Lista de Poemas
OS CAÇADORES
Caçadores caçam
ovelhas, cães caçam puritanos
para devorarem com seus dentes
e com seus paus
agudos,
até os canálios
celibatários caçam templos
para se satisfazerem, insanamente,
escondidos;
mas quem mais
exercita o exercício da caça
são os anjos que, com o exercício
da palavra
volátil,
esperam tempos
e tempos a fio, como lhes convém
na perfeição do intento, aguardando que
a vítima lhes creiam
e, sem dar um disparo,
se dirijam ao abate para seu próprio
ninho!
ovelhas, cães caçam puritanos
para devorarem com seus dentes
e com seus paus
agudos,
até os canálios
celibatários caçam templos
para se satisfazerem, insanamente,
escondidos;
mas quem mais
exercita o exercício da caça
são os anjos que, com o exercício
da palavra
volátil,
esperam tempos
e tempos a fio, como lhes convém
na perfeição do intento, aguardando que
a vítima lhes creiam
e, sem dar um disparo,
se dirijam ao abate para seu próprio
ninho!
198
OS BELOS CÉUS DO SAPIENS!
Algumas escolhas que fazemos pode nos levar a céus permeados de sombras; outras a céus limpos e azuis, desde que não se lhes coloquem as próprias visões turvas.
É que constumamos nos blindar de forma drástica, sem nenhuma explicação lógica, em alguns encontros casuais, ou mesmo em compromissos mais duradouros.
São tendências naturais da abnormalidade. E a melhor defesa para o ego costuma ser a inversão de valores e o acúmulo de merdas no outro ser, a quem julgamos amar ou odiar, ou de quem nos dizemos amigos.
Se levarmos em contra esse paradoxo de o ser se ver bem, e não tão bema o próximo, a tendência, pelo ceticismo, é o devaneio pela busca no outro do que, na verdade, nem nós temos: a sublime condição de não mentir, de não jogar e de nao ludibriar.
Haveria algum porto Salvador de nós mesmos, se empurramos nossas próprias culpas nos outros?
Não. Definitivamente não. O devaneio é nato e, se a vida tem tanto de sorrisos como de choros, e tanto de alegrias como de angústias a tendência clara é de se desfazer do lixo. E o modo mais fácil de se fazer isso, mesmo inconscientemente é os jogado aos outros.
Se juntarmos tudo isso com os traumas da infância e da fase adulto, tudo fica ainda mais difícil. Se juntarmos o virtualismo atual, ainda mais complicado, chegando mesmo a beirar a insanidade, a partir do ponto onde nos achamos bons demais e aos outros por demais ruins, buscadores de desejos de vãs punhetas.
E não é de se julgar nada. Nós mesmos somos vítimas dos mesmos atropelos, mas se nos masturbamos, colocamos nossos egos em disputa e juramos amores a quem mal conhecemos para, depois, com combates violentos, chover-lhes ataques e chuvas, não deveríamos ter o direito de ainda nos autoconsiderar puros, ou sequer melhor que eles.
De modo que o virtualismo aumenta sobremaneira a tendência ao devaneio que é, logicamente, fruto de nossas próprias frustrações, fraquezas e desejos. Ainda assim, ali a vida chora, brinca e sorri, mas para nós mesmos, quando há dor, culpamos alguém por ela, nunca assumindo que somos um corpo e que nós e que, em certas situações, somos a célula cancerígena.
Não que me intente vestir de sábio ou de egocêntrico, por outra, coloco-me no mesmo nível dos demais, propício, portanto, às mesmas vesanias, às mesmas fantasias, ao mesmo avesso exercício do ego e às mesmas quedas covardes, com o afiado verbo aos demais atirados.
A questão é muito mais profunda. Na verdade, não se importa onde a pessoa se enocntra, ela tende a andar nas margens. No virtualismo, entretanto, tais marges ou desaparecem, deixando tudo parecer possível ou são ignoradas, sendo as coisas quase sempre diferentes do que nos ocorre na realidade.
