Escritas

Lista de Poemas

Sem Tempo





Penso constantemente em ti,
Durante todo o dia e horas,
E não me chegando nunca,
Penso em ti toda a noite,
E nos intervalos da insónia,
Sonho contigo como uma dádiva,
Não tenho tempo de sobra algum,
Pois nada mais interessa realmente,
Só a tua calma que em mim se instala,
Só a vontade de te tocar e beijar,
Só o teu sorriso que me conforta,
Só a tua presença espiritual me alivia,
Só as tuas caricias me trazem a paz,
Só as estrelas que moram no teu olhar,
Só a tua pele branca de fada me cativa,
Só tu meu amor me despertaste da dor,

Só por ti alguma vez valeu a pena ter nascido,
Só por ti sempre valerá a pena ter morrido,
Minha doce amante que me ensinaste a amar,
Levarei a tua memória comigo para a eternidade,
Para também lá sempre me lembrar da tua bondade,
E continuar persistindo eternamente a te amar.


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Amor Eterno





Amar-te-ei para todo o sempre minha querida,
Mesmo na derradeira e dorial hora da despedida,
O teu nome será a minha última palavra dita,
Teu sorriso etéreo me acompanhará senhorita.
Enquanto tuas fiéis lembranças me apaziguam.

Ao sabor das tão dóceis carícias imaginadas,
Melodrama atónito do meu sofrido predestino,
Onde e por andaste meu Amor mor dançarino,
Roubaste-me todas as dores mais desalmadas.


(Acróstico)

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Minha Pomba Branca





Se não tivesses tal pomba pousado em minha mão,
Que desperdício teria sido toda a minha oca vida,
Se não tivesses beijado meus lábios em pura visão,
Qualquer tristeza nunca jamais em mim seria mantida.

E se não me tivesses feito julgar ser amado,
Seria o mesmo alado espanto que em mim existe,
Se não tivesses meu braço para dançar pegado,
Estaria no peito ardente por ti o amor que me instruíste.

Obrigado por simplesmente tu e só tu existires,
Obrigado por teres nascido naquele santo dia,
Obrigado pelo teu perene sorriso antes de partires.

Obrigado pela tua alva beleza impar e celestial,
Obrigado pelas tuas saudades que me consomem,
Obrigado pelo meu por ti crescente desejo bestial.


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O Amor




O amor que transborda de mim em cascata,
De alegrias aspiradas de ti em minha paixão,
Só a sua essência pura e divina me desacata,
O coração sofrido incrédulo em vã exaustão.

O amor guia prometido de um sonho inteiro,
Quando chegou plácido em névoa se tornou,
Largado como caducas folhas de Outono ligeiro,
Veio sereno pousar e na minha alma se deitou.

O amor que mata a sede às almas perdidas,
Que aligeira a longa árdua caminhada exausta,
Que enche de luz as perenes noites combatidas,
Através apenas da tua lembrança tão fausta.

O amor que nasceu dos confins do infinito,
Diluído vigoroso em quimera utópica sensorial,
Varre-me de desejos ansioso de ser teu eleito,
Nunca te esquecerei minha bailarina celestial.


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A Tristeza Saiu à Rua





A tristeza que carrego em lavores,
Sem qualquer razão aparente,
Condicionado à sombra de humores,
Refastelado na morte iminente.

A tristeza que me bateu à porta,
Não me deixou qualquer recado,
Enviesou-me a vida tão torta,
Sem azo a qualquer pecado.

A tristeza que emano de mim,
É maior que a maior desilusão,
O anseio que embalo do fim,
Escarnece-me a dor no coração.

A tristeza que eu descobri,
Incessante e implacável,
Foi de vós que recebi,
De fonte insofismável.


Lisboa, 30-10-2013

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Sem Te Encontrar





Não te fixei o olhar,
Nem te consegui dedilhar,
Sem encantamentos,
Nem emolumentos,
Dilui-me em dor,
Em puro torpor,
Imolado na loucura,
Que perdura,
Deixaste-me o perfume,
No meu azedume,
E eu sequei as saudades,
De todas as inverdades,
As lágrimas contidas,
Do coração vertidas,
Ninguém bateu à porta,
Da minha natureza morta,
O sol nunca mais nasceu,
Quando o assombro se perdeu,
Enviusado no sentir,
Extinto ao resistir.


