Lista de Poemas
Viola
Viola toca,
No som, nessa canção,
Viola as regras,
Toca o Violão.
A Fome dos Pobres toca,
Gritos de terror,
A poeira é levada pelos ventos,
E Toca a Viola e o Violão.
Desvios despercebidos,
Sociedade corrompida,
Toca o Violão,
Viola, não vai preso,
E nem pede perdão.
Violino toca,
Gaita gaiato,
Sorrateiro, despercebido,
Assinala teu contrato.
Lírico dita as regras,
Da banda dos Violão,
Amor escondido,
Na letra desta canção.
A Viola viola as regras,
Violão viola tudo,
Viola e seus significados,
Os patrões permanecem mudos.
Os padrões que nunca mudam,
Sociedade desenfreada,
Não muda os Dogmas,
Não muda de estrada.
A Violação,
Não é instrumento de se tocar,
Mas mesmo assim Viola,
Violação não vai passar...
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Põe na minha conta
A que custo? Essa é uma pergunta feita por muitas pessoas até mesmo antes do capitalismo, até mesmo antes da palavra tomar um verdadeiro significado. Pois, de fato, o questionamento em destaque serve como substituto para o ‘quais as consequências de tais acontecimentos?’, o que deverei entregar de mim ou do que possuo para conquistar algo, alguém ou algum objetivo? Será mesmo isso tão necessário? Será mesmo que vale a pena?
Muitos não gostam que tantas perguntas sejam feitas consecutivamente, porém, digam me, observação que esta é uma pergunta retórica; se não fossem os pensamentos, e os questionamentos, como e quando de fato chegaríamos a uma resposta inovadora, uma nunca pensada antes conclusão? As respostas nunca são de graça, há algo a se doar por isto, há um custo, sempre há um custo para qualquer coisa que desejamos fazer. E desse pensamento tão possessivo nasce a ideia de que a Terra é nossa, de que ela foi criada para nós, e que podemos usufruí-la como desejamos, de que as demais espécies devem curvar-se perante nossa imagem. Que podemos poluir os mares, que não são nossos, de que podemos destruir as florestas que na realidade não são nossas.
A terra não é nossa, mas muitas vezes, é tão complexo a compreensão dessa tão curta e simplória afirmação, chega a ser contraditório! Repito, a Terra não faz parte de nós, nós fazemos parte da Terra, somos seres vivos iguais a qualquer outros, claro que com algumas diferenças surpreendentes, mas uma sede tão doente de conquistas e posses, que já me deixa com o sangue fervendo com tantos custos a serem pagos por aqueles que não compraram nenhuma briga se quer! Pois a cada dia o ser humano compra mais uma briga, e o custo do conjunto de todas elas, apenas acumula-se na conta, que provavelmente será paga da forma mais brutal possível, se não começarmos a parcela-la.
Bem, se tudo isso não é nosso, então o caso não é que devemos cuidar de nosso planeta, devemos respeitar o Mundo em que vivemos, respeitar sua forma de ser sem ocupar todo o espaço. Mas antes, o que há de mais importante, respeitar a nós mesmos, uns aos outros, da maneira que somos, mas sem ferir as pessoas; e com isso, dou destaque às pessoas que são forçadas por conta do risco de morte a deixarem seus lares. O Mundo é muito mais bonito com diversos pensamentos, com diversas culturas, com diversas belezas, em sua forma natural de diverso. O que falta ao Mundo não é uniformizar mas uma forma respeitável.
Muitos não gostam que tantas perguntas sejam feitas consecutivamente, porém, digam me, observação que esta é uma pergunta retórica; se não fossem os pensamentos, e os questionamentos, como e quando de fato chegaríamos a uma resposta inovadora, uma nunca pensada antes conclusão? As respostas nunca são de graça, há algo a se doar por isto, há um custo, sempre há um custo para qualquer coisa que desejamos fazer. E desse pensamento tão possessivo nasce a ideia de que a Terra é nossa, de que ela foi criada para nós, e que podemos usufruí-la como desejamos, de que as demais espécies devem curvar-se perante nossa imagem. Que podemos poluir os mares, que não são nossos, de que podemos destruir as florestas que na realidade não são nossas.
