Lista de Poemas
O Mistério do Amor
O mistério do verdadeiro Amor que se escondia em Ti,
Ali sempre morou evocando a essência sentida da vida,
Tão-somente o fermento que enaltece a alma,
Carecida de transfiguração em paixão proibida,
Para todo o sempre valorizará essa palavra bendita,
E dar-ma-ás a conhecer a mim que a desconhecia,
Até me apareceres num cavalo branco alado,
Surgindo com os cabelos negros soltos ao vento,
Vinhas nua vestida com um manto de estrelas cadentes,
As flores caiam incólumes à tua enlevada passagem,
E eram tantos os lírios, as camélias, as rosas e as malvas,
Todos elas ofuscadas por Ti a mais bela flor jamais largada,
Aos meus braços vieste repousar como uma leve pena,
A indelével inocência imaculada que de ti me trespassava,
Com o altivo Amor imenso que do teu coração brotava,
E pobre de mim rendido ao teu encantamento de fada,
Lavaste-me todas as minhas dores perpétuas insanáveis,
Eu fiquei sereno e apaziguado sem quaisquer mazelas,
Dos tempos em que pela tua ansiada vinda eu só chorava,
Ficaram apenas as fabulações oníricas que imaginava,
Em belos sonhos de arco-íris raiados em Ti projectados,
Fui fulminado e preso pela tua áurea de luz concupiscente,
Minha rainha do Amor que eu venero e sublevo até morrer.
Contigo
Contigo a sós desejei para sempre junto ficar,
Ao teu encontro desejei ir afogar o meu sofrer,
Pelos teus lábios matei a sede do meu suplicar,
Nas palavras que mitigam o medo de te perder.
Contigo aprendi a olhar o mar e a sorrir á Lua,
Vieste com a poesia dos teus horizontes largos,
Que me encheu a alma outrora vazia agora Tua,
Vieste para mim florindo de cor os meus burgos.
Contigo caminharia feliz ao sabor das tuas rimas,
Despojar-me-ia de todos os desalentos e ensejos,
Só te queria por perto para aparar as tuas lágrimas,
Só me queria confortar com os teus doces beijos.
Contigo caminharei para o infinito dos céus azuis,
Ao sabor dum chamamento teu que ecoa por mim,
Para me perder só no teu corpo como sempre quis,
Meu templo sagrado de amor perfumado a jasmim.
Contigo entrelaçaremos os abraços queridos,
Em noites de pura paixão e edílica harmonia,
Juraremos nosso amor eterno em leves gemidos,
Resplandecendo nossos corações em evidência.
Não Queria Acreditar
Não queria acreditar no que me tinha acontecido,
Naquele dia singelo em que sofria entristecido,
Vi-te surgir no horizonte ofuscando tudo e todos,
À tua passagem soltaram-se belas flores de lótus.
Não queria acreditar nesta diva encantada luzidia,
Onde agora nos seus lábios bebia o néctar da vida,
Enfeitiçado fiquei receando a tua derradeira caricia,
Nos teus doces braços me embalas de paixão servida.
Não queria acreditar no que os teus olhos me diziam,
Que a paz e a felicidade em sonhos de amor venceriam,
Olhar enigmático terno e meigo que me alimenta o desejo,
De conseguir um beijo teu minha donzela num lampejo.
Não queria acreditar na pureza emanada do teu corpo,
Objecto do meu louco desejo por tocar-te em devaneio,
O delírio que dele transparece em formusura tão fina,
Ai como queria perder-me e só ter como farol tua pele.
Falta-me o Ar
Falta-me o ar quando a pensar em ti desespero,
Eu adormeço murmurando baixinho o teu nome,
Falta-me o ar quando em meu sonho te espero,
A ternura infinita que emana de ti e me consome.
Falta-me o ar quando olho teu busto auroral,
No meu leito curo meu desejo de ti insatisfeito,
Falta-me o ar ao viver este amor intemporal,
Desventurosa afeição que poisou em teu peito.
Falta-me o ar quando leio teus versos ardentes,
Onde cantas frases de amor que me enlaçam,
Soltando beijos divinos nos meus lábios dormentes.
Falta-me o ar quando imagino o teu corpo despido,
Ao afagar-te a pele rosada e quente tão macia,
E os nossos corações unidos num só tão tórrido.
Noites de Paixão
As noites de paixão que idealizei contigo amor,
Espero-te impacientemente que me incendeis,
Sorriste-me quando estava inundado em dor,
Todo o meu ser flameja quando vós o acendeis.
As palavras ditas nos momentos de febril paixão,
Que nos atearam os corações em lenta agonia,
Afogamo-nos em beijos e demos os dois a mão,
Em delírio extremo e êxtase ficamos em sintonia.
Aquela noite mágica que desceu dos céus cintilantes,
Em que nos abraçamos como se fosse a última vez,
Onde elevamos o amor durante horas extenuantes.
Inesquecível noite em que calcorreei todas as curvas,
Do teu fogoso corpo suado dos prazeres errantes vividos,
Naquele serão em que as nossas almas ficaram mudas.
Como Eu Te Quero
Como eu te quero tanto Amor meu,
Consolo ardente nos meus desalentos,
Beijo de paz eterna nos meus tormentos,
A felicidade que o teu meigo olhar me deu.
