Lista de Poemas
O grito II
Todo grito
é um refúgio.
Às vezes o silêncio
deixa de ser acolhe (dor).
www.mariomassari.no.comunidades.net
é um refúgio.
Às vezes o silêncio
deixa de ser acolhe (dor).
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👁️ 773
Sobre portas e janelas III
"Incólumes dos naufrágios
nossos entes vem sempre à tona
na incansável busca ao abraço.
Átimo da verdade
artimanhas do tempo.
de onde os eflúvios da saudade?
Inexorável e lenta
a noite da vigília se arrasta
trespassando as vergas do espanto
ante a dúbia incompreensão dos fatos".
nossos entes vem sempre à tona
na incansável busca ao abraço.
Átimo da verdade
artimanhas do tempo.
de onde os eflúvios da saudade?
Inexorável e lenta
a noite da vigília se arrasta
trespassando as vergas do espanto
ante a dúbia incompreensão dos fatos".
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Pai
O teu sorriso era lindo
água de cachoeira
deslizando límpida
entre pedras e limo.
A tua alegria era infinda
e nem os dissabores
de tua árdua lida
(a infância pelo trabalho
fora tolhida)
a arrefecia.
Genúina era a tua poesia
lapidada com a rusticidade
de mãos e alma "caipiras"
(às vezes fugia-lhe a rima).
Ah, velho amigo,
tivesse eu a consciência
de que teu abraço
um dia me faltaria...
água de cachoeira
deslizando límpida
entre pedras e limo.
A tua alegria era infinda
e nem os dissabores
de tua árdua lida
(a infância pelo trabalho
fora tolhida)
a arrefecia.
Genúina era a tua poesia
lapidada com a rusticidade
de mãos e alma "caipiras"
(às vezes fugia-lhe a rima).
Ah, velho amigo,
tivesse eu a consciência
de que teu abraço
um dia me faltaria...
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O preço do poema II
Quanto nos cobra o poema:
- por uma sinfonia de metáforas
- por uma visitação à alma
- por um deslumbre de voos?
Ou desapegado da matéria
doa-nos, ele, complacente
as suas inefáveis asas?
O preço do poema, senhores,
é o poeta quem paga!
- por uma sinfonia de metáforas
- por uma visitação à alma
- por um deslumbre de voos?
Ou desapegado da matéria
doa-nos, ele, complacente
as suas inefáveis asas?
O preço do poema, senhores,
é o poeta quem paga!
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O preço do poema I
Quanto vale o poema:
- nas frentes de batalha
- nas perdas irreparáveis
- na solidão que a alma talha?
Quanto vale o poema:
- aos nossos filhos drogados
- aos órfãos do destino
- aos desenganados?
O poema faz seu preço
ou o preço do poema
pelo tamanho da fome
é estipulado?
Quanto vale o poema:
- nas filas dos hospitais
- nas mutilações dos sonhos
- nas nossas guerras pessoais?
Quanto vale o poema:
- aos idosos desrespeitados
- às minorias esquecidas
- aos amantes desregrados?
O poema faz seu preço
ou deveras
estou enganado?
- nas frentes de batalha
- nas perdas irreparáveis
- na solidão que a alma talha?
Quanto vale o poema:
- aos nossos filhos drogados
- aos órfãos do destino
- aos desenganados?
O poema faz seu preço
ou o preço do poema
pelo tamanho da fome
é estipulado?
Quanto vale o poema:
- nas filas dos hospitais
- nas mutilações dos sonhos
- nas nossas guerras pessoais?
Quanto vale o poema:
- aos idosos desrespeitados
- às minorias esquecidas
- aos amantes desregrados?
O poema faz seu preço
ou deveras
estou enganado?
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Sobre portas e janelas IV
Tantas portas e janelas
não evidenciaram a trama
dos caminhos sem retorno
das cancelas improvisadas.
E afoitos como o vento
atropelando dores e risos
negligentes e perdulários
descuramos a beleza do grito.
👁️ 724
Sobre portas e janelas II
Havia uma porta
que permanecia entreaberta
e o ranger das dobradiças
perturbava o silêncio
que descia lentamente
pelos fios da inexorável espera.
Sempre me perguntei
porquê nunca se fechava
"talvez estrategicamente localizada
permitisse-nos visualizar
o horizonte fundir-se à estrada".
que permanecia entreaberta
e o ranger das dobradiças
perturbava o silêncio
que descia lentamente
pelos fios da inexorável espera.
Sempre me perguntei
porquê nunca se fechava
"talvez estrategicamente localizada
permitisse-nos visualizar
o horizonte fundir-se à estrada".
👁️ 780
Sobre portas e janelas I
Havia uma janela
aberta ao desconhecido
que instigava a curiosidade
e o indomável instinto
dos descompromissados voos
sobre a silhueta do destino.
Margeavam a estrada
figueiras e hibiscos
e esparramados à sombra
entre duendes e mitos
não imaginávamos
que em futuras janelas
sequer postigos haveria.
aberta ao desconhecido
que instigava a curiosidade
e o indomável instinto
dos descompromissados voos
sobre a silhueta do destino.
Margeavam a estrada
figueiras e hibiscos
e esparramados à sombra
entre duendes e mitos
não imaginávamos
que em futuras janelas
sequer postigos haveria.
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Beirais I
De onde essa dor
Que não se mostra
Recôndita detrás
De invisíveis portas?
De onde esse voo
Alçado sobre destroços
A ausência de beirais
Ao pássaro acaso importa?
do livro "Beirais" - 2007
👁️ 829
Abstrações 4
Nada a dizer do poeta
Com seus lamentos infindáveis
E escritos esquecidos
Em gavetas inabitáveis...
www.mariomassari.no.comunidades.net
👁️ 726
Comentários (1)
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Andréa
2022-04-11
Boa noite! <br />Sou professora na escola PEI EE Dr. Antonio Furlan Junior. <br />Estou lendo leitura de fruição do seu livro: Fragmentos de Poesia em Campos de Girassóis. <br />Meu contato 16 988155376
Mário Massari: nasceu em 21 de novembro de 1962 na cidade de Matão, mas é radicado em Sertãozinho, ambas as cidades localizadas no interior do estado de Saõ Paulo - Brasil.
Quando ainda aluno do curso de Graduação em Agronomia - UNESP, iniciou a publicação de seus poemas.
Livros: Cais - poemas (1987) , Não acordem os pássaros - contos (1994) , Achados e guardados - poemas (2002), Beirais - poemas (2007), Arabescos - poemas (2008) , Portos, olhares e ausências... - poemas (2009), Espelhos do tempo - poemas (2010), Borboletas no aquário - poemas (2011) e Antecedentes Postais - diários de naufrágios - poemas - 2012. Participou, ainda, de diversas Antologias/Coletâneas.
É membro da Academia Sertanezina de Letras - ASEL.
site: www.mariomassari.no.comunidades.net
http://twitter.com/mariomassari
Quando ainda aluno do curso de Graduação em Agronomia - UNESP, iniciou a publicação de seus poemas.
Livros: Cais - poemas (1987) , Não acordem os pássaros - contos (1994) , Achados e guardados - poemas (2002), Beirais - poemas (2007), Arabescos - poemas (2008) , Portos, olhares e ausências... - poemas (2009), Espelhos do tempo - poemas (2010), Borboletas no aquário - poemas (2011) e Antecedentes Postais - diários de naufrágios - poemas - 2012. Participou, ainda, de diversas Antologias/Coletâneas.
É membro da Academia Sertanezina de Letras - ASEL.
site: www.mariomassari.no.comunidades.net
http://twitter.com/mariomassari
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