Lista de Poemas
Futuro
Perfeição
A perfeição pode estar nosorriso,
na mudança que sofremos
na mesmice de não mudar.
Pode estar no risco vazio degiz na calçada,
no grito ecoando no nada,
no vazio da alma nãolavada.
levada pela estrada vazia,
da ânsia ou da agonia.
Talvez nunca seráencontrada
Pois é sinônimo de utopia.
Superlativo
Ainda farei um verso nobre,
Que seja leve como a folhaoutonal,
E saboroso como as frutas doquintal.
Que atropele do caminho a escuridão.
Que seja rápido como raio quese fez.
Que não tema a morte,
E que se acomode nos braçosda vida e da paz.
Que seja superlativo como sonhosinfantis,
E real como a geleia é.
Que seja a estrada da busca
E o melhor ancoradouro dedestinos.
Que não tenha serventia senão puder ter,
Que não seja jardim nem rosasse não der pra ser,
Mas que contemple em cada um
O fascínio encantado de umnovo amanhecer.
Mudar
O que sou nunca deixarei deser, mudar eu até mudo, mas só se for pra crescer.
Imaginação
Estrela sem constelação Brilho dando norte Luz marcante de neon Pendurada sem suporte. Muito além do humano alcance Mitológica inspiração divina Feito páginas de romance Ou frescor jovial de menina. Luz que não é lua Com nada se parece No céu da alma flutua Com a força de uma prece. Destemida enfrenta tudo Deixa rastros de decorações Trás gritos de voz dos mudos
Madrugada
Passou pela meia noite,
duas meias noites
que semeias,
meias luas
luas e meias.
Pensamentos
fazem zunir as orelhas em
noites de contar ovelhas.
Enquanto o sereno
repousa sua leveza nas telhas.
Jurava
Narcisismo marcante,
Fotos e mais fotos com
roupas curtas
pouco elegantes.
Viajava nas noites,
tinha um amargo regresso,
ela jurava que era amor
ele sabia que era sexo.
Falta-me a loucura
Não forço a fechadura
Tenho medo...
Falta-me a loucura
Falta-me o hábito.
Gosto da última olhada,
Do barulho da chuva
Na pré-partida.
Continuo pregado
Movimentos não me motivam.
Prevejo uma lagunaenferrujando...
Sem merecer,
Sem glórias pra viver.
Nem um passo
Nem covardia.
Insano...
Medito já sem voz,
Onde encontrarei,
Neste mundo algoz,
Um poema pra morar?
Remo
A caneta seria o remo
A folha seria o mar
E a poesia...
Seria com é
Pois o poeta
Cria o cenário
Metafórico,
Imaginário
Como quiser.
A deriva...
O dia foi-se em chamas
Gordurosas...
Extintas a gás carbônico.
Entre sem relutar ó noite branca
Embalada pelos ponteiros lacônicos...
Implacáveis...
Devastadores.
A espuma no copo e nos lábios é
Mar recomeçando em mim.
A deriva...
Não valho nada.
Sou pobre,
Descrente, imperfeito, imundo.
Não vivo... Vago...
Vagabundo.
E tenho o agravante oceânico,
Incorrigível...
De crer em versos
Dominando o mundo.
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Autor do livro Cabernet - 2013, Interlúdios - 2014, Horizontes -2019 e Charnecas floridas - 2021. Premiado no concurso Literário Cidade de Passo Fundo em 2017 e 2019 na categoria poesia. Publica em vários sites literários nacionais.
Membro correspondente da ACL- Academia Carazinhense de Letras.
Membro fundador da Academia de literatura música e artes (ALMA)