Lista de Poemas
hora de recordar...
semeio palavras na aragem do vento
palavras com aroma de infância
passeiam-se pelo firmamento,
crescem na claridade do meu olhar
na saudade ao lembrar
sussuram por entre os lírios do campo
palavras onde me encontro brincando
e nelas meu coração pulsando...
minha alma segue nesta melancolia
a vida fugidia e
cada paisagem me lembra um rosto
amigo, cantam as papoilas, o rio
e os melros seu assobio
palavras rasgam o arvoredo
e seguem do meu coração sem medo
natalia nuno
palavras com aroma de infância
passeiam-se pelo firmamento,
crescem na claridade do meu olhar
na saudade ao lembrar
sussuram por entre os lírios do campo
palavras onde me encontro brincando
e nelas meu coração pulsando...
minha alma segue nesta melancolia
a vida fugidia e
cada paisagem me lembra um rosto
amigo, cantam as papoilas, o rio
e os melros seu assobio
palavras rasgam o arvoredo
e seguem do meu coração sem medo
natalia nuno
👁️ 371
fito a folha...
o coração pulsa sobressaltado
sempre que lembro o passado
fito a folha em branco, o tempo aborrece
já nada acontece
a vida é apenas um segundo
deixo-me no meu recolhimento
profundo ...
nesta já longa jornada
há um oceano a jorrar em mim
de saudade,
trago a vida presa a nada,
e esta sede que não passa
sinto-me assim saudosa
parte de mim deseja gritar
de contentamento
outra me desafia à solidão
e um mau pressentimento
se instala ... no coração
que insensato,
na ilusão bate
forte... fugindo à morte.
natália nuno
sempre que lembro o passado
fito a folha em branco, o tempo aborrece
já nada acontece
a vida é apenas um segundo
deixo-me no meu recolhimento
profundo ...
nesta já longa jornada
há um oceano a jorrar em mim
de saudade,
trago a vida presa a nada,
e esta sede que não passa
sinto-me assim saudosa
parte de mim deseja gritar
de contentamento
outra me desafia à solidão
e um mau pressentimento
se instala ... no coração
que insensato,
na ilusão bate
forte... fugindo à morte.
natália nuno
👁️ 315
sem ti ...
me abandono em ti
saio do meu casulo
és o espelho onde me deito
o porto onde eu acosto
contigo a vida regulo
sem ti,
eu morro...aposto!
cansei da palavra
a memória escura
trago fome de ternura.
natalia nuno
saio do meu casulo
és o espelho onde me deito
o porto onde eu acosto
contigo a vida regulo
sem ti,
eu morro...aposto!
cansei da palavra
a memória escura
trago fome de ternura.
natalia nuno
👁️ 313
lugar da minha querença...
Trago na alma o canto dum regato
e os pássaros cantam no coração
olho as estrelas as saudades mato
vou lembrando a terra c' emoção
- trago na alma, ainda que vago
o toque dos sinos que dobram
um sonho precário em mim trago
neste resto de dias que me sobram
quero-me assim bem saudosa
do meu chão paraíso sonhado
foi lá q' cresci rosa tão formosa
e por lá ficou m' sonho inacabado
nas paredes azedas da m' tristeza
há uma lágrima que sempre desliza
e perante o vazio e a incerteza...
voltar ao meu chão m'alma precisa
natalia nuno
rosafogo
e os pássaros cantam no coração
olho as estrelas as saudades mato
vou lembrando a terra c' emoção
- trago na alma, ainda que vago
o toque dos sinos que dobram
um sonho precário em mim trago
neste resto de dias que me sobram
quero-me assim bem saudosa
do meu chão paraíso sonhado
foi lá q' cresci rosa tão formosa
e por lá ficou m' sonho inacabado
nas paredes azedas da m' tristeza
há uma lágrima que sempre desliza
e perante o vazio e a incerteza...
voltar ao meu chão m'alma precisa
natalia nuno
rosafogo
👁️ 295
nostalgia de doer...
m'nha alma anda ao sabor dos enganos
onde será que ela vagueia agora?
sofrida com o decorrer dos anos
nem de por força morrendo
arranja sossego nesta hora.
paira no ar um rumor de noite calma
por perto uma ave canta, canta
aos ouvidos da m'nha alma
lá em cima o resplendor da lua
que a terra envolve, já pensando
no cortejo da aurora
enquanto m'nha alma por onde andará
agora...