Concluindo, o devaneio é imanente e precise ser autocontrolado. É maior no meio cibernético e não creio que se vestir de erudição, de anjo, de herói imbatível, de doutrinador com alguma autoridade, de dons huans valha absolutamente nada.
Tal qual na realidade, a participação pelo virtualismo é pessoal; e as responsabilidades por ultrapassar as margens devem também ser pessoais, e nao jogadas ao mundo, como se o mundo fosse nosso depósiti de destroços, de lixos e de porras.
Assim, acho que jamais encontraremos um meio etério e puro, porque a grande barreira está dentro de cada um de nós. Ou vós achardes fácil encontrar alguém em quem possais colocar um diferencial de luz e reconhecê-lo como puro e bom, sem que elas vos sejam e também vacilem como humanos?
É que constumamos nos blindar de forma drástica, sem nenhuma explicação lógica, em alguns encontros casuais, ou mesmo em compromissos mais duradouros.
São tendências naturais da abnormalidade. E a melhor defesa para o ego costuma ser a inversão de valores e o acúmulo de merdas no outro ser, a quem julgamos amar ou odiar, ou de quem nos dizemos amigos.
Se levarmos em contra esse paradoxo de o ser se ver bem, e não tão bema o próximo, a tendência, pelo ceticismo, é o devaneio pela busca no outro do que, na verdade, nem nós temos: a sublime condição de não mentir, de não jogar e de nao ludibriar.
Haveria algum porto Salvador de nós mesmos, se empurramos nossas próprias culpas nos outros?
Não. Definitivamente não. O devaneio é nato e, se a vida tem tanto de sorrisos como de choros, e tanto de alegrias como de angústias a tendência clara é de se desfazer do lixo. E o modo mais fácil de se fazer isso, mesmo inconscientemente é os jogado aos outros.
Se juntarmos tudo isso com os traumas da infância e da fase adulto, tudo fica ainda mais difícil. Se juntarmos o virtualismo atual, ainda mais complicado, chegando mesmo a beirar a insanidade, a partir do ponto onde nos achamos bons demais e aos outros por demais ruins, buscadores de desejos de vãs punhetas.
E não é de se julgar nada. Nós mesmos somos vítimas dos mesmos atropelos, mas se nos masturbamos, colocamos nossos egos em disputa e juramos amores a quem mal conhecemos para, depois, com combates violentos, chover-lhes ataques e chuvas, não deveríamos ter o direito de ainda nos autoconsiderar puros, ou sequer melhor que eles.
De modo que o virtualismo aumenta sobremaneira a tendência ao devaneio que é, logicamente, fruto de nossas próprias frustrações, fraquezas e desejos. Ainda assim, ali a vida chora, brinca e sorri, mas para nós mesmos, quando há dor, culpamos alguém por ela, nunca assumindo que somos um corpo e que nós e que, em certas situações, somos a célula cancerígena.
Não que me intente vestir de sábio ou de egocêntrico, por outra, coloco-me no mesmo nível dos demais, propício, portanto, às mesmas vesanias, às mesmas fantasias, ao mesmo avesso exercício do ego e às mesmas quedas covardes, com o afiado verbo aos demais atirados.
A questão é muito mais profunda. Na verdade, não se importa onde a pessoa se enocntra, ela tende a andar nas margens. No virtualismo, entretanto, tais marges ou desaparecem, deixando tudo parecer possível ou são ignoradas, sendo as coisas quase sempre diferentes do que nos ocorre na realidade.
Concluindo, o devaneio é imanente e precise ser autocontrolado. É maior no meio cibernético e não creio que se vestir de erudição, de anjo, de herói imbatível, de doutrinador com alguma autoridade, de dons huans valha absolutamente nada.
Tal qual na realidade, a participação pelo virtualismo é pessoal; e as responsabilidades por ultrapassar as margens devem também ser pessoais, e nao jogadas ao mundo, como se o mundo fosse nosso depósiti de destroços, de lixos e de porras.
