Lista de Poemas
outono da minha memória... trovas
Outono ruivo menino
de tons embriagado
olhar brilhante irritado
de caminhar sem destino
o tempo em agressividade
pergunta: que fazes aqui?!?
quero usufruir da saudade
dos tempos que já vivi!
vou vestir-me de giestas
calçar sapatos de jasmim
pronto para ir às festas
não queiras tu ir sem mim
outono assumes mil faces
morrem dias enrubescendo
agasalhos esperam q'passes
e as saudades vão crescendo
de névoa se põem cortinas
vais morrendo aos pedaços
e já nas horas matutinas...
o inverno em teus passos
vão-se cores e o fascínio
ficam ninhos ao abandono
fica o silêncio que é domínio
cigarras em chão de sono
outono de olhar verde
já meu sonho esmorece
em teus dias matar a sede
mas o amor não aparece
e há sol que não caminha
e há abraço que não vem
e na memória redemoinha
sempre a saudade de alguém
natália nuno
de tons embriagado
olhar brilhante irritado
de caminhar sem destino
o tempo em agressividade
pergunta: que fazes aqui?!?
quero usufruir da saudade
dos tempos que já vivi!
vou vestir-me de giestas
calçar sapatos de jasmim
pronto para ir às festas
não queiras tu ir sem mim
outono assumes mil faces
morrem dias enrubescendo
agasalhos esperam q'passes
e as saudades vão crescendo
de névoa se põem cortinas
vais morrendo aos pedaços
e já nas horas matutinas...
o inverno em teus passos
vão-se cores e o fascínio
ficam ninhos ao abandono
fica o silêncio que é domínio
cigarras em chão de sono
outono de olhar verde
já meu sonho esmorece
em teus dias matar a sede
mas o amor não aparece
e há sol que não caminha
e há abraço que não vem
e na memória redemoinha
sempre a saudade de alguém
natália nuno
👁️ 301
pedaço de vida...
O caminho desce abruptamente
Vou descendo por entre penedos
De quando em quando uma estrela reluzente
Para alumiar meus medos.
O lugar é escuro e cheira a frio
Caminho agora por uma vereda
E o coração bate-me no peito,
vadio.
Sem jeito!
Nem medo de alguma queda.
Tantas ervas daninhas,
desvio o olhar
Das tristezas minhas,
desta vida turbulenta.
Na esperança de a ver espelhar,
depois de alguma tormenta.
Perco o sentido do tempo
e do espaço
Com um pedaço de vida emprestado
Deito contas à vida,
as mangas arregaço.
E um pouco perdida,
Levo por diante este meu fado.
Enquanto o tempo?
Esse continua emsombrado..
rosafogo
natalia nuno
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=174837 © Luso-Poemas
Vou descendo por entre penedos
De quando em quando uma estrela reluzente
Para alumiar meus medos.
O lugar é escuro e cheira a frio
Caminho agora por uma vereda
E o coração bate-me no peito,
vadio.
Sem jeito!
Nem medo de alguma queda.
Tantas ervas daninhas,
desvio o olhar
Das tristezas minhas,
desta vida turbulenta.
Na esperança de a ver espelhar,
depois de alguma tormenta.
Perco o sentido do tempo
e do espaço
Com um pedaço de vida emprestado
Deito contas à vida,
as mangas arregaço.
E um pouco perdida,
Levo por diante este meu fado.
Enquanto o tempo?
Esse continua emsombrado..
rosafogo
natalia nuno
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=174837 © Luso-Poemas
👁️ 265
assim te quero...
assim te quero... apesar da proximidade, morro de saudade...
um sol pequenino desprende-se do teu olhar e vem aquecer a sombra outonal do meu peito,
e num abraço, um delírio percorre a nossa pele,
neste sentimento firme só nós o silêncio e o desejo sedento de mel...
nada se desperdiça deste amor que fala a nossa língua,
que traz o cheiro dos nossos corpos,
a ternura das nossas mãos,
os sonhos e afagos, num perpétuo suceder...
que dá sentido ao viver!
natalia nuno
EM - ESTREMECIMENTOS DE ALMA - NATÁLIA CANAIS NUNO - EDIÇÕES VIEIRA DA SILVA
um sol pequenino desprende-se do teu olhar e vem aquecer a sombra outonal do meu peito,
e num abraço, um delírio percorre a nossa pele,
neste sentimento firme só nós o silêncio e o desejo sedento de mel...
nada se desperdiça deste amor que fala a nossa língua,
que traz o cheiro dos nossos corpos,
a ternura das nossas mãos,
os sonhos e afagos, num perpétuo suceder...
que dá sentido ao viver!
natalia nuno
EM - ESTREMECIMENTOS DE ALMA - NATÁLIA CANAIS NUNO - EDIÇÕES VIEIRA DA SILVA
👁️ 293
meus olhos bailam...