A terra não é nossa, mas muitas vezes, é tão complexo a compreensão dessa tão curta e simplória afirmação, chega a ser contraditório! Repito, a Terra não faz parte de nós, nós fazemos parte da Terra, somos seres vivos iguais a qualquer outros, claro que com algumas diferenças surpreendentes, mas uma sede tão doente de conquistas e posses, que já me deixa com o sangue fervendo com tantos custos a serem pagos por aqueles que não compraram nenhuma briga se quer! Pois a cada dia o ser humano compra mais uma briga, e o custo do conjunto de todas elas, apenas acumula-se na conta, que provavelmente será paga da forma mais brutal possível, se não começarmos a parcela-la.
Bem, se tudo isso não é nosso, então o caso não é que devemos cuidar de nosso planeta, devemos respeitar o Mundo em que vivemos, respeitar sua forma de ser sem ocupar todo o espaço. Mas antes, o que há de mais importante, respeitar a nós mesmos, uns aos outros, da maneira que somos, mas sem ferir as pessoas; e com isso, dou destaque às pessoas que são forçadas por conta do risco de morte a deixarem seus lares. O Mundo é muito mais bonito com diversos pensamentos, com diversas culturas, com diversas belezas, em sua forma natural de diverso. O que falta ao Mundo não é uniformizar mas uma forma respeitável.
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Café preto e duas borboletas
Numa manhã ensolarada de sábado, estava eu tomando café em minha mesa quadrada a qual tem espaço para três no máximo, e em frente a minha mesa, uma janela de vidro finíssimo, dividida em quatro partes, a mesma podia abrir caso quisesse empurrando para cima. Então abri, pois gosto de sábados, e gosto de dias ensolarados e frescos como o daquele dia, por motivos pessoas mas não necessários no momento; era uma boa manhã, eis o meu diagnóstico. Em pouco menos de uma hora deveria sair para realizar uma tarefa relacionado aos meus trabalhos passados pela universidade. O dia da entrega era segunda, mas como sou uma pessoa adiantada, já estava quase terminando, mas isso não vem ao caso.
A questão é: quando estava tomando o meu café quente preto com açúcar, enquanto molhava nele a minha tapioca, ou biju se preferir, percebi que uma borboleta repentinamente apareceu, e pousou em cima da tanta do açucareiro. “Que estranho”, pensei, “de onde veio essa borboleta?” O caso era que morava em um prédio, e ficava no quinto andar, alto o suficiente para não estar no alcance de nenhum inseto, e de repente, aparece outra borboleta.
Bem, tinham então duas borboletas dentro de minha cozinha, uma em cima de meu açucareiro, a menor, e uma em cima de minha mesa, a maior. E eu não fazia a mínima ideia de onde vieram, mas sabia exatamente qual seria a minha providência, então me dirigi a minha prateleira de copos, e pus de forma estratégica ambas, dentro de um grande copo transparente, para observá-las.
Percebi que cada uma foi para a direção oposta a outra... será que queriam se evitar? Será que era uma rivalidade, inimizade, algo do tipo? Só sabia que uma estava totalmente oposta à outra, e nenhuma movia, apenas pressionavam contra o copo a fraquíssima força que tinham, incapaz de movê-lo. Fiquei imensamente curiosa, até o fim do dia deveria saber o porquê de tanto distanciamento mantido entre as duas borboletas, da mesma espécie e provavelmente do mesmo lugar. Talvez até da mesma linhagem de borboletas, muito provável aliás. Mas algo me fez “cair na realidade”, não era possível que fosse alguma espécie de inimizade, como aliás, pode uma borboleta desenvolver qualquer sentimento, afinal, não possuem vínculo com seus sucessores, não vivem muito, mas especificamente, aquele espécie de borboleta vivia apenas nove meses no máximo.
