Lista de Poemas
Esta noite fui tua
Esta noite fui tua
E o meu corpo
Cansado de esperar
Precisou-te até à medula.
Esta noite fui tua,
Mas não foram "tuas" as palavras
E porquanto foram.
Não atingiremos sozinhos o tempo das aves.
E não ignoro o silêncio
Nem a vontade de voar.
Esta noite fui tua
E as minhas asas planaram sobre tua cabeça
E o teu amor inundou-me de ti.
Esta noite fui tua.
Mas os meus flancos não sentiram tuas mãos.
E eu não consegui e fiquei nua, orvalhada e sozinha no chão.
👁️ 1 151
O descanso do Guerreiro
Peço ao dia a noite
O silêncio
O teu corpo encostado ao meu.
O abraço forte e seguro
Que nos aconchega e assegura.
Peço à noite um luar
Um brilho no escuro
Onde estenda o teu olhar
Debruçado na minh'a alma...
Peço ao dia um cheiro,
Um afago, uma brisa.
Uma música, um poema
Um sentir de entardecer.
Ensandeço.
Se ando pareço encontrar-te,
Se sonho pretendo amar-te
Quero ficar só
contigo em meu corpo
todas as noites,
de todos os dias,
para o resto de nossas vidas.
Ainda que a vida aconteça todos os dias
E tu não estejas lá,
Dormes concerteza sempre comigo.
Apago a luz, estendo o lençol
E chamo-te. Estás aqui querido. Estás aqui.
👁️ 960
Recordo daquele dia as tuas mãos
Recordo daquele dia as tuas mãos.
Longas e sensíveis.
Doidas como borboletas, rodopiavam no ar
Acompanhando a conversa
Inebriante como um vinho de culto
Recordo a toalha. Branca.
E o teu cabelo escovinha. E o teu ar traquinas.
Recordo que a casa estava cheia
E a pouco e pouco foram passando e cumprimentando-te.
E nós não reparámos
Hipnotizados de esperança.
Recordo a tarde de amor que não foi tua.
E a tua voz.
O encontro que não marcámos.
O jantar que não fizemos.
O pôr-do-sol que não foi nosso.
Mas selámos entre nós a amizade possível.
E partimos. Para os nossos compromissos inadiáveis.
E as tuas mãos foram borboletas.
E os meus cabelos foram nevralgias.
E aquele encontro foi magia.
Longas e sensíveis.
Doidas como borboletas, rodopiavam no ar
Acompanhando a conversa
Inebriante como um vinho de culto
Recordo a toalha. Branca.
E o teu cabelo escovinha. E o teu ar traquinas.
Recordo que a casa estava cheia
E a pouco e pouco foram passando e cumprimentando-te.
E nós não reparámos
Hipnotizados de esperança.
Recordo a tarde de amor que não foi tua.
E a tua voz.
O encontro que não marcámos.
O jantar que não fizemos.
O pôr-do-sol que não foi nosso.
Mas selámos entre nós a amizade possível.
E partimos. Para os nossos compromissos inadiáveis.
E as tuas mãos foram borboletas.
E os meus cabelos foram nevralgias.
E aquele encontro foi magia.
👁️ 440
Quando sonho contigo
Quando sonho contigo
Não tens corpo, não tens rosto
És sensações e pronto.
Quando sonho contigo
Sei que estás comigo
Sei. E pronto.
Sinto o meu orgasmo violento
Sinto o coração bater no clítoris.
É tão forte como ninguém, nunca, jamais.
Tomas-me toda, porque eu sou toda tua.
És um desejo irracional, imparável.
Sinto um amor tão grande
Íntimo, profundo.
Quando te vejo e te abraço
Digo-te estas coisas sem palavras
Viajo contigo tantas horas
Vagueio à procura do teu húmus
Como um sonâmbulo
Procuro incessantemente a outra metade de mim.
Por vezes, faltam-me as forças.
Quero mover-me, sair de ti.
Não consigo.
Amo-te demais. Amo-te tanto
Que o tempo para ti não passa. Tu não passas.
👁️ 538
Moinhas Mãos
Enquanto escuto todas as vozes
E desfio horas e palavras
Vou perguntando a Deus
Quanto tempo?
