Lista de Poemas
hora marcada... trovas
relógio já marca a hora
momentos de despedida
parte a vida sem demora
chega a hora da partida
há alguém a dizer adeus
com olhar lacrimejante
até quando só sabe Deus
já o sol baixa lá adiante...
fica a vida indiferente
que Deus a abençoe
a tristeza é permanente
já que a alegria se foi
assim se vai cumprindo
o destino que Deus dá
saudade de quem partindo
deixa saudades por cá...
bem guardado na memória
um mar de dias de outrora
a vida uma longa história
o relógio a marcar a hora..
natalia nuno
momentos de despedida
parte a vida sem demora
chega a hora da partida
há alguém a dizer adeus
com olhar lacrimejante
até quando só sabe Deus
já o sol baixa lá adiante...
fica a vida indiferente
que Deus a abençoe
a tristeza é permanente
já que a alegria se foi
assim se vai cumprindo
o destino que Deus dá
saudade de quem partindo
deixa saudades por cá...
bem guardado na memória
um mar de dias de outrora
a vida uma longa história
o relógio a marcar a hora..
natalia nuno
👁️ 266
aqui sentada na cadeira...
AQUI SENTADA NA CADEIRA
Arremessei o livro para o lado
Hoje não me apetece ler
Nem ler, nem escrever!
Faço este gesto desusado
Num impulso de mau humor
Bate-me o coração além do seio
Lia eu uma história de amor
Quando esta impaciência me veio.
Mas a contrariedade passou
Era a saudade outra vez!?
E a emoção a mim voltou
Vou ler, de novo, e talvez?!
É que tudo prevalece
E um grande Amor não se esquece.
Será a saudade um engano?!
Hoje eu vi o resultado...
Bastou ler história de Amor
E logo me causou este dano
Deitei o livro para o lado
Mas é Inverno e está frio
Porquê tão vivo calor?
Lia eu história de Amor...
Vou o livro ler e guardar
E nesta lenga-lenga costumeira
Já me encontro de olho a fechar
Aqui sentada na cadeira.
rosafogo
natalia nuno
Arremessei o livro para o lado
Hoje não me apetece ler
Nem ler, nem escrever!
Faço este gesto desusado
Num impulso de mau humor
Bate-me o coração além do seio
Lia eu uma história de amor
Quando esta impaciência me veio.
Mas a contrariedade passou
Era a saudade outra vez!?
E a emoção a mim voltou
Vou ler, de novo, e talvez?!
É que tudo prevalece
E um grande Amor não se esquece.
Será a saudade um engano?!
Hoje eu vi o resultado...
Bastou ler história de Amor
E logo me causou este dano
Deitei o livro para o lado
Mas é Inverno e está frio
Porquê tão vivo calor?
Lia eu história de Amor...
Vou o livro ler e guardar
E nesta lenga-lenga costumeira
Já me encontro de olho a fechar
Aqui sentada na cadeira.
rosafogo
natalia nuno
👁️ 335
vontade...
a voz afogada
mergulhada num mar de solidão
a mente agitada,
e o coração
como se fosse de vidro.
um nó apertando no peito
cortando a respiração
sem sentido...
do tempo a ficar refém
com medo de quebrar..como se alguém,
quisesse silenciar memórias,
sozinha, do lado do deserto
o rosto inexpressivo sem idade
e a vida ali tão perto
tantas reminiscências,
tanta saudade...
sonhos que não voltarão a nascer
o tudo e o nada a razão de ser
para a vontade de viver.
natalia nuno
mergulhada num mar de solidão
a mente agitada,
e o coração
como se fosse de vidro.
um nó apertando no peito
cortando a respiração
sem sentido...
do tempo a ficar refém
com medo de quebrar..como se alguém,
quisesse silenciar memórias,
sozinha, do lado do deserto
o rosto inexpressivo sem idade
e a vida ali tão perto
tantas reminiscências,
tanta saudade...
sonhos que não voltarão a nascer
o tudo e o nada a razão de ser
para a vontade de viver.
natalia nuno
👁️ 282
não me falem do tempo...
Não me falem do tempo
Atormentam-me os receios
A saudade entranhada em
mim vive
Não me falem do tempo
Povoa os meus sonhos,
os meus devaneios.