Como fui tola! Não percebi que a força imposta pelas borboletas no copo, e o fato de estarem opostas uma a outra, e principalmente, por eu coloca-las em um copo transparente, fazia com que eu chegasse a conclusão, aqueles inocentes seres vivos, que viviam tão pouco tempo, seguiam apenas o extinto o qual nenhum ser vivo foge; de plantas à nós mesmo, nenhum foge do extinto de sobrevivência e busca por sua liberdade. Minha conclusão final era tão simplória...
A questão é: quando estava tomando o meu café quente preto com açúcar, enquanto molhava nele a minha tapioca, ou biju se preferir, percebi que uma borboleta repentinamente apareceu, e pousou em cima da tanta do açucareiro. “Que estranho”, pensei, “de onde veio essa borboleta?” O caso era que morava em um prédio, e ficava no quinto andar, alto o suficiente para não estar no alcance de nenhum inseto, e de repente, aparece outra borboleta.
Bem, tinham então duas borboletas dentro de minha cozinha, uma em cima de meu açucareiro, a menor, e uma em cima de minha mesa, a maior. E eu não fazia a mínima ideia de onde vieram, mas sabia exatamente qual seria a minha providência, então me dirigi a minha prateleira de copos, e pus de forma estratégica ambas, dentro de um grande copo transparente, para observá-las.
Percebi que cada uma foi para a direção oposta a outra... será que queriam se evitar? Será que era uma rivalidade, inimizade, algo do tipo? Só sabia que uma estava totalmente oposta à outra, e nenhuma movia, apenas pressionavam contra o copo a fraquíssima força que tinham, incapaz de movê-lo. Fiquei imensamente curiosa, até o fim do dia deveria saber o porquê de tanto distanciamento mantido entre as duas borboletas, da mesma espécie e provavelmente do mesmo lugar. Talvez até da mesma linhagem de borboletas, muito provável aliás. Mas algo me fez “cair na realidade”, não era possível que fosse alguma espécie de inimizade, como aliás, pode uma borboleta desenvolver qualquer sentimento, afinal, não possuem vínculo com seus sucessores, não vivem muito, mas especificamente, aquele espécie de borboleta vivia apenas nove meses no máximo.
Como fui tola! Não percebi que a força imposta pelas borboletas no copo, e o fato de estarem opostas uma a outra, e principalmente, por eu coloca-las em um copo transparente, fazia com que eu chegasse a conclusão, aqueles inocentes seres vivos, que viviam tão pouco tempo, seguiam apenas o extinto o qual nenhum ser vivo foge; de plantas à nós mesmo, nenhum foge do extinto de sobrevivência e busca por sua liberdade. Minha conclusão final era tão simplória...
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Abdicará, sucederei
Oh! Vírus da alma,
Teu céu contrasteado encantou meus olhos,
Submisso a meu ver
Mas basta apenas crer para enxergar
Como de pureza tua alma está escassa,
Tua silhueta me reflete o infinito
Tua sombra é tão grande numa tarde
Antes do sol morrer
Hei eu mesmo à tua frente me desfazer
E me refazer um mais poderoso ser
Que não teme, mas temeu
Que não discute futilidades, mas discutiu
Um ser finito que peca na bíblia,
Mas de fato nunca erra
Hei de ser em tua presença
Alguém que só deseja um sereno
Mas que não demonstra nada além de ser um pávido pequeno
Num colossal mundo quântico
Com um grande espanto
Ao escutar tua voz
Não quero ser simples
Quero ser ancestral
Quero ser histórico
Quero ser teatral
Mas tanto quero que aqui, esmero
Apenas espero.
