Lista de Poemas
A INVASORA
Quando chegaste,
por educação, eu abri a porta
da sala para te atender;
mas eu não
sabia que invadiria meu quarto,
entraria em mim,
tomaria meu coração
e faria escrava de um louco
e impossível amor, minha alma,
Senhora!
por educação, eu abri a porta
da sala para te atender;
mas eu não
sabia que invadiria meu quarto,
entraria em mim,
tomaria meu coração
e faria escrava de um louco
e impossível amor, minha alma,
Senhora!
156
EM ALGUM CEMITÉRIO
Em um cemitério qualquer,
um túmulo sobre o qual está uma velha
cruz:
ao túmulo,
encontra-se enterrada a sendual
magia
que causava
a quem, lhe tocasse, amor
com excitadíssimo fogo e venenosas
flechas!
um túmulo sobre o qual está uma velha
cruz:
ao túmulo,
encontra-se enterrada a sendual
magia
que causava
a quem, lhe tocasse, amor
com excitadíssimo fogo e venenosas
flechas!
107
EU E VÓS
Sou dissimulado
e vadio demais para escrever aqui,
no meio de menestréis, puritanas e anjos
mascarados;
assim como
eles vê, desfilam, exibem troféus
literários, conquistas, fazem suas masturbações
egocêntricas, literária
e genitálicas,
sem perceberem
que são frágeis demais para lerem
e aguentarem os labirintos subterrâneos
do ser que mostro em sais
e pós!
e vadio demais para escrever aqui,
no meio de menestréis, puritanas e anjos
mascarados;
assim como
eles vê, desfilam, exibem troféus
literários, conquistas, fazem suas masturbações
egocêntricas, literária
e genitálicas,
sem perceberem
que são frágeis demais para lerem
e aguentarem os labirintos subterrâneos
do ser que mostro em sais
e pós!
170
A SABEDORIA DO AMOR
... nunca te
ensinara, baby, no verão
e no outono,
é preciso ajuntar,
pedaços de sóis
para que
dois amantes resistam juntos
às intempéries de algum rigoroso
inverno?!
ensinara, baby, no verão
e no outono,
é preciso ajuntar,
pedaços de sóis
para que
dois amantes resistam juntos
às intempéries de algum rigoroso
inverno?!
176
O PODER DE UMA MUSA
... naquela noite
estava em profundo êxtase
so de lhe contemplar o olhar
em brilho,
e ela ainda
deu uma cruzada de pernas
deixando transparecer a calcinha
com aquele pacotinho
que imediatamente
me deixou ali, em sua frente,
silente e dissimuladamente, sob
a calça, em brasa pura!
estava em profundo êxtase
so de lhe contemplar o olhar
em brilho,
e ela ainda
deu uma cruzada de pernas
deixando transparecer a calcinha
com aquele pacotinho
que imediatamente
me deixou ali, em sua frente,
silente e dissimuladamente, sob
a calça, em brasa pura!
142
ALTA MADRUGADA
Era alta madrugada,
ruídos fantasmagóricos estremeciam
a realidade perturbada
de meu ser:
as coisas e os sentimentos
inaugurados pelas avesgalhadas
senciências do ego,
os sinuosos passos
dos puristas e dos anjos de plantão,
com suas superbíssimas
e incautas atuações ao palco da vida,
enquanto se promiscuíam
por detrás de negras
cortinas
- com extremo agravo,
gerado pela presença insana
de uma tênebra demônia -;
tudo parecia mover-se
aos profundos precipícios
que se me abriam às entranhas vazias,
até que a contemplei
à nuvem
- uma bela e esplende
guerreira -,
onde depositei
minhas derradeiras esperanças
e meu dádivo e sincero
coração.
P.S. E tenho um receio: de que, sob chuvas e fogos, se esse sonho morrer, morram-se com ele todas as novas porvindouras manhãs.
ruídos fantasmagóricos estremeciam
a realidade perturbada
de meu ser:
as coisas e os sentimentos
inaugurados pelas avesgalhadas
senciências do ego,
os sinuosos passos
dos puristas e dos anjos de plantão,
com suas superbíssimas
e incautas atuações ao palco da vida,
enquanto se promiscuíam
por detrás de negras
cortinas
- com extremo agravo,
gerado pela presença insana
de uma tênebra demônia -;
tudo parecia mover-se
aos profundos precipícios
que se me abriam às entranhas vazias,
até que a contemplei
à nuvem
- uma bela e esplende
guerreira -,
onde depositei
minhas derradeiras esperanças
e meu dádivo e sincero
coração.