E se ilusões tive?
São agora rios de desespero
Partiram as esperanças
Mas eu espero
Pelas folhas que hão-de verdejar
As lembranças, hão-de voltar!
E hão-de rebentar flores
Passarão rios a cantar
Hei-de lembrar todos os amores
Até o derradeiro olhar apagar.
É grande a minha esperança
Meus olhos são ainda os da criança
Onde habitam assombros
Ainda acreditam na felicidade
Ainda que carregue nos ombros
Uma menina morta de saudade.
Se meus olhos partirem
Minhas mãos caírem
Com tantos cansaços
Não me falem do tempo
Deixem que siga meus passos
Que mais dias possa colher
Que sejam seara de trigo a
crescer.
rosafogo
natalia nuno
Atormentam-me os receios
A saudade entranhada em
mim vive
Não me falem do tempo
Povoa os meus sonhos,
os meus devaneios.
E se ilusões tive?
São agora rios de desespero
Partiram as esperanças
Mas eu espero
Pelas folhas que hão-de verdejar
As lembranças, hão-de voltar!
E hão-de rebentar flores
Passarão rios a cantar
Hei-de lembrar todos os amores
Até o derradeiro olhar apagar.
É grande a minha esperança
Meus olhos são ainda os da criança
Onde habitam assombros
Ainda acreditam na felicidade
Ainda que carregue nos ombros
Uma menina morta de saudade.
Se meus olhos partirem
Minhas mãos caírem
Com tantos cansaços
Não me falem do tempo
Deixem que siga meus passos
Que mais dias possa colher
Que sejam seara de trigo a
crescer.
rosafogo
natalia nuno
👁️ 313
nostalgia de doer...
m'nha alma anda ao sabor dos enganos
onde será que ela vagueia agora?
sofrida com o decorrer dos anos
nem de por força morrendo
arranja sossego nesta hora.
paira no ar um rumor de noite calma
por perto uma ave canta, canta
aos ouvidos da m'nha alma
lá em cima o resplendor da lua
que a terra envolve, já pensando
no cortejo da aurora
enquanto m'nha alma por onde andará
agora...
vem do campo o aroma do relento
meus olhos verdes olham em torno
uma brisa morna, que me traz o vento
o coração em desordem do sofrer
ainda morno...
pela boca da noite fala-me a saudade
como um pássaro que anseia pela madrugada
m'nha alma onde andará de verdade?
que se recusa no meu corpo fazer morada.
natalia nuno
onde será que ela vagueia agora?
sofrida com o decorrer dos anos
nem de por força morrendo
arranja sossego nesta hora.
paira no ar um rumor de noite calma
por perto uma ave canta, canta
aos ouvidos da m'nha alma
lá em cima o resplendor da lua
que a terra envolve, já pensando
no cortejo da aurora
enquanto m'nha alma por onde andará
agora...
vem do campo o aroma do relento
meus olhos verdes olham em torno
uma brisa morna, que me traz o vento
o coração em desordem do sofrer
ainda morno...
pela boca da noite fala-me a saudade
como um pássaro que anseia pela madrugada
m'nha alma onde andará de verdade?
que se recusa no meu corpo fazer morada.
natalia nuno
👁️ 288
lugar da minha querença...
Trago na alma o canto dum regato
e os pássaros cantam no coração
olho as estrelas as saudades mato
vou lembrando a terra c' emoção
- trago na alma, ainda que vago
o toque dos sinos que dobram
um sonho precário em mim trago
neste resto de dias que me sobram
quero-me assim bem saudosa
do meu chão paraíso sonhado
foi lá q' cresci rosa tão formosa
e por lá ficou m' sonho inacabado
nas paredes azedas da m' tristeza
há uma lágrima que sempre desliza
e perante o vazio e a incerteza...
voltar ao meu chão m'alma precisa
natalia nuno
rosafogo
e os pássaros cantam no coração
olho as estrelas as saudades mato
vou lembrando a terra c' emoção
- trago na alma, ainda que vago
o toque dos sinos que dobram
um sonho precário em mim trago
neste resto de dias que me sobram
quero-me assim bem saudosa
do meu chão paraíso sonhado
foi lá q' cresci rosa tão formosa
e por lá ficou m' sonho inacabado
nas paredes azedas da m' tristeza
há uma lágrima que sempre desliza
e perante o vazio e a incerteza...
