Lista de Poemas
E A NOITE FOI NOSSA…
Noite cheia,
noite de brilhantes e silentes estrejas,
noite em que as mariposas se suicidavam
se esfregando nos postes excitados
de neon
e que os anjos
se reuniam para suas libidinosas orações
e encontros em algum fantástico
cando, cheio de cores, de desejos
e de encantos;
sim, noite escura,
mas sem fantasmas,
em que as senciências dos demais sapiens
adormecem, deixando-nos somente,
à quieta sombra,
o silêncio e o amor
para mutuamente (e em paz)
desfrutarmos!
noite de brilhantes e silentes estrejas,
noite em que as mariposas se suicidavam
se esfregando nos postes excitados
de neon
e que os anjos
se reuniam para suas libidinosas orações
e encontros em algum fantástico
cando, cheio de cores, de desejos
e de encantos;
sim, noite escura,
mas sem fantasmas,
em que as senciências dos demais sapiens
adormecem, deixando-nos somente,
à quieta sombra,
o silêncio e o amor
para mutuamente (e em paz)
desfrutarmos!
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HORA VAZIA II
... entre mitos,
anjos, deusas, liliths e belas
e sensualíssimas ninfas,
ia-me suicidado,
com prazeres cada vez mais tolos
nas estradas, nas matas
e nos leitos vadios
cada vez mais
longe de mim mesmo;
e ela me amando com toda paciência
e me mostrando
que, um dia,
ao estar me passando do suicídio de meus dias,
eu perceberia, enfim, olhando-lhe
as lágrimas nos olhos
o que é um amor
de verdade.
anjos, deusas, liliths e belas
e sensualíssimas ninfas,
ia-me suicidado,
com prazeres cada vez mais tolos
nas estradas, nas matas
e nos leitos vadios
cada vez mais
longe de mim mesmo;
e ela me amando com toda paciência
e me mostrando
que, um dia,
ao estar me passando do suicídio de meus dias,
eu perceberia, enfim, olhando-lhe
as lágrimas nos olhos
o que é um amor
de verdade.
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ANTES DE PARTIR
... serei
um caminho, uma luz
ou uma cruz,
ora cordeiro,
ora devorador,
ora um anjo sublime,
ora um demônio devorador,
ora ainda ao chão
ora ainda à transfiguração à nuvem;
toma
e alastra em mim a fronteira
do amor
até que me
vigore a grande noite
escura
e o silêncio
que não mais possa ser
agredido.
um caminho, uma luz
ou uma cruz,
ora cordeiro,
ora devorador,
ora um anjo sublime,
ora um demônio devorador,
ora ainda ao chão
ora ainda à transfiguração à nuvem;
toma
e alastra em mim a fronteira
do amor
até que me
vigore a grande noite
escura
e o silêncio
que não mais possa ser
agredido.
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NÃO FUGIMOS DAS PEDRAS E NEM DAS CHUVAS
... para amar, como
concordo com Drumond,
em não devendo ser verbo transitivo,
deve-se ser por entre
os jardins, as flores e os espilhos que
elas contém aos caules
escondidos,
aos céus zuis,
às areias movediças e aos pantanosos
vales onde os fantasmas se abrigam
e se escondem,
na cama,
como na fama, da flama ou na lama
onde possa aparecer todo e qualquer delírio
ou desafio ao dois cúmplices
amantes!
concordo com Drumond,
em não devendo ser verbo transitivo,
deve-se ser por entre
os jardins, as flores e os espilhos que
elas contém aos caules
escondidos,
aos céus zuis,
às areias movediças e aos pantanosos
vales onde os fantasmas se abrigam
e se escondem,
na cama,
como na fama, da flama ou na lama
onde possa aparecer todo e qualquer delírio
ou desafio ao dois cúmplices
amantes!
👁️ 108
HORA VAZIA III
... não dá
para viver assim, ainda temos,
mesmo que não nos
seja possível,
de tentar subir
os montes, secar os mares
e colher algumas
estrelas,
mesmo que
seja apenas para enfeitar
a pequena eternidade
em que nos ainda estamos
despertos.
para viver assim, ainda temos,
mesmo que não nos
seja possível,
de tentar subir
os montes, secar os mares
e colher algumas
estrelas,
mesmo que
seja apenas para enfeitar
a pequena eternidade
em que nos ainda estamos
despertos.
