Escritas

Lista de Poemas

Mademoiselle

Os acordes silenciosos desse ritmo que me silencia
Nas esquinas das ruas vazias da noite
As luzes dos neons me iluminam.

Ando como se estivesse perdido em um labirinto
Mas vou seguindo meu instinto
Refletindo pensamentos vulgares
De repente me encontro em diversas mesas.
Em diversos bares

Perseguindo seus rastros sacanas
Vou caminhando, agora sem pensar.
Vou seguindo suas pistas
Até não mais te encontrar

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Mademoiselle

Mademoiselle

Os acordes silenciosos desse ritmo que me silencia
Nas esquinas das ruas vazias da noite
As luzes dos neons me iluminam.

Ando como se estivesse perdido em um labirinto
Mas vou seguindo meu instinto
Refletindo pensamentos vulgares
De repente me encontro em diversas mesas.
Em diversos bares

Perseguindo seus rastros sacanas
Vou caminhando, agora sem pensar.
Vou seguindo suas pistas
Até não mais te encontrar
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Ausência e devaneio

Sem objetivo ou motivo
A bebida vai acabando
O cigarro vai queimando
Infinitamente
Em um ciclo, vicioso.

Como esse nossos desejo
Um pelo outro
Eufórico e ansioso

Na sua ausência, o meu desejo.
Na sua presença, o meu anseio.
Amo-te e te odeio

Na primeira estrofe, nos primeiros versos.
É onde me encontro
Nesse mundo vazio
Cheios de devaneios
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Ego Virtual


Comidas, cachorros, viagens.
Praias, bares, mares.
Segunda, quarta, sexta-feira.
Apenas querem ser vistos
Bebidas, copos na mão, noite.
Parques, praças, hotéis.
De dia, de tarde, de noite.
Café, almoço, jantar.

Quer apenas ver, os que querem ser vistos.

Rindo, chorando, cantando, dançando.
No carro, no ônibus, trabalhando.
No cinema, no baile, bailando.
Os que veem, também querem ser vistos.

Fingem que são não são.
São, mas fingem que não são.
Tudo falso, tudo mentira.
Só querem alimentar o ego
Vivem assim
Para isso, em torno disso.

Está tudo errado, estranho, esquisito.
É o mundo atual, o mundo moderno, vivem disso.
Elas apenas estão vendo e querendo ser vistos
Eu sou estranho, diferente.
Ás vezes, me descuido, participando de tudo isso
Por um impulso, fico iludido, com o falso encanto de tudo isso.
Mas no fundo, não quero ver, nem ser visto.

Só quero fugir de tudo isso
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Sorriso em Melodia

Assim como o sopro de Coltrane
Palavras e sorrisos sinceros me encantam
Não me julguem por comparar um sorriso a Coltrane
John desculpe, mas alguns sorrisos são mais belos que suas melodias.
Mas digo apenas os sorrisos belos e sinceros

Sorrisos verdadeiros

Os falsos não têm harmonia, nem ritmo, nem melodia.
Um sorriso belo me faz perder a cabeça
Vou seguindo em direção aos seus lábios

No ritmo da música

No ritmo da música que toca de trilha sonora
Trilha que ouço no fundo da minha mente
Tudo bem, seus sorrisos e seu lábios.
Também estão na minha mente.

Fico sonhando, com esse beijo molhado.
Não os quero em pensamento
Quero-os assim, também no presente.
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O grito da alma



Um grito ensurdecedor da alma percorre o cômodo vazio
Angustias e aflições voam junto com ele
Mas ninguém ouve
Só eu sei que ele está ali, aqui.

Eu, o ouço.

O coração e a mente parece não mais aguentar
Os ouvidos parecem a explodir
Com o grito
O grito que ninguém ouve, que ninguém vê

Procuro me esconder dele, entre um gole e outro.
Ele some, mas aparece em outra forma.
Ele vem em forma de tristeza, melancolia, solidão.

O que fazer então, para fugir?

Deixar de existir?
Ou escrever?
Resolvi escrever

O som das palavras o mantem longe daqui

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Da mente ao pó


No grito incessante da alma ela sai
Percorrendo as linhas no fundo branco
Ao apoio de Fante

Despejo palavras fora de ordem
Na forma de poesia

Aos olhares das mulheres
O louco vai agarrando as inspirações
Procurando palavras
A mente cansada
De quem carrega uma vida dura

Sem pensar, desfiro desenfreadamente palavras
Para que a vida não se transforme em tortura

Não há continuidade, nem encerramentos
Há apenas os momentos
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Poema de um perturbado


Não gosto de perfeição
Onde tudo são flores e arco íris
Onde tudo é felicidade

Se é que felicidade existe
Ou se é algo que foi criado
[Criado para cegar nossos anseios]
Nossas angustias, nossos vazios

Não sei

Gosto de estar no meio dos desajustados
Dos perturbados
Dos que assumem o não pertencimento a sociedade
São verdadeiros
Gosto deles

Andarilhos, moradores de rua, bêbados.
Eles sempre têm algo para nos dizer, nos ensinar
Cheio de palavras sábias, verdadeiras.
Os que não procuram em outra pessoa, felicidade.
Esses sim são os verdadeiros, os que enxergam a verdade, a realidade.

Eles sabem.

Sabem que nós mesmos, somos nossas melhores companhias.