vem do campo o aroma do relento
meus olhos verdes olham em torno
uma brisa morna, que me traz o vento
o coração em desordem do sofrer
ainda morno...
pela boca da noite fala-me a saudade
como um pássaro que anseia pela madrugada
m'nha alma onde andará de verdade?
que se recusa no meu corpo fazer morada.
natalia nuno
onde será que ela vagueia agora?
sofrida com o decorrer dos anos
nem de por força morrendo
arranja sossego nesta hora.
paira no ar um rumor de noite calma
por perto uma ave canta, canta
aos ouvidos da m'nha alma
lá em cima o resplendor da lua
que a terra envolve, já pensando
no cortejo da aurora
enquanto m'nha alma por onde andará
agora...
vem do campo o aroma do relento
meus olhos verdes olham em torno
uma brisa morna, que me traz o vento
o coração em desordem do sofrer
ainda morno...
pela boca da noite fala-me a saudade
como um pássaro que anseia pela madrugada
m'nha alma onde andará de verdade?
que se recusa no meu corpo fazer morada.
natalia nuno
👁️ 295
indícios...
há uma neblina a circundar-te o olhar,
a luz está longe e no rosto há girassóis em fim de verão a morrer de cansados,
viver um pouco mais será um caminho por descobrir,
encontrar algum consolo,
deixar o tempo cair por terra,
seduzir o sonho e tê-lo por companhia para que arda tudo o que ainda arde dentro dele,
e se à noite vier a solidão que dói,
recorda a criança correndo pelos teus anos,
ávida de esperança, tão livre no seu vôo...
faz renascer em ti o universo
e cria mais um verso...é vida a Poesia.
natalia nuno
rosafogo
a luz está longe e no rosto há girassóis em fim de verão a morrer de cansados,
viver um pouco mais será um caminho por descobrir,
encontrar algum consolo,
deixar o tempo cair por terra,
seduzir o sonho e tê-lo por companhia para que arda tudo o que ainda arde dentro dele,
e se à noite vier a solidão que dói,
recorda a criança correndo pelos teus anos,
ávida de esperança, tão livre no seu vôo...
faz renascer em ti o universo
e cria mais um verso...é vida a Poesia.
natalia nuno
rosafogo
👁️ 309
haverá pássaro e flor...
lanço os anos ao esquecimento
deixo-me como a água errante
que segue perdida
cujo destino é desbravar
caminho
que a levará ao mar...
vivo a minha hora
aqui e agora
meu tempo sempre principia
já com séculos de nostalgia,
hoje brota prodigioso
e eu o acolho gota a gota
e a minha memória é
como uma gaivota
voando na ilusão
de manter a harmonia
em meu coração.
soalheiros estão os trigais
como o encanto da vida
ao passado volto uma vez mais
dou à saudade guarida.
e haverá pássaro, flor,
e do vento rumor
que isso não pode morrer!
serei a chama da distância
que me queima o coração,
e este sonho que é ilusão
o elo entre o presente e o
passado.
o pensamento recriado,
cada palavra novo caminho,
semeando sementes de carinho
e sempre na incerteza
serei tudo o que sou sem ser,
na surpresa de ver
o sonho dia após dia renascer.
natalia nuno
deixo-me como a água errante
que segue perdida
cujo destino é desbravar
caminho
que a levará ao mar...
vivo a minha hora
aqui e agora
meu tempo sempre principia
já com séculos de nostalgia,
hoje brota prodigioso
e eu o acolho gota a gota
e a minha memória é
como uma gaivota
voando na ilusão
de manter a harmonia
em meu coração.
soalheiros estão os trigais
como o encanto da vida
ao passado volto uma vez mais
dou à saudade guarida.
e haverá pássaro, flor,
e do vento rumor
que isso não pode morrer!
serei a chama da distância
que me queima o coração,
e este sonho que é ilusão
o elo entre o presente e o
passado.
o pensamento recriado,
cada palavra novo caminho,
semeando sementes de carinho
e sempre na incerteza
serei tudo o que sou sem ser,
na surpresa de ver
o sonho dia após dia renascer.
natalia nuno
👁️ 325
passo o tempo a desejar-te...
passo o tempo a desejar-te
como se tivesses partido...
e o tempo sempre a chegar-se
a ofuscar-me o sentido.
