Lista de Poemas
Negação
A cada passo que dou na terra
Ouço seus suspiros na guerra
Ao tentar me esconder na caverna,
Chegas com milhares de sóis e lanternas.
Por que tem que ser assim?
Vem sempre atrás de mim.
Nego tua existência e toda materialidade,
Inevitavelmente me faz ver mais da tua fidelidade.
Que fidelidade é essa que me atormenta?
Que arrasta o corpo morto pelo verde pasto,
Parecendo sutil, mas ainda violenta.
Que posso diante de ti argumentar
Se todos meus tremores tornam meu corpo nefasto
E não posso ainda sentir como é te amar?
Ouço seus suspiros na guerra
Ao tentar me esconder na caverna,
Chegas com milhares de sóis e lanternas.
Por que tem que ser assim?
Vem sempre atrás de mim.
Nego tua existência e toda materialidade,
Inevitavelmente me faz ver mais da tua fidelidade.
Que fidelidade é essa que me atormenta?
Que arrasta o corpo morto pelo verde pasto,
Parecendo sutil, mas ainda violenta.
Que posso diante de ti argumentar
Se todos meus tremores tornam meu corpo nefasto
E não posso ainda sentir como é te amar?
👁️ 337
Vazio II
No assento etéreo onde está,
Sei que meu clamor pode escutar,
Que, por infelicidade, é estridente e causa surdez,
E seca o pranto da minha alma toda vez.
Por alguma ventura da vida,
Não sei mais se essa me parece corrida,
Os dias passam como aves no céu,
E o vazio se adentra, como o dedo no anel.
Ao olhar o céu, posso ser engolida
Pela tua imensidão, fico estarrecida
Pressinto, e espero, que lamentariam pela minha ida.
Porém, em palavras, posso finalmente expressar
De volta, o doce sentimento que é te amar,
Estarei em seu meio, de volta ao Lar.
Sei que meu clamor pode escutar,
Que, por infelicidade, é estridente e causa surdez,
E seca o pranto da minha alma toda vez.
Por alguma ventura da vida,
Não sei mais se essa me parece corrida,
Os dias passam como aves no céu,
E o vazio se adentra, como o dedo no anel.
Ao olhar o céu, posso ser engolida
Pela tua imensidão, fico estarrecida
Pressinto, e espero, que lamentariam pela minha ida.
Porém, em palavras, posso finalmente expressar
De volta, o doce sentimento que é te amar,
Estarei em seu meio, de volta ao Lar.
👁️ 342
Por você, lesma
Ian, doce Ian
Fico estarrecida com tua beleza,
Penso em ti, e me torno uma lesma,
Leve-me, Lieutenant.
Ian, doce Ian,
Há poucas rimas para encontrar
Com esse teu nome singular,
Resta-me buscar na pátria alemã.
Em palavras tentarei dizer
O amargo futuro
Em que não poderei te ver.
De vista perderei teus olhos puros
E terei que lembrar, diariamente,
De ti, amargamente.
Fico estarrecida com tua beleza,
Penso em ti, e me torno uma lesma,
Leve-me, Lieutenant.
Ian, doce Ian,
Há poucas rimas para encontrar
Com esse teu nome singular,
Resta-me buscar na pátria alemã.
Em palavras tentarei dizer
O amargo futuro
Em que não poderei te ver.
De vista perderei teus olhos puros
E terei que lembrar, diariamente,
De ti, amargamente.
👁️ 382
Cornucópia
Com um rosto como o teu,
Nem olhar para o céu precisaria
Pois em ti veria
A tenra vontade de meu eu.
Lindos contornos,
Sem muitos adornos,
Apenas a moral diadema,
Que te enfeita a cabeça.
Cabelos macios,
Que remetem a milhares de ovelhas,
Com mais que dourados fios.
E estes lindos olhos
Que mal pude contemplar,
Se visse, já estaria no lagar.
Nem olhar para o céu precisaria
Pois em ti veria
A tenra vontade de meu eu.
Lindos contornos,
Sem muitos adornos,
Apenas a moral diadema,
Que te enfeita a cabeça.
Cabelos macios,
Que remetem a milhares de ovelhas,
Com mais que dourados fios.
E estes lindos olhos
Que mal pude contemplar,
Se visse, já estaria no lagar.