voltar ao meu chão m'alma precisa
natalia nuno
rosafogo
👁️ 288
corro à janela...trovas soltas
corro, corro à janela
a ver se alguém me espera
e as duas... eu, e ela
somos lenda d' outra era
surge o inverno desfeito
meu coração se comporta
fecho a janela e o jeito
é de esperar-te à porta
corro então a cortina
encho o peito de alegria
vibro como quando menina
rouxinol espreitando o dia
manhã clara como não vira
agora tarde cresce o dano
meu coração já suspira
foi tudo sonho...ou engano?
trazem-me as flores o odor
vêm florir-me o coração
trazem-me tempos de amor
aos olhos verdes que são
trago em mim o desafio
do tempo querer parar
meu corpo é água de rio
pronta a entregar-se ao mar
natalia nuno
rosafogo
a ver se alguém me espera
e as duas... eu, e ela
somos lenda d' outra era
surge o inverno desfeito
meu coração se comporta
fecho a janela e o jeito
é de esperar-te à porta
corro então a cortina
encho o peito de alegria
vibro como quando menina
rouxinol espreitando o dia
manhã clara como não vira
agora tarde cresce o dano
meu coração já suspira
foi tudo sonho...ou engano?
trazem-me as flores o odor
vêm florir-me o coração
trazem-me tempos de amor
aos olhos verdes que são
trago em mim o desafio
do tempo querer parar
meu corpo é água de rio
pronta a entregar-se ao mar
natalia nuno
rosafogo
👁️ 242
palavras amargas...
amarga alegria
coberta de pó
sonho rasgado
numa noite fria
e há os que riem
fingindo ter dó.
amarga ausência
de tudo e de nada
deprimente a morte
que feia e forte
um dia sem sorte
se fará anunciada.
amarga desilusão
dia a dia a crescer
sabendo de antemão
que não é nada afinal
tudo tende a desaparecer
e é tudo tão natural.
amarga decadência
do sangue da gente
e leva à desistência
gargalhada deprimente
de fel e cansaço
lento, muito lento o passo.
natalia nuno
coberta de pó
sonho rasgado
numa noite fria
e há os que riem
fingindo ter dó.
amarga ausência
de tudo e de nada
deprimente a morte
que feia e forte
um dia sem sorte
se fará anunciada.
amarga desilusão
dia a dia a crescer
sabendo de antemão
que não é nada afinal
tudo tende a desaparecer
e é tudo tão natural.
amarga decadência
do sangue da gente
e leva à desistência
gargalhada deprimente
de fel e cansaço
lento, muito lento o passo.
natalia nuno
👁️ 296
folhas caídas...trovas outonais
folhas caídas é outono
e é outono no m' destino
caem folhas ao abandono
meu destino não domino
ouço uma voz q' se eleva
como o cantar da cotovia
mas o meu dia é de treva
e a morte já me espia...
a vida então se distancia
sonho faz de mim escrava
primavera q'então floria?
o tempo em mim apagava
deixo um suspiro quebrado
como grito de dor profundo
o passado é já passado...
na mente é inda meu mundo.
faço do m'olhar um navio
que da tristeza me afaste
trago a vida por um fio...
tempo, a alegria me tiráste.
nesta madrugada estranha
chora o vento e choro eu
se raio de sol não me banha
surda a vida me esqueceu!
a vida é rio que se desvia
sigo-a agora com cautela
pobre, morta quase se esfria
a alma... ao encontro dela.
natalia nuno
rosafogo
e é outono no m' destino
caem folhas ao abandono
meu destino não domino
ouço uma voz q' se eleva
como o cantar da cotovia
mas o meu dia é de treva
e a morte já me espia...
a vida então se distancia
sonho faz de mim escrava
primavera q'então floria?
o tempo em mim apagava
deixo um suspiro quebrado
como grito de dor profundo
o passado é já passado...
na mente é inda meu mundo.
faço do m'olhar um navio
que da tristeza me afaste
trago a vida por um fio...
tempo, a alegria me tiráste.
nesta madrugada estranha
chora o vento e choro eu
se raio de sol não me banha
surda a vida me esqueceu!
