Abdicará, sucederei

Oh! Vírus da alma,

Teu céu contrasteado encantou meus olhos,

Submisso a meu ver

Mas basta apenas crer para enxergar

Como de pureza tua alma está escassa,

Tua silhueta me reflete o infinito

 

Tua sombra é tão grande numa tarde

Antes do sol morrer

Hei eu mesmo à tua frente me desfazer

E me refazer um mais poderoso ser

 

Que não teme, mas temeu

Que não discute futilidades, mas discutiu

Um ser finito que peca na bíblia,

Mas de fato nunca erra

 

Hei de ser em tua presença

Alguém que só deseja um sereno

Mas que não demonstra nada além de ser um pávido pequeno

Num colossal mundo quântico

Com um grande espanto

Ao escutar tua voz

 

Não quero ser simples

Quero ser ancestral

Quero ser histórico

Quero ser teatral

Mas tanto quero que aqui, esmero

Apenas espero.
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