Lista de Poemas
Natal dos imigrantes
É Natal...
O mundo comemora,
Data universal,
Famílias se abraçam
E oram,
Trocam presentes,
Imaginando me emociono...
E choro.
É Natal...
E eu não abraço meus filhos,
Não vejo a Árvore natalina da casa do meu apreço
Nem a enfeito, pois me sinto apenas um andarilho.
O Sino que ouço não é o do meu país.
As Guirlandas estão em portas que não conheço,
Minha Ceia é a solidão que eu nunca quis.
Alguns anjos me acolhem com voluntariedade
Nesta terra em que a estrela vida me largou
São Deuses grandiosos de generosidade,
Mas me faltam as tradições da terra que me gerou.
Natal não tem fronteira,
É o que se diz desde sempre
Mas até a língua é barreira
Com os de sangue todos ausentes.
Menos mal que a fé
Em qualquer lugar se sente
E crendo se tem sempre uma chaminé
E uma árvore de boas sementes,
Ano que vem se Deus quiser
Farei um Feliz Natal com Minha Gente.
Natal dos imigrantes
É Natal...
O mundo comemora,
Data universal,
Famílias se abraçam
E oram,
Trocam presentes,
Imaginando me emociono...
E choro.
É Natal...
E eu não abraço meus filhos,
Não vejo a Árvore natalina da casa do meu apreço
Nem a enfeito, pois me sinto apenas um andarilho.
O Sino que ouço não é o do meu país.
As Guirlandas estão em portas que não conheço,
Minha Ceia é a solidão que eu nunca quis.
Alguns anjos me acolhem com voluntariedade
Nesta terra em que a estrela vida me largou
São Deuses grandiosos de generosidade,
Mas me faltam as tradições da terra que me gerou.
Natal não tem fronteira,
É o que se diz desde sempre
Mas até a língua é barreira
Com os de sangue todos ausentes.
Menos mal que a fé
Em qualquer lugar se sente
E crendo se tem sempre uma chaminé
E uma árvore de boas sementes,
Ano que vem se Deus quiser
Farei um Feliz Natal com Minha Gente.
Ser Gentil
Às vezes é preciso fazer uma prova
Que não seja para nota.
Acender uma vela
Que não seja para agradecer.
Oferecer uma flor
Que não seja póstuma.
Esquecer a hora
Sem menosprezar o relógio.
Ás vezes é preciso usar a vida
Que não seja só para sobreviver.
Crer
Sem que seja só por temer.
Ser gentil
Em doses colossais,
Sem ser por obrigação.
Pois quem pratica a gentileza
Aquece a alma e conquista o coração.
Crescer
Meu ronco abandonou o caminhão
Que estacionou triste ....
Ficaram intactos os montes de areia,
As ervas cobriram as estradas.
Pena que ele não aprendeu crescer e
O tempo me transportou.
Abandonou-me o menino
E ele nunca mais andou.
Pobre caminhãozinho,
Eternizou-se parado
Na inocência de uma criança.
Oração da poesia
Salve a poesia que à vida dá graça,
Conosco estejam seus encantamentos.
Bendita sóis entre todos os gêneros e
Bendito sejam os frutos dos seus versos.
Santa Cecília rogai por nós poetas
Abençoai as nossas inspirações
E protegei a todos os leitores
Amém.
(Respeitosamente construída com base na Oração da Ave Maria)
Pinheiro Marcado
Terra adorada da minha infância,
Meu belo berço natal,
Vivi alegrias e pujança
Meu amor por este chão é sem igual.
Não fossem as contingências do supremo,
De lá não sairia nenhum minutinho.
Fronteira municipal bem no extremo,
Lindo distrito no interior de Carazinho.
O ruído do trem de longe se escutava
A estação, de gente, certamente se enchia,
Surgiam em minha imaginação
As emoções de quem chegava ou partia.
Terra de tantos sonhos sonhados,
De agricultura e reais belezas
Do meu primeiro aprendizado
De vivências intensas com a natureza.
Da Escola Veiga Cabral de eternas lembranças,
Do amor inocente platonizado,
Trago grudado em meu peito às heranças
E gratidão ao meu chão: Pinheiro Marcado.
(Projeto AVL- Meu Berço meu orgulho)
Natural
Ao natural oferecendo sua beleza,
Mas não foi escutado o pedido de socorro
E foi assim, modificada a natureza.
Haviam frutas, hortaliças e cereais
Oferecendo-se puros para a mesa
Envenenados por produtos industriais
Alterou-se o natural da natureza.
Havia o ar saudável para respirar
Oxigenando de todos - à vida,
Destruiu-se pulmões verdes ao desmatar
Desequilíbrios de uma raça suicida.
Apesar dos sinais, prevalece a prepotência,
E o homem finge não saber,
Que no futuro a maior de todas as carências
Será a água potável para beber.
Deixe-me
Nas ondas azuis
Nas nuvens macias
Nas velas dos castiçais.
Deixe-me dormir
Na selva serena
Na pele morena
Do amanhecer.
Despeço-me - permita,
Antes da lua desligar,
Levo-te assim bonita
Na imaginação passear.
Depois de você
Eu ainda mantenho a mesma rotina.
Não deixo de fazer as coisas que fazíamos juntos.
Sufoco o vazio dentro de mim para poder manter vivas as nossas lembranças.
Queria ter sabido que eram as últimas vezes para poder dar a estes momentos muito mais intensidade.
Visto a roupa que você elogiava e coloco uma música como se fôssemos dançar. Preparo o jantar. Abro um vinho e coloco duas taças.
Empresto-me uma das minhas próprias mãos para podermos brindar.
Tem horas que caminho pelo jardim admirando as flores e seus encantos. Falo com elas como fazias.
Te chamo quando algo me impressiona - preciso que vejas.
Acaricio teu cabelo e cubro-te a noite, como se ali estivesse.
Às vezes escuto você contando do seu dia, eu também te conto o que eu fiz. - Juro - conto.
O silêncio faz cair uma lágrima e na emoção digo, com o mesmo orgulho, que nossos filhos estão bem, os netos crescendo no caminho que tantos queríamos.
Sim, tua falta aqui é impossível de suprir. Foram tantos momentos, planos, desejos, sorrisos....
Quanta vida vimos brotar em nós e nos nossos.
Não, eu não estou enlouquecendo, ainda que pudesse ser, pois a saudade e a solidão podem levar à loucura.
Sei que um dia você vai aparecer. Vai me chamar. Vai segurar minha mão para não soltar mais.
Assim caminharemos para a eternidade.
Espero paciente.
Quando este dia chegar vamos salvar o que infinitamos nas nossas almas.
No céu seremos novamente nós dois.
Linhas
Duas linhas paralelas
Infinitas para a visão
Lado a lado...
Seguem sempre
Sem se verem.
Sem saber pensar
Juntos e sós...
Definitivamente sós.
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Autor do livro Cabernet - 2013, Interlúdios - 2014, Horizontes -2019 e Charnecas floridas - 2021. Premiado no concurso Literário Cidade de Passo Fundo em 2017 e 2019 na categoria poesia. Publica em vários sites literários nacionais.
Membro correspondente da ACL- Academia Carazinhense de Letras.
Membro fundador da Academia de literatura música e artes (ALMA)
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