cutucar-me
os pulmões,
decidi que sim;
alheamente ao que falavam os visitantes adultos,
a mulher e a filha
já crescida.
E lá, enquanto nadavam,
- abrigado a uma sombra de palmeira -
Eu contemplava a puerícia e a sublimidade
do ainda não se saber ser.
E o vento - como há muito não sentia,
trancado que estava naquele prédio em que a morte
parecia caminhar desdenhando moucamente
dos moribundos -
confidenciava-me
aos ouvidos: "Enquanto os adultos
esqueceram, as crianças
sabem.
Sim
- talvez como também os fantasmas
que te visitaram à crina de suas peregrinações,
tenham redescoberto após
suas passagens por aí -;
as crianças,
em seus inconspurcos templos,
realmente ainda
sabem.
e silentes vozes, e risos, e choros,
e saudosos amores, e desamores que ressoavam
por aqueles esquálidos corredores em que
me colocava a caminhar solitário
nas madrugadas;
e era como se eles tivessem
sendo obrigados a deixarem tudo para trás
- após apagados -, promiscuamente misturados
com as infindas e esplêndidas imagens
proliferadas pelos ainda incauto
andantes da vida;
e era como se quisessem
- mesmo ausentes das senciências vivas
e incapazes de com elas voltarem
a interagir de alguma forma -
continuar ainda,
agora de modo sempiternamente pueril,
como templos depositários
de comunhão, amor
e esperanças;
e era como se eu
os tivesse conhecido humanos e; agora,
estranha e fidedignamente, sentisse-os como anjos
em procissão e sofrimento em busca de alguma
purificação enquanto caminham
pelo espesso limbo.
Até que,
por não sei por qual razão,
fui novamente liberado de um tumor
que parecia definitivo,
e, ao regressar para casa,
a reparar pela viagem os movimentos
das árvores, dos carros, das carnes
e de invisíveis asas,
pus-me a lamentar
minha própria sina, qual seja não
lhes ser conveniente
que eu fale;
mas antevi
minha chegada entres os que esperavam
por distante e longa
ausência:
todos com as mesmas perguntas
e com semelhantes recomendações feitas
por enfermeiras, médicos e demais
transeuntes do hospital.
Ora, que da parte lume
não é difícil decifrar ao sapiens,
uma vez que ele enche as bochechas,
acentua as orelhas e aguça a visão,
foi certa a previsão, exceto
por uma coisa:
meus filhos diziam o tempo todo:
"Papai, papai, você não vais mais embora?
Você levar pra jogar bola?
Você vai me dar um presente?
Você me leva para nadar?"
Com o peito dolorido,
um pouco de morfina ainda correndo às veias
e a tosse insistindo em cutucar-me
os pulmões,
decidi que sim;
alheamente ao que falavam os visitantes adultos,
a mulher e a filha
já crescida.
E lá, enquanto nadavam,
- abrigado a uma sombra de palmeira -
Eu contemplava a puerícia e a sublimidade
do ainda não se saber ser.
E o vento - como há muito não sentia,
trancado que estava naquele prédio em que a morte
parecia caminhar desdenhando moucamente
dos moribundos -
confidenciava-me
aos ouvidos: "Enquanto os adultos
esqueceram, as crianças
sabem.
Sim
- talvez como também os fantasmas
que te visitaram à crina de suas peregrinações,
tenham redescoberto após
suas passagens por aí -;
as crianças,
em seus inconspurcos templos,
realmente ainda
sabem.
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MAIS DE UM ANO SEM TI E NÃO ESTÁ NADA FÁCIL!
Se alguma vez
eu disse que não te amava
(e o disse várias vezes),
___ meu amor;
querias agora,
mesmo tardiamente te pedir perdão
e dizer que não era eu que estava a falar
___ e a te açoitar,
eram (decorrentes do ego,
das demências e os efeitos da alucinada id
___ minha contigo)
minhas chuvas
e tempestades que, incontrolavelmente,
___ estavam a se desabar!
eu disse que não te amava
(e o disse várias vezes),
___ meu amor;
querias agora,
mesmo tardiamente te pedir perdão
e dizer que não era eu que estava a falar
___ e a te açoitar,
eram (decorrentes do ego,
das demências e os efeitos da alucinada id
___ minha contigo)
minhas chuvas
e tempestades que, incontrolavelmente,
___ estavam a se desabar!
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O ERRO

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EU SINTO
... às vezes, em meu sítio,
deito-me sob a sombra de frondosas
árvores e tiro uma soneca
ao vento;
e ali, dormindo sozinho,
vejo anjos, vejo beldades, vejo cores
inexistentes, vejo sonhos-pecados
adocicados:
vez em quando
também, entre uma acordada e outra,
sinto a presença de fantasmas
trazendo-me
os verdadeiros pesadelos na decadência
por mim conhecida da fria, dura
e sapiens realidade!
deito-me sob a sombra de frondosas
árvores e tiro uma soneca
ao vento;
e ali, dormindo sozinho,
vejo anjos, vejo beldades, vejo cores
inexistentes, vejo sonhos-pecados
adocicados:
vez em quando
também, entre uma acordada e outra,
sinto a presença de fantasmas
trazendo-me
os verdadeiros pesadelos na decadência
por mim conhecida da fria, dura
e sapiens realidade!
👁️ 158
QUANDO CHEGA A NOITE, SEMPRE É TARDE DEMAIS!
Se queres amar,
e me perguntas quando começar,
em que ponto te solidificares, em que
___ mar navegares,
em que asas montares
em que céus voares ou em que leito
___ foderes;
eu não sei dizer,
mesmo com tudo que já li do ser
e de suas imanênicas tendenciosamente
___ abissais;
mas eu te garanto,
jovem, se queres amar, prefere fazê-lo
de manhã ou, no mais adiantado da hora,
___ ao entardecer,
porque
à noite sempre costuma ser
___ tarde demais!
e me perguntas quando começar,
em que ponto te solidificares, em que
___ mar navegares,
em que asas montares
em que céus voares ou em que leito
___ foderes;
eu não sei dizer,
mesmo com tudo que já li do ser
e de suas imanênicas tendenciosamente
___ abissais;
mas eu te garanto,
jovem, se queres amar, prefere fazê-lo
de manhã ou, no mais adiantado da hora,
___ ao entardecer,
porque
à noite sempre costuma ser
___ tarde demais!
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ERA PARA SER O VENENO SOMENTE NA DOSE CERTA PARA NÃO MATAR, ANA!

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Comentários (7)
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fernanda_xerez
2018-08-17
SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
fernanda_xerez
2018-02-26
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
2018-01-09
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
fernanda_xerez
2017-12-23
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
fernanda_xerez
2017-12-23
Lindo e provocante!
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Español
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*