Lista de Poemas
Doce
Tão doce seria sonhar
Sem os temporais da vida,
Cicatrizes são marcas
Causadas pelas feridas.
Meu mundinho
Posso espalhar poesias pelo mundo
Viajar por onde for,
Mas levo comigo meu mundinho
- Lembrando com grande amor-
Meu Pinheiro Marcado
No interior de Carazinho.
Na arte nada limita
Sou poema que desconhece distância
Já que o virtual aproxima,
Sou verso longínquo de relevância
Comungando a mesma rima.
Na arte nada limita,
Sem fronteira demarcada,
A cultura se unifica
Para ser admirada.
Poeta virtual eu sou
Não me ausento da escrita
Este gênero me conquistou
Poesia é a minha favorita.
Poesiaria
Falta-lhes a básico:
Rimas
Versos
Palavras.
Me comovo...
Todas elas deveriam morar
Num livro lindo,
Confortável
De capa bem elaborada,
Aconchegante.
Contudo poucas condiçoes literárias disponho.
Louvo cada poeta e seu esforço para adotá-las.
Tenho um sonho utópico, louco, desastrado
De construir uma poesiaria
E hospedá-las confortavelmente.
Pois a poesia sonhada
Estará sempre bem instalada.
Hoje não
Vou apelar ao faz de contas
Hoje não quero o real
Nem vou saber se o sol aponta
Nem quem está bem ou mal.
Não quero notícias nenhuma,
O mundo vou esquecer
Superar medos guardados
Ser feliz pelo fato de viver
Hoje serei corpo sem matéria,
Sem futuro me puxando
Vou sorrir como quem vive em férias
Sonhar como quem está amando.
A gente
A gente se doa em cada gesto de carinho
A gente se dá em cada flor que oferece
A gente se perde no outro quando ama
A gente renasce quando tem o que viver.
Injusto
Fui ensinado a ser correto,
A suportar os solavancos
A ter comportamento reto,
A ser autêntico e franco.
Manter-me honesto e honrado
Evitando o mal fazer
Melhor dormir sossegado
A ver a consciência fenecer.
Vencer mentindo é injusto
Uma vitória enganosa
Para maldade não se faz busto
é uma escolha nada glamorosa.
A vida é implacável em seu custo
Sustento o orgulho em dizer:
Prefiro perder por ser justo
A ganhar por justo não ser.
Faliu a sociedade
E a mãe perdeu o filho
E se fechou.
E outra família perdeu o pai
E se fechou.
E outros perderam outros
Humanos, honestos, bravos...
Faliu a sociedade
O crime reduziu a idade
Os valores reduziram nas cabeças
Intoxicadas.
E a mãe generosa
De coração sem limite
De bondade divina
De amor e luta
Perdeu outro filho,
E a sociedade não viu
O policial não viu
O juiz não puniu,
Mas o filho sumiu.
Coração de mãe cabe mais um,
Mas por Deus,
Há uns que não merecem ter mãe,
Há uns que não tem Deus,
Mãe nunca vai entender
Por qual motivo outro filho
Assassina um filho seu.
Dentro
Quem percebe já entendeu
Que dentro de mim
Habito eu.
Que vida!
A algazarra cessou.
Apenas uma lâmpada, ao fundo,
De resto e de alma tudo sombreou.
Um menino sonhando corria sozinho
Perdido, desconecto do caminho.
De dia viu voarem passarinhos,
Mas pernoitou sem sequer ter um ninho.
Sem travesseiro,
Querendo a noite passar ligeiro
Como se fosse dela apenas um passageiro.
Sonhos reais
Horrores,
Temores...
Tremores.
Um timbre de galo .... Distante,
O dia entrante
Angústia alarmante.
Desejou plantar a poesia
Na ilusão de colher o café da manhã,
No orfanato da agonia.
Desacreditou no amor
Angustiado calou.
Sem mundo
Humano imundo.
Matou as aventuras,
Matou as canções,
Sepultou ilusões.
- Que vida meu Deus...
Que vida!
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Autor do livro Cabernet - 2013, Interlúdios - 2014, Horizontes -2019 e Charnecas floridas - 2021. Premiado no concurso Literário Cidade de Passo Fundo em 2017 e 2019 na categoria poesia. Publica em vários sites literários nacionais.
Membro correspondente da ACL- Academia Carazinhense de Letras.
Membro fundador da Academia de literatura música e artes (ALMA)