Vazio II

panhagia
panhagia
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No assento etéreo onde está,
Sei que meu clamor pode escutar,
Que, por infelicidade, é estridente e causa surdez,
E seca o pranto da minha alma toda vez.

Por alguma ventura da vida,
Não sei mais se essa me parece corrida,
Os dias passam como aves no céu,
E o vazio se adentra, como o dedo no anel.

Ao olhar o céu, posso ser engolida
Pela tua imensidão, fico estarrecida
Pressinto, e espero, que lamentariam pela minha ida.

Porém, em palavras, posso finalmente expressar
De volta, o doce sentimento que é te amar,
Estarei em seu meio, de volta ao Lar.
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