Teu céu contrasteado encantou meus olhos,
Submisso a meu ver
Mas basta apenas crer para enxergar
Como de pureza tua alma está escassa,
Tua silhueta me reflete o infinito
Tua sombra é tão grande numa tarde
Antes do sol morrer
Hei eu mesmo à tua frente me desfazer
E me refazer um mais poderoso ser
Que não teme, mas temeu
Que não discute futilidades, mas discutiu
Um ser finito que peca na bíblia,
Mas de fato nunca erra
Hei de ser em tua presença
Alguém que só deseja um sereno
Mas que não demonstra nada além de ser um pávido pequeno
Num colossal mundo quântico
Com um grande espanto
Ao escutar tua voz
Não quero ser simples
Quero ser ancestral
Quero ser histórico
Quero ser teatral
Mas tanto quero que aqui, esmero
Apenas espero.
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Põe na minha conta
A que custo? Essa é uma pergunta feita por muitas pessoas até mesmo antes do capitalismo, até mesmo antes da palavra tomar um verdadeiro significado. Pois, de fato, o questionamento em destaque serve como substituto para o ‘quais as consequências de tais acontecimentos?’, o que deverei entregar de mim ou do que possuo para conquistar algo, alguém ou algum objetivo? Será mesmo isso tão necessário? Será mesmo que vale a pena?
Muitos não gostam que tantas perguntas sejam feitas consecutivamente, porém, digam me, observação que esta é uma pergunta retórica; se não fossem os pensamentos, e os questionamentos, como e quando de fato chegaríamos a uma resposta inovadora, uma nunca pensada antes conclusão? As respostas nunca são de graça, há algo a se doar por isto, há um custo, sempre há um custo para qualquer coisa que desejamos fazer. E desse pensamento tão possessivo nasce a ideia de que a Terra é nossa, de que ela foi criada para nós, e que podemos usufruí-la como desejamos, de que as demais espécies devem curvar-se perante nossa imagem. Que podemos poluir os mares, que não são nossos, de que podemos destruir as florestas que na realidade não são nossas.
A terra não é nossa, mas muitas vezes, é tão complexo a compreensão dessa tão curta e simplória afirmação, chega a ser contraditório! Repito, a Terra não faz parte de nós, nós fazemos parte da Terra, somos seres vivos iguais a qualquer outros, claro que com algumas diferenças surpreendentes, mas uma sede tão doente de conquistas e posses, que já me deixa com o sangue fervendo com tantos custos a serem pagos por aqueles que não compraram nenhuma briga se quer! Pois a cada dia o ser humano compra mais uma briga, e o custo do conjunto de todas elas, apenas acumula-se na conta, que provavelmente será paga da forma mais brutal possível, se não começarmos a parcela-la.
Bem, se tudo isso não é nosso, então o caso não é que devemos cuidar de nosso planeta, devemos respeitar o Mundo em que vivemos, respeitar sua forma de ser sem ocupar todo o espaço. Mas antes, o que há de mais importante, respeitar a nós mesmos, uns aos outros, da maneira que somos, mas sem ferir as pessoas; e com isso, dou destaque às pessoas que são forçadas por conta do risco de morte a deixarem seus lares. O Mundo é muito mais bonito com diversos pensamentos, com diversas culturas, com diversas belezas, em sua forma natural de diverso. O que falta ao Mundo não é uniformizar mas uma forma respeitável.
Muitos não gostam que tantas perguntas sejam feitas consecutivamente, porém, digam me, observação que esta é uma pergunta retórica; se não fossem os pensamentos, e os questionamentos, como e quando de fato chegaríamos a uma resposta inovadora, uma nunca pensada antes conclusão? As respostas nunca são de graça, há algo a se doar por isto, há um custo, sempre há um custo para qualquer coisa que desejamos fazer. E desse pensamento tão possessivo nasce a ideia de que a Terra é nossa, de que ela foi criada para nós, e que podemos usufruí-la como desejamos, de que as demais espécies devem curvar-se perante nossa imagem. Que podemos poluir os mares, que não são nossos, de que podemos destruir as florestas que na realidade não são nossas.
