Lista de Poemas
Mente atormentada
"Meu sangue não circula como
águas de um rio tranquilo.
Ele passa pelas veias
em ondas 🌊 de tormenta, forma um maremoto,
tendo a mente
como epicentro.
Assim nasce essa mente atormentada."
Madalena D'Fonseca.
Crônica: Serei eu que estou a Sonhar baseado em: Um Club da Má-Língua de Dostoiévski
Por vezes somos bombardeados com informações, afirmações e certezas que ficamos em dúvida até do que nós somos ou o que estamos fazendo aqui.
Entretanto, ao pararmos para refletir, observamos pessoas agindo por impulso, provocado pelo impulso de outra pessoa, que por sua vez, reage ao estímulo de outra e assim sucessivamente, como que em efeito dominó, envolvendo pessoas boas, sim, mas muitas vezes pessoas hostis e ardilosas, as quais chamamos de "más influências", aquelas que nos são bem conhecidas, e que só servem para agravar os sofrimentos da vida...
Foi sonho, não foi sonho, foi sonho, não foi sonho, por fim, Maria Alexandrovna já atordoada, questiona:
"- Serei eu que estou a sonhar? Fale, príncipe... Estarei a dormir, porventura?"
Perdida (do livro: Poesia Chick Lit 2)
Eu me perdi
Em algum lugar
ou momento
espaço
ou vento
levou-me.
Se alguém me encontrar
por favor, avisa-me!
Se alguém achar
o que sobrou
do amor
de mim
Estou aqui
Em pó, em barra
Inteira ou quebrada
O que achar de mim
Entrega-me.
Madalena Daltro Fonseca.
Onde encontrar: https://www.extra.com.br/livros/literaturanacional/livrodepoesia/poesia-chick-lit-2-11655146.html
Vim ao mundo nua, parto sem nada...
Todos os meus delírios
foram ambição.
Todos os meus anseios,
devaneios.
Todas as conquistas,
ilusão.
O que acreditei serem: Meus,
não foram, nem são.
Assim passou a minha vida,
esse invisível quinhão alucinado,
indo do nada para lugar algum,
uma lástima!
Vim ao mundo nua, parto sem nada.
Madalena Daltro Fonseca.
Manifestação da dor...
É dor pra todo lado,
a vida em tormentas,
e há quem só pense
em estocar alimentos.
Eu, de choro farto,
já nem faço questão
de sobreviver, em meio a
caos e caminhão.
Brasil, 26 de maio de 2018.
Madalena Fonseca.
Personalidade histriônica
Li que Nero tinha personalidade Histriônica,
liguei meu alerta manicomial.
Hoje em dia são tantos poetas como Nero
Que saturam e fazem mal...
Há de se dizer que ele era um artista,
patético, Hitler também foi.
Não precisamos de mais
megalomaníacos
histriônicos.
Maio, Mães, Medeia e Mitologia
Na coluna Cultura & Literatura falo sobre: Maio, Mães, Medeia e Mitologia
Maio é o mês das mães, então vamos falar sobre elas.
O mês parece girar em torno de uma unanimidade: as santas mães.
Queria falar só das virtudes das mães, como todo mundo faz, mas como dizia minha mãe, eu não sou todo mundo. Então começo dizendo que nem toda mãe se inspira na virgem Maria, há mães que são regidas por uma aura de Medeia. Acho que isso precisa ser lembrado, já que, não é por ser Medeia que deixa de ser mãe, e é dessa mãe Medeia que vou falar, porque das outras mães já tem muita gente falando.
Ah, sobre os pais podemos falar em agosto. Agora é a vez delas.
Medeia é uma figura da Mitologia Grega, filha de Eetes, rei da Cólquida (hoje República da Geórgia).
Medeia era uma princesa voluntariosa... Pode até ser que alguém faça polêmica do que vou dizer, seja por má fé ou por ingenuidade.
Em todo caso alguém precisa falar sobre as mães Medeia e também lembrar o sofrimento dos órfãos de mães vivas. É que muitos filhos que sobrevivem ao modelo Medeia de mãe, amargam traumas, tristezas, mágoas e muitas lágrimas são derramadas nos dias das mães.
