Lista de Poemas

II-I In a Basement With Bertha Mason

In the shadow of a silent sin, a sense of discord grows within.

Long lost in a tale of old, in silence, my thoughts unfold.

Dreams are shaped by hands not mine, destined for him or the divine.

Evening prayers, a hope for peace, yet bring visions that never cease:

A world designed for you and me, yet from it, my soul yearns to be free.

I learned that kindness is my role, dreaming for others, a part of my soul.

Battles within, a constant fight, fade as I face my inner plight.

A common curse we all bear, my dreams shrouded in a common despair.

Life and death, themes I’d rather not ponder, seeking answers that within me wander.
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I-C Jaezes de vida e morte

Enquanto a lua atravessa o ensolarado céu que,

sobre meus sonhos, reflete tudo que amarguro.

Me convenço de estar bem, pois se perco a vida,

terás de fato prova de que não me tens.

Pois amaldiçoaram setembro, e nisto fomos também.

 

Já não sou hábil para falar tão bem sobre a tristeza que meu pai tem.

Com dificuldade o sinto, pois extravaso o vício do meu próprio castigo.

É como se sua alma fosse o triplo de uma, com três corações no peito

onde apenas um bate por desejo.

 

Amedrontarei, hoje, os espíritos de todas as valas,

olhando para a lua cheia que a nós não é capaz de nada.

Vislumbrando um sonho sem portas para os que vivem em adultério,

temendo estar amaldiçoando meu amado sob este teto.

Anseio pela galopada que carrega vestígios de vidas passadas,

mesmo que metade da história me traga,

pois perco-me por um homem que não me referirá a fala.

 

Resta alegrar-me mais tentando do que conquistando,

alcoolizando-me no assombro da noite

que se estende como uma semana de Pessach.

E, desde que seja minha vida, me contenta.

Namahages preferem castigar-me com verdades

que ridicularizam meu sonhar,

pois mal tenho mais vergonha de sangrar.
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I-XCIX Jaezes de vida e morte

A todo mundo dei-me em meados de graça,

em época de fortuna solitária, vívida em águas passadas.

Hoje, tudo possuindo, sinto-me fútil,

refém de um homem único que sonho ser meu último.

Já que de longe faço-me dele, e tão distante mal sei do que espreita,

continuo o sonho de um futuro em alguns anos,

onde décadas se passem entre meus planos.

Vejo-me em tua vida, sem dúvida, sem mentira,

dando-lhe paz para que viva o dia,

esperando-o para acolher nas noites que findam.

Por agora, resta-me as sombras que sempre lembram-me do que houve,

de que me teve e me tens, a ponto de querer-lhe o bem,

e me humilho querendo o mínimo de abrigo.

Inclusive lembra-me o lar que sonho morar,

e de fato não importo onde estará se o tempo durar,

desde que um dia eu esteja em seu descanso,

poderei enfim aproveitar meus sonhos mundanos,

que me faz pior do que a alma que peca,

pois queimo com o sentimento que me acerta,

invocando tanto a morte por meu vício em pranto.

 

Pus-me até sob cartas para relutar a certeza,

talvez me apaziguar com alguma besteira,

mas falaram de ladinos em todos os cantos,

e que eu não deveria omitir tanto.

Mas juro pelo futuro que sou um santo.

E para que eu não implore e me perca na fragilidade,

dou-lhe o combinado, e mofo na espera do que deveria vir de bom-grado.

 

Terminei e me fechei, vivi o dia mais uma vez.

É quase outro dia, novamente não ouço o que queria.

Já penso mil coisas sobre as sombras que ecoam,

do que já disse e o que agora vive,

pela verdade de ontem e a breve que falha.

Agora, alguns minutos para um dia,

vou levando-me ao sono forçado,

pensando no amado e perdido sob um pesadelo

de um Deus desalmado.

Amo-te tanto que digo pouco.

É que a insegurança, se imaginas saberia,

o pedi em oração esquecida,

cochilando, pois o sono já me tinha,

era tudo só rotina.

 

Amém que agora me tens.
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I-XCVIII Jaezes de vida e morte

Há tempo sinto não ter mais meus mesmos sentidos,

sinto que a ambição empurra-me sem notar o que larguei no caminho.

E o pouco da ideia que tento buscar, perco nas mãos,

sem que o reflexo evite o chão, e chuto com um dos pés,

choro pela causa perdida, e por a sombra que me desequilibra

ser necessária para que eu tenha vida.

 

Às tantas guerras que me juntei,

sobrevivi e você esteve aqui, mas temi

por saber da inspiração que partirá daqui,

que não suportarei ao ver-te lutar,

perder-me-ei alucinando quem mais lá está.

Só me resta confiar e esperar.

Pois sou um tolo sem armas,

que segura a alma por belos gestos e palavras,

apenas por não ter mais nada.

 

E antes que acabe a noite, virá a mim,

encerrando a melancolia do cotidiano,

dando-me mais um pouco de sonhos mundanos.

Por Deus, perdoe-me por criticar o passado,

é intrínseco meu anseio pelo infindável,

reluto aprender nesta vida que o tempo é escasso.
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I-XCVII Jaezes de vida e morte

Quando acordei, notei perder os dias nesta noite única.

Sinto ter passado meus anos de juventude e, agora exausto,

o sono chega ainda tardio e impotente,

largando-me nos sonhos do que foi meu presente.