Como eu te quero tanto Amor meu,
Afogar-te a boca com meus beijos,
Idolatrar-te em versos meus desejos,
Invoco tua imagem na saudade que me deu.
Como eu te quero tanto Amor meu,
Deslumbrar a tua excelsa imagem,
Acalmar a minha paixão na voragem,
Em ecos de paixão por ti que a sina me leu.
Como eu te quero tanto Amor meu,
Tocar-te em sonho o teu corpo ardente,
Viver como que em transe a paixão dolente,
No sufoco em que vivo desejoso pelo beijo teu.
Anseios Pueris
Anseio tanto as tuas cartas ao fim do dia,
Que para mim são autênticas cartas de alforria.
Anseio tanto viver plenamente este amor que sinto,
Pois foi o único que me fez verdadeiramente sofrer.
Anseio tanto esta saudade que me avassala por inteiro,
A saudade do amor da minha melhor amiga que me cativa.
Anseio tanto contemplar-te que te procuro sem cessar em qualquer lado,
Procuro-te nas faces das mulheres com que me cruzo na rua.
E assim acho as mulheres agora sempre mais formosas e bonitas.
Anseio ser o meu amor platónico muito perceptível,
Mas não escondo o que de tão belo me fez parecer.
Anseio pelas lágrimas derramadas deste amor sofrido,
Por isso tenho a certeza e sinto que é real e verdadeiro.
Anseio pelos meus poemas de amor parecerem ridículos e patéticos,
Mas não seriam realmente poemas de amor se não fossem risíveis e tolos.
Anseio tanto este amor anacrónico e intemporal gratuito,
Que se possa desfazer algum dia futuro ingloriamente.
Anseio tanto ouvir-te a voz talvez calma e serena,
Num chamamento hipnótico para só a ti te amar.
Ansiei tanto um encontro mágico de amor trágico,
Que agora compreendo o longo tempo esperado.
Ansiei tanto este meu amor incondicional por tanto tempo,
Que mesmo não correspondido ele continuará sempre meu,
E irá comigo para todo o lado e até ao meu derradeiro suspiro.
Anseio tanto este amor não palpável e inverosímil,
Porque no fundo sei que são essas as premissas,
Para que ele possa existir como se fosse milagre.
Anseio tanto amar-te em demasia e em contra senso,
Mas tinha o coração repleto de amor para oferecer,
Acumulado de muitos e longos anos de tanta asfixia.
Anseio pelas tuas palavras doces e ternurentas,
Fiz delas a fonte inspirada da minha vã utopia.
Desejos Meus
Como deve ser bom acordar sempre ao teu lado,
Estar sob feitiço constantemente por ti inebriado,
Como deve ser bom o teu beijo de bons dias matinal,
Colher na tua boca a doçura do beijar sentimental.
Como deve ser bom namorarmos os dois à beira mar,
Deixarmos as ondas acariciar-nos o nosso belo pensar,
Como deve ser bom aquele abraço forte que tanto anseio,
Confortar-me com ele invadido pela paz que de ti veio.
Só queria teu corpo acariciar uma vez mais meu bem,
Descansar minha cabeça dormente e dorida em teu regaço,
És tanto tempestade de partida como bonança que vem.
Só queria sentir mais o teu cheiro no meu corpo grudado,
Aquele cheiro expelido duma noite de amor sem igual,
És a orquídea mais rara e bela em meu coração plantado.
És o Meu Sol
É com a luz da tua verdade que me bendizes,
No céu negro estrelado cheio de tão misterioso,
Levantas à tua suave passagem brisas leves,
E deixas-me sempre tão dócil e desejoso.
O calor que irradia do teu corpo bendito,
Ai como suspiro por ele toda a clara noite,
O desejo por ti que arde deixa-me tão aflito,
Ansioso que teu doce beijo em mim pernoite.
O sol que me enche de alegria já nasceu,
Veio junto contigo no teu esplendor altivo,
Neste meu dia de trevas que agora pereceu.
Tenho tanto frio e o coração enregelado,
Vem afagar-me com tuas mãos de ninfa,
Para o meu mal de amor ser debelado.
O Teu Corpo em Mim
Sofro junto todas as tuas dores e mazelas,
O meu sangue corre quente nas tuas veias,
A paixão que te sufoca para-me o coração,
O teu caminho é a minha ilusão de novo rumo,
Tua face Terra Prometida em minha alma carecida,
Os teus suspiros eram a minha canção de embalar,
O prazer em beijos que nos sufocavam as bocas,
As caricias sem fim nem destino certo mitigavam,
A paixão que consumia nossos corpos já cansados,
De tanto amarem incessantes como se tudo fosse acabar,
Brincamos os dois à escondidas dos Deuses,
Fugimos do destino de amor fatal por eles concebido,
E quando nos unimos num só libertaram-se os medos,
Foi quando a eternidade deu sentido ao Universo,
O nosso amor era arauto da verdade celestial,
O mistério da vida desvendado em amor derramado,
Por nós dois amantes em languida perdição reclamado,
O nosso romance personificou o sonho em cantos de sereia,
Minha querida deusa do amor que em ti senti a libertação,
Quando em meus braços floriste em rosas enamoradas.
Comentários (1)
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“ Poesia Eterna Parte II”
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“ Amor Eterno - Antologia Poética”
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