Escritas

Lista de Poemas

Labuta

deixe-me redimir no fogo do inferno
não ligo pro anjo caído
tampouco pra libido exarcebada

me deixe redimir no fogo do inferno
ardendo no sangue em chamas
da mais antiga catedral

deixe-me
arder
no puta
fogo
do inferno.
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Rain & Drug

Eu juro que esperava bem mais
Ser tipo Hitchcock num momento de paz
Mas não dá nada, é sem drama
Quando cê me beija, eu penso, vá embora, não me chama
O corpo treme, medo, desejo e gana
Chama, a bala perdida encontrou o réu
Passou batido
Fui pro inferno não pro céu
Se eu ficar não vai dar bom
Exclama, instiga, queima meu véu
Fuga sem vestígios
O juiz é sem juízo
Preferia ia pra cadeia
A cair no teu abismo.

call me, boy
can i see you Tonight?
Tell me, boy
everything are just lies
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Súbito


I

Agora, sem pudores

deus não deu-lhe as asas para voo

o dia fez que partistes

separando-as

 uma

da outra.
 
II
Outro pranto que não é

Canto nem refúgio

Gaiola aberta

Asas quebradas.

III

Quebrados os ossos

Fez-se a carne

Que sofre no abate

De peitos incuráveis

IV

Incuráveis presas (in)ofensivas

Debatem em teu ventre

O silencio disfarçado de “sims”

Os começos atrelado aos fins.

E o sexo.

V

­­­­­Sexo que derrama

Águas brancas e sedentas

Dissimuladas em se perderem

Em novos mares.

VI

­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­ Mares rochosos

As elevações

Terra marrom

Terra branca

Nunca habitado

Colisão, e agora

Dois corpos.
 
VII

Corpos magnéticos em energias opostas.

O acerto do erro, o erro assertivo

Luz negra ou negra luz?

Tanto faz, o tempo é inevitável.

VIII

 Inevitável, não reze mais

Teus rosários entrelaçados ao gozo

Não reze...

Tuas preces podem ser ouvidas.

Cuidado.

IX

Cuidado ao disputar com a velocidade

Entre dois corpos, uma cama

De quem não se ama.

X

Ama por consequência

Ama porque sabes só vais amar

Até o fim dessa linha.

XI

Linhas brancas

Sol da manhã

Água vertendo

Correntezas que desatam

Em lençóis frenéticos.

XII
Frenético é adjetivo

De uma vida

Onde viver é proibido.

XIII

Permitindo a audácia

De proibir

O toque que foi dado antes da morte.

XIV

Morte lenta e dolorosa

O percurso até ao mar vermelho.

Poder usar os remos

Pentear as águas

Cuspir no horizonte

E afogar-se.

XV

Afogar-se e buscar abrigo

Em algum lugar do teu interior

Que habite a certeza.

XVI

Certeza em desavencear

As disavensas disavensosas

Criadas para desavencear

O desavenceado do avesso.

XVII

Parto pro avesso de correr

Raspando, amassando, esmagando

As artérias que me impedem

De alcançar-me de dentro

Pra fora

XVIII

Toma o café e parte

Não quero outras partes

Caídas pelo mundo.

As calças podes deixar

Caídas no meu quarto
Jogue, brinque, finja

Sei que tuas palavras

querem entrar

E despir-me em duas notas.

XIX

Quando a flor desabrocha

É difícil engoli-las

E dizer que flores não existem.
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Composição

minha alma é esperançosa
por isso que eu deixo a poesia junto com as minhas notas
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Raízes

Eu sei, ela sabe
Nosso amor é 6,5 de pH
Da base á chuva ácida
Eu nem sei explicar
Do meu ventre te vi pairar
Leve no ar
Brisa de mar
Te acompanho nos teus passos
Desde o teu be-a-ba
Nós juntas é muita neblina
Aprendi a olhar na escuridão
Teu sorriso de menina
Mimada, insensata, um dia vai entender
Que o teu amor me deu barreiras
E disse: tudo pode acontecer
Sou mais forte, mesmo que fraca, fugaz
Brilho na mata verde
Por você eu sou bem mais!
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Pretérito de ontem


Sinto falta do teu papel de escritor
Amassado pelas beiras
Provando do amor que não se tem
Nas linhas do meu precipício

Sinto falta da tua atuação
Autentica e enunciada
Posta ao mundo como prova
Dos crimes que me anulam

Sinto falta da tua voz
Em repasses de cenas
Da minha interpretação
Na tua boca.
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Látego

Esperei que os homens miseráveis fossem frágeis

Para que o açoite driblasse as camadas da insensatez

A carne corrompesse o flagelo do peito

E em leito, a do rpararia de bater

Esperei que os homens calmos dissessem ternuras

Dessas de escreverem paredes vitorianas

Mas a flecha atinge crua

E depois, nua

Exclama

Esperei que os homens vistosos fossem bons

E os mal apessoados amariam

Não em tramas de sertão

Nem labaredas incessantes

Apenas botariam a mesa

Numa prosa elegante

Esperei por poetas,pintores, amantes

Mas o amor iniciante, disse-me logo

Acalma-te, são todos tardios, corrompidos

Instantes.

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Solidão

No leito da sala
Aguardando que o vinho não me deixe
Nessas madrugadas onde cada gole exala meu confronto cotidiano.


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Flauta Doce

A orquestra tocava o choro do mundo
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Desperta, ardor!

Os tolos levantam-se
Enobrecem suas hostis faces
Concedem o novo ensaio
Para dias de meretriz
Desfilam preces em avenidas
Atrasados para o próximo espetáculo
Vestes escolhidas a mão
Trajando ternos e fantasias
Em cenas de outrem
Rezam a importância do despertar
Pela cama a desdobrar seus corpos
Cansados como o couro do açoite
Figurantes da sociedade
Narram a história
Sem saber o autor.
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Comentários (1)

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haha ;)
haha ;)
2016-11-21

É você que passa pela vida ou são as coisas da vida que passam por você ?