Lista de Poemas
O regresso
Era uma vez um homem andarilho, que vivia do que coletava e do que matava e assim tranquilo ficava.
Mas um dia chegou, em que o retirante percebeu que seus pés nus num atrito ruidoso,
Feitos pedra lascada roíam com suas patadas no chão escaldante terroso,
Ai! As lesões causadas eram de um contundido tenebroso!
O homem então, em toda sua sabedoria,
Matou capivara, ovelha e cotia,
E, de suas carcaças e lãs produziu, um calçado que bem o serviu.
Portanto, o homem rude sua viagem infinda prosseguiu.
Ao chegar às Europas, terras frias, cansado como estava procurou fazer moradia:
Uma cabana próxima ao leito do Tejo.
Daí então construiu de montes,
Carroça, carruagem, embarcações, casarões,
Quarteirões, condomínios, e tudo o que um homem há de construir para ter seu conforto fixo.
Mas num futuro bem distante, depois de construir carros, aviões, computadores e telefones, o homem refletiu, que de tanto trabalho vivia cansado, daquela rotina doentia,
Todos os dias muito trabalho, todos os dias monótonos, que finalizavam tudo num descanso de estadia, e recomeçava ao nascer do sol.
Matutou como ninguém, planejou viagens pelo mundo, de mochila, logo se viu, tornou-se nômade de novo!
Pensou: “Carros pra quê!? Se preciso eu respirar ar puro para viver!”
E em meio a suas viagens, conhecendo outras culturas, outras realidades,
Concluiu que não precisava de verdade de tanta fartura, afirmou:
A partir de hoje “como apenas aquilo que coleto e aquilo que caço”,
Sentou debaixo duma árvore frutífera, recitando alguns poucos versos da Bíblia.
A natureza é dialética, e o homem é um bom selvagem em sua forma primitiva.
Mas um dia chegou, em que o retirante percebeu que seus pés nus num atrito ruidoso,
Feitos pedra lascada roíam com suas patadas no chão escaldante terroso,
Ai! As lesões causadas eram de um contundido tenebroso!
O homem então, em toda sua sabedoria,
Matou capivara, ovelha e cotia,
E, de suas carcaças e lãs produziu, um calçado que bem o serviu.
Portanto, o homem rude sua viagem infinda prosseguiu.
Ao chegar às Europas, terras frias, cansado como estava procurou fazer moradia:
Uma cabana próxima ao leito do Tejo.
Daí então construiu de montes,
Carroça, carruagem, embarcações, casarões,
Quarteirões, condomínios, e tudo o que um homem há de construir para ter seu conforto fixo.
Mas num futuro bem distante, depois de construir carros, aviões, computadores e telefones, o homem refletiu, que de tanto trabalho vivia cansado, daquela rotina doentia,
Todos os dias muito trabalho, todos os dias monótonos, que finalizavam tudo num descanso de estadia, e recomeçava ao nascer do sol.
Matutou como ninguém, planejou viagens pelo mundo, de mochila, logo se viu, tornou-se nômade de novo!
Pensou: “Carros pra quê!? Se preciso eu respirar ar puro para viver!”
E em meio a suas viagens, conhecendo outras culturas, outras realidades,
Concluiu que não precisava de verdade de tanta fartura, afirmou:
A partir de hoje “como apenas aquilo que coleto e aquilo que caço”,
Sentou debaixo duma árvore frutífera, recitando alguns poucos versos da Bíblia.
A natureza é dialética, e o homem é um bom selvagem em sua forma primitiva.
👁️ 141
Fantasmagórica (Por C. A. M.)
A luz opaca que a lua espelhava caía sobre as janelas transparentes, clarejando a dependência
Do palacete num tom anfigúrico e sombrio penetrante;
O chibante do vento batia às portas, assobiava às paredes e afugentava os quentes;
E lá no canto dentre caixotes que acatavam pecúlios,
Um pobre menino homem a afagar chamas duma fogueira planejada,
Atirava páginas de um calhamaço de capa dura escura,
E na capa marcada o nome de um erudita neura.
Uma aparição atravessa um corredor distante,
Vê-se seu brilho de longe, deveras radiante.
“Quem é esta que ousa atravessar meus claustros ao anoitecer?
Quem arroja-se a assombrar um jovem como eu?
Vá às taigas boreais
Procurar aquele os quais os sustos te satisfaz!”