Meus olhos bailam com a beleza de pequeninos pés
Bailam sobre saudades floridas, com ligeireza
E minha poesia borboloteia de lés a lés
E é singela flor do campo, mas tem beleza.
Arranca arrepios deste corpo esquecido
Dona das minhas esperanças, decifra meus segredos
Ateia meu olhar quando anda perdido.
E deixa a saudade escarpar-se por entre os dedos.
Quem nunca sonhou?
Quem nunca desejou?
Minha existência se consome rapidamente
Cada segundo é parcela que se esvai
Pinto meus anseios numa tela lentamente.
E olho a lua sobranceira que do meu céu não sai.
É progressivo meu esquecimento
Às vezes minha solidão aumenta
E as palavras que entoo são recordação e tormento
Quando quero lembrar e a memória não assenta.
Se grito, responde-me apenas o eco
Sinto nos ouvidos a toada
Chego ao cimo do monte, trago meu coração seco.
E uma asa cortada.
E na outra, o sonho a esvaziar!
E minhas horas passam sem as puder parar.
Resta um fio de esperança, qual flor recém aberta,
por gota de orvalho matutina
O tempo não perdoa e eu fico alerta
Mas é Deus quem meu tempo destina.
rosafogo
natalia nuno
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=140225© Luso-Poemas
Bailam sobre saudades floridas, com ligeireza
E minha poesia borboloteia de lés a lés
E é singela flor do campo, mas tem beleza.
Arranca arrepios deste corpo esquecido
Dona das minhas esperanças, decifra meus segredos
Ateia meu olhar quando anda perdido.
E deixa a saudade escarpar-se por entre os dedos.
Quem nunca sonhou?
Quem nunca desejou?
Minha existência se consome rapidamente
Cada segundo é parcela que se esvai
Pinto meus anseios numa tela lentamente.
E olho a lua sobranceira que do meu céu não sai.
É progressivo meu esquecimento
Às vezes minha solidão aumenta
E as palavras que entoo são recordação e tormento
Quando quero lembrar e a memória não assenta.
Se grito, responde-me apenas o eco
Sinto nos ouvidos a toada
Chego ao cimo do monte, trago meu coração seco.
E uma asa cortada.
E na outra, o sonho a esvaziar!
E minhas horas passam sem as puder parar.
Resta um fio de esperança, qual flor recém aberta,
por gota de orvalho matutina
O tempo não perdoa e eu fico alerta
Mas é Deus quem meu tempo destina.
rosafogo
natalia nuno
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=140225© Luso-Poemas
👁️ 253
a sós comigo...
Deixo-me ir ao sabor do desejo
Esqueço o futuro que há-de vir
Esqueço, nada de mim sei, nada vejo!?
E assim me deixo ir...
Fico num êxtase adormecida
Agora tudo me é indiferente,
Deixo-me da vida esquecida,
Só conta a hora!
Na velhice, docemente,
vivo o agora.
Mergulho em mim me abrigo
Minha memória ainda tem vontade
E a sós comigo,
Faço romagem da saudade.
Sem presente nem futuro
Minha alma?! Indiferente!
Nada me falta mas tudo é escuro.
Anda o Sol distante, neste dia dormente.
Não estou triste!? Nem sei o que quero!
O quê, da vida ainda espero?
Apenas uma noite enluarada.
Que me traga uma triste poesia
Que em mim a faça nascer
Como eu!Sombria.
Predestinada a morrer...
Pensei que o Mundo me entendia
Não julguei bem, p'ra meu mal?!
Só eu vejo a magia!
Que há na tristeza afinal.
Deixo que achem meu sonho louco,
nem eu já me entendo tão pouco.
rosafogo
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=111740 © Luso-Poemas
Esqueço o futuro que há-de vir
Esqueço, nada de mim sei, nada vejo!?
E assim me deixo ir...
Fico num êxtase adormecida
Agora tudo me é indiferente,
Deixo-me da vida esquecida,
Só conta a hora!
Na velhice, docemente,
vivo o agora.
Mergulho em mim me abrigo
Minha memória ainda tem vontade
E a sós comigo,
Faço romagem da saudade.
