Jonatan Carlos Reis

Jonatan Carlos Reis

n. 1984 BR BR

Um indivíduo que tomou conhecimento do seu irreversível não pertencimento à sociedade. Um indivíduo que enxerga o mundo com outros filtros, diferente do das pessoas comuns

n. 1984-05-13, São Paulo

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Apenas mais um conto de amor de um cotidiano violento

Vou apresentar a vocês, a história de um casal, Abel e Maria.
Maria era uma mulher espetacular, pernas grossas, seios fartos, cabelos negros e longos, até a altura da cintura. Olhos penetrantes, apaixonantes, tinha uma boca deliciosamente desenhada. Era uma mulher alta, em torno dos seus um metro e setenta, um espetáculo, porém, era uma mulher muito tímida, não usava uma saia acima do joelho, sentia vergonha.
Estava sempre acompanhado de seu fiel marido, Abel.
Abel era um senhor, 17 anos mais velho que Maria. Abel era daqueles caras a moda antiga, sempre impecável em suas vestes, sempre de social. Usava um bigode volumoso, negro, que contrastava com seus fios de cabelos brancos que restavam nas laterais de sua cabeça. Eles haviam se conhecido em uma festa de casamento, onde ambos foram padrinhos. Na época, Maria com 18 e Abel com 35.
Aos olhos da sociedade, formavam um casal ideal, de dar inveja. Tinham uma filha de 05 anos, Isabelle. Também tinham uma ótima casa, daquelas casas com quintal grande, grama bem aparada, algumas roseiras e outras flores. Eles Tinham um bom carro, cachorros, gatos, pássaros em gaiolas. Uma típica família cafona, dessas de seriado de tv.
Mas o que para a sociedade parecia ser o casamento ideal, para Maria, era um pesadelo. Sempre rodeada de ciúmes, preconceitos, vindo do marido. Abel era um cristão, rígido e autoritário. Ela não podia passar um batom com uma cor um pouco mais forte, ou usar uma roupa um pouco que deixava o seu corpo um pouco mais amostra, que Abel já surtava, e às vezes, chegava a agredir Maria, fisicamente. As agressões psicológicas eram constantes, quase que diariamente. As únicas horas em que Maria se via livre da estupidez e ignorância do marido era enquanto ele trabalhava, na hora de dormir e na Igreja, nos cultos.
Maria tinha um corpo escultural, mesmo debaixo daqueles vestidos longos e folgados, você via uma beleza esplêndida, Sem falar da simpatia que a moça era, uma mulher de uma beleza exterior e interior de dar inveja a muitas outras. Seu marido saia cedo para trabalhar, em tordo das seis da manhã. E chegava tarde, principalmente depois de ter recebido uma promoção, havia subido de cargo, chegava sempre depois das vinte horas. Enquanto isso, Maria ficava em casa, cuidando de sua filha, das roupas pra lavar, a maioria, roupas de Abel, que tinham que estar sempre impecáveis. Maria passava a maior parte do dia lavando e passando as roupas de seu marido. Além disso, também tinha a obrigação de cuidar de seus animais domésticos, de suas flores, de sua casa. Só esquecia-se de cuidar de si mesma
Certa noite, ela resolveu fazer uma surpresa para o marido, Maria estava louca de tesão, queria transar, fazer amor. Fazia pelo menos dois anos que o casal não mantinha relações sexuais. Ela já não aguentava mais aquela situação, mas não queria magoar o marido. Então ela teve uma grande ideia. Maria foi às compras, foi até uma loja de lingerie, entre vários modelos, escolheu a peça mais bonita da loja, também a mais cara. Era um Baby Doll, de cor vinho, todo feito em seda. Saiu da loja e foi a perfumaria, comprou perfume, batom, maquiagem, tudo novo, estava ansiosa para a surpresa que faria a Abel. Maria pediu para a sua Mãe cuidar da neta, naquela noite. Para que pudesse ficar a sós com o marido e aproveitar aquela noite.
Maria se arrumou esplendidamente, estava impecável. Seu baton combinando com o Baby doll cor de vinho. Seus seios quase salvavam da peça. A polpa da bunda aparecendo sutilmente debaixo daquele lingerie excitava qualquer marmanjo. Estava linda, cheirosa, gostosa, pronta para se entregar para Abel. Deu oito horas, horário em que Abel costuma a chegar a casa, porem, não chegou. Quarenta minutos se passaram e nada do marido, Maria começou a ficar preocupada, pois Abel era pontual, como um inglês.
Maria resolveu pegar um taxi e dar uma volta pela cidade, atrás do marido. Quando depois de 20 minutos rodando, viu seu marido no portão de uma casa, em um bairro afastado. Eles estavam aos beijos e abraços com outra mulher, pareciam já ter bastante intimidade. Abel bolinava sua amante, pegava em seus peitos, em sua bunda, em plena calçada. Maria não reconhecia mais o marido. Eu um surto de ódio, tristeza, frustração, Maria entrou no Taxi e voltou para a casa.
Chagando em casa, pediu para que o taxista esperasse um pouco, pois precisaria buscar sua filha na casa da mãe.
Ela entrou se olhou no espelho, viu sua maquiagem borrada. Começou a se maquiar, novamente, olhou para o Baby Doll que havia tirado, resolveu colocar, finalizou com um perfume e foi em direção ao taxi.
O taxista, sem reação ao ver aquele mulherão de baby doll vindo em sua direção, perguntou se ela ainda iria buscar a filha ou ele estava dispensado. Maria não respondeu, simplesmente deu um beijo longo e molhado no taxista, do lado de fora da janela, segurou em seu pau e começou a acariciar. Puxou o taxista pra fora e em uma questão de segundos, eles estavam em cima da cama de Maria e de Abel.
Maria trepava com o taxista, pulava em cima dele como se estivesse sem sexo a anos, e estava. O taxista, um rapaz jovem, simples e de boa aparência, começou a dar a Maria àquilo que ela tanto queria. Os dois estavam trepando, loucamente, um chupando o outro, gozando junto o momento. Maria estava de quatro, o taxista, bombando com toda força por traz, quando de repente, um disparo, um estampido.
O taxista cai ao lado de Maria, com seu crânio estourado, Maria vira se e olha, vê seu marido, de pé, com uma arma na mão. Sem chance de defesa, Abe dera 3 tiros em Maria. A Bela Maria morreu na hora.
Abel ficou ali, parado, olhando para os corpos. Aproximou até Maria, deu lhe um beijo na boca e um tapa no rosto e um tirou em sua própria cabeça.