A fantasmagórica figura sumia ao atravessar a madeira crua das paredes,
O telhado rugia do vento como leão ruge ao oponente,
O jovem os dentes batia, toda vez que vinha o frio numa corrente
E a cada palavra ousada, a assombração corajosa se aproximava.
“Cada passo dado é um motivo para ter Deus ao meu lado!
Vá embora agora, ou rezo dois pais nossos e uma nossa senhora!”
A criatura da noite ria com gosto, o jovem ainda tomava esforços.
“Se não saíres daqui agora, atiro a cruz do meu pescoço na senhora!”
O medo gelava a pele e o devaneava a mente,
Por fim, o fantasma mato-o, e nem soltou um grito ardente,
Agora a casa abrigava:
Dois fantasmas, um corpo morto e uma fogueira apagada.
Do palacete num tom anfigúrico e sombrio penetrante;
O chibante do vento batia às portas, assobiava às paredes e afugentava os quentes;
E lá no canto dentre caixotes que acatavam pecúlios,
Um pobre menino homem a afagar chamas duma fogueira planejada,
Atirava páginas de um calhamaço de capa dura escura,
E na capa marcada o nome de um erudita neura.
Uma aparição atravessa um corredor distante,
Vê-se seu brilho de longe, deveras radiante.
“Quem é esta que ousa atravessar meus claustros ao anoitecer?
Quem arroja-se a assombrar um jovem como eu?
Vá às taigas boreais
Procurar aquele os quais os sustos te satisfaz!”
A fantasmagórica figura sumia ao atravessar a madeira crua das paredes,
O telhado rugia do vento como leão ruge ao oponente,
O jovem os dentes batia, toda vez que vinha o frio numa corrente
E a cada palavra ousada, a assombração corajosa se aproximava.
“Cada passo dado é um motivo para ter Deus ao meu lado!
Vá embora agora, ou rezo dois pais nossos e uma nossa senhora!”
A criatura da noite ria com gosto, o jovem ainda tomava esforços.
“Se não saíres daqui agora, atiro a cruz do meu pescoço na senhora!”
O medo gelava a pele e o devaneava a mente,
Por fim, o fantasma mato-o, e nem soltou um grito ardente,
Agora a casa abrigava:
Dois fantasmas, um corpo morto e uma fogueira apagada.
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Morrer
Se morreres, meu coração cria um hiato,
E essa greta rochosa lesa minha alma nebulosa,
A Parca amarga,
Leva na nau o meu pretexto
Para estar vivo,
E zarpa farsante
Num mar de condolências,
E a toda essa melancolia, sou submisso.
Escrever minha história
É uma labuta difícil,
Porque a tecla da minha olivetti soltou,
E por um momento,
O datilógrafo evitou,
Escrever uma história,
Que tão profundamente odiou.
Em meio a um solilóquio sublime,
Naufraguei em minha própria franqueza,
Julguei aqueles que não devia,
E afirmei com muita destreza.
Muitos corações vis,
Machuquei com essas verdades,
Mas seria um coração puro,
De dono tão bruto?
E essa greta rochosa lesa minha alma nebulosa,
A Parca amarga,
Leva na nau o meu pretexto
Para estar vivo,
E zarpa farsante
Num mar de condolências,
E a toda essa melancolia, sou submisso.
Escrever minha história
É uma labuta difícil,
Porque a tecla da minha olivetti soltou,
E por um momento,
O datilógrafo evitou,
Escrever uma história,
Que tão profundamente odiou.
Em meio a um solilóquio sublime,
Naufraguei em minha própria franqueza,
Julguei aqueles que não devia,
E afirmei com muita destreza.
Muitos corações vis,
Machuquei com essas verdades,
Mas seria um coração puro,
De dono tão bruto?
👁️ 135
Tudo é possível
A impossibilidade nasce com a traspasse do homem,
E a esperança, ora, ela é perene.
Não há nada, nada mesmo, que se torne impossível,
E tudo que há, sim, é bem plausível.
E a esperança, ora, ela é perene.
Não há nada, nada mesmo, que se torne impossível,
E tudo que há, sim, é bem plausível.
👁️ 29
Um mundo bom sim, não um paraíso
Esses projetos da vida,
Tão engrenados,
Encetados por alheios,
Fazem da vida uma limitada monotonia.
