A arder lentamente

Eu não sinto
Quando sinto
O que sinto cá dentro

Eu não minto
Quando assento
O que sinto, que é denso

É no vinco
Que piso
No meu pensamento

É distinto
Meu riso
Que cá dentro não tento

Será meu vício
Num fundo preso
Que acende a malícia


Foi no solstício
Da vela acesa
Que acabou a delícia

Meu vício aceso
No fundo findou
Solstício preso
No fundo mudou

É meu trauma que não terminou
Minha alma que nunca voou
Numa vénia ainda se prostrou
E a vela escura, tão linda, acabou.


Mais poemas deste autor em www.jorgeaugusto.eu

488 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.