A terra não é nossa, mas muitas vezes, é tão complexo a compreensão dessa tão curta e simplória afirmação, chega a ser contraditório! Repito, a Terra não faz parte de nós, nós fazemos parte da Terra, somos seres vivos iguais a qualquer outros, claro que com algumas diferenças surpreendentes, mas uma sede tão doente de conquistas e posses, que já me deixa com o sangue fervendo com tantos custos a serem pagos por aqueles que não compraram nenhuma briga se quer! Pois a cada dia o ser humano compra mais uma briga, e o custo do conjunto de todas elas, apenas acumula-se na conta, que provavelmente será paga da forma mais brutal possível, se não começarmos a parcela-la.
Bem, se tudo isso não é nosso, então o caso não é que devemos cuidar de nosso planeta, devemos respeitar o Mundo em que vivemos, respeitar sua forma de ser sem ocupar todo o espaço. Mas antes, o que há de mais importante, respeitar a nós mesmos, uns aos outros, da maneira que somos, mas sem ferir as pessoas; e com isso, dou destaque às pessoas que são forçadas por conta do risco de morte a deixarem seus lares. O Mundo é muito mais bonito com diversos pensamentos, com diversas culturas, com diversas belezas, em sua forma natural de diverso. O que falta ao Mundo não é uniformizar mas uma forma respeitável.
👁️ 86
Coragem
De todo dia acordar no alto do morro, ser quieto pra não atrair bala perdida, de trabalhar pro patrão do centro, ouvir sotaque das madames, voltar pra casa na chuva, e não ter nem comida.
De todo dia ter vontade de sumir, de não querer sair da cama, mas mesmo assim sai, para alimentar sua Esperança de que um dia essa tristeza acabe.
De todo dia chorar, por não ter família, mas mesmo assim estudar pra ser alguém bom na vida.
De todo dia caminhar vinte quilômetros, para pegar um ônibus, ser agredida, carregar um filho no colo, de chinelo quebrado, pra trabalhar dez horas e as vezes pernoitar.
De todo dia sorrir para as pessoas na rua, mesmo passando todas as manhãs maquiagem no rosto para esconder seu olho roxo, e suas feridas.
De todo dia esconder seus pensamentos, de todo dia ficar calado, de todo dia esconder sua fé daqueles que não querem ver você todo dia.
Coragem,
De todo dia viver todo dia.
De todo dia ter vontade de sumir, de não querer sair da cama, mas mesmo assim sai, para alimentar sua Esperança de que um dia essa tristeza acabe.
De todo dia chorar, por não ter família, mas mesmo assim estudar pra ser alguém bom na vida.
De todo dia caminhar vinte quilômetros, para pegar um ônibus, ser agredida, carregar um filho no colo, de chinelo quebrado, pra trabalhar dez horas e as vezes pernoitar.
De todo dia sorrir para as pessoas na rua, mesmo passando todas as manhãs maquiagem no rosto para esconder seu olho roxo, e suas feridas.
De todo dia esconder seus pensamentos, de todo dia ficar calado, de todo dia esconder sua fé daqueles que não querem ver você todo dia.
Coragem,
De todo dia viver todo dia.
👁️ 147
Amador de língua morta
Voltara do Colégio cedo, pôs calmamente o pé calçado sobre o batente da porta e lembrou o quanto odiava estar naquele lugar, e que sonhava um dia livrar-se daquela desgraçada agonia de a ninguém amar, ninguém além das suas doces e nada simplórias palavras derivadas do Latim. Sonhava também um dia ter o privilégio de falar em Latim, na época, a língua dos intelectuais, dos sonhadores, dos escritores. Fernando era um sonhador nato, um doce menino espanhol, amador da pátria e de Cervantes, moreno do rosto bem esculpido, do nariz fino e grande e dos olhos igualmente chamativos, pois tinha grande cílios.