Um paraíso estagnado,
Torna-me uma pasmaceira,
Resultados simplórios,
Vida sem graça com vestimenta de faceira.
Sonho em viver entre disformes,
Pois assim,
Como um oleiro que molda a argila ainda na fase barrosa da coisa,
Posso moldar a realidade imperfeita,
Justa e cheia de desafios,
Mas nunca extremamente direita.
Tão engrenados,
Encetados por alheios,
Fazem da vida uma limitada monotonia.
Um paraíso estagnado,
Torna-me uma pasmaceira,
Resultados simplórios,
Vida sem graça com vestimenta de faceira.
Sonho em viver entre disformes,
Pois assim,
Como um oleiro que molda a argila ainda na fase barrosa da coisa,
Posso moldar a realidade imperfeita,
Justa e cheia de desafios,
Mas nunca extremamente direita.
👁️ 131
Nordestino fala cantando
João Manuel, menino negro no recôncavo bainano. Num dia sereno, noite estrelada, seu pai na frente da casa fumando um cigarro barato, deixando cinzas sujar o chão terroso, vermelhado de ferro. O pai velho, velho do trabalho, seu pai se tornou adulto muito cedo, quando teve de abandonar a escola para trabalhar na roça que seu avô trabalhava pra ajudar a pagar o pão de cada dia, nessa época ainda no interior da Bahia, entre Conquista e Barreiras.
O menino estava naquela idade que perguntam por perguntar:
- Ô pai ... - O menino saiu de casa e sentou no batente da porta para conversar com o pai - por que que as pessoas falam diferente?
O pai era sem instrução, abandonou os estudos cedo, como disse antes. Mas da vida já conhecia bastante, procurou a resposta, então, em algo da vida:
- Sabe quando cê pede a sua mãe pra fazer bolo de trigo, João?
- Sei sim.
- Poisé... se cê não soubesse falar português, como cê pediria?
- Não pediria.
- Por isso mesmo! As pessoas precisavam conversar com as pessoas que elas viviam, então cada uma inventou sua própria fala entre o grupo de chegados...
- Então por isso que é tão difícil entender meu novo colega do sul?
- Acho que sim. - Tirou o cigarro, deu uma tragada poderosa, depois segurou a fumaça por segundos e soltou no ar quente e úmido daquela noite. Depois, deu uma tosse tão doída de fumante velho, que seu filho perguntou se ele precisava que batasse em suas costas pra melhorar a garganta (costume da região). Seu filho, ainda em seu meio de questionário mental, continuou:
- E como que o povo aqui do nordeste fala, pai?
- Cê diz sotaque?
-É.
- Aqui nóis fala cantando... - Riu o pai com sua arcada dentária descompleta. E após a gostava risada de velho bahiano, tossiu muito, porque do vício do fumo até se foge, mas das consequências de fumar, não tão cedo.
O menino estava naquela idade que perguntam por perguntar:
- Ô pai ... - O menino saiu de casa e sentou no batente da porta para conversar com o pai - por que que as pessoas falam diferente?
O pai era sem instrução, abandonou os estudos cedo, como disse antes. Mas da vida já conhecia bastante, procurou a resposta, então, em algo da vida:
- Sabe quando cê pede a sua mãe pra fazer bolo de trigo, João?
- Sei sim.
- Poisé... se cê não soubesse falar português, como cê pediria?
- Não pediria.
- Por isso mesmo! As pessoas precisavam conversar com as pessoas que elas viviam, então cada uma inventou sua própria fala entre o grupo de chegados...
- Então por isso que é tão difícil entender meu novo colega do sul?
- Acho que sim. - Tirou o cigarro, deu uma tragada poderosa, depois segurou a fumaça por segundos e soltou no ar quente e úmido daquela noite. Depois, deu uma tosse tão doída de fumante velho, que seu filho perguntou se ele precisava que batasse em suas costas pra melhorar a garganta (costume da região). Seu filho, ainda em seu meio de questionário mental, continuou:
- E como que o povo aqui do nordeste fala, pai?
- Cê diz sotaque?
-É.
- Aqui nóis fala cantando... - Riu o pai com sua arcada dentária descompleta. E após a gostava risada de velho bahiano, tossiu muito, porque do vício do fumo até se foge, mas das consequências de fumar, não tão cedo.
