Escritas

Moinhas Mãos

maria
Enquanto escuto todas as vozes

E desfio horas e palavras

Vou perguntando a Deus

Quanto tempo?

Quanto tempo mais

Até te amarrar em teus braços

Nos unir, amar

Perder o tino

Perder a compostura

Perder e ganhar.

Enquanto desfio o rosário dos aflitos

Confronto-me com Deus e digo:

Quero-te, desejo-te, cedo.

Amo o rio que corre no teu corpo e

Que desaba no meu mar.

Não consigo dormir

Abraço-me e procuro-te.

Moinhas mãos trabalham arduamente

Tecendo o tempo que nos separa

Aumentando o desejo e encurtando a espera.

Já não sei o que fazer.

Começo a ficar com o olhar ausente

E as mãos dormentes.

Preciso do teu amor.
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