Sem presente nem futuro
Minha alma?! Indiferente!
Nada me falta mas tudo é escuro.
Anda o Sol distante, neste dia dormente.
Não estou triste!? Nem sei o que quero!
O quê, da vida ainda espero?
Apenas uma noite enluarada.
Que me traga uma triste poesia
Que em mim a faça nascer
Como eu!Sombria.
Predestinada a morrer...
Pensei que o Mundo me entendia
Não julguei bem, p'ra meu mal?!
Só eu vejo a magia!
Que há na tristeza afinal.
Deixo que achem meu sonho louco,
nem eu já me entendo tão pouco.
rosafogo
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👁️ 366
nasceu um poema...
Meu coração é como um cipreste gigante
Enfrenta o tempo e a tempestade
Resiste, mesmo apertado segue adiante
Barco à deriva num mar de saudade.
São meus sonhos searas à mercê dos ventos
Meus poemas filhos por nascer
Sinto-os nas entranhas, ouço-lhes os lamentos
E aguardo o momento de ao Mundo os trazer.
E assim vou moldando seus passos,
Segundo minha visão
Acrescento-lhes mais umas gotas de medos
Alguns cansaços
E para tapar buracos no casco, a solidão.
Finalmente o desespero que meu rosto esconde
E meus olhos que se perdem sabe-se-lá por onde.
Vida inteira e uma mão cheia de nada
Hoje acordei vazia e assustada
Restos dum sono desassossegado
Palavras à volta na boca
Meu coração acelerado
Agarrando-se à vida que já é tão pouca.
Mais um poema é puxado para fora da mãe
E eu pouco sei do seu nascimento
Mas sendo mãe passam as dores, fico bem
E a minha dor se tranforma em amor neste momento.
O nascimento?
É íntimo e doloroso!
E mais um milagre me parece...talvez curiosidade?!
Dentro de mim a chave... a saudade!
rosafogo
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=152976 © Luso-Poemas
Enfrenta o tempo e a tempestade
Resiste, mesmo apertado segue adiante
Barco à deriva num mar de saudade.
São meus sonhos searas à mercê dos ventos
Meus poemas filhos por nascer
Sinto-os nas entranhas, ouço-lhes os lamentos
E aguardo o momento de ao Mundo os trazer.
E assim vou moldando seus passos,
Segundo minha visão
Acrescento-lhes mais umas gotas de medos
Alguns cansaços
E para tapar buracos no casco, a solidão.
Finalmente o desespero que meu rosto esconde
E meus olhos que se perdem sabe-se-lá por onde.
Vida inteira e uma mão cheia de nada
Hoje acordei vazia e assustada
Restos dum sono desassossegado
Palavras à volta na boca
Meu coração acelerado
Agarrando-se à vida que já é tão pouca.
Mais um poema é puxado para fora da mãe
E eu pouco sei do seu nascimento
Mas sendo mãe passam as dores, fico bem
E a minha dor se tranforma em amor neste momento.
O nascimento?
É íntimo e doloroso!
E mais um milagre me parece...talvez curiosidade?!
Dentro de mim a chave... a saudade!
rosafogo
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👁️ 288
incrédula vi a vida passar...trovas
sigo senhora de mim
sinto descer negra noite
talvez até seja o fim!?
a vida sempre m' afoite
recordando...
um riso fresco, tão doce
era o seu na mocidade
agora quem dera q'fosse
mas é choro de saudade
menina de figura esguia
seu olhar fundo sonhava
fruto ardente q'amadurecia
com o sol que a beijava...
era o viço da primavera
mais linda que a lua cheia
agora ai quem lhe dera
vai sonhando volta e meia.
reflexão......
queixume ou apenas receio
q' nem qualquer um escuta
vai a vida a mais de meio
taciturna vou levando a luta
que frialdade é envelhecer
resta um frémito de vida
vida, água do rio a correr
caminho nela reflectida.
natalia nuno
sinto descer negra noite
talvez até seja o fim!?
a vida sempre m' afoite
recordando...
um riso fresco, tão doce
era o seu na mocidade
agora quem dera q'fosse
mas é choro de saudade
menina de figura esguia
seu olhar fundo sonhava
fruto ardente q'amadurecia
com o sol que a beijava...
era o viço da primavera
mais linda que a lua cheia
agora ai quem lhe dera
vai sonhando volta e meia.
reflexão......
