Lista de Poemas
na paz dos versos...
a minha vida é um suspiro
com palavras ao vento
e silêncios da memória,
um cântaro cheio de saudade
uma manhã de luz e claridade
um raminho fresco de hortelã
recordações em delírio
que disparam e incendeiam
esta minha manhã...
a minha vida tem a medida
exacta dos sonhos
lágrimas e risos, desertos e oásis
paraísos, e promessas de tudo capazes
e sempre uma interrogação...
até quando meu coração?
na paz dos versos, resumo a vida
com imaginação, numa utopia
que me aquece os sentidos
e me desafia, como se fosse meu
lampião...
a vida traz-me enfeitiçada, rendida
às vezes desiludida,
recorda-me o tempo que resta
como sentença, sem rancor
saio da luta, sigo com audácia
incendeio em mim o amor.
natalia nuno
com palavras ao vento
e silêncios da memória,
um cântaro cheio de saudade
uma manhã de luz e claridade
um raminho fresco de hortelã
recordações em delírio
que disparam e incendeiam
esta minha manhã...
a minha vida tem a medida
exacta dos sonhos
lágrimas e risos, desertos e oásis
paraísos, e promessas de tudo capazes
e sempre uma interrogação...
até quando meu coração?
na paz dos versos, resumo a vida
com imaginação, numa utopia
que me aquece os sentidos
e me desafia, como se fosse meu
lampião...
a vida traz-me enfeitiçada, rendida
às vezes desiludida,
recorda-me o tempo que resta
como sentença, sem rancor
saio da luta, sigo com audácia
incendeio em mim o amor.
natalia nuno
👁️ 286
meu coração aperta-se...
meu coração aperta-se...
os olhos nas vidraças,
baças
o olhar distante
o ruído da chuva incessante
meia atordoada e feliz, na efémera
duração dum sonho...
os dias de outono tão melancólicos
soltam-se fragmentos de memórias,
inesperados,
sento-me na margem da tristeza
e vejo meus sonhos a preto e branco
desenhados.
sopra o vento da incerteza
olho o céu cinzento sem pássaros
meus dedos estão estéreis
acentua-se a solidão,
já não seguro meus ais
nem o vento segura as folhas outonais.
até um pássaro sonâmbulo, que a primavera levou
num destino incerto,
fez ninho no meu peito,
encoberto...
e a saudade voltou
e eu sem saber que rumo dar ao pensamento
abrigo-me da vida na memória distante,
a caminho do nada,
a alma cansada,
e é, a criança que em mim
vive que segura a minha mão
enquanto o vento lá fora vai varrendo
as folhas, que caem ao chão.
natália nuno
rosafogo
poema escrito na aldeia em 11/2017
os olhos nas vidraças,
baças
o olhar distante
o ruído da chuva incessante
meia atordoada e feliz, na efémera
duração dum sonho...
os dias de outono tão melancólicos
soltam-se fragmentos de memórias,
inesperados,
sento-me na margem da tristeza
e vejo meus sonhos a preto e branco
desenhados.
sopra o vento da incerteza
olho o céu cinzento sem pássaros
meus dedos estão estéreis
acentua-se a solidão,
já não seguro meus ais
nem o vento segura as folhas outonais.
até um pássaro sonâmbulo, que a primavera levou
num destino incerto,
fez ninho no meu peito,
encoberto...
e a saudade voltou
e eu sem saber que rumo dar ao pensamento
abrigo-me da vida na memória distante,
a caminho do nada,
a alma cansada,
e é, a criança que em mim
vive que segura a minha mão
enquanto o vento lá fora vai varrendo
as folhas, que caem ao chão.
natália nuno
rosafogo
poema escrito na aldeia em 11/2017
👁️ 323
nosso amor...
Enquanto o rio se perpetua
no mar
enquanto a nuvem desliza
suave no céu, eu
sou a brisa trémula que passa
e tu o pássaro por entre a
folhagem
cantamos a mesma linguagem
buscamos uma ilusão já velha
a chama do amor espelha,
ainda em nós ateia
mas nosso amor é onda
prestes a morrer na areia.