Medeia traiu o próprio pai para agradar e conquistar de vez o seu amado Jasão, que após roubar uma relíquia do reino, fugiu da ira do rei Eetes e junto com Medeia embarcou para a Grécia. Medeia era tão, digamos, 'psicopata', que ao ver o navio do rei no encalço deles, atrás da relíquia roubada, mata o próprio irmão, Absirto. Depois, o esquarteja, manda o marinheiro seguir com velocidade e vai jogando os pedaços do irmão ao mar... Por quê? "Gravíssima pena pesa sobre todo aquele que, podendo, não dá sepultura em terra a um morto em alto-mar; assim, o rei vê-se obrigado a parar para recolher os pedaços do filho, que Medeia joga de tempos em tempos nas ondas revoltas. - Oh, mulher perversa... - bradam os homens de ambos os navios." (Melhores Histórias da Mitologia - vol. 2 de A.S. Franchini e Carmen Seganfredo.) Assim ela ganha tempo e tem e sucesso na fuga. Medeia cometeu muitas outras atrocidades para proteger e manter Jasão ao seu lado, a vida seguiu...
Por fim, por conta das brigas e separação, para atingi-lo, ela matou os próprios filhos que teve com ele. Esse era basicamente o perfil de Medeia, e lembrem-se: mulheres assim também são mães. Os feitos de Medeia seguem descritos em vários livros, entre eles o já citado: As Melhores Histórias da Mitologia - vol. 2 de A.S. Franchini e Carmen Seganfredo.
Na minha percepção esse livro traz uma versão amena sobre as supostas intenções de Medeia ao envenenar os filhos. Em todo caso, essa versão mostra que Medeia usou os filhos para assassinar a filha do rei de Corinto, a princesa Creúsa, que se casaria com Jasão. Medeia, possuída de ódio por ter sido trocada, não mediu esforços para por em prática a sua sórdida vingança.
E quantas mães não usam seus filhos de maneira até pior?
Ou numa tortura Ad Aeternum cometem abusos, negligência, maus tratos, violência...
Mães se sacrificam em benefício dos filhos, mas há as mães Medeia que sacrificam os filhos, em benefício próprio.
Há mães que por não terem recursos mínimos para a sobrevivência, até se prostituem para mantê-los, e há as mães Medeia que jogam as suas crianças na prostituição para serem mantidas por elas.
Há mães que largam seus parceiros para protegerem seus filhos, e há as mães Medeia que largam os filhos ao Deus dará, para ficarem com seus parceiros.
Há mães que dão a vida por seus filhos, e há mães Medeia que levam os filhos ao desespero do suicídio.
A lista das mães Medeia e de seus crimes é grande. Precisamos saber identificar as mães, das mães Medeia.Saindo da Mitologia e entrando na história bíblica, vemos que Salomão soube distinguir uma mãe de fato, de uma mãe de araque, quando julgou a Causa das Duas Mulheres que tiveram filhos por volta da mesma ocasião.
Vamos relembrar esse caso.
Elas moravam na mesma casa, o filho de uma morreu, então a mãe do que morreu trocou os bebês, mas a mãe do bebê vivo notou que a outra mulher havia trocado as crianças; o morto pelo vivo. Então levaram o caso ao rei Salomão, e a discussão seguia: - o morto é seu filho, o vivo é meu e a outra dizia: - o vivo é meu o morto é seu, até que Salomão mandou vir uma espada e disse:
- "Dividi em duas partes o menino vivo e dai metade a uma e metade a outra. Então, a mulher cujo filho era o vivo falou ao rei (porque o amor materno se aguçou por seu filho) e disse: Ah! Senhor meu, dai-lhe o menino vivo e por modo nenhum o mateis. Porém a outra dizia: Nem meu nem teu; seja dividido. Então, respondeu o rei: dai à primeira o menino vivo; não o mateis, porque esta é a sua mãe." (1º REIS)
Eis aí a diferença: o amor materno.
Feliz mês das mães!
