Escritas

Lista de Poemas

CIO!

O cio é vadio!
Embrenha-se nos orifícios.
Veste o corpo com a pele dos anseios.
É boca que acaricia a nudez.
Teor me embriaga, entorpece os sentidos,
Desperta fetiches, taras...
Faz a fêmea sem pudor, descarada...
Aperta os "picos" com mãos invisíveis,
Faz gemer... Gemidos lascivos!
Rola comigo na cama...
É sussurro imaginário que diz que me ama.
Mas, meu prazer são delírios...
Fantasias que fazem a seiva do sexo escorrer.
Ah, cio vadio!
Excita, açoita-me em meu leito vazio!

Márcia Costa
👁️ 432

FLERTE!

Como rio que não se detém,
Frente á obstáculos...
Tua essência transbordou-me,
O pequeno frasco.
Lúbrico perfume que o ar embriagou.
Entre sorrisos, olhares copulavam.
Almas líricas deleitavam-se,
Num beijo que aquecia o corpo,
E o coração disparava desenfreado.
Paixão, Desejo sem palavras.
Ao redor, passos dormente.
Um mundo inerte... Faces de estátua.

Márcia Costa
👁️ 521

Esperança!



Por ser vasto este sentimento que me domina.
Contentar-me-ia com migalhas...
Mas, não ficaria sem amor.
Se precisar, desfolho minha 'alma,
Jogo minhas páginas ao léu,
Na esperança de alguém encontrar pelo caminho,
Rascunhos do meu amor.

Márcia Costa
👁️ 423

E ASSIM TE VI!

... E assim te vi...
Palavras na mão,
No olhar o sorriso.
Entre tantos... O distinto.
N' alma um alvorecer de inspirações.
Em ti, versos cantando a vida,
Cintilantes como pirilampos,
Iluminando-lhe as feições.

... E assim te vi...
Verso andante...
Verbo falante...
Dedicado, zeloso amante da poesia...
Divina - dama fulgurante.

... E assim te vi...
Apenas homem!

Márcia Costa
👁️ 408

Prato Principal!

A face dos versos é indecifrável.
Mas, as palavras sorriem fantásticas,
Tão claras quanto o dia.
E num instante não há mais vazio,
Há um ser repleto de emoções que arrebatam.
A fragrância dos poemas frescos,
Vem acalentar as aflições da alma.
Por isso, trago sempre a mesa posta.
Pratos, talheres, taças de vinho...
Á esperar versos suculentos,
Malfadados, ao ponto...
Quentes ou frios.

Márcia Costa
👁️ 424

Sem querer dizer, adeus!

Confuso, deixo-me quedar no silêncio vespertino,
Ruminando das entranhas,
A soledade do sofrer na ruptura.
Entre quatro paredes, um grito mudo.
Sono roubado, sonhos fugidios.
Noite de tormenta, tempestade!
No adeus prematuro, restos de amor pela casa,
Cartas, fotos amareladas...
Lembranças que não se despedem.

Márcia Costa
👁️ 437

Rosa Pálida!

Se outrora não despia,
Minhas emoções nas palavras,
Era por que a dor me sufocava.
Estava seca... Era figura inanimada,
Um enfeite qualquer que ninguém olhava,
Estava feia, sem graça... Uma rosa pálida,
Exporta a poeira e ao vento,
Há um tempo sombrio,
Um momento adormecido,
A espera de um olhar, um sorriso...
De um dia bonito, de sol.
Precisava sentir a vida,
Ser amada, desejada.
Precisava dos versos, das palavras.
Ouvir a canção da vida descortinando o breu da minh 'alma.

Márcia Costa
👁️ 428

DOIS EXTREMOS!

Na distância imensurável,
Criou-se um abismo intransponível,
Onde somos apenas o fôlego de um anseio.
Inacessível tornou-se o beijo, o abraço...
O calor de um almejado regaço.
Ao dormitar o corpo...
Desprende-se de frágil carapaça... A alma,
Na nau dos sonhos viaja.
O vento soprando-lhe a vela do destino,
Sussurrando-lhe as falas do amor ao ouvido.

Márcia Costa
👁️ 448

Quarta-feira de cinza!

Sopra a brisa fria no ardoroso sorriso,
Usurpando da face a alegria - patente.
O dia cinza é a lente das vistas,
No suspirar da felicidade eloqüente.
Corre tempo! Vire a página.
Que o ano vindouro escreva novas falas.
Perdurando um enredo de cores
Extirpando perpetuamente as lágrimas.
Ah, alma cabrocha!
Perdoe a soturna cor da fantasia,
Os pés perderam o ritmo do samba,
O coração já não bate no compasso da bateria.
Que caiam do céu confete, serpentina...
Chuva de ilusão em minha avenida
O sonho acabou, tornaram-se cinzas.
Oh, poesia!
Restou-me a ressaca da alegria,
Enxugue o pranto desta colombina,
Na derradeira despedida.
Em meu peito o carnaval não termina.

Márcia Costa
👁️ 434

ANJO!


Num silêncio puro contemplo as asas quebradas d' um anjo,
Colhendo-lhe o anseio de voar.
Se o céu estivesse aberto o sonho não seria errante.
Dizem que por lá o tempo não existe.
A pressa só é ofício dos que têm tempo finito,
E vivem a sonhar com o impossível.

Tropel de sentimentos é laço,
Que os faz verter palavras.
Fulgor e fogo, clarão que cega.
Paixão, anseio de embriagar-se,
Desposar os corpos cálidos,
No soar da longa entrega.

Márcia Costa
👁️ 457

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