Entre a saudade e a dor
o silêncio do nosso amor.
natalia nuno
no mar
enquanto a nuvem desliza
suave no céu, eu
sou a brisa trémula que passa
e tu o pássaro por entre a
folhagem
cantamos a mesma linguagem
buscamos uma ilusão já velha
a chama do amor espelha,
ainda em nós ateia
mas nosso amor é onda
prestes a morrer na areia.
Entre a saudade e a dor
o silêncio do nosso amor.
natalia nuno
👁️ 297
hoje atardei-me...
extingue-se a luz do crepúsculo
e os aloendros já adormecem
caem as trevas da noite
sobre o salgueiro abandonado
e a minha mão caída sustém
um livro fechado...
meu olhar permanece quimérico
olhando o poente vou sonhando
as recordações sobrepõem-se
quando mergulho no passado...
os traços escapam-se e as interrogações
se apoderam de mim, que fiz eu deste meu tempo,
que fez este tempo de mim?
debato-me em meditações
hoje atardei em chegar
fiquei-me pelo sonho... a sonhar
para não sentir o declínio das próprias forças
crio ilusões,
estendida numa álea florida
tocando as cordas da memória
agora já sem gestos de doçura
a voz sem melodia
a fazer-se sentir o silvo da agonia
mas habita-me ainda a saudade
e no coração a agitação
ainda, de alguma felicidade
natalia nuno
e os aloendros já adormecem
caem as trevas da noite
sobre o salgueiro abandonado
e a minha mão caída sustém
um livro fechado...
meu olhar permanece quimérico
olhando o poente vou sonhando
as recordações sobrepõem-se
quando mergulho no passado...
os traços escapam-se e as interrogações
se apoderam de mim, que fiz eu deste meu tempo,
que fez este tempo de mim?
debato-me em meditações
hoje atardei em chegar
fiquei-me pelo sonho... a sonhar
para não sentir o declínio das próprias forças
crio ilusões,
estendida numa álea florida
tocando as cordas da memória
agora já sem gestos de doçura
a voz sem melodia
a fazer-se sentir o silvo da agonia
mas habita-me ainda a saudade
e no coração a agitação
ainda, de alguma felicidade
natalia nuno
👁️ 348
poema incompleto...
Sinto-me um rouxinol
voando sobre seara amarela
sedento de sombra, fugindo ao sol,
ou uma papoila singela
a rodopiar ao vento...
p'la janela, olho o movimento lento
do rio, o silêncio do nada, o vazio,
e sobre o papel inicio mais um poema
sombrio...
estendo a colcha de renda
sobre a cama,
ouço o bater do coração
que te ama,
os lençóis vazios,
e o poema ainda mal começou.
conformado com os dedos frios
com quem se cruzou,
diz-me baixinho:
segue e deixa-me p'lo caminho.
natalia nuno
voando sobre seara amarela
sedento de sombra, fugindo ao sol,
ou uma papoila singela
a rodopiar ao vento...
p'la janela, olho o movimento lento
do rio, o silêncio do nada, o vazio,
e sobre o papel inicio mais um poema
sombrio...
estendo a colcha de renda
sobre a cama,
ouço o bater do coração
que te ama,
os lençóis vazios,
e o poema ainda mal começou.
conformado com os dedos frios
com quem se cruzou,
diz-me baixinho:
segue e deixa-me p'lo caminho.
natalia nuno
👁️ 262
entre ser, e não ser nada...
há sempre uma hora que morre
deixa meu coração ermo
e minha face amadurecida
na solidão...
minhas mãos me parecem alheias
de rabiscos cheias
com poesia inacabada
entre ser e não ser nada.
ao redor a escuridão me cerca,
na mão a bagagem triste
percorro um corredor sombrio
meu tempo se enche de vazio
e frialdade...já nem sei o que existe
sou solidão e saudade!
mais uma hora morta
como impedi-la de passar?!
ouço os passos do tempo,
deste tempo que teima meu sonho
quebrar.
