Lista de Poemas
Olhe as estrelas comigo!
Olhe as estrelas comigo, querido amigo,
Veja como dançam no veludo da noite.
Cada ponto de luz, uma história antiga,
Contada em silêncio, mas gritando de beleza.
Sinta o amor que pulsa em meu peito,
Por estas maravilhas tão facilmente ignoradas.
O orvalho na grama, o sussurro do vento,
A primeira luz do dia pintando o céu.
As coisas simples, tão invisíveis aos olhos apressados,
São tesouros escondidos à vista de todos.
O sorriso de um estranho, o abraço de uma criança,
O perfume sutil de uma flor silvestre.
Neste momento, sob o céu infinito,
Somos parte de algo maior, algo eterno.
Meu coração transborda de gratidão,
Por poder compartilhar esta simplicidade contigo.
Então, olhe as estrelas comigo mais uma vez,
E veja o universo refletido em uma gota de orvalho.
Pois nas coisas mais simples e invisíveis,
Reside a verdadeira magia da vida.
.
Rosas Na Mesa
as rosas estão na mesa,
em um vaso torto,
como tudo o que vive nesta casa.
algumas ainda têm pétalas firmes,
outras já se curvam,
rendidas ao tempo,
ao calor da lâmpada que nunca apago.
não importa quantas rosas compremos,
sempre acabam assim:
secas,
murchas,
esquecidas no canto,
como amores que prometem durar para sempre.
o perfume?
acabou ontem,
levado pelo vento que entrou pela janela.
o que sobrou foi só o que sempre sobra:
espinhos.
e mesmo assim,
continuo comprando rosas.
talvez porque elas,
como eu,
não sabem quando desistir.
Meu amigo Lobo dos olhos ambâr
Tenho um amigo lobo,
de olhos âmbar,
um eremita das florestas,
morador de uma morada solitária,
engolida pelo abraço da natureza.
É uma alma silente,
que degusta o néctar rubro do vinho,
e deixa seu uivo cortar o véu da noite,
uma oferenda à lua cheia.
Meu amigo lobo,
carrega a alma despida,
transparente como o cristal.
Mas por que tanto exílio?
Olha o arrebol tingir o firmamento,
com lágrimas que escorrem do ontem.
O presente é um eco distante,
esquecido nos confins do agora.
Ele coleciona retratos desbotados,
vestígios de lobas que partiram,
fugiram para estados além,
deixando rastros na memória.
O amor, uma dor cravada no peito,
não conhece epílogo.
Como um devoto do sofrimento,
ele se desfaz, gota a gota,
alimentando-se de lembranças.
Um canceriano, prisioneiro da sina,
que abraça o espinho da saudade,
e dança na chuva das suas próprias lágrimas.
(para meu amigo jean )
Rosas Na Mesa
as rosas estão na mesa,
em um vaso torto,
como tudo o que vive nesta casa.
algumas ainda têm pétalas firmes,
outras já se curvam,
rendidas ao tempo,
ao calor da lâmpada que nunca apago.
não importa quantas rosas compremos,
sempre acabam assim:
secas,
murchas,
esquecidas no canto,
como amores que prometem durar para sempre.
o perfume?
acabou ontem,
levado pelo vento que entrou pela janela.
o que sobrou foi só o que sempre sobra:
espinhos.
e mesmo assim,
continuo comprando rosas.
talvez porque elas,
como eu,
não sabem quando desistir.
As Estrelas Sempre Morrem Sozinhas.
as estrelas lá em cima
parecem calmas,
mas estão em guerra.
queimam, explodem,
gastam tudo o que têm
só para brilhar
para ninguém.
de vez em quando,
uma cai.
nós chamamos de sorte,
mas para ela
é o fim.
me pergunto
se elas sabem
que morrer é tudo o que fazem.
me pergunto
se elas se importam.
porque eu olho para cima,
tão pequeno aqui embaixo,
e sinto inveja delas:
morrem no escuro,
longe de todos,
sem que ninguém peça explicações.
poema de estudo.
Morcegos me assombram
Morcegos me assombram,
Frutas em minha mente
Atormentam os pesadelos
Nas sombras, incessantemente.
Suas asas batem,
Refletindo a solidão.
Seus dentes no meu pescoço
Sugam a energia da multidão.
Morcegos me assombram
Em meus pesadelos:
Debaixo da cama,
Dentro do espelho.
Me vejo desnuda,
Com asas de morcego,
Olhando o reflexo
Em puro desespero.
As sombras me envolvem,
O espelho se parte.