Antes de entrar de vez na casa em que vivia com sua avó e seu pai, pensou em dar mais uma volta no bairro em que vivia, talvez passar perto da padaria, para sentir o bom cheiro dos pães quentes e dos doces achocolatados. Depois talvez, voltasse para sua casa, onde era limitado às regras rigorosas.
A porta da casa estava aberta e a cozinheira cantava enquanto fazia o almoço na cozinha. O quintal da casa era cheio de flores e árvores, dava para perder-se no tempo. Fernando então, desistiu de seu plano, do seu passeio pelo bairro, e correu para tirar o uniforme do colégio e trocá-lo por uma roupa mais confortável e casual. A casa, toda de madeira antiga, herdada do pai de sua avó, os quadros dos antepassados eram o mais bonitos enfeites das paredes ocas.
Pegou um livro qualquer, sem objetivos claros e foi para o quintal, perde-se no tempo entre as plantas. E pensou que, se Deus existisse, escondia-se entre as resiliências alheias.
Antes de entrar de vez na casa em que vivia com sua avó e seu pai, pensou em dar mais uma volta no bairro em que vivia, talvez passar perto da padaria, para sentir o bom cheiro dos pães quentes e dos doces achocolatados. Depois talvez, voltasse para sua casa, onde era limitado às regras rigorosas.
A porta da casa estava aberta e a cozinheira cantava enquanto fazia o almoço na cozinha. O quintal da casa era cheio de flores e árvores, dava para perder-se no tempo. Fernando então, desistiu de seu plano, do seu passeio pelo bairro, e correu para tirar o uniforme do colégio e trocá-lo por uma roupa mais confortável e casual. A casa, toda de madeira antiga, herdada do pai de sua avó, os quadros dos antepassados eram o mais bonitos enfeites das paredes ocas.
Pegou um livro qualquer, sem objetivos claros e foi para o quintal, perde-se no tempo entre as plantas. E pensou que, se Deus existisse, escondia-se entre as resiliências alheias.
👁️ 152
Ditador
Ele sempre esteve na espreita, como um bicho predador que virá a devorar um outro animal mais frágil. A política da época andava conturbada. O estômago dos pobres roncava, homens altos de trinta anos não chegavam a pesar sessenta quilos. A, velha, velha corrupção, braço direito, ombro amigo da política, irmão de sangue do ser humano, o acompanhava em todo lugar, levando consigo os cavaleiros do apocalipse, o caos. Tantas revoluções como os da história seriam cabíveis, mas não podia, os pobres famintos não tinham comida, quem dirá educação ou informação de fora do país. Não seguiam exemplos, seguiam a vida. Carregada de amargura, injustiça, nada se fazia, por parte dos pobres ou dos ricos. Aliás, os ricos só faziam ficar mais ricos, os pobres que viviam numa miséria sem fim, contínua.
Será que um dia chegará ao poder esse bicho predador? Será que virá alimentar-se da corrupção? Será que trará justiça aos injustiçados? Comida aos famintos talvez...? São tantas perguntas... mas não feitas pelos pobres, somente por mim, que prefiro não me meter, só assistir, um telespectador de um filme de drama, suspense, tudo menos ação, pois nenhuma ação acontecia. O predador faria alguma coisa, aquele animal majestoso, reinava onde quisesse, era quem queria ser, quando queria ser e como queria ser. Certamente golpearia os ladrões que ocupavam as cadeiras da câmara e do senado, com bastante força.
As feridas do golpe permaneceriam por um tempo indeterminado, talvez para sempre, quem sabe. Talvez o selvagem animal nunca vá embora, nunca retorne a sua asquerosa caverna, apenas para concorrer às eleições, inutilmente. Não... não era tão simplório, era bastante complexo aquele ser, apesar de ser tão conhecido pelos homens. Sua voz é arte, melodia como o canto dos pássaros, é inteligente como um golfinho, macaco, só não cachorro, esses animais são muito infantis.
Alguns virão conhece-lo como o bom. Virão outros conhece-lo como o indesejável, e o restante como o temível ditador.
