Escritas

Lista de Poemas

FORMIGA [MANOEL SERRÃO]





Quando havia briga no teu armário, f
ora formiga na tua vida.
Quando não havia saída no teu abrigo, fora à porta do teu armário.
Agora que não penso ser formiga na tua vida, nem a porta do teu armário? Vou Ser poesia avoante. 

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THE END [MANOEL SERRÃO]




Dei-me a ti em soluço e sorriso.

E tu sequer recordas o meu nome.
Inda assim, entre o mito da paixão e o rito do amor?
O amanhã recomeço hoje.
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FLOR DE LIS [MANOEL SERRÃO]






E a vida o beijou o abraçou e o amou...

Amou-o, porque era flor e poesia.
Mas as outras invejas rir-se-iam dele,
Ó que poucos risos se ouçam de mim que rimou! 
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PROVIDENTE [MANOEL SERRÃ0]





Deus nos dá as nozes.

Agora as trate de quebrá-las, e semeá-las!
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VADE RETRO [MANOEL SERRÃO]





As tentações dos homens e os demônios têm horror a poesia-em-ação.
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FRANCO ATIRADOR [MANOEL SERRÃO]





Declarou. Datou,

Assinou. Registrou.
Tirou da mala o coração... Disparou o gatilho do amor tattou!
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SILÊNCIO SÁBIO [MANOEL SERRÃO]





Quem cala o feito, nem sempre consente, se lhe parece...

Calar é silêncio inteligente que apetece a alma da gente.
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GAVIÃO-DE-ASA-LARGA [MANOEL SERRÃO]





Na cama u
ma banda larga:
Espera outra caça.
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RITMO ACELERADO [MANOEL SERRÃO]

  

Na pressão da rolha? Gás e bolhas...
E estoura u
ma ejaculação precoce!
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ALCÂNTARA LUAU DE MONTELLO [MANOEL SERRÃO]



Ó majestosa que nas noites trigueiras sob o luau de Montelo se revela, e que ao toque das campas tu'alma pujante e nua, levita das torres sineiras, espraia-se ao zéfiro sonhando com o Rei acordada; tu que por encanto das ruínas entranhas, renasces inda mais bela sob "o rosto do céu" para o eterno!






NOTA Fundada em 22 de dezembro de 1648, Alcântara está entre as mais antigas cidades maranhenses, precedendo até mesmo a capital do Estado – São Luís.

Com uma trajetória histórica que vai de aldeia a cidade, passando por capitania, vila e comarca, Alcântara destaca-se com referência cultural e tecnológica.
A promessa de visita de D.Pedro de Alcântara II, que nunca se concretizou, gerou uma competição entre Barões para construir, o que chamavam de, o mais belo Palácio para hospedá-lo. Daí o requinte e ostentação da arquitetura original da cidade, que chegou a ser capital da província.
Romance de Josué Montello passado em Alcântara, um dos centros da aristocracia maranhense no Império. A abolição da escravatura e a conseqüente mudança de economia, seguida da proclamação da República, explicam o processo de sua decadência, até tornar-se uma cidade quase morta.
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Comentários (1)

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321alnd
321alnd
2019-03-06

Parabéns por seus textos e seus poemas, meu caro Manoel Serrão. Poesia é, como disse o grande poeta Octávio Paz, salvação e nós dois seremos salvos por ela, assim como todo aquele que faça da beleza o único pão para sua alma. Tenho igual honra em te-lo como leitor. Um forte e cordial abraço.