Lista de Poemas
Tempo fantasma
Tenho a impressão que dois momentos já passaram e eu não vi
Foram dois momentos que voaram e que eu senti
Tenho a sensação de sentimentos já passados, que não voltarão
A existir a emoção cá de dentro, do coração.
Tenho a impressão que já não vejo e vou continuar sem ver
Tantas emoções que já não tenho e me vão ajudar a sofrer
Tenho a sensação de alguns momentos que voaram e que já não vou viver
É esta a razão dos sentimentos que não tenho e tento esquecer.
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Foram dois momentos que voaram e que eu senti
Tenho a sensação de sentimentos já passados, que não voltarão
A existir a emoção cá de dentro, do coração.
Tenho a impressão que já não vejo e vou continuar sem ver
Tantas emoções que já não tenho e me vão ajudar a sofrer
Tenho a sensação de alguns momentos que voaram e que já não vou viver
É esta a razão dos sentimentos que não tenho e tento esquecer.
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👁️ 505
Há Um Olhar Encantado
O teu olhar não mente
Que escondes segredos que estás já a cantar
E olhas simplesmente
Para nós, quais tencionas encantar
Olhos nos olhos já sabes que encontrarás
Meus olhos verdes teus amigos
Com que podes sempre contar
E tens mais olhos, e barriga
E mais sentidos sem sentido p’ra abraçar
E tu devoras e nem ligas: tens asas e voarás
A voz é tudo e tu és mundo
Que sem crer vais conquistar
Mas a amizade que em ti nutro
Mais nada quer do que o teu vibrante olhar.
Fútil: qué quisto quer dizer?
Percebi... Tantas coisas que eu queria nunca ver;
Percebi... Tudo. Ou nada? Vá-se lá saber;
Percebi... Ou não? Diz-me se acerto
Este aperto no meu peito
É ou... É o meu coração
Que sem guelras não consegue... E não aceito;
Que ele viva sem o sangue que lhe des-te
Porque é que o fizes-te?
Se não querias...
Hoje vivo porque entendo que não sou;
Que de nós o tempo, esse, já voou
E conheço já tuas doces fantasias;
E que não entendo... Nem percebo mesmo nada;
Uma coisa só já aprendi:
O tempo é uma questão
De saber ou não como o passar
E eu não passo sem esta lição
De novo repensar,
Matutar as letras que disso não passam;
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Que escondes segredos que estás já a cantar
E olhas simplesmente
Para nós, quais tencionas encantar
Olhos nos olhos já sabes que encontrarás
Meus olhos verdes teus amigos
Com que podes sempre contar
E tens mais olhos, e barriga
E mais sentidos sem sentido p’ra abraçar
E tu devoras e nem ligas: tens asas e voarás
A voz é tudo e tu és mundo
Que sem crer vais conquistar
Mas a amizade que em ti nutro
Mais nada quer do que o teu vibrante olhar.
Fútil: qué quisto quer dizer?
Percebi... Tantas coisas que eu queria nunca ver;
Percebi... Tudo. Ou nada? Vá-se lá saber;
Percebi... Ou não? Diz-me se acerto
Este aperto no meu peito
É ou... É o meu coração
Que sem guelras não consegue... E não aceito;
Que ele viva sem o sangue que lhe des-te
Porque é que o fizes-te?
Se não querias...
Hoje vivo porque entendo que não sou;
Que de nós o tempo, esse, já voou
E conheço já tuas doces fantasias;
E que não entendo... Nem percebo mesmo nada;
Uma coisa só já aprendi:
O tempo é uma questão
De saber ou não como o passar
E eu não passo sem esta lição
De novo repensar,
Matutar as letras que disso não passam;
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👁️ 534
É Meu Mal
Um relâmpago tinha-me dito
Que te encontraria um dia
Que faria?
Não sabia.
Só viver não mais escondido.
Esse amor - é só paixão?
Nem sei a verdade toda
Na tua boca
Andava louca
Com o que me dissera o trovão.
Nem o tempo, nem as lágrimas de cristal
Que da minha face desceram
Escorreram
E esconderam
Tudo o que sinto - és meu mal?
