Lista de Poemas
Luz
LUZ
Luz de um astro,
Rastro do mais absoluto inferno,
Da mais imponderável fornalha.
Transcende a si e a fonte,
Rondando o impalpável
E o impossível eterno.
Sendo luz é onda,
E anda,
Entre o abissal e o píncaro.
Oscila,
Entre o cósmico
E a partícula,
Da partícula,
Do infinitamente ínfimo.
Entre o plano e o multidimensional.
Entre a harmonia e o caos,
Assim é a mulher amada,
Caótica e harmônica,
Louca e santa,
Aleatória,
Mas antes...
Intencional.
Luz de um astro,
Rastro do mais absoluto inferno,
Da mais imponderável fornalha.
Transcende a si e a fonte,
Rondando o impalpável
E o impossível eterno.
Sendo luz é onda,
E anda,
Entre o abissal e o píncaro.
Oscila,
Entre o cósmico
E a partícula,
Da partícula,
Do infinitamente ínfimo.
Entre o plano e o multidimensional.
Entre a harmonia e o caos,
Assim é a mulher amada,
Caótica e harmônica,
Louca e santa,
Aleatória,
Mas antes...
Intencional.
👁️ 408
O pecado que ainda não fiz
O pecado que ainda não fiz
Chego em casa, a imagem da Santa chora.
Nem pequei ainda, Nossa Senhora!
Não encaro a imagem e peço perdão
Pelo que não fiz. Sinto solidão,
Frio, medo, silêncio e abandono.
Ela nada me diz e eu finjo ter sono.
Deito-me a observar a lua nova,
Que passa e lentamente vai embora.
Fecho os olhos, abrem-se os olhos da alma.
A tez da amiga distante me acalma,
E sua voz preenche todo o espaço,
Oscilante entre o choro e o riso fácil.
Choro de olhos fechados e peito aberto,
E durmo a pensar sobre o inatingível.
Será que há o plenamente perto?
Há o longe totalmente impossível?
Beijo os lábios da lua distante,
Na ilusão infernalmente feliz.
No sonho não há espaço nem Dante,
Cometo o pecado que ainda não fiz.
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Chego em casa, a imagem da Santa chora.
Nem pequei ainda, Nossa Senhora!
Não encaro a imagem e peço perdão
Pelo que não fiz. Sinto solidão,
Frio, medo, silêncio e abandono.
Ela nada me diz e eu finjo ter sono.
Deito-me a observar a lua nova,
Que passa e lentamente vai embora.
Fecho os olhos, abrem-se os olhos da alma.
A tez da amiga distante me acalma,
E sua voz preenche todo o espaço,
Oscilante entre o choro e o riso fácil.
Choro de olhos fechados e peito aberto,
E durmo a pensar sobre o inatingível.
Será que há o plenamente perto?
Há o longe totalmente impossível?
Beijo os lábios da lua distante,
Na ilusão infernalmente feliz.
No sonho não há espaço nem Dante,
Cometo o pecado que ainda não fiz.
👁️ 468
O escolhido
O ESCOLHIDO
Fosse eu,
o escolhido,
O teu querido,
O teu deus
Fosse eu,
O teu sonho antigo,
O diário amigo,
Íntimo e fiel.
Eu te adoraria,
Venerar-te-ia
em genuflexão.
Pecaria misturando crenças
Monoteístas e ateias
Construiria para ti um templo de invocação,
E te adoraria sem fim,
Com devoção.
Fosse eu,
Somente eu,
O escolhido entre a criação,
Atiraria pétalas
E ramos de alecrim.
Isso, se eu fosse, menina,
O DIABO da tua imaginação.
Fosse eu,
o escolhido,
O teu querido,
O teu deus
Fosse eu,
O teu sonho antigo,
O diário amigo,
Íntimo e fiel.
Eu te adoraria,
Venerar-te-ia
em genuflexão.
Pecaria misturando crenças
Monoteístas e ateias
Construiria para ti um templo de invocação,
E te adoraria sem fim,
Com devoção.
Fosse eu,
Somente eu,
O escolhido entre a criação,
Atiraria pétalas
E ramos de alecrim.