Será que um dia chegará ao poder esse bicho predador? Será que virá alimentar-se da corrupção? Será que trará justiça aos injustiçados? Comida aos famintos talvez...? São tantas perguntas... mas não feitas pelos pobres, somente por mim, que prefiro não me meter, só assistir, um telespectador de um filme de drama, suspense, tudo menos ação, pois nenhuma ação acontecia. O predador faria alguma coisa, aquele animal majestoso, reinava onde quisesse, era quem queria ser, quando queria ser e como queria ser. Certamente golpearia os ladrões que ocupavam as cadeiras da câmara e do senado, com bastante força.
As feridas do golpe permaneceriam por um tempo indeterminado, talvez para sempre, quem sabe. Talvez o selvagem animal nunca vá embora, nunca retorne a sua asquerosa caverna, apenas para concorrer às eleições, inutilmente. Não... não era tão simplório, era bastante complexo aquele ser, apesar de ser tão conhecido pelos homens. Sua voz é arte, melodia como o canto dos pássaros, é inteligente como um golfinho, macaco, só não cachorro, esses animais são muito infantis.
Alguns virão conhece-lo como o bom. Virão outros conhece-lo como o indesejável, e o restante como o temível ditador.
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Leadership
Leaders wanting to be effective should be empathetic. People like to feel that there’s someone who put themselves in other people's shoes, I mean, who understands what people feel and what they want. To be a good leader: It all boils to communication and empathy. Because nothing works without clear communication and employees sharing ideias. Never underestimate employees abilitys to figure out new effective forms to deal with work’s problems. In terms of leadership itself, where times and circunstances change, human nature does not change. What makes you a successful leader is persuading others, sharing both a vision and hardship, earning trust. I’m not the best leader, but I’m in that position today, giving the best of me being hardworking because one day I wanted to be the difference, so I did what my mentor said to be, and was exactly that what I said, and here I’m, now I’m the mentor of other people. Be realistic is important, but let yourself to dream, because almost anything is impossible.
👁️ 130
Alergia
Não gosto de carpetes, apesar de macies, quentes e confortáveis aos pés, trazem aos meus olhos uma sensação de acúmulo de poeira. Nunca tive boa relação com a poeira, o próprio médico disse uma vez a minha mãe quando era mais jovem que era alérgico. E de fato, tenho longas memórias de meus dias de tosse, presente, agoniante e ao mesmo tempo romantizada por mim mesmo, sempre pensando, pelo menos após analisar a situação, como aqueles senhores aposentados, sentados em suas poltronas, segurando um jornal, whisky e seu maior veneno, causa de suas mortes, o fumo, o cigarro, o vício fatal.
Daí não precisa mais explicar a minha hostilidade com os carpetes... O mesmo com tapetes. Por isso, prefiro muito mais utilizar sapatos ou chinelos, assim, evito a necessidade de algo para pôr embaixo de meus pés na esperança de confortá-los ou até mesmo aquecê-los. Relato isto pois visitava em uma certa noite, a casa de um conhecido, que o que mais marcou no reencontro, além de sua transformada pessoa, o chão da casa ser totalmente coberto por carpetes, com exceção dos banheiros e cozinha da casa, o que obviamente seria um absurdo se houvesse, a tarefa de limpá-los seria nojentíssima.
Daí não precisa mais explicar a minha hostilidade com os carpetes... O mesmo com tapetes. Por isso, prefiro muito mais utilizar sapatos ou chinelos, assim, evito a necessidade de algo para pôr embaixo de meus pés na esperança de confortá-los ou até mesmo aquecê-los. Relato isto pois visitava em uma certa noite, a casa de um conhecido, que o que mais marcou no reencontro, além de sua transformada pessoa, o chão da casa ser totalmente coberto por carpetes, com exceção dos banheiros e cozinha da casa, o que obviamente seria um absurdo se houvesse, a tarefa de limpá-los seria nojentíssima.
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