FIM
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Poemas

32

Olha o que você me fez

Como pode odiar alguém
E ao mesmo tempo
Se perder em pensamentos
Imaginando se perdendo em seu corpo
Como nos velhos tempos

O sexo era demais, incrível.
Acho que é isso que faz
Lembrar-se de nossos momentos
E não tirar você dos meus pensamentos

Pois você era uma Diaba
Na cama e no dia a dia
Escravizava-me e me privava
De tocar a minha vida





208

Arte, o desconserto da discórdia

Se escrever é uma arte
A arte da minha escrita
é a arte do desconserto
De toda essa sociedade

O desconserto da arte
é o desconcerto
Da discórdia
A arte é uma discórdia
249

Diaba


Entre o café e o almoço
Encontro ela
Na pia
Com sua calcinha
Predileta
Que também era
A minha predileta
Adorava vê-la
Com ela

Em frente à janela
Na beira da pia
Ela bebia sua água
E eu abaixava sua calcinha
Ela sorria...

De costas para mim
Eu a inclinava
Ela fechava os olhos
E mordias os lábios
Sussurrava gemidos
De Prazer...

Após o sexo
Eu preparava o almoço
Enquanto ela me olhava
Fazendo seus pratos prediletos
Sinto saudades de você

Sua Diaba
254

Da vida não se leva nada

Da vida não se leva nada

A não ser a vida vivida

De quem arriscou um dia

E deixou para trás

Todos os medos e receios

De não dar certo na vida
279

Vida dura

Estava há semanas
Comendo salsichas
E macarrão instantâneo

Era uma fase difícil
Poupava cada centavo
Para no final
Ter o dinheiro do meu filho

Muitas vezes surtei
Não dormia há noites
Pensando na situação
Situação em que eu cheguei

Mas não me arrependo
Por tudo que passei
Ás vezes é preciso
Chegar ao fundo do poço

A vida nos ensina muita coisa
Mas apenas lá
Aprendemos
O que não nos ensinam
Em qualquer lugar
188

Vida

Vida! Amar a vida? Mas e suas dores?
Agradecer por acordar vivo no dia seguinte?
Por ter que suportar este mundo?

Não posso simplesmente desistir
Mesmo não amando a vida!
Não ligo se morrer
Então para que viver?

Existir para que? Pra depois morrer?
Sabendo que um dia todos vão morrer?
Meio sem sentido.
Amor e outros sentimentos trazem apenas mais dores.

Mas o amor e outros sentimentos
Fazem parte da convivência humana
Às vezes acho que não pertenço a isso tudo
Não que eu seja bom demais
Que eles sejam burros demais

Só acho que a presença humana às vezes é desnecessária
Como se todos estivessem embriagados de estupidez
Afinal, escolher então a solidão?



261

A vida é um jogo

A vida é um jogo
Sorte no jogo
Azar no amor

O amor uma moeda
De aposta
Da vida
308

01:44 am

Troco os campos floridos
Pelas sarjetas
Troco o céu azul e bonito
Pela luz Da lua iluminando a noite
Junto com os neons
Azul, vermelho...

Troco o canto dos pássaros
Pelo barulho dos copos na mesa
Pelo canto do Sax
Aqui não tem pombas brancas
Abrindo as asas
Apenas mendigos nas calçadas

E as rosas?
Aqui também tem rosas
Rosas despetaladas, pela vida.
São as rosas mais lindas
Fortes e sagazes.
Com a vivência da vida
Vão aumentando os espinhos ainda mais

Realidade que não é bela e sublime
Para os que olham de fora
Essa maravilha de caos
Em que vivemos nossas vidas
292

Essas vozes...

Estava ali, parado, bebendo.
Ouvi uma voz, ela disse:
Ei, você! O que me diz?
Digo que estou ficando louco
Louca está eu, por estar te dando atenção.
Atenção a um louco
Então venha aqui, me dê um abraço, eu disse.
Beijos e abraços são muito íntimos, não!
Mas quem disse que você não é intima minha?
Eu te criei sem mim você não existiria.
Ela veio me abraçou
Fizemos amor
Depois foi embora, sem olhar pra trás.
Sem guardar rancor



318

Monique


Perdoe-me pela intromissão
Por intrometer você
Nesses meus versos ousados
Improvisados para você
Em tua inspiração

Gostaria apenas que você soubesse
Que em dias e noites
Me pego pensando em você
E em dias e noites vazios
Os pensamentos só aumentam

Dias e noites vazios são rotinas da minha vida
Então penso em você todos os dias
Perdoe-me, a culpa é minha.
Há algo errado comigo...
Não sei gostar, não sei amar.
E fujo, fujo quando sei que vou me apaixonar.

363

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