Lisboa, 21-10-2013

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Se Ao Menos





Se ao menos me largassem ao vento,
Voaria leve como papagaio de papel.
Se ao menos me largassem ao mar,
Mergulharia no mais profundo azul.
Se ao menos me largassem ao jardim,
Floriria em todas as Primaveras.
Se ao menos me bajulassem,
Despiria meus trajes de confrade.
Se ao menos me condenassem,
Fugiria das masmorras que me prendiam.
Se ao menos me libertassem,
Naufragaria numa qualquer ilha.
Se ao menos me viessem esperar,
Eu porventura encontrar-me-ia.
Se ao menos me não esquecessem,
Acolheria as menções honrosas.
Se ao menos me chorassem um dia,
Mais depressa à tumba iria querer voltar.


Lisboa, 21-19.2013

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Melodias Tristes





Estou e sinto-me desde sempre velho ouvindo antigas melodias de outrora para todo o sempre tristes, que me fazem sonhar e chorar, e por detrás desta máscara austera de emoções bulímicas, escondo uma sensibilidade que é só de e para mim.

Comove-me hoje e desde sempre o sonho ideal que impele as pessoas, muito sinceramente, em contraste com a minha pessoa que apenas anseia uma boa noite de sono sem barulhos, nem telefonemas urgentes, nem projectos de dias de amanhã quaisquer, apenas um para todo o sempre reconfortante fingir de morto no meu leito de irrelevância.

Esta música que me invadiu o imaginário e percorre o meu âmago diariamente e desde sempre, faz como que transparecer a inocência de povos depreciativamente ditos primitivos, com ancestral sabedoria do viver simples e harmonioso, transbordando numa concórdia quase idílica e contagiante.

A verdadeira congruência da Humanidade estampada: na busca do santo graal da suprema serenidade de espírito, na budista paz infinita do contentamento e realização do grande Siddhartha.

Queria fazer desabrochar a tristeza que trago em mim em orquídeas amarelas de cetim num qualquer sem jardim.

Quando só me encontro na ausência de luar, na desesperança da solidão, na inconsequência do alcançar.

Músicas tristes percorrem o meu coração invadido por enxames de extrema desilusão, afogado em absinto de mercadores de frustração.

Gloriosos os bem-aventurados que inegavelmente se sentem em paz e realizados, imbuídos na sua miragem divina.

Quanto a mim até mais ou até quando posso continuar a insistir no masoquismo de viver.


Lisboa, 24-10-2013

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Nunca Mais




Nunca mais estarei só,
Por apenas tu existires,
A tua imagem em sonho,
Percorrido à exaustão,
Afaga-me todas as dores,
Até ao fim da razão.

Nunca mais estarei triste,
Por jamais me esquecer de ti,
Daquele sorriso perene,
Que deixaste na tua face,
Que eu nunca beijei,
Mas adorei de verdade.

Não quero mais nada,
Só os teus beijos,
Passear de mão dada,
Acordar sempre juntos,
Dançar muito agarrados,
E chorarmos baixinho os dois.

Nunca mais sucumbirei,
Porque bebi do teu amor,
Até à êxtase total,
Ele sim é eterno,
Viverá em mim sempre,
Até cair a noite final.


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Quando Eu te Vi





Quando pousaste a mão leve na minha fronte,
Logo a paz serena se instalou em meu espirito,
As palavras mágicas que eu bebi de tua fonte,
Deixaram o meu pobre ser impávido e atónito.

Quando te conheci era mais um dia de Natal,
Um verdadeiro milagre nesse dia aconteceu,
Tinhas-te vertido em alvas lágrimas de luz fatal,
Que incidiram em meu coração vindas do céu.

Inocente alma tão pura e bela me chegou,
Naquele dia cheio da minha inteira solidão,
O teu longo cabelo negro logo me despertou.

Fiquei nele perdidamente emaranhado em ti,
Fervorosamente fugi da incauta ausência de razão,
De me ter perdidamente apaixonado pelo que li.


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Comentários (1)

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2014-09-02

Sabe porque perguntei? Porque achei o preço muito bom. Não sobrecarrega o leitor. Sinceramente acho que o smeus livros estao um pouco caros. Como faz para fazer esse preço? Os preços dos meus não foram decididos por mim. Foi pela editor. Desculpe perguntar.