Quanto tempo mais
Até te amarrar em teus braços
Nos unir, amar
Perder o tino
Perder a compostura
Perder e ganhar.
Enquanto desfio o rosário dos aflitos
Confronto-me com Deus e digo:
Quero-te, desejo-te, cedo.
Amo o rio que corre no teu corpo e
Que desaba no meu mar.
Não consigo dormir
Abraço-me e procuro-te.
Moinhas mãos trabalham arduamente
Tecendo o tempo que nos separa
Aumentando o desejo e encurtando a espera.
Já não sei o que fazer.
Começo a ficar com o olhar ausente
E as mãos dormentes.
Preciso do teu amor.
E desfio horas e palavras
Vou perguntando a Deus
Quanto tempo?
Quanto tempo mais
Até te amarrar em teus braços
Nos unir, amar
Perder o tino
Perder a compostura
Perder e ganhar.
Enquanto desfio o rosário dos aflitos
Confronto-me com Deus e digo:
Quero-te, desejo-te, cedo.
Amo o rio que corre no teu corpo e
Que desaba no meu mar.
Não consigo dormir
Abraço-me e procuro-te.
Moinhas mãos trabalham arduamente
Tecendo o tempo que nos separa
Aumentando o desejo e encurtando a espera.
Já não sei o que fazer.
Começo a ficar com o olhar ausente
E as mãos dormentes.
Preciso do teu amor.
👁️ 370
Com título e sem ti
Estava escuro
A noite gelava e eu
Estremecia em teu abraço
De medo e de desejo
A fome impelia-nos
Mais que o medo,
Mais que o terror,
Mais que os bichos acoitados
Lá fora.
Estava frio
O quarto gelado
A pequena cama
O sofá
Não servia
Quiseste-me vestida
Calçada
De pé
Na cozinha
Foi de loucura
Foi de breu
Apenas a lua iluminou
nossos contornos
Amámo-nos muito.
Bateram á porta
Paralisei de terror mas teus braços não me abandonaram.
O nosso coração batia descompassadamente
Junto
Jamais me abandonaste nessa noite.
Nem então paraste.
Levaste-me até ao gozo
E querias mais. Queríamos mais.
Tanto mais.
E a tua coragem então
Quebrou as barreiras, submergiu os campos
Deixou-me presa na barragem do teu amor
Onde o lodo hoje ameaça tudo cobrir.
Partiste por todas as razões
Mas eu fiquei um pouco naquele quadro.
E na tua figura esguia, varonil, protectora
Amigo seguro que partiste e jamais voltaste
Ninguém me protege
Sinto-me tão só sem ti.
A noite gelava e eu
Estremecia em teu abraço
De medo e de desejo
A fome impelia-nos
Mais que o medo,
Mais que o terror,
Mais que os bichos acoitados
Lá fora.
Estava frio
O quarto gelado
A pequena cama
O sofá
Não servia
Quiseste-me vestida
Calçada
De pé
Na cozinha
Foi de loucura
Foi de breu
Apenas a lua iluminou
nossos contornos
Amámo-nos muito.
Bateram á porta
Paralisei de terror mas teus braços não me abandonaram.
O nosso coração batia descompassadamente
Junto
Jamais me abandonaste nessa noite.
Nem então paraste.
Levaste-me até ao gozo
E querias mais. Queríamos mais.
Tanto mais.
E a tua coragem então
Quebrou as barreiras, submergiu os campos
Deixou-me presa na barragem do teu amor
Onde o lodo hoje ameaça tudo cobrir.
Partiste por todas as razões
Mas eu fiquei um pouco naquele quadro.
E na tua figura esguia, varonil, protectora
Amigo seguro que partiste e jamais voltaste
Ninguém me protege
Sinto-me tão só sem ti.
👁️ 392
Sem título
A loucura vive
Nesta porta vedada
entre ti e mim.
Por não aguentar mais esta pressão
Vou embora
No rasto do teu corpo
Das nossas noites
Deste cheiro novo que há em mim
Não sei se procuro o mar
Se a serra, se o chão.
Sei que me procuro a mim.
Porque simplesmente desapareci
no dia em que te conheci.
Amo-te
Não suporto mais a soliddão
Errei tanto que já não sei contar
Mas errei com a sensação
absoluta de estar certa
Só que ninguém, senão tu,
percebe porquê.