volto à felicidade d'outros tempos
a ver-te chegar
recordações fugazes como pirilampos
voejam nos lençóis quentes
onde os nossos corpos de desejos
se entregavam em rasgadas carícias
e beijos...
escuto o silêncio, as horas deslizam
e a lembrança daquele tempo me põe louca
passa um doce vento e num beber lento
teus lábios entreabrem minha boca
mordo a polpa fresca que me ofereces
a recordação é agora ilusão que
se aperta contra o meu peito
e como naufraga, persigo o ar
para no teu beijo me afundar.
verdeja o meu instinto, não minto!
como sonhos inventar?
passo o tempo a desejar-te!
natália nuno
como se tivesses partido...
e o tempo sempre a chegar-se
a ofuscar-me o sentido.
volto à felicidade d'outros tempos
a ver-te chegar
recordações fugazes como pirilampos
voejam nos lençóis quentes
onde os nossos corpos de desejos
se entregavam em rasgadas carícias
e beijos...
escuto o silêncio, as horas deslizam
e a lembrança daquele tempo me põe louca
passa um doce vento e num beber lento
teus lábios entreabrem minha boca
mordo a polpa fresca que me ofereces
a recordação é agora ilusão que
se aperta contra o meu peito
e como naufraga, persigo o ar
para no teu beijo me afundar.
verdeja o meu instinto, não minto!
como sonhos inventar?
passo o tempo a desejar-te!
natália nuno
👁️ 332
pespontando sonhos...
minhas mãos ficam ávidas
em delírio, enquanto as palavras sobem
e afloram veementes
ganhando raízes no pensamento
em cachos dourados
provenientes
dos cinco sentidos,
ali me aguardam pacientes
como recém-nascidos
a refrescar-me os dedos
a calar-me os medos
a olhar-me como quem olha
um espelho quebrado
despido de sedas,
vestido de máscaras
espectáculo de outono sem cor,
acabado.
e logo as mágoas retornam como chuva
extraviada...
enquanto o vento frio esvoaça a cortina
e eu já de tudo despojada
numa ternura cega
às palavras me faço entrega
quase alegre como se as minhas mãos
fossem asas de frescura...
em serena felicidade
estou grata por envelhecer na saudade
ainda que seja longo o inverno na minha janela
e eu navio perdido entre a bruma
a palavra subirá sempre mais bela
e será meu sonho que p'la noite se esfuma.
natalia nuno
em delírio, enquanto as palavras sobem
e afloram veementes
ganhando raízes no pensamento
em cachos dourados
provenientes
dos cinco sentidos,
ali me aguardam pacientes
como recém-nascidos
a refrescar-me os dedos
a calar-me os medos
a olhar-me como quem olha
um espelho quebrado
despido de sedas,
vestido de máscaras
espectáculo de outono sem cor,
acabado.
e logo as mágoas retornam como chuva
extraviada...
enquanto o vento frio esvoaça a cortina
e eu já de tudo despojada
numa ternura cega
às palavras me faço entrega
quase alegre como se as minhas mãos
fossem asas de frescura...
em serena felicidade
estou grata por envelhecer na saudade
ainda que seja longo o inverno na minha janela
e eu navio perdido entre a bruma
a palavra subirá sempre mais bela
e será meu sonho que p'la noite se esfuma.
natalia nuno
👁️ 345
páginas do meu sentir...
As minhas poesias
São páginas do meu viver.
Da Vida contam os dias
Crescem nas minhas entranhas
São sonhos e quimeras tamanhas
Que no pensamento estremecem
E como rosas fenecem.
E ao morrer?!
Levam com elas, tristezas e alegrias.
Surgem das nascentes
da minha vontade
Dum rio que corre em mim
Suas margens e afluentes
São a saudade
Que vai crescendo assim.
Fazendo-me viver,
sem se importar ao que vim.
São como a força imparável do vento
São livres como nuvem passageira
São pássaros brancos em lamentos
Voando p'lo Mundo sem eira nem beira.
Minhas poesias são madrugadas
São tardes vestidas de azul
Relampagos, raios, trovoadas
São este, oeste, norte e sul.
Gemidos desde o dia em que nasci
Rumores, insistências, são pão!
Elas aí estão falam por si.
Atravessam a memória sem rumo
São a lenha, o fogo, o fumo
Ardendo em mim,
procurando seu chão.
Minhas poesias são palavras perdidas
Palavras achadas
Sentidas
Amadas.