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Pensava
Estava sentada numa cadeira, pensando sobre como seria o futuro, do meu país, e do Mundo. Um jornalista estava sentado num banco, pensando sobre sua ideologia política em relação às novas ideologias agregadas pelo seu país e pelo seu presidente, e a relação que essas ideias e ideais têm com o exterior. Uma professora estava sentada na cadeira de uma sala de aula, a mesma vazia, enquanto pensava sobre como seria a próxima aula que daria, que pensamento crítico desenvolveria em seus alunos, para que sejam um novo bom futuro.
Alguns anos atrás, um jovem estava sentado no meio-fio de uma rua, pensando em como faria um protótipo de uma inovadora tecnologia, que mudaria o rumo do Mundo. Pouco antes, estava sentado numa velha cadeira de madeira, um Sr., em sua frente, uma máquina de escrever, e pensava em um novo ponto de vista, e como relataria esta nova visão em sua obra.
Muitos anos antes, estava sentada uma jovem química, e pensava em como faria algo incrível com seu conhecimento. Muitos anos antes, um brilhante rapaz, estava sentado num ambiente iluminado apenas por uma vela, e pensava em como era ruim escrever suas ideias em um lugar tão pouco iluminado, então, pensou em como reverteria esta situação.
Muitos, muitos anos antes, estava sentado um grupo de cavaleiros, ao redor de uma mesa, pensando em uma nova estratégia de batalha.
Muitos, muitos, muitos, muitos anos antes, estava sentado no chão, um homem que vestia pele de onça, um homem que tinha cabelos e barba que alcançavam seu quadril, um homem que não sabia escrever, este homem, pensava: Como esta chama apareceu nesta árvore? É preciso pensar.
Alguns anos atrás, um jovem estava sentado no meio-fio de uma rua, pensando em como faria um protótipo de uma inovadora tecnologia, que mudaria o rumo do Mundo. Pouco antes, estava sentado numa velha cadeira de madeira, um Sr., em sua frente, uma máquina de escrever, e pensava em um novo ponto de vista, e como relataria esta nova visão em sua obra.
Muitos anos antes, estava sentada uma jovem química, e pensava em como faria algo incrível com seu conhecimento. Muitos anos antes, um brilhante rapaz, estava sentado num ambiente iluminado apenas por uma vela, e pensava em como era ruim escrever suas ideias em um lugar tão pouco iluminado, então, pensou em como reverteria esta situação.
Muitos, muitos anos antes, estava sentado um grupo de cavaleiros, ao redor de uma mesa, pensando em uma nova estratégia de batalha.
Muitos, muitos, muitos, muitos anos antes, estava sentado no chão, um homem que vestia pele de onça, um homem que tinha cabelos e barba que alcançavam seu quadril, um homem que não sabia escrever, este homem, pensava: Como esta chama apareceu nesta árvore? É preciso pensar.
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Põe na minha conta
A que custo? Essa é uma pergunta feita por muitas pessoas até mesmo antes do capitalismo, até mesmo antes da palavra tomar um verdadeiro significado. Pois, de fato, o questionamento em destaque serve como substituto para o ‘quais as consequências de tais acontecimentos?’, o que deverei entregar de mim ou do que possuo para conquistar algo, alguém ou algum objetivo? Será mesmo isso tão necessário? Será mesmo que vale a pena?
Muitos não gostam que tantas perguntas sejam feitas consecutivamente, porém, digam me, observação que esta é uma pergunta retórica; se não fossem os pensamentos, e os questionamentos, como e quando de fato chegaríamos a uma resposta inovadora, uma nunca pensada antes conclusão? As respostas nunca são de graça, há algo a se doar por isto, há um custo, sempre há um custo para qualquer coisa que desejamos fazer. E desse pensamento tão possessivo nasce a ideia de que a Terra é nossa, de que ela foi criada para nós, e que podemos usufruí-la como desejamos, de que as demais espécies devem curvar-se perante nossa imagem. Que podemos poluir os mares, que não são nossos, de que podemos destruir as florestas que na realidade não são nossas.
A terra não é nossa, mas muitas vezes, é tão complexo a compreensão dessa tão curta e simplória afirmação, chega a ser contraditório! Repito, a Terra não faz parte de nós, nós fazemos parte da Terra, somos seres vivos iguais a qualquer outros, claro que com algumas diferenças surpreendentes, mas uma sede tão doente de conquistas e posses, que já me deixa com o sangue fervendo com tantos custos a serem pagos por aqueles que não compraram nenhuma briga se quer! Pois a cada dia o ser humano compra mais uma briga, e o custo do conjunto de todas elas, apenas acumula-se na conta, que provavelmente será paga da forma mais brutal possível, se não começarmos a parcela-la.