Isso, se eu fosse, menina,
O DIABO da tua imaginação.
👁️ 358
O Passarinho (soneto)
O passarinho
Por que tu foste de mim, passarinho.
Por que tão longe da minha janela,
Buscaste teu ninho, tua quimera,
Justamente quando me vi menino.
Quem irá à próxima primavera
Fazer-me sorrir sem estar mentindo,
E me dispor a dar um grito fino
Como quem ao primeiro amor se entrega.
Quem me trará no aroma matutino
O gosto da vida que se arremessa,
Do cantar febril de quem faz um hino.
No anoitecer, rezo agora, sozinho,
Para o amanhecer trazer à janela,
A vida, no teu cantar, passarinho.Google+
Por que tu foste de mim, passarinho.
Por que tão longe da minha janela,
Buscaste teu ninho, tua quimera,
Justamente quando me vi menino.
Quem irá à próxima primavera
Fazer-me sorrir sem estar mentindo,
E me dispor a dar um grito fino
Como quem ao primeiro amor se entrega.
Quem me trará no aroma matutino
O gosto da vida que se arremessa,
Do cantar febril de quem faz um hino.
No anoitecer, rezo agora, sozinho,
Para o amanhecer trazer à janela,
A vida, no teu cantar, passarinho.
👁️ 453
Bolhas de sabão
Todas as manhãs eu te invento,
Ponho-te na palma da mão e solto ao vento.
Depois, feito um louco, saio à tua procura.
Muitas vezes eu encontro,
Todas as vezes tu és bolha de sabão.
Pacientemente, na próxima manhã, eu te invento,
Ponho-te na palma da mão e solto ao vento.
Google+
Ponho-te na palma da mão e solto ao vento.
Depois, feito um louco, saio à tua procura.
Muitas vezes eu encontro,
Todas as vezes tu és bolha de sabão.
Pacientemente, na próxima manhã, eu te invento,
Ponho-te na palma da mão e solto ao vento.
👁️ 506
Dupla face
Um olho seu me enxerga,
O outro me evita.
Uma frase me enverga,
Uma outra me excita.
Os lábios bicotam,
A língua muxoxa.
Seu riso me encanta,
Seus dentes me cortam.
Uma mão me toca,
Outra a porta indica.
Uma perna só insinua,
A outra se oferta nua.
Uma lágrima é dor,
A outra dissimula o riso.
Riso dissimulador,
Calculado, preciso,
Angélico e ameaçador.
Eu falo,
Você cala...
Você grita,
Eu silencio.
Eu grito, berro, no cio,
Você emperra, empaca,
Indiferente à dor...
Indiferente à minha dor.
Um dia é Freud, outro Jung.
Num dia tudo é relativo,
No outro, quântico,
Yin e Yan.
Urro em desatino e cântico,
Passivo e ativo,
Comum e excêntrico,
Barroco e romântico.
Não! Romântico, não.
Chama, reclama, clama por mim,
Atira-me na cama,
E foge...
Antes do fim.Google+
O outro me evita.
Uma frase me enverga,
Uma outra me excita.
Os lábios bicotam,
A língua muxoxa.
Seu riso me encanta,
Seus dentes me cortam.
Uma mão me toca,
Outra a porta indica.
Uma perna só insinua,
A outra se oferta nua.
Uma lágrima é dor,
A outra dissimula o riso.
Riso dissimulador,
Calculado, preciso,
Angélico e ameaçador.
Eu falo,
Você cala...
Você grita,
Eu silencio.
Eu grito, berro, no cio,
Você emperra, empaca,
Indiferente à dor...
Indiferente à minha dor.
Um dia é Freud, outro Jung.
Num dia tudo é relativo,
No outro, quântico,
Yin e Yan.
Urro em desatino e cântico,
Passivo e ativo,
Comum e excêntrico,
Barroco e romântico.
Não! Romântico, não.
Chama, reclama, clama por mim,
Atira-me na cama,
E foge...
Antes do fim.
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Helton timoteo
2025-06-25
Helton timoteo
Mondolfo
2025-06-25
Mondolfo
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