São becos sem regresso
Caminhos onde a saudade tem crescido
São a distância que meço
Da criança que sonhou e
tem seu sonho perdido.
natalia nuno
rosafogo
São páginas do meu viver.
Da Vida contam os dias
Crescem nas minhas entranhas
São sonhos e quimeras tamanhas
Que no pensamento estremecem
E como rosas fenecem.
E ao morrer?!
Levam com elas, tristezas e alegrias.
Surgem das nascentes
da minha vontade
Dum rio que corre em mim
Suas margens e afluentes
São a saudade
Que vai crescendo assim.
Fazendo-me viver,
sem se importar ao que vim.
São como a força imparável do vento
São livres como nuvem passageira
São pássaros brancos em lamentos
Voando p'lo Mundo sem eira nem beira.
Minhas poesias são madrugadas
São tardes vestidas de azul
Relampagos, raios, trovoadas
São este, oeste, norte e sul.
Gemidos desde o dia em que nasci
Rumores, insistências, são pão!
Elas aí estão falam por si.
Atravessam a memória sem rumo
São a lenha, o fogo, o fumo
Ardendo em mim,
procurando seu chão.
Minhas poesias são palavras perdidas
Palavras achadas
Sentidas
Amadas.
São becos sem regresso
Caminhos onde a saudade tem crescido
São a distância que meço
Da criança que sonhou e
tem seu sonho perdido.
natalia nuno
rosafogo
👁️ 410
Comentários (11)
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natalia nuno
2021-11-06
Grata por todo o apreço dado à minha Poesia, a todos desejo muita felicidade e que vossos sonhos se realizem. Um abraço
rosafogo
2018-12-15
A todos agradeço o apreço precioso aos meus poemas...obrigado! Abraço-vos
charlesburck
2018-12-14
A distância não nos impede as canções, vc canta lidamente ao teu amor
atal66
2018-10-22
Fica-se com o gosto de mel e amoras ao ler os seus pensamentos ...um momento de puro deleite
quaglino
2018-10-17
Poeta forte! Muito bom, muito bom mesmo. Quem sabe um dia chego lá. Parabéns de novo.
Natural de Lapas/Torres Novas
A Poeta nasceu na pequena aldeia Ribatejana chamada Lapas/ Torres Novas a 19/1, Estudou na Escola Industrial e Comercial de Torres Novas .
Participou nas seguintes Antologias: «Entre o sono e o sonho III» «trago-te um sonho nas mãos», «por um sorriso», «poiesis vol. XIII» e «poiesis vol. XXIX», «Viva Outubro 2009» e «Viva outubro 2010», «Licença poética 2011» , « Alma gémea 2011 antologia brasileira», «Tu cá, tu lá II», «Horizontes da Poesia III 2011», « Digo não ao não», «Na magia da noite», «Entre o sono e o sonho III» , «Mãe», « Poetar Contemporâneo 2012», « Cruzada da Poesia», «Horizontes da Poesia IV», «Horizontes de Poesia V» Antologia Poética Contemporânea «Entre o Sono e o Sonho IV», «A Palavra é uma Espada», «Amantes da Poesia 2014», «Horizontes da Poesia IX» «Utopia(s)», «Poetas da Cidade»… Antologias editadas por diversas Editoras situadas em Portugal e Brasil.
Colaborou no jornal da sua cidade natal «O Almonda»
Prefaciou as obras: « No Chão de àgua » do Poeta Paulo César,
O romance « Óh África...oh África Minha» do escritor José Silva, e
« Encontro-me nas Palavras» da Poeta Maria Antonieta Oliveira.
Livros seus editados/ de Poesia: «Pesa-me a Alma» em 2011 Editora Lua de Marfim e «A Melodia do Tempo» em 2014 pela mesma editora.
Com o 3º livro de Poesia editado na Roménia com o nome de «Moldura da Saudade» ou «Margini de dor». O quarto livro «Estremecimentos d'Alma» editado pelo editor Vieira da Silva em 2017......................todos os meus poemas estão registados no IGAC
Entre 2016 e 2018 participou em cerca de quatro dezenas de Antologias a convite........
Caraca, muito bom mesmo. Alma poeta.
Contundente, muito bom mesmo. Parabéns.
Obrigada :)
obrigado
Fernando Pessoa Entre o sono e o sonho, Entre mim e o que em mim É o quem eu me suponho, Corre um rio sem fim.
Parabéns pela beleza da escrita!