Bem, se tudo isso não é nosso, então o caso não é que devemos cuidar de nosso planeta, devemos respeitar o Mundo em que vivemos, respeitar sua forma de ser sem ocupar todo o espaço. Mas antes, o que há de mais importante, respeitar a nós mesmos, uns aos outros, da maneira que somos, mas sem ferir as pessoas; e com isso, dou destaque às pessoas que são forçadas por conta do risco de morte a deixarem seus lares. O Mundo é muito mais bonito com diversos pensamentos, com diversas culturas, com diversas belezas, em sua forma natural de diverso. O que falta ao Mundo não é uniformizar mas uma forma respeitável.
Muitos não gostam que tantas perguntas sejam feitas consecutivamente, porém, digam me, observação que esta é uma pergunta retórica; se não fossem os pensamentos, e os questionamentos, como e quando de fato chegaríamos a uma resposta inovadora, uma nunca pensada antes conclusão? As respostas nunca são de graça, há algo a se doar por isto, há um custo, sempre há um custo para qualquer coisa que desejamos fazer. E desse pensamento tão possessivo nasce a ideia de que a Terra é nossa, de que ela foi criada para nós, e que podemos usufruí-la como desejamos, de que as demais espécies devem curvar-se perante nossa imagem. Que podemos poluir os mares, que não são nossos, de que podemos destruir as florestas que na realidade não são nossas.
A terra não é nossa, mas muitas vezes, é tão complexo a compreensão dessa tão curta e simplória afirmação, chega a ser contraditório! Repito, a Terra não faz parte de nós, nós fazemos parte da Terra, somos seres vivos iguais a qualquer outros, claro que com algumas diferenças surpreendentes, mas uma sede tão doente de conquistas e posses, que já me deixa com o sangue fervendo com tantos custos a serem pagos por aqueles que não compraram nenhuma briga se quer! Pois a cada dia o ser humano compra mais uma briga, e o custo do conjunto de todas elas, apenas acumula-se na conta, que provavelmente será paga da forma mais brutal possível, se não começarmos a parcela-la.
Bem, se tudo isso não é nosso, então o caso não é que devemos cuidar de nosso planeta, devemos respeitar o Mundo em que vivemos, respeitar sua forma de ser sem ocupar todo o espaço. Mas antes, o que há de mais importante, respeitar a nós mesmos, uns aos outros, da maneira que somos, mas sem ferir as pessoas; e com isso, dou destaque às pessoas que são forçadas por conta do risco de morte a deixarem seus lares. O Mundo é muito mais bonito com diversos pensamentos, com diversas culturas, com diversas belezas, em sua forma natural de diverso. O que falta ao Mundo não é uniformizar mas uma forma respeitável.
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O Impacto
Um grito estrondeante, acordaram logo cedo, pela manhã, pouco depois do nascer do sol; O som que irritava os ouvidos da população era de uma criança chorando. Logo, devo explicar, era pós-guerra, a nação, destruída. Casas, apenas restaram ruínas, a cultura daquele povo só existia em seu corações deis daquele impacto.
Mas o que era o impacto? Era a pior parte da guerra, pois ela não fazia parte da própria. Ela era depois... Ela dava-lhe a ilusão de que tudo voltaria ao normal, mas não voltaria, jamais... O impacto era as consequências da guerra, mas quem pagaria, não eram os que a causaram, não apenas, eram também os que sofreram durante a guerra.
O Impacto, alívio indesejado, aceitação do fim.
Mas o que era o impacto? Era a pior parte da guerra, pois ela não fazia parte da própria. Ela era depois... Ela dava-lhe a ilusão de que tudo voltaria ao normal, mas não voltaria, jamais... O impacto era as consequências da guerra, mas quem pagaria, não eram os que a causaram, não apenas, eram também os que sofreram durante a guerra.
O Impacto, alívio indesejado, aceitação do fim.