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Que te encontraria um dia
Que faria?
Não sabia.
Só viver não mais escondido.
Esse amor - é só paixão?
Nem sei a verdade toda
Na tua boca
Andava louca
Com o que me dissera o trovão.
Nem o tempo, nem as lágrimas de cristal
Que da minha face desceram
Escorreram
E esconderam
Tudo o que sinto - és meu mal?
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👁️ 578
Ví(-te)cio
Vi-te sentada
À beira da praia
Na areia molhada
À beira do mar
Da praia salgada;
Vi-te molhada
Sentada na areia
Do mar salgado
À beira da praia
Sozinha a contar;
Vi-te na areia
À beira da água
Sozinha na praia
A secar a mágoa
Molhada do mar;
Vi-te sozinha
Sentada na praia
A contar baixinho
Estrelas da areia
Molhadas por ti;
Vi-te depois
Com estrelas salgadas
Tiradas da água
Contadas, molhadas
Choradas, por fim.
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À beira da praia
Na areia molhada
À beira do mar
Da praia salgada;
Vi-te molhada
Sentada na areia
Do mar salgado
À beira da praia
Sozinha a contar;
Vi-te na areia
À beira da água
Sozinha na praia
A secar a mágoa
Molhada do mar;
Vi-te sozinha
Sentada na praia
A contar baixinho
Estrelas da areia
Molhadas por ti;
Vi-te depois
Com estrelas salgadas
Tiradas da água
Contadas, molhadas
Choradas, por fim.
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👁️ 502
Um Sonho Não Sonhado
Numa duna me deixei adormecer
Com esperança de conseguir sonhar
Deixei de ver, deixei de conhecer
Deixei-me voar, deixei-me escapar
Numa duna me deixei sonhar
E sonhei que nunca consegui adormecer
Perdi-me no ar, perdi-me no mar
Fugi para conhecer, fugi para te ver
Um sonho acabou
Um sonho escapado
Um sonho voou
Um sonho tirado
Do ar
Ao mar
Do vento
Ao relento
O sonho nem começou
Eu nem adormeci
Quem me imaginou
Deveras esqueci
Um sonho do ar
Um sonho do mar
Um sonho do vento
Um sonho ao relento
Acabou o sonho
Voou com o vento
Do ar escapado
E do mar foi tirado
Acabou o sonho
Voou com o vento.
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Com esperança de conseguir sonhar
Deixei de ver, deixei de conhecer
Deixei-me voar, deixei-me escapar
Numa duna me deixei sonhar
E sonhei que nunca consegui adormecer
Perdi-me no ar, perdi-me no mar
Fugi para conhecer, fugi para te ver
Um sonho acabou
Um sonho escapado
Um sonho voou
Um sonho tirado
Do ar
Ao mar
Do vento
Ao relento
O sonho nem começou
Eu nem adormeci
Quem me imaginou
Deveras esqueci
Um sonho do ar
Um sonho do mar
Um sonho do vento
Um sonho ao relento
Acabou o sonho
Voou com o vento
Do ar escapado
E do mar foi tirado
Acabou o sonho
Voou com o vento.
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👁️ 494
A arder lentamente
Eu não sinto
Quando sinto
O que sinto cá dentro
Eu não minto
Quando assento
O que sinto, que é denso
É no vinco
Que piso
No meu pensamento
É distinto
Meu riso
Que cá dentro não tento
Será meu vício
Num fundo preso
Que acende a malícia
Foi no solstício
Da vela acesa
Que acabou a delícia
Meu vício aceso
No fundo findou
Solstício preso
No fundo mudou
É meu trauma que não terminou
Minha alma que nunca voou
Numa vénia ainda se prostrou
E a vela escura, tão linda, acabou.
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Quando sinto
O que sinto cá dentro
Eu não minto
Quando assento
O que sinto, que é denso
É no vinco
Que piso
No meu pensamento
É distinto
Meu riso
Que cá dentro não tento
Será meu vício
Num fundo preso
Que acende a malícia
Foi no solstício
Da vela acesa
Que acabou a delícia
Meu vício aceso
No fundo findou
Solstício preso
No fundo mudou
É meu trauma que não terminou
Minha alma que nunca voou
Numa vénia ainda se prostrou
E a vela escura, tão linda, acabou.