esta hora é tudo que resta
vejo passar os dias um a um
e já nem sei a idade
e como se não restasse nenhum,
meu sonho
permanece na obscuridade.
tudo parou na tarde que morre
parar o tempo como queria!
rente à sombra das àrvores a escuridão
a noite desce, não há saída
morreu o dia,
a noite traz-me o sonho p'la mão
amanhã haverá novo sentido
para a vida.
natalia nuno
deixa meu coração ermo
e minha face amadurecida
na solidão...
minhas mãos me parecem alheias
de rabiscos cheias
com poesia inacabada
entre ser e não ser nada.
ao redor a escuridão me cerca,
na mão a bagagem triste
percorro um corredor sombrio
meu tempo se enche de vazio
e frialdade...já nem sei o que existe
sou solidão e saudade!
mais uma hora morta
como impedi-la de passar?!
ouço os passos do tempo,
deste tempo que teima meu sonho
quebrar.
esta hora é tudo que resta
vejo passar os dias um a um
e já nem sei a idade
e como se não restasse nenhum,
meu sonho
permanece na obscuridade.
tudo parou na tarde que morre
parar o tempo como queria!
rente à sombra das àrvores a escuridão
a noite desce, não há saída
morreu o dia,
a noite traz-me o sonho p'la mão
amanhã haverá novo sentido
para a vida.
natalia nuno
👁️ 334
a ti me dou...
olha-me nos olhos firmemente
tudo neles te revelo
este amor que acalento
denso como as águas do mar
arco-íris no firmamento
que o tempo levará
mas devagar
toda a ti me dou
de ti tudo espero
como o moinho espera o vento
é assim este amor que acalento
natalia nuno
tudo neles te revelo
este amor que acalento
denso como as águas do mar
arco-íris no firmamento
que o tempo levará
mas devagar
toda a ti me dou
de ti tudo espero
como o moinho espera o vento
é assim este amor que acalento
natalia nuno
👁️ 331
vontade...
a voz afogada
mergulhada num mar de solidão
a mente agitada,
e o coração
como se fosse de vidro.
um nó apertando no peito
cortando a respiração
sem sentido...
do tempo a ficar refém
com medo de quebrar..como se alguém,
quisesse silenciar memórias,
sozinha, do lado do deserto
o rosto inexpressivo sem idade
e a vida ali tão perto
tantas reminiscências,
tanta saudade...
sonhos que não voltarão a nascer
o tudo e o nada a razão de ser
para a vontade de viver.
natalia nuno
mergulhada num mar de solidão
a mente agitada,
e o coração
como se fosse de vidro.
um nó apertando no peito
cortando a respiração
sem sentido...
do tempo a ficar refém
com medo de quebrar..como se alguém,
quisesse silenciar memórias,
sozinha, do lado do deserto
o rosto inexpressivo sem idade
e a vida ali tão perto
tantas reminiscências,
tanta saudade...
sonhos que não voltarão a nascer
o tudo e o nada a razão de ser
para a vontade de viver.
natalia nuno
👁️ 289
condão...
trago este condão de vida
que é luz que me ateia
se ando um pouco perdida
só teu amor me incendeia,
memórias e afeições
que em versos lavro
há nelas indagações
do que poderia ser diferente
mas nada altero...
no universo da minha mente
é teu amor que ainda quero.
natalia nuno
que é luz que me ateia
se ando um pouco perdida
só teu amor me incendeia,
memórias e afeições
que em versos lavro
há nelas indagações
do que poderia ser diferente
mas nada altero...
no universo da minha mente
é teu amor que ainda quero.
natalia nuno
👁️ 315
meus dedos, bailarinas...
os gemidos que saem dos
meus dedos, ninguém sabe
ninguém ouve...são segredos.
impulsos que não venço
e cada vez mais me convenço
que me hão-de levar à loucura,
dedos que deslizam em pontas
como bailarinas, ternura
meninas... sempre prontas
a esboçar um vôo, leves plumas
ingenuidade de quem sonha
sem certezas nenhumas...