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O gozo do verso final

Transpiro paixões e forma de poesias
Percorro as linhas do caderno
Como se percorresse o seu corpo.
Envolvido em maldades, os pensamentos, em você.

À noite

Escrevo todos os prazeres que desejo
Escrevo em seu corpo
Poesias nuas e cruas
E versos ousados.

Despindo o seu corpo com palavras
Deixo o desejo mais oculto deixa para verso final.
Sem dizer nada.

Você, por favor, não me diga nada.
Apenas me sinta.

E nos seus olhos, me devore.
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Arievilo, o Bartender

Vivia uma ótima fase com as mulheres. Estava em plena forma. Os treinos de boxe eram quase que diários. Meus trajes eram sempre os mesmos. Regata branca, camisa havaiana entreaberta, ou aberta por completo e calça.

No bar, fazia sucesso atrás do balcão, entre um drink e outro que eu servia, ganhava caricias nas mãos na hora de entregar a bebida, olhares sedutores também eram constantes.

Certo dia retribui a investida de uma garota que havia pedido para eu preparar uma caipirinha. Ela não tirava os olhos de mim enquanto preparava seu drink.

- Aqui está o seu drink, Simone, eu disse.

- Como sabe meu nome? Perguntou surpresa.

- Você tem cara de Simone, Simone é um nome lindo, assim como seu sorriso (Mentira! havia olhado o nome dela na comanda).

Simone, que mulher espetacular. Morena, tinha em torno de 1,75. Daria uma bela briga ela com seus 1,75 e eu com meus 1,87. Cabelos cacheados, longos, até a altura da cintura. Um par de peitos que ficava saltando do decote lateral usava uma camiseta branca cortada nas laterais, também usava uma calça preta de vinil. E que lábios, que boca. Fiquei excitado na hora, quando vi aquela boca carnuda no batom vermelho.

- O próximo drink, é por minha conta, qualquer um que escolher, disse.

- Só se você beber comigo, disse ela.

- Não costumo beber em serviço, mas vou abrir uma exceção. Venha buscar seu drink daqui 40 minutos, até lá vou desenrolando para dar uma escapada.

- Ok, ela disse. Vou para a pista, dançar um pouco.

Deu um sorriso, uma piscada e saiu, mexendo seus cabelos cacheados e rebolando aquele bundão que parecia estar me dizendo, até daqui a pouco.

Foram os 40 minutos mais atrapalhados, só pensava nela. Errei drinks, derrubei cerveja. Fui preparar um drink na coqueteleira e não fechei direito, a coqueteleira abriu. A bebida voou toda na cara do cliente, o cara ficou com uma folha de hortelã grudada na testa. Ficou furioso, veio pra cima, os seguranças estavam próximos, apartaram.

Um tempo depois, Simone apareceu, escolheu o drink, uma Vodka, a mais cara do cardápio. Podia ter pegado algo mais simples, né, baby, pensei.

Servi uma dose generosa para ela, peguei um Bourbon para mim e pedi para o outro bartender segurar as pontas. Sem cerimonias, discretamente, levei ela para a varanda. No caminho, ela pediu para que não fossemos juntos, disse que iria me seguindo. Disse que estava com algumas amigas e que elas iriam achar ruim por ter abandonado elas. Tudo bem, sem problemas. Subi para o andar de cima e ela veio atrás. Entrei, ela entrou na sequencia meio desconfiada, olhando para os lados. Achei esquisito, mas tudo bem.

Fechei a porta e começamos a nos beijar, sem cerimonias ela botou aqueles peitões pra fora, tinha um piercing em cada mamilo. Comecei a chupar, parecia que estava chupando uma manga, lambuzando, esfregando na cara toda. Fiquei de joelhos na sua frente, comece a acariciar sua xoxota por fora da calça, baixei a calça dela e fui de boca. Fiquei ali, ajoelhado aos seus pés. Levantei, a virei de costas, terminei de baixar a calcinha dela, botei o boneco pra fora e pimba! Uma, duas, três, quatro. Ela gritava, gemia, pedia pra eu foder mais. Foi quando reparei que dava pra ver a gente da área de fumantes, que havia do lado de fora, no andar debaixo. Do quintal, enxergava a varanda, parcialmente. Tinha uma meia dúzia de espectadores nos assistindo. Tudo be. De repente, a porta da varanda se abre, olho para a porta e vejo o cara da folha de hortelã, parado, parecia estar tomado pelo capeta.

Gritou, SIMONE! Guardei o boneco, fechei a calça. Simone ficou sem reação, tremendo, tentando se explicar enquanto colocava a calça. O gigantão empurrou Simone de lado, tirando a de sua frente e veio em minha direção.

O Cara era um brutamonte, não tinha notado isso quando joguei Rum e hortelã em sua cara, parecia um desses lutadores de MMA. Veio desenfreadamente em minha direção, parecia um gorila enfurecido, porém, um pouco desengonçado.

Imediatamente peguei o meu copo de Whiskey e joguei na cara dele. Começamos a sair na mão. Ele acertou alguns socos em mim, desviei de alguns quando na melhor oportunidade dei um cruzado de esquerda e um direto. Ele tentou se defender, mas consegui encaixar todos. Voltei com outro cruzado de esquerda e finalizei com um upper, acabei finalizando o rapaz. Os seguranças chegaram e botaram o casal para fora. Não sei o que aconteceu depois, entre eles.

E eu? Trinta e três anos de vivência e nem percebi que ela era noiva, a diaba usava aliança.





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