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Põe na minha conta
A que custo? Essa é uma pergunta feita por muitas pessoas até mesmo antes do capitalismo, até mesmo antes da palavra tomar um verdadeiro significado. Pois, de fato, o questionamento em destaque serve como substituto para o ‘quais as consequências de tais acontecimentos?’, o que deverei entregar de mim ou do que possuo para conquistar algo, alguém ou algum objetivo? Será mesmo isso tão necessário? Será mesmo que vale a pena?
Muitos não gostam que tantas perguntas sejam feitas consecutivamente, porém, digam me, observação que esta é uma pergunta retórica; se não fossem os pensamentos, e os questionamentos, como e quando de fato chegaríamos a uma resposta inovadora, uma nunca pensada antes conclusão? As respostas nunca são de graça, há algo a se doar por isto, há um custo, sempre há um custo para qualquer coisa que desejamos fazer. E desse pensamento tão possessivo nasce a ideia de que a Terra é nossa, de que ela foi criada para nós, e que podemos usufruí-la como desejamos, de que as demais espécies devem curvar-se perante nossa imagem. Que podemos poluir os mares, que não são nossos, de que podemos destruir as florestas que na realidade não são nossas.
A terra não é nossa, mas muitas vezes, é tão complexo a compreensão dessa tão curta e simplória afirmação, chega a ser contraditório! Repito, a Terra não faz parte de nós, nós fazemos parte da Terra, somos seres vivos iguais a qualquer outros, claro que com algumas diferenças surpreendentes, mas uma sede tão doente de conquistas e posses, que já me deixa com o sangue fervendo com tantos custos a serem pagos por aqueles que não compraram nenhuma briga se quer! Pois a cada dia o ser humano compra mais uma briga, e o custo do conjunto de todas elas, apenas acumula-se na conta, que provavelmente será paga da forma mais brutal possível, se não começarmos a parcela-la.
Bem, se tudo isso não é nosso, então o caso não é que devemos cuidar de nosso planeta, devemos respeitar o Mundo em que vivemos, respeitar sua forma de ser sem ocupar todo o espaço. Mas antes, o que há de mais importante, respeitar a nós mesmos, uns aos outros, da maneira que somos, mas sem ferir as pessoas; e com isso, dou destaque às pessoas que são forçadas por conta do risco de morte a deixarem seus lares. O Mundo é muito mais bonito com diversos pensamentos, com diversas culturas, com diversas belezas, em sua forma natural de diverso. O que falta ao Mundo não é uniformizar mas uma forma respeitável.
Muitos não gostam que tantas perguntas sejam feitas consecutivamente, porém, digam me, observação que esta é uma pergunta retórica; se não fossem os pensamentos, e os questionamentos, como e quando de fato chegaríamos a uma resposta inovadora, uma nunca pensada antes conclusão? As respostas nunca são de graça, há algo a se doar por isto, há um custo, sempre há um custo para qualquer coisa que desejamos fazer. E desse pensamento tão possessivo nasce a ideia de que a Terra é nossa, de que ela foi criada para nós, e que podemos usufruí-la como desejamos, de que as demais espécies devem curvar-se perante nossa imagem. Que podemos poluir os mares, que não são nossos, de que podemos destruir as florestas que na realidade não são nossas.
A terra não é nossa, mas muitas vezes, é tão complexo a compreensão dessa tão curta e simplória afirmação, chega a ser contraditório! Repito, a Terra não faz parte de nós, nós fazemos parte da Terra, somos seres vivos iguais a qualquer outros, claro que com algumas diferenças surpreendentes, mas uma sede tão doente de conquistas e posses, que já me deixa com o sangue fervendo com tantos custos a serem pagos por aqueles que não compraram nenhuma briga se quer! Pois a cada dia o ser humano compra mais uma briga, e o custo do conjunto de todas elas, apenas acumula-se na conta, que provavelmente será paga da forma mais brutal possível, se não começarmos a parcela-la.
Bem, se tudo isso não é nosso, então o caso não é que devemos cuidar de nosso planeta, devemos respeitar o Mundo em que vivemos, respeitar sua forma de ser sem ocupar todo o espaço. Mas antes, o que há de mais importante, respeitar a nós mesmos, uns aos outros, da maneira que somos, mas sem ferir as pessoas; e com isso, dou destaque às pessoas que são forçadas por conta do risco de morte a deixarem seus lares. O Mundo é muito mais bonito com diversos pensamentos, com diversas culturas, com diversas belezas, em sua forma natural de diverso. O que falta ao Mundo não é uniformizar mas uma forma respeitável.
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