Lista de Poemas
Prisão de Fogo
Ah! Sol, brilha em teu rosto
Amor em sabores de luz...
Reflexo de minhas sombras amargas
Não te vejo mais, só, sob a noite,
Tumultuando a sonolência do alento
Das distensões do meu ser cruento
Que rasgou as vestes puras
Por rastro imundo e caveiras nuas.
Ah! Sol, brilha em teu rosto
Na doce tarde embalada de pássaros...
Mas o ruído perpetua em meus ouvidos
No sombrio obscuro do abismo em mim,
Brincam as pupilas do meu rosto vazio
Eu bruxa ferida pela espada branca
Perambulo solitária e ilusória
Cantando no vaso quebrado a minha glória.
Ah! Sol, cantas e minha mão não te alcança
Sou pétalas caída no lodo infértil
Sou ramo destroncado da árvore sagrada
Sou crua e sou eu e somente nada
Sou por passos no caminho apagada
Pela poeira dos ventos soprada.
Oh Sol revolve minhas cinzas!
Faça acordar do pó do exílio maldito
Em vermelho de fogo
O amor que em mim é chama fria
Que se cala em meus lábios um segundo
antes do grito,...
Pois és tu, o carrasco alado de meus dias...
Amor em sabores de luz...
Reflexo de minhas sombras amargas
Não te vejo mais, só, sob a noite,
Tumultuando a sonolência do alento
Das distensões do meu ser cruento
Que rasgou as vestes puras
Por rastro imundo e caveiras nuas.
Ah! Sol, brilha em teu rosto
Na doce tarde embalada de pássaros...
Mas o ruído perpetua em meus ouvidos
No sombrio obscuro do abismo em mim,
Brincam as pupilas do meu rosto vazio
Eu bruxa ferida pela espada branca
Perambulo solitária e ilusória
Cantando no vaso quebrado a minha glória.
Ah! Sol, cantas e minha mão não te alcança
Sou pétalas caída no lodo infértil
Sou ramo destroncado da árvore sagrada
Sou crua e sou eu e somente nada
Sou por passos no caminho apagada
Pela poeira dos ventos soprada.
Oh Sol revolve minhas cinzas!
Faça acordar do pó do exílio maldito
Em vermelho de fogo
O amor que em mim é chama fria
Que se cala em meus lábios um segundo
antes do grito,...
Pois és tu, o carrasco alado de meus dias...
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Ondulada
Em ser nem alegre e nem triste
transformo o pouco de meu em lava
Sofro as pulhadas de lanças em riste
abandonada nas ondas bravas
Em ser nem alegre e nem triste
brinco de ser o deus do universo
Crio anjos e demônios se não existe
cavo fundo a dor sobre versos
Em ser alegre no sol de setembro
beijo as flores do caminho escuro
Apago meus passos e não me lembro
das dores murchas do destino duro
Em ser triste nas noites ermas
clamo alto pelo canto das sereias
Corro a qualquer abismo que me queira
choro lágrimas de espanto por minhas veias
Em ser o meio do nada
sem ponta fim dimensão
Sou feito pluma alada
bailando acima de Nãos
transformo o pouco de meu em lava
Sofro as pulhadas de lanças em riste
abandonada nas ondas bravas
Em ser nem alegre e nem triste
brinco de ser o deus do universo
Crio anjos e demônios se não existe
cavo fundo a dor sobre versos
Em ser alegre no sol de setembro
beijo as flores do caminho escuro
Apago meus passos e não me lembro
das dores murchas do destino duro
Em ser triste nas noites ermas
clamo alto pelo canto das sereias
Corro a qualquer abismo que me queira
choro lágrimas de espanto por minhas veias
Em ser o meio do nada
sem ponta fim dimensão
Sou feito pluma alada
bailando acima de Nãos
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Vivo
Se tenho o encanto dos lírios roxos
e cheiro a saudosas cores outonais
é por ser feita do dia e do instante
e não ter ilusões angustiantes
a me arrastar nos pedregulhos do chão
Se ao mesmo tempo tenho um sopro azul
e aguento a dor dos sonhos mortos
é em ser flor d'água marinha
ter na beira do mar a certeza
que serei puxada prum fundo tecnicolor
Se nem sombra nem alegria profunda
e marcas de agulhas tenho em meu corpo
é que me mato de prazer pelas noites chuvosas
com o amante enlouquecido de vida
que me enche da seiva sagrada do homem
Se for assim por um risco de existência
com doces dúvidas de maracujá
sei que sou a fábula perfeita a me contar
as histórias do mundo antes do nada
a história do sim e do não
Se for assim para ter um risco de existência
brinco de vida com o dado do amor
a rolar em meu corpo e no teu
oh magnífico instante!oh meu amante!
Vivo.
e cheiro a saudosas cores outonais
é por ser feita do dia e do instante
e não ter ilusões angustiantes
a me arrastar nos pedregulhos do chão
Se ao mesmo tempo tenho um sopro azul
e aguento a dor dos sonhos mortos
é em ser flor d'água marinha
ter na beira do mar a certeza
que serei puxada prum fundo tecnicolor
Se nem sombra nem alegria profunda
e marcas de agulhas tenho em meu corpo
é que me mato de prazer pelas noites chuvosas
com o amante enlouquecido de vida
que me enche da seiva sagrada do homem
Se for assim por um risco de existência
com doces dúvidas de maracujá
sei que sou a fábula perfeita a me contar
as histórias do mundo antes do nada
a história do sim e do não
Se for assim para ter um risco de existência
brinco de vida com o dado do amor
a rolar em meu corpo e no teu
oh magnífico instante!oh meu amante!
Vivo.
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Destino Amor Desamor, o amor maior
Minha doce ampulheta eterna
Como te quero como és!
De alto a baixo
No teu mais minúsculo
Minha clara manhã ensolarada
Como reluz cores lúcidas!
Investe em meus olhos
Esclarece e cura as dores
Meu querido amigo
Como se completa o meu e o teu!
Do grão de areia ao infinito céu
A canção maior de uma vida inteira!
Tu, meu tão amado Amor - Amor fati querido,
Eu...
Como te quero como és!
De alto a baixo
No teu mais minúsculo
Minha clara manhã ensolarada
Como reluz cores lúcidas!
Investe em meus olhos
Esclarece e cura as dores
Meu querido amigo
Como se completa o meu e o teu!
Do grão de areia ao infinito céu
A canção maior de uma vida inteira!
Tu, meu tão amado Amor - Amor fati querido,
Eu...
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