Assim, acho que jamais encontraremos um meio etério e puro, porque a grande barreira está dentro de cada um de nós. Ou vós achardes fácil encontrar alguém em quem possais colocar um diferencial de luz e reconhecê-lo como puro e bom, sem que elas vos sejam e também vacilem como humanos?
202
ASSIM DIZ O NIILISTA!
Por que
ainda sonhas tanto
com os reluzentes voos
dos anjos,
com a vigorosa
força dos mitos e lendas
e com as promessas
dos homens?
Porventura,
já não conheces o suficiente
de tudo que há à vã
estrada?
Antes, anda e apressa-te
sem olhares muito para os lados,
mova a terra e dela
os vermes,
transita as sombras
com coragem e evita a exagerada
exposição às luzes
artificiais;
evita também
e, sobretudo, as pedras.
Ah, as pedras,
essas estão por toda parte,
mas - mesmo assim -
nunca pares,
carrega tua cruz
por entre os anjos, os mitos, as lendas
os homens, os vermes
e as pedras.
ainda sonhas tanto
com os reluzentes voos
dos anjos,
com a vigorosa
força dos mitos e lendas
e com as promessas
dos homens?
Porventura,
já não conheces o suficiente
de tudo que há à vã
estrada?
Antes, anda e apressa-te
sem olhares muito para os lados,
mova a terra e dela
os vermes,
transita as sombras
com coragem e evita a exagerada
exposição às luzes
artificiais;
evita também
e, sobretudo, as pedras.
Ah, as pedras,
essas estão por toda parte,
mas - mesmo assim -
nunca pares,
carrega tua cruz
por entre os anjos, os mitos, as lendas
os homens, os vermes
e as pedras.
203
NÃO HÁ SÓ AMOR, HÁ SEVERAS MÁGOAS CONTRA AS QUAIS LUTO
A chuva
era constante, e o vento era
extremamente selvagem,
havia mortos
e fantasmas ainda urrando
seus prazeres e suas dores do lado
de fora:
dentro da cabana
até que tentei nos manter
do mundo separados,
mas, depois
de constatado teu narcisismo
e teus enganos e desenganos junto
a anjos brancos de outras
cidades,
eu fui obrigado
a me deixar jogado do lado
de fora!
era constante, e o vento era
extremamente selvagem,
havia mortos
e fantasmas ainda urrando
seus prazeres e suas dores do lado
de fora:
dentro da cabana
até que tentei nos manter
do mundo separados,
mas, depois
de constatado teu narcisismo
e teus enganos e desenganos junto
a anjos brancos de outras
cidades,
eu fui obrigado
a me deixar jogado do lado
de fora!
96
AO DESERTO NÃO HÁ PÁSSAROS NEM FLORES EM DEMASIA
Mata os fantasmas que
povoam os porões de nossas mentes,
rasga as cartas
de amor que recebeste no passado,
esquece as genitálias
que te penetraram em quentes
e ardorosas noites de sexo
e de êxtase,
manda embora
os anjos assoberbados de roupas brancas,
luminosas auras e palavras demasiado
voláteis,
não dexes nada inacabado
do tipo que possa provocar orgasmos
mentais ou físicos tardios dos momentos
outrora vividos,
enterra o cibernetismo,
com suas poesias e com seus falsos puritanismos
que, às escondidas, vivem
a catar lixos literários
e promiscuidades
virtuais; e vai ao cão,
o segredo, que a ninguém será
revelado!
povoam os porões de nossas mentes,
rasga as cartas
de amor que recebeste no passado,
esquece as genitálias
que te penetraram em quentes
e ardorosas noites de sexo
e de êxtase,
manda embora
os anjos assoberbados de roupas brancas,
luminosas auras e palavras demasiado
voláteis,
não dexes nada inacabado
do tipo que possa provocar orgasmos
mentais ou físicos tardios dos momentos
outrora vividos,
enterra o cibernetismo,
com suas poesias e com seus falsos puritanismos
que, às escondidas, vivem
a catar lixos literários
e promiscuidades
virtuais; e vai ao cão,
o segredo, que a ninguém será
revelado!