queixume ou apenas receio
q' nem qualquer um escuta
vai a vida a mais de meio
taciturna vou levando a luta
que frialdade é envelhecer
resta um frémito de vida
vida, água do rio a correr
caminho nela reflectida.
natalia nuno
👁️ 297
sonho maior...
sobrevoando os verdes da mente
viajo entre memórias embriagadas
num céu azul transparente
ou de nuvens pelo sol talhadas
vôo, ao compasso duma música que só eu escuto
na tranquilidade do sonho que me leva em desejo
até ao delírio... sussurra-me um canto confidente
esqueço até o rosto enrugado
essa verdade veemente,
que em mim se tem arvorado.
como abertas flores, os sonhos ou alucinações
rodopiam como se fosse um acontecer constante
e eu desço do tempo, deixo-me nesta cegueira
por um instante...
lembranças desejadas há muito detidas,
algumas, talvez ainda não nascidas!
mas destinadas a acontecer...
busco-as nas minhas entranhas
em sobressalto, como uma música ferida
procuro nelas enlear-me num sonho maior,
que não quero perder...lembranças
são minha vida...
e num confiado sonho vivo,
igual sempre a mim mesma
as horas vou abraçando num absoluto abandono
na escrita meu coração palpitando, aos ouvidos
sempre aquela incerteza que parece falar-me
deste outono que me rasga,
que me traz de repente um aroma
a recordar-me...há um vazio, carente de vazio
onde nada acontece, um espaço surdo e fechado
um rio que quer correr no meu coração parado
sou a mesma... saudade e inquietude
sou a criança que avançou na idade
e ao mesmo tempo sou por ora a juventude.
natalia nuno
viajo entre memórias embriagadas
num céu azul transparente
ou de nuvens pelo sol talhadas
vôo, ao compasso duma música que só eu escuto
na tranquilidade do sonho que me leva em desejo
até ao delírio... sussurra-me um canto confidente
esqueço até o rosto enrugado
essa verdade veemente,
que em mim se tem arvorado.
como abertas flores, os sonhos ou alucinações
rodopiam como se fosse um acontecer constante
e eu desço do tempo, deixo-me nesta cegueira
por um instante...
lembranças desejadas há muito detidas,
algumas, talvez ainda não nascidas!
mas destinadas a acontecer...
busco-as nas minhas entranhas
em sobressalto, como uma música ferida
procuro nelas enlear-me num sonho maior,
que não quero perder...lembranças
são minha vida...
e num confiado sonho vivo,
igual sempre a mim mesma
as horas vou abraçando num absoluto abandono
na escrita meu coração palpitando, aos ouvidos
sempre aquela incerteza que parece falar-me
deste outono que me rasga,
que me traz de repente um aroma
a recordar-me...há um vazio, carente de vazio
onde nada acontece, um espaço surdo e fechado
um rio que quer correr no meu coração parado
sou a mesma... saudade e inquietude
sou a criança que avançou na idade
e ao mesmo tempo sou por ora a juventude.
natalia nuno
👁️ 276
poeta d'alma... trovas
tem a alma expressiva
fica dela a recordação
poeta de alma emotiva
de anseio e inquietação
faço m'versos doloridos
os sentimentos espaireço
dolentes ficam os sentidos
em devaneio tudo esqueço
poesia do poeta expressão
som do grito ou do rumor
ímpetos que vêm do coração
elegias, essência do seu amor
que será?sonho, delírio, amor
momento de êxtase ou saudade
quem sabe, talvez seja só dor
o que o Poeta sente de verdade.
natalia nuno
fica dela a recordação
poeta de alma emotiva
de anseio e inquietação
faço m'versos doloridos
os sentimentos espaireço
dolentes ficam os sentidos
em devaneio tudo esqueço
poesia do poeta expressão
som do grito ou do rumor
ímpetos que vêm do coração
elegias, essência do seu amor
que será?sonho, delírio, amor
momento de êxtase ou saudade
quem sabe, talvez seja só dor
o que o Poeta sente de verdade.
natalia nuno
👁️ 299
Este tempo que me toma...
Transfigurou-me o tempo, me abandono.
Fiquei do outro lado das despedidas
Com tanto silêncio, já me chega o sono
Trago gestos e palavras repetidas.
Goteja o orvalho é já madrugada
E eu indiferente à minha vontade
Trago da vida, a esperança estilhaçada
Sou no tempo a comoção da saudade.
Trago a fronte a latejar
Palavras me saem imprecisas
Este tempo me toma, e eu a deixar
Minhas raivas, em lentidão, indecisas.