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👁️ 487
Valsa à Gina
E Gina, que gira e torna a girar
Nas voltas que o mundo ainda tem p’ra dar
E tomba, que volta e torna a cair
Nos teus braços rolo e rolo a sorrir
E fundo mergulho e nado sem ar
Nas águas profundas, fundas do meu mar
E nado, nas voltas, giras sem sentir
Que gira é a Gina do amor a fugir.
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Nas voltas que o mundo ainda tem p’ra dar
E tomba, que volta e torna a cair
Nos teus braços rolo e rolo a sorrir
E fundo mergulho e nado sem ar
Nas águas profundas, fundas do meu mar
E nado, nas voltas, giras sem sentir
Que gira é a Gina do amor a fugir.
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👁️ 513
Fuga
Cabras estúpidas, longe estão
Vacas parvas a mugir
O homem velho é cabrão
Da mulher que torna a vir
De longe, p’ra onde?
Não digas, está longe
O dia donde
Virão elas... Foge.
Para longe, foge
Outra vez dos parvos
Foge, foge.
Pretos vão os corvos
Não te deixes apanhar
Virão muitos, tantos, tantos
-acudam-me santos
Fujo p’ra outro lugar
Outro céu talvez
Outro azul, quem sabe?
Lá em cima vejo
Cá em baixo, bate
O sol que vem do alto
O sol que vem de cima
De cima a ave solta
Um grito que não volta
A acordar a menina
Dorme
Descalça,
Corre
Na dança,
Vive,
Diz-me
E descansa.
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Vacas parvas a mugir
O homem velho é cabrão
Da mulher que torna a vir
De longe, p’ra onde?
Não digas, está longe
O dia donde
Virão elas... Foge.
Para longe, foge
Outra vez dos parvos
Foge, foge.
Pretos vão os corvos
Não te deixes apanhar
Virão muitos, tantos, tantos
-acudam-me santos
Fujo p’ra outro lugar
Outro céu talvez
Outro azul, quem sabe?
Lá em cima vejo
Cá em baixo, bate
O sol que vem do alto
O sol que vem de cima
De cima a ave solta
Um grito que não volta
A acordar a menina
Dorme
Descalça,
Corre
Na dança,
Vive,
Diz-me
E descansa.
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👁️ 492
Poema Escrito Num Líquido
E enquanto eu não puder
Eu vou escrever
Enquanto houver céu
E luz
Enquanto os olhos alcançam
No céu
Brisas de cor
E mel
Não pode haver
Também
O ar que não respiro
Mais
Não vou ouvir
Ninguém
Ao longe quando grito
Eu sei
E enquanto houver
No céu
O não que eu escrevo
Fico.
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Eu vou escrever
Enquanto houver céu
E luz
Enquanto os olhos alcançam
No céu
Brisas de cor
E mel
Não pode haver
Também
O ar que não respiro
Mais
Não vou ouvir
Ninguém
Ao longe quando grito
Eu sei
E enquanto houver
No céu
O não que eu escrevo
Fico.
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👁️ 502
O Sonho do Pássaro Esquecido
A delícia a que eu quero resistir
E que dos teus lábios quero devorar
Arrancar
Arranhar
Vou esperar que te vás vestir
Senão vão achar-me louco neste chão
A roer as tripas do pássaro que voou
O meu peito trincou
Arrancou
Também este meu vermelho coração
É vermelho, está corado, é tímido
E nem sei o que lhe deu
Mas não apareceu
Esqueceu
E nós simplesmente tínhamos acordado.
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E que dos teus lábios quero devorar
Arrancar
Arranhar
Vou esperar que te vás vestir
Senão vão achar-me louco neste chão
A roer as tripas do pássaro que voou
O meu peito trincou
Arrancou
Também este meu vermelho coração
É vermelho, está corado, é tímido
E nem sei o que lhe deu
Mas não apareceu
Esqueceu
E nós simplesmente tínhamos acordado.
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