Madalena Daltro Fonseca é escritora, palestrante e mestre em Gestão e Auditoria Ambiental.
Contato para palestras: contato@motiveacaopalestras.com.br
https://poesiachicklit.blogspot.com.br/2018/05/maio-maes-medeia-e-mitologia.html
'Amor de Perdição'
Aquele nó na garganta
Sempre vem acompanhado
De um vazio abissal sob os pés.
Roo unhas, estalo dedos,
Perco anéis...
Agarro-me numa esperança
Despenco
Atônita, ensanguentada e fria
Mas afinal de contas,
O que é o amor, utopia?
Vida, morte e vodka...
traga um pouco de lógica
Para que a morte seja
como uma dose de vodka.
Madalena Daltro.
Conto de Fada Fatigada entre a Cruz e a Espada
'Gosto
da Fada Sininho, da Barbie e da Bela Adormecida...
Gosto
de Nossa Senhora de Fátima, Assunção e Conceição Aparecida...
Mas sou da linhagem das Fionas
e minha devoção é de
Santa Joana D'Arc
e
São Nuno de Santa Maria...
Como os de Santo Expedito
meus pés estão no chão.
O alto da torre é para as
Rapunzel, Fátima e
Assunção
Preciso de precisão
porque a mim sobrou o fel...
O meu Castelo,
É um elo casto, de lenço, sem véu ao vento,
atravesse o pântano para entrar na festa...
Lá, um tonel aguarda ardente,
com água doce, e sal com mel...'
Comentários (8)
Sua vocação é ser poetisa
Gostaria que vc lesse. Vanise O caminho e tortuoso Fica distante Carece de palavras Tem o olhar no infinito Busca o sentido Dos poetas e poetisas Para abraçar o tempo Acena no ar etéreo Para voltar a sonhar O sonho da busca Do aguardado sorrir Para todos os amanhãs. Licroceh Usalsolo Ml14ri07re18
No deserto de sentimento,buscamos porta que nos leve ate os amores esquecidos. Ah como é doce encontrar no caminho sua mão acenando para o abraçar e descansar.
Na imagem, seu sorriso No olhar a docura da busca Nos escritos a pureza De um sentimento Sempre no sol, no luar Na inspiração dos sonhadores. licroceh usalsolo
SURGIMENTO Sem uma causa, sem um alerta Eis que surge no caminho O encontro de poemas e versos De buscas e pensamentos Tragados pelo nascer de cada amanhecer Voce chegou. licroceh usalsolo ml11lc5rr18 me informe os nomes do seu livro e como compra-los.
Madalena Daltro nasceu no Rio de Janeiro em 1973. É casada e mãe de dois filhos.
Sua primeira atuação na sociedade foi como voluntária da Cruz Vermelha Brasileira no projeto Operação Ararajuba onde ingressou numa expedição ao interior do Ceará.
Em seguida aderiu ao grupo do curso de teatro da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (TUERJ).
É graduada em Estudos Sociais, especialista em Reabilitação Ambiental Sustentável Arquitetônica e Urbanística, especialista em ensino de História e Geografia e mestre em Gestão e Auditoria Ambiental.
Escreveu diversos artigos acadêmicos, lecionou, entre outras disciplinas; História da Arte e Planejamento Urbano. Em 2012 foi docente do curso de pós-graduação em Perícia Ambiental.
Tem dois livros de poesias publicados e participações em antologias.
Escreve desde que aprendeu a escrever e sempre gostou de transmitir conhecimento, de alma inquieta, tem sede de conhecimento, curiosidade aguçada e amor pelas Artes, História e Literatura.
Seus livros foram publicados pela editora Multifoco.
http://pesquisa.livrariacultura.com.br/busca.php?q=Madalena+Daltro
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Ola, espero poder acompanha-la nos versos e, sendo sensível saberá ler nos escritos que a vida tem três tempos:- passado, presente e futuro. Até o próximo verso.
Muitas vezes fazemos coisas que realmente são impraticáveis, mas, quando assumimos fica bem mais fácil de acertar os passos. Poemas muito bem escritos...
Gostei muito dos seus poemas... E essa é minha sociedade!