👁️ 140
HORA VAZIA
... sempre tive
o péssimo hábito de imaginar que
podia levar tudo no peito,
o que pensava
ser um mar, um céu ,
um paraíso onde houvesse uma possível
paz pela qual lutar,
o que pensava
amar e o que pensava odiar, sempre
transcendendo tolamente a dimensão
do real.
E ela ali,
do meu lado, dizendo-me que eu me andava
longe de mim mesmo,
com meus pensamentos
vagos, com meus desejos bastardos
E com minhas visões
embaçadas,
Sempre
alheio de que nossa sorte
já estava lançada!
o péssimo hábito de imaginar que
podia levar tudo no peito,
o que pensava
ser um mar, um céu ,
um paraíso onde houvesse uma possível
paz pela qual lutar,
o que pensava
amar e o que pensava odiar, sempre
transcendendo tolamente a dimensão
do real.
E ela ali,
do meu lado, dizendo-me que eu me andava
longe de mim mesmo,
com meus pensamentos
vagos, com meus desejos bastardos
E com minhas visões
embaçadas,
Sempre
alheio de que nossa sorte
já estava lançada!
👁️ 135
SE QUERES AMAR MELHOR
... não digas
com a boca o que sentes com as genitálias
excitadas,
não penses
nem elucubres sobre qualquer coisa
que não alcancem tuas retinas
embaçadas
e se queres pronunciar algo,
use uma mordaça na palavra e dize-o
com a demonstração dos atos, e com o silêncio
de teu adoecido coração
apaixonado!
com a boca o que sentes com as genitálias
excitadas,
não penses
nem elucubres sobre qualquer coisa
que não alcancem tuas retinas
embaçadas
e se queres pronunciar algo,
use uma mordaça na palavra e dize-o
com a demonstração dos atos, e com o silêncio
de teu adoecido coração
apaixonado!
👁️ 188
PESOS E PESADELOS
Há pesos demasiado
excessivos ao ser humano.
Há ocasiões
em que se dobram até os mais
fortes joelhos.
E, essas horas,
invocados são todos os deuses para o utópico
sonho de um amanhã
mais ameno.
Sim,
sempre o dia seguinte:
Só ele contéem tanto o contraveneno ao presente,
como o alívio do apagamento!
excessivos ao ser humano.
Há ocasiões
em que se dobram até os mais
fortes joelhos.
E, essas horas,
invocados são todos os deuses para o utópico
sonho de um amanhã
mais ameno.
Sim,
sempre o dia seguinte:
Só ele contéem tanto o contraveneno ao presente,
como o alívio do apagamento!
👁️ 170
XANAS SÃO SÓ A METADE DO NEGÓCIO. É PRECISO TAMBÉM UMA MENTE CAPAZ!
... o desejo
ocupa a planície do corpo,
o gemido da boca, os fogos
em descontrolados
gozos,
isso é bom,
isso é delicioso,
isso é mais que demais;
mas, infelizmente,
não contempla o todo, nem as ciências
e as delícias do mal e dos abismos
insossos,
que nos
provoquem as verdadeiras
dores do amor e da parturiente
em literários fogos
ocupa a planície do corpo,
o gemido da boca, os fogos
em descontrolados
gozos,
isso é bom,
isso é delicioso,
isso é mais que demais;
mas, infelizmente,
não contempla o todo, nem as ciências
e as delícias do mal e dos abismos
insossos,
que nos
provoquem as verdadeiras
dores do amor e da parturiente
em literários fogos
👁️ 128
APRENDIZADO
Eu nada tenho
a ensinar que também não
tenha aprendido
com meus outros
semelhantíssimos irmãos
igualmente
sábios, soberbos e abnormalmente
humanos!
diante do sincero
silêncio de seus espelhos
ou dos vaidosos reflexos de suas fantásticas
imagens!
👁️ 192
Comentários (7)
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fernanda_xerez
2018-08-17
SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
fernanda_xerez
2018-02-26
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
2018-01-09
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
fernanda_xerez
2017-12-23
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
fernanda_xerez
2017-12-23
Lindo e provocante!
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Español
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*