orquestram verbos de desejo
possuem fogo do coração
meus dedos pássaros de ilusão,
espalham aos quatro ventos
acordam meus pensamentos
escrevem palavras de amargura
outras de prazer,
sorrio à minha loucura
minha alma ruindo
e meu coração partindo.
natalia nuno
rosafogo
meus dedos, ninguém sabe
ninguém ouve...são segredos.
impulsos que não venço
e cada vez mais me convenço
que me hão-de levar à loucura,
dedos que deslizam em pontas
como bailarinas, ternura
meninas... sempre prontas
a esboçar um vôo, leves plumas
ingenuidade de quem sonha
sem certezas nenhumas...
orquestram verbos de desejo
possuem fogo do coração
meus dedos pássaros de ilusão,
espalham aos quatro ventos
acordam meus pensamentos
escrevem palavras de amargura
outras de prazer,
sorrio à minha loucura
minha alma ruindo
e meu coração partindo.
natalia nuno
rosafogo
👁️ 314
Comentários (11)
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natalia nuno
2021-11-06
Grata por todo o apreço dado à minha Poesia, a todos desejo muita felicidade e que vossos sonhos se realizem. Um abraço
rosafogo
2018-12-15
A todos agradeço o apreço precioso aos meus poemas...obrigado! Abraço-vos
charlesburck
2018-12-14
A distância não nos impede as canções, vc canta lidamente ao teu amor
atal66
2018-10-22
Fica-se com o gosto de mel e amoras ao ler os seus pensamentos ...um momento de puro deleite
quaglino
2018-10-17
Poeta forte! Muito bom, muito bom mesmo. Quem sabe um dia chego lá. Parabéns de novo.
Natural de Lapas/Torres Novas
A Poeta nasceu na pequena aldeia Ribatejana chamada Lapas/ Torres Novas a 19/1, Estudou na Escola Industrial e Comercial de Torres Novas .
Participou nas seguintes Antologias: «Entre o sono e o sonho III» «trago-te um sonho nas mãos», «por um sorriso», «poiesis vol. XIII» e «poiesis vol. XXIX», «Viva Outubro 2009» e «Viva outubro 2010», «Licença poética 2011» , « Alma gémea 2011 antologia brasileira», «Tu cá, tu lá II», «Horizontes da Poesia III 2011», « Digo não ao não», «Na magia da noite», «Entre o sono e o sonho III» , «Mãe», « Poetar Contemporâneo 2012», « Cruzada da Poesia», «Horizontes da Poesia IV», «Horizontes de Poesia V» Antologia Poética Contemporânea «Entre o Sono e o Sonho IV», «A Palavra é uma Espada», «Amantes da Poesia 2014», «Horizontes da Poesia IX» «Utopia(s)», «Poetas da Cidade»… Antologias editadas por diversas Editoras situadas em Portugal e Brasil.
Colaborou no jornal da sua cidade natal «O Almonda»
Prefaciou as obras: « No Chão de àgua » do Poeta Paulo César,
O romance « Óh África...oh África Minha» do escritor José Silva, e
« Encontro-me nas Palavras» da Poeta Maria Antonieta Oliveira.
Livros seus editados/ de Poesia: «Pesa-me a Alma» em 2011 Editora Lua de Marfim e «A Melodia do Tempo» em 2014 pela mesma editora.
Com o 3º livro de Poesia editado na Roménia com o nome de «Moldura da Saudade» ou «Margini de dor». O quarto livro «Estremecimentos d'Alma» editado pelo editor Vieira da Silva em 2017......................todos os meus poemas estão registados no IGAC
Entre 2016 e 2018 participou em cerca de quatro dezenas de Antologias a convite........
Caraca, muito bom mesmo. Alma poeta.
Contundente, muito bom mesmo. Parabéns.
Obrigada :)
obrigado
Fernando Pessoa Entre o sono e o sonho, Entre mim e o que em mim É o quem eu me suponho, Corre um rio sem fim.
Parabéns pela beleza da escrita!