P.S. E tenho um receio: de que, sob chuvas e fogos, se esse sonho morrer, morram-se com ele todas as novas porvindouras manhãs.
227
CADÁVER QUE ANDA
... sedendo,
faminto e me arrastando
já há tanto tempo neste seco e sombrio
deserto,
já não alargo
minhas pupilas para imaginar
um mais razoável
horizonte,
já não alço
as asas dos sonhos para não
me quedar novamente da subsequente
encruzilhada,
já não dou ouvido
às canções dos anjos porque eles
me dilaceram levando-me ao inferno
dos homens.
Então,
apenas ativo o olfato,
aspire o perfume de uma flor
que resiste ao deserto,
aspiro
como se fosse o ultimo perfume
que sentirei em minha
vida,
tentando
me esquecer das passadas e incontáveis
chuvas de fogos e de pedras!
faminto e me arrastando
já há tanto tempo neste seco e sombrio
deserto,
já não alargo
minhas pupilas para imaginar
um mais razoável
horizonte,
já não alço
as asas dos sonhos para não
me quedar novamente da subsequente
encruzilhada,
já não dou ouvido
às canções dos anjos porque eles
me dilaceram levando-me ao inferno
dos homens.
Então,
apenas ativo o olfato,
aspire o perfume de uma flor
que resiste ao deserto,
aspiro
como se fosse o ultimo perfume
que sentirei em minha
vida,
tentando
me esquecer das passadas e incontáveis
chuvas de fogos e de pedras!
179
O NADA SEMPRE EXISTIU E EXISTIRÁ
Nada somos
senão o que reinventamos
com nossas retinas humanas
laivas
e senão
como nos reiventamos entre
coisas que perderam completamente
suas naturais virgindades
com nossos
sencientes olhares a elas
pousados;
ou seja,
a questão não é a noite,
não são as sombras, não são as luzes,
não são os mares, nem as estrelas,
e não é o amor,
nem é o desejo, nem é a mágoa,
nem é a esperança, nem é a angústia
e a dor:
a questão é que,
sendo o que há o nada reiventado,
mesmo despercebidamente, quando de nossa
passagem, é o nada que
ficará!
senão o que reinventamos
com nossas retinas humanas
laivas
e senão
como nos reiventamos entre
coisas que perderam completamente
suas naturais virgindades
com nossos
sencientes olhares a elas
pousados;
ou seja,
a questão não é a noite,
não são as sombras, não são as luzes,
não são os mares, nem as estrelas,
e não é o amor,
nem é o desejo, nem é a mágoa,
nem é a esperança, nem é a angústia
e a dor:
a questão é que,
sendo o que há o nada reiventado,
mesmo despercebidamente, quando de nossa
passagem, é o nada que
ficará!
165
EU ESTAVA CHEIO DE VAZIOS TRISTES!
Quando me encontraste
ao deserto, sentia-me com o coração
vazio e com a alma cheia
de vazios e nadas;
hoje, os fantasmas
continuam em minha mente,
a vigiarem a hora de minha partida
definitivo,
algumas mariposas
ainda derramam escondidamente
um pouco de lágrimas e ferozes anjos inimigos
confabulam escondidos negras
pragas,
mas já não
me sinto tão só qusando teu olhar
me rodeia, quando tua boca
me beija,
quando acendes
uma vela em minha escuridão espessa
ou quando me leva, para me amar,
ao teu desejoso leito!
ao deserto, sentia-me com o coração
vazio e com a alma cheia
de vazios e nadas;
hoje, os fantasmas
continuam em minha mente,
a vigiarem a hora de minha partida
definitivo,
algumas mariposas
ainda derramam escondidamente
um pouco de lágrimas e ferozes anjos inimigos
confabulam escondidos negras
pragas,
mas já não
me sinto tão só qusando teu olhar
me rodeia, quando tua boca
me beija,
quando acendes
uma vela em minha escuridão espessa
ou quando me leva, para me amar,
ao teu desejoso leito!
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Comentários (7)
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SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Lindo e provocante!

Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*