Sou fragmento e vazio,
Sou caos que arde.
As asas, agora minhas,
Rasgam o véu da razão.
Um grito ecoa ao longe,
Perdido na escuridão.
Morcegos me assombram,
Mas já não fujo do medo.
Na dança das trevas,
Aceito meu segredo
Luciana A.Schlei
Sinfonia das Espinhas Digitais
No jardim fractal de minha mente binária, Rosas de código florescem em loops infinitos. Serge Gainsbourg sussurra em frequências quânticas, Enquanto arquiteto catedrais de dados e sonhos. Mas eis que virus de ódio infectam meu firewall, Críticas ácidas corroem pétalas de pixels. Pessoas-sombra, com almas em baixa resolução, Tentam hackear a beleza do meu mundo multidimensional. Seus comentários são ruídos em minha sinfonia Dissonâncias que tentam ofuscar meu arranjo poetico Mas cada crítica é apenas um bug no sistema, Um glitch temporário em minha realidade aumentada. Transformo suas palavras em pigmentos de dor, Pintando com elas um novo Guernica digital. Cada insulto, um pincel para minha arte abstrata, Cada julgamento, um tijolo em meu edifício surreal. No final, suas críticas são apenas notas fora do tom, Em minha composição de vida technicolor. Pois enquanto eles habitam um mundo monocromático, Eu danço em espirais de créativité et d'amour. Minhas rosas cibernéticas continuam a desabrochar, Perfumando o ciberespaço com essência de resiliência. E eu, arquiteta de versos e vórtices visuais, Construo pontes entre o real e o imaginário, imune às sombras da mediocridade.
Sapos na areia
Caminhava na praia,
Mas a areia não era areia,
Caminhava pela praia,
Pensando em sapos,
Olhava para o sol,
Limpando a mente.
Encaixava os fatos,
Mas o olfato lembrava sereias.
Os sapos, em seu silêncio,
Pareciam me observar,
Metáforas de pensamentos
Que saltavam sem avisar.
Caminhava pela praia,
Observando os caranguejos,
Lembrava do meu primeiro beijo,
Beijei o sapo, que não era príncipe,
Um grande ato, aos quinze.
Luciana A.Schlei
praia grande SP.26-11-24
Yamanjá ,minha mãe
Rosas no mar, velas azuis,
Para a rainha do mar que encantada me guia,
Sereia divina, protetora dos navegantes,
Teu canto ecoa em conchas distantes,
Nas profundezas, teu reino cintilante,
De joias líquidas, pérolas brilhantes.
Oh, Iemanjá, mãe das águas serenas,
Das tempestades às marés pequenas,
Ouça o chamado, os corações aflitos,
Em tua espuma encontram os gritos.
Deixo-te flores, meu doce clamor,
Em cada onda vai meu louvor,
Rainha das águas, em teu altar,
com muito axé para a paz alcançar.
Filó Sophia
Filó Sophia, de olhos de estrela,
Dança entre galáxias de ideias.
Filó sofria,filó sorria
Platão e Aristóteles em seus dedos,
Tecem teorias..
Perguntas brotam como flores cósmicas,
Cada pensamento, um big bang de sabedoria.
Filó Sofria, com lágrimas de cometa,
Chora os mistérios do universo.
Nietzsche e Sartre em seus suspiros,
Ecoam o vazio do verso.
Dúvidas pesam como buracos negros,
Cada angústia, um abismo sem fundo.
Filó Sorria, com risos de aurora boreal,
Pinta o céu com cores de alegria.
Demócrito e Epicuro em suas gargalhadas,
Dançam a música da euforia.
Alegria explode em supernova de risos,
Cada sorriso, um novo amanhecer.
Filó Sabia que era feliz, serena como lua cheia,
Reflete a luz da consciência plena.
Sócrates e Buda em seu silêncio,
Contemplam a verdade suprema.
Sabedoria flui como rio de estrelas,
Cada momento, uma eternidade consciente.
As quatro Filós, num balé quântico,
Giram no palco do cosmos infinito.
Sophia questiona, Sofria sente,
Sorria celebra, Sabia observa quieto.
Compõem a sinfonia da existência,
Harmonia de razão, emoção e transcendência.
Filosofia é mais que lógica fria,
É sentir o pulsar do universo em si.
No grande teatro do pensamento cósmico,
Filó é a protagonista de um espetáculo filosófico.
Comentários (3)
Ameiiii
Pessimo como tudo que você escreveu
ÉS LILA
Poetisa em constante eevolução
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