Se ando fora do tempo é ousadia
Suspiro p'lo sol que me foge!
Vivo de sonhos e utopia
E peço ao dia que não me deixe por hoje.
Largo meu coração aos ventos
Palavras se estatelam no chão
Borbulham na minha cabeça pensamentos
E insistem as batidas do coração.
E assim, estala de novo em mim a vida
Um tesouro em silêncio abandonado
Como se voltasse ao ponto de partida
Ao final deste caminho traçado.
natalia nuno
Fiquei do outro lado das despedidas
Com tanto silêncio, já me chega o sono
Trago gestos e palavras repetidas.
Goteja o orvalho é já madrugada
E eu indiferente à minha vontade
Trago da vida, a esperança estilhaçada
Sou no tempo a comoção da saudade.
Trago a fronte a latejar
Palavras me saem imprecisas
Este tempo me toma, e eu a deixar
Minhas raivas, em lentidão, indecisas.
Se ando fora do tempo é ousadia
Suspiro p'lo sol que me foge!
Vivo de sonhos e utopia
E peço ao dia que não me deixe por hoje.
Largo meu coração aos ventos
Palavras se estatelam no chão
Borbulham na minha cabeça pensamentos
E insistem as batidas do coração.
E assim, estala de novo em mim a vida
Um tesouro em silêncio abandonado
Como se voltasse ao ponto de partida
Ao final deste caminho traçado.
natalia nuno
👁️ 326
Comentários (11)
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natalia nuno
2021-11-06
Grata por todo o apreço dado à minha Poesia, a todos desejo muita felicidade e que vossos sonhos se realizem. Um abraço
rosafogo
2018-12-15
A todos agradeço o apreço precioso aos meus poemas...obrigado! Abraço-vos
charlesburck
2018-12-14
A distância não nos impede as canções, vc canta lidamente ao teu amor
atal66
2018-10-22
Fica-se com o gosto de mel e amoras ao ler os seus pensamentos ...um momento de puro deleite
quaglino
2018-10-17
Poeta forte! Muito bom, muito bom mesmo. Quem sabe um dia chego lá. Parabéns de novo.
Natural de Lapas/Torres Novas
A Poeta nasceu na pequena aldeia Ribatejana chamada Lapas/ Torres Novas a 19/1, Estudou na Escola Industrial e Comercial de Torres Novas .
Participou nas seguintes Antologias: «Entre o sono e o sonho III» «trago-te um sonho nas mãos», «por um sorriso», «poiesis vol. XIII» e «poiesis vol. XXIX», «Viva Outubro 2009» e «Viva outubro 2010», «Licença poética 2011» , « Alma gémea 2011 antologia brasileira», «Tu cá, tu lá II», «Horizontes da Poesia III 2011», « Digo não ao não», «Na magia da noite», «Entre o sono e o sonho III» , «Mãe», « Poetar Contemporâneo 2012», « Cruzada da Poesia», «Horizontes da Poesia IV», «Horizontes de Poesia V» Antologia Poética Contemporânea «Entre o Sono e o Sonho IV», «A Palavra é uma Espada», «Amantes da Poesia 2014», «Horizontes da Poesia IX» «Utopia(s)», «Poetas da Cidade»… Antologias editadas por diversas Editoras situadas em Portugal e Brasil.
Colaborou no jornal da sua cidade natal «O Almonda»
Prefaciou as obras: « No Chão de àgua » do Poeta Paulo César,
O romance « Óh África...oh África Minha» do escritor José Silva, e
« Encontro-me nas Palavras» da Poeta Maria Antonieta Oliveira.
Livros seus editados/ de Poesia: «Pesa-me a Alma» em 2011 Editora Lua de Marfim e «A Melodia do Tempo» em 2014 pela mesma editora.
Com o 3º livro de Poesia editado na Roménia com o nome de «Moldura da Saudade» ou «Margini de dor». O quarto livro «Estremecimentos d'Alma» editado pelo editor Vieira da Silva em 2017......................todos os meus poemas estão registados no IGAC
Entre 2016 e 2018 participou em cerca de quatro dezenas de Antologias a convite........
Caraca, muito bom mesmo. Alma poeta.
Contundente, muito bom mesmo. Parabéns.
Obrigada :)
obrigado
Fernando Pessoa Entre o sono e o sonho, Entre mim e o que em mim É o quem eu me suponho, Corre um rio sem fim.
Parabéns pela beleza da escrita!