👁️ 389
Eu e o lagar
Não sei que pedir,
Nem imaginar,
Nesse presente amargo,
Espremida nesse lagar.
Quando eu penso em sonhar,
Logo vem a fenda,
Me mostrar a lenda,
E me colocar em meu lugar.
Ainda assim, espero o dia
Em que poderei cantar
A doce sinfonia.
Sem instrumentos, nem lugar,
Nem regras para estragar.
Só eu e o lagar.
Nem imaginar,
Nesse presente amargo,
Espremida nesse lagar.
Quando eu penso em sonhar,
Logo vem a fenda,
Me mostrar a lenda,
E me colocar em meu lugar.
Ainda assim, espero o dia
Em que poderei cantar
A doce sinfonia.
Sem instrumentos, nem lugar,
Nem regras para estragar.
Só eu e o lagar.
👁️ 355
Beulá ao Luar
Cenas noturnas que me invadem a mente,
Que tiram até o jeito de Selene,
Que parou suas perfeitas sonatas ao luar,
E acordou Beethoven, ao nos ver passar.
Mordeu os lábios e se debruçou
Em nuvens aniladas, vários tons,
Ao contemplar os gracejos que me cantava,
Ao sentir a pureza da tua imaculada alma.
Porém, a deusa se embraveceu,
Pois, a noite que dantes era toda umbrosa,
Do teu vigor tomou, depois de muito cortejo teu.
Sem tua conceição, trouxe-me flóreas brisas,
Suave e fino vento,
Que nunca se desfia.
Que tiram até o jeito de Selene,
Que parou suas perfeitas sonatas ao luar,
E acordou Beethoven, ao nos ver passar.
Mordeu os lábios e se debruçou
Em nuvens aniladas, vários tons,
Ao contemplar os gracejos que me cantava,
Ao sentir a pureza da tua imaculada alma.
Porém, a deusa se embraveceu,
Pois, a noite que dantes era toda umbrosa,
Do teu vigor tomou, depois de muito cortejo teu.
Sem tua conceição, trouxe-me flóreas brisas,
Suave e fino vento,
Que nunca se desfia.
👁️ 392
Ósculo do Santo Espírito
O beijo que desperta
Beijo que transforma
Que me carrega
E que me traz a forma.
Toque que acalma
Que derrete a alma,
Segredo que se esconde
No coração de cada brutamonte.
Maciez que desatina,
Destrói, com sopro suave,
Toda areia movediça.
Sim, acalma toda tempestade,
Protege da tirania,
E cobre o coração de Maria.
Beijo que transforma
Que me carrega
E que me traz a forma.
Toque que acalma
Que derrete a alma,
Segredo que se esconde
No coração de cada brutamonte.
Maciez que desatina,
Destrói, com sopro suave,
Toda areia movediça.
Sim, acalma toda tempestade,
Protege da tirania,
E cobre o coração de Maria.
👁️ 439
O SIGNIFICADO DA CONTEMPLAÇÃO
Em meio a sinos e serpentinas,
Orarei sempre, na matina
A Deus e os santos que tanto confio
Que eu nunca me esqueça do flóreo arrepio.
Do cheiro que me impregnou a alma,
Do calor que agitava minha praia,
Da suave brisa de sua presença,
E do corpo, que me parecia a antiga Florença.
Recheada de artistas e de vigor criativo,
Me recordo de ti por muitos motivos.
Por mais que seja única a emoção que a alma sinta,
Como quadro em processo, teu cheiro emana várias tintas.
Obra de arte, consagrada a ser amada
Com teu simples andar, me deixa encantada,
Me torno finalmente enamorada da contemplação!
Depois de te ver, me encontro são.
Orarei sempre, na matina
A Deus e os santos que tanto confio
Que eu nunca me esqueça do flóreo arrepio.
Do cheiro que me impregnou a alma,
Do calor que agitava minha praia,
Da suave brisa de sua presença,
E do corpo, que me parecia a antiga Florença.
Recheada de artistas e de vigor criativo,
Me recordo de ti por muitos motivos.
Por mais que seja única a emoção que a alma sinta,
Como quadro em processo, teu cheiro emana várias tintas.
Obra de arte, consagrada a ser amada
Com teu simples andar, me deixa encantada,
Me torno finalmente enamorada da contemplação!
Depois de te ver, me encontro são.
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