Sim, sabes de cor
o meu rosto, o meu olhar,
o desejo que se consome em
chama ardente, febre alta,
na noite escura do meu ser
onde fecho os olhos e cerro as mãos
de tanto te querer.
Se não consigo comunicar
contigo esta amargura
Se me empurras para o caminho
então tenho que me perder para
te encontrar..
Nesta porta vedada
entre ti e mim.
Por não aguentar mais esta pressão
Vou embora
No rasto do teu corpo
Das nossas noites
Deste cheiro novo que há em mim
Não sei se procuro o mar
Se a serra, se o chão.
Sei que me procuro a mim.
Porque simplesmente desapareci
no dia em que te conheci.
Amo-te
Não suporto mais a soliddão
Errei tanto que já não sei contar
Mas errei com a sensação
absoluta de estar certa
Só que ninguém, senão tu,
percebe porquê.
Sim, sabes de cor
o meu rosto, o meu olhar,
o desejo que se consome em
chama ardente, febre alta,
na noite escura do meu ser
onde fecho os olhos e cerro as mãos
de tanto te querer.
Se não consigo comunicar
contigo esta amargura
Se me empurras para o caminho
então tenho que me perder para
te encontrar..
👁️ 394
Lágrimas secas (como as tempestades de África)
Quem nunca sentiu chorar por dentro
Não sabe o que é o amor.
Começa no seio que desponta,
No sexo que arredonda e brilha
Entra pela circulação
E escava um rio até ao coração.
Emerge num suspiro, num olhar perdido e magoado
Causa febre localizada e vertigem
Arrepia, magoa, já não arde.
Não fere na sua inevitabilidade
Foge por entre os dedos
Crava-se na carne
Arranca-nos o peito e
Prepara-nos a viagem...
Diz-nos que estamos sós,
Mostra-nos o chão e o céu.
Enubla a visão e enobrece o coração de um bravo
Desfalece em seus braços e diz-lhe toda nua,
Sou tua
Depois adormece e mais tarde continua.
Desaba no mar algures onde o farol alumia.
👁️ 465
Verão
Nesta escaldante noite de verão,
Corpos felizes rolam no chão,
Famintos de amor,
Cheios de tesão,
Enrolam cigarros e bebem paixão!
Corpos felizes rolam no chão,
Famintos de amor,
Cheios de tesão,
Enrolam cigarros e bebem paixão!
👁️ 444
Eu queria encontrar o verso certo
Eu queria encontrar o
verso certo
Sem rima, sem suor, até sem poesia.
Um corpo, outro corpo.
Respiração. Lágrimas. Transpiração.
Transformação. Afecto. Ligação.
Silêncio. Mãos fechadas, agarradas.
Sem palavras, simples ou compostas.
Caminho, sem destino
e sem saída.
Abismo, abraço, salto conjunto.
Aterragem, de pé, sem danos ou ruído.
Areia, Mar. Tu e eu.
Sal, lágrimas, abraço.
Amor outra vez.
Puros risos pela areia entranhada
Entrada
No corpo que se conhece de cor
E se redescobre, surpreso, admirado, a cada momento.
Amar é:
Fazer amor com a convicção de que se faz um filho.
Nem todos podemos ser heróis.
Alguns somos apenas heróis de coisa nenhuma.
Mas para alguém fomos tudo.
E tudo é muito.
verso certo
Sem rima, sem suor, até sem poesia.
Um corpo, outro corpo.
Respiração. Lágrimas. Transpiração.
Transformação. Afecto. Ligação.
Silêncio. Mãos fechadas, agarradas.
Sem palavras, simples ou compostas.
Caminho, sem destino
e sem saída.
Abismo, abraço, salto conjunto.
Aterragem, de pé, sem danos ou ruído.
Areia, Mar. Tu e eu.
Sal, lágrimas, abraço.
Amor outra vez.
Puros risos pela areia entranhada
Entrada
No corpo que se conhece de cor
E se redescobre, surpreso, admirado, a cada momento.
Amar é:
Fazer amor com a convicção de que se faz um filho.
Nem todos podemos ser heróis.
Alguns somos apenas heróis de coisa nenhuma.
Mas para alguém fomos tudo.
E tudo é muito.
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