 

Roderico sonha ver-me nas nuvens suspensas,

imagine tua expressão ao ver-me nas trevas imensas.

Embora a noite nos para, podemos ainda tentar,

encontrar a vida nas palavras, a única forma de nos alcançar.

E se um dia vir eu a amadurecer, libertarei minha alma de Veneza.

 

Por enquanto, sou tolo, preso às artimanhas de Iago,

gasto a vida pelo fado de Cassio, um triste afago.
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I-XCV Jaezes de vida e morte

E como fez-me mais do que são,

continuei a procura do que me devolva à ilusão.

É fácil perder-me no dia sem que sinta algum calor,

reencontro-me sob sete palmos do mal e do rancor:

O que fez da vida imperfeição, que leva quem nos dá a mão,

que escuta o anseio e ri do nosso louvor,

que ouve as preces e nos impede de ver quem nos matou.

 

Assim pago por o que não sei, privilégios ostento sem ser alguém,

sou tão grato ao acaso que o dei o nome de "ninguém".

Que seja assim, então, a vida, sem critérios mas com contextos,

com deveres velados e razões em segredo.

 

À fina alma que me alegrou um dia:

Lembro-me da euforia sem que eu sinta alegria,

como disse sobre os saltos do amor,

que, com um belo passado, ainda se tranca

no futuro sem esperança.

 

Vivo o fascínio por ter alguém, e sofro

por temer quem mais o tem, pois as promessas

vêm com rumores, para que sobreviva a paz

sem que revele meus temores.

Não é escolha viver como um tolo,

é consequência de ser-me ao todo.
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I-XCIII Jaezes de vida e morte

De uma população que não se acaba,

tenho minha arte exilada,

e mais minha vergonha por não ser nada.

Quão fútil é meus afazeres que,

de tanto fazer, alucino sobre algo ser.

 

Desencarno dos sonhos que outrora nutria,

abandonando-os como folhas que o vento impelia.

Me desprendo do mundo terreno,

em busca de um lugar além, do eterno sereno.

Apesar de viver da ânsia, a cicatriz da dor,

declamo diariamente meu amor e fervor,

quase como obrigação, se tornou saudação.

É prece a Deus, minha afeição.

 

É meu túmulo, no vazio, próximo ao rio.

Semeia má poesia para perder a alegria,

e cubro-nos de letras e versos,

até perdermos o eco, os olhares dispersos.

E, sob silente oração, a alma volta à expansão.
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I-XCIV Jaezes de vida e morte

Pobres folhas pardas, onde a tinta se derrama,

pintando loucura com drama.

São portas para um cenário funesto, onde estive desde a infância,

até me tornar vivido e sem esperança.

Fundamentais à minha obra, são consequências de mim,

nada é sombra, e luz não me inspira assim.

 

O silêncio de hoje não é em vão,

veio para ver quanto guardei:

Inventando e multiplicando o que sei,

dei-me a muito mais do que realmente amei.

Lírico é o pranto, vivo do sono, efeito do ronco,

sempre alérgico, sendo enérgico, estando exausto,

é demais para um homem tão calmo.

 

Um dia contarei histórias, trarei a bobagem de outrora,

quebrarei conversas com poesias metódicas,

mas, por enquanto, obceco-me nesta obra.
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I-XCII Jaezes de vida e morte

Os perigos da ambição vêm sem que a arte cale,

como se o valor deste mundo fosse a realização das vontades.

Minha casa vazia ecoa mais histórias que Lemúria afundou,

fazendo-me eterno fantasma sem trégua no amor.

Vivo amado, cuidado, como filho e como marido,

por meu Pai, pela família e amigos,

por desconhecidos, vivos ou escondidos.

 

Digo todos os dias sobre meu amor,

escondendo o anseio, sequela da dor.

Privilegiado recebo em dobro, e mais durmo

com um olho. E sem que eu perca alguma coisa,

já sinto-me sozinho sobre os ombros de meu Pai,

sob o destino resguardado e garantido,

e enlouqueço sem que algo faça sentido.

 

E diante de centenas de palavras, finjo não ouvir respostas,

forçando um instinto de prever o que não conta.

Assim vivo exausto na ciência,

rodeado de quem, prega a mim, carência.

São sacrifícios que eu quis, mas finjo ser indícios de um fim.

São consequências das vontades que, de longe, mais

me causam alacridade.

 

Que Deus tire de mim, até esta última palavra,

o anseio de criar conclusões precipitadas.
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I-XCVI Jaezes de vida e morte

Ao cairmos no mundo passado, onde nos fez vítimas ao acaso,

pisamos e criamos laços, que, mais longe do que vi,

serviram de apoio ao alvoroço dos outros:

Queriam ter-nos separados! Parte exilada aos muros,

ao outro coração, cuidariam os corruptos.

Alegrei-me por momentos quando vivíamos às espreitas.

Era pelo reflexo do rosto, pelo jeito e afeição,

nos inspiravam sermos vítimas da paixão que,

de imediato, senti-me afim, sendo tudo por mim:

Era minha a cova e a carcaça, a lona de sangue encharcada,

a esperança já fragilizada, a vontade de ser nada.

Era cada vento algum pranto, todos vamos perdendo alguns planos.

Queria ter na vida mais vergonha fundamentada,

mais cautela entre as falas, pois perdi-me nas palavras.
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