128
GENIALMENTE TENEBROSA
Mais que uma queda: morte!
Sinto-me destruído com o que,
em vida jamais conseguiu a ta ponto
___ me atingir:
agora, enternecido,
mesmo aos mais ensolarados dias,
com as recordações de nosso maior,
mais intenso e mais doloroso
___ amor,
visto aos versos
teu ausente manto frio
e, em mim, uma escura e constante
___ noite sem sentido!
Sinto-me destruído com o que,
em vida jamais conseguiu a ta ponto
___ me atingir:
agora, enternecido,
mesmo aos mais ensolarados dias,
com as recordações de nosso maior,
mais intenso e mais doloroso
___ amor,
visto aos versos
teu ausente manto frio
e, em mim, uma escura e constante
___ noite sem sentido!
183
MEU MAIOR ENGANO
Houve um tempo
em que andar contigo parecia
ser tão grandioso
(em amores,
sublimidades e sempiternidades
ofertadas;
e, diante de
imagens e pedras ao caminho, demonstrou-se
tão limitado
(mas tão limitado)
que não moveria nem o mais
misantrópico dos anjos.
em que andar contigo parecia
ser tão grandioso
(em amores,
sublimidades e sempiternidades
ofertadas;
e, diante de
imagens e pedras ao caminho, demonstrou-se
tão limitado
(mas tão limitado)
que não moveria nem o mais
misantrópico dos anjos.
143
VAI DOER DE TODO JEITO!
Que coisa meio estranha
e demasiado doída:
depois de dois
anos habitando um distante
frio,
com ela subestimando
a minha precária condição física,
as imagens e as cores
lida,
sozinho numa
intensa luta pela vida e ela
a se mantendo distante
e vazia,
apareceu uma flor
que entrou em meu deserto
já nenhuma experança
exígua.
Agora se me irrompe
uma luta entre o antes tempestuoso
mar de amor e o calmo, sensível e amoroso
lago de águas tranquilas!
e demasiado doída:
depois de dois
anos habitando um distante
frio,
com ela subestimando
a minha precária condição física,
as imagens e as cores
lida,
sozinho numa
intensa luta pela vida e ela
a se mantendo distante
e vazia,
apareceu uma flor
que entrou em meu deserto
já nenhuma experança
exígua.
Agora se me irrompe
uma luta entre o antes tempestuoso
mar de amor e o calmo, sensível e amoroso
lago de águas tranquilas!
211
A QUÂNTICA, O INFINITO E A SENCIÊNCIA HUMANA
É muito possível,
quanticamente, que nos reencontremos
novamente um dia,
aliás esta realidade
já existe independente de morte
ou vida:
é que o comportamento
ondulatório das elementares partículas
que nos compõem
já se fragmentam em meu
ser que ainda está sob a ponte, em teu
ser que dela já passou
e em todos que já houve,
há ou haverão, assim como em todas
as coisas possivelmente existentes neste
infinito Cosmo em expansão;
porém, advindos
de tal imprevisível e comportamento de ondas,
totalmente comuns
e incomuns,
fragmentadamente
em possibilidades de eternos sins
e nãos.
quanticamente, que nos reencontremos
novamente um dia,
aliás esta realidade
já existe independente de morte
ou vida:
é que o comportamento
ondulatório das elementares partículas
que nos compõem
já se fragmentam em meu
ser que ainda está sob a ponte, em teu
ser que dela já passou
e em todos que já houve,
há ou haverão, assim como em todas
as coisas possivelmente existentes neste
infinito Cosmo em expansão;
porém, advindos
de tal imprevisível e comportamento de ondas,
totalmente comuns
e incomuns,
fragmentadamente
em possibilidades de eternos sins
e nãos.
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Comentários (7)
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SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Lindo e provocante!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*