a vida é rio que se desvia
sigo-a agora com cautela
pobre, morta quase se esfria
a alma... ao encontro dela.
natalia nuno
rosafogo
👁️ 248
hora de recordar...
semeio palavras na aragem do vento
palavras com aroma de infância
passeiam-se pelo firmamento,
crescem na claridade do meu olhar
na saudade ao lembrar
sussuram por entre os lírios do campo
palavras onde me encontro brincando
e nelas meu coração pulsando...
minha alma segue nesta melancolia
a vida fugidia e
cada paisagem me lembra um rosto
amigo, cantam as papoilas, o rio
e os melros seu assobio
palavras rasgam o arvoredo
e seguem do meu coração sem medo
natalia nuno
palavras com aroma de infância
passeiam-se pelo firmamento,
crescem na claridade do meu olhar
na saudade ao lembrar
sussuram por entre os lírios do campo
palavras onde me encontro brincando
e nelas meu coração pulsando...
minha alma segue nesta melancolia
a vida fugidia e
cada paisagem me lembra um rosto
amigo, cantam as papoilas, o rio
e os melros seu assobio
palavras rasgam o arvoredo
e seguem do meu coração sem medo
natalia nuno
👁️ 359
Comentários (11)
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natalia nuno
2021-11-06
Grata por todo o apreço dado à minha Poesia, a todos desejo muita felicidade e que vossos sonhos se realizem. Um abraço
rosafogo
2018-12-15
A todos agradeço o apreço precioso aos meus poemas...obrigado! Abraço-vos
charlesburck
2018-12-14
A distância não nos impede as canções, vc canta lidamente ao teu amor
atal66
2018-10-22
Fica-se com o gosto de mel e amoras ao ler os seus pensamentos ...um momento de puro deleite
quaglino
2018-10-17
Poeta forte! Muito bom, muito bom mesmo. Quem sabe um dia chego lá. Parabéns de novo.
Natural de Lapas/Torres Novas
A Poeta nasceu na pequena aldeia Ribatejana chamada Lapas/ Torres Novas a 19/1, Estudou na Escola Industrial e Comercial de Torres Novas .
Participou nas seguintes Antologias: «Entre o sono e o sonho III» «trago-te um sonho nas mãos», «por um sorriso», «poiesis vol. XIII» e «poiesis vol. XXIX», «Viva Outubro 2009» e «Viva outubro 2010», «Licença poética 2011» , « Alma gémea 2011 antologia brasileira», «Tu cá, tu lá II», «Horizontes da Poesia III 2011», « Digo não ao não», «Na magia da noite», «Entre o sono e o sonho III» , «Mãe», « Poetar Contemporâneo 2012», « Cruzada da Poesia», «Horizontes da Poesia IV», «Horizontes de Poesia V» Antologia Poética Contemporânea «Entre o Sono e o Sonho IV», «A Palavra é uma Espada», «Amantes da Poesia 2014», «Horizontes da Poesia IX» «Utopia(s)», «Poetas da Cidade»… Antologias editadas por diversas Editoras situadas em Portugal e Brasil.
Colaborou no jornal da sua cidade natal «O Almonda»
Prefaciou as obras: « No Chão de àgua » do Poeta Paulo César,
O romance « Óh África...oh África Minha» do escritor José Silva, e
« Encontro-me nas Palavras» da Poeta Maria Antonieta Oliveira.
Livros seus editados/ de Poesia: «Pesa-me a Alma» em 2011 Editora Lua de Marfim e «A Melodia do Tempo» em 2014 pela mesma editora.
Com o 3º livro de Poesia editado na Roménia com o nome de «Moldura da Saudade» ou «Margini de dor». O quarto livro «Estremecimentos d'Alma» editado pelo editor Vieira da Silva em 2017......................todos os meus poemas estão registados no IGAC
Entre 2016 e 2018 participou em cerca de quatro dezenas de Antologias a convite........
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Español
Caraca, muito bom mesmo. Alma poeta.
Contundente, muito bom mesmo. Parabéns.
Obrigada :)
obrigado
Fernando Pessoa Entre o sono e o sonho, Entre mim e o que em mim É o quem eu me suponho, Corre um rio sem fim.
Parabéns pela beleza da escrita!