Lista de Poemas
O lado azul de ti
Apenas agora vi
O lado azul de ti
Que roubaste ao céu
Agora escuro como breu
E o azul em ti predomina, até no olhar
Que faz o meu corpo no teu ressaltar
E agora olho por ti
Imutado, velo aqui
Para que possas carregar a luz
Que a escuridão profunda reduz
E no fogo que consome a minha alma
Quero o teu néctar, que minha ferida acalma
O lado azul de ti
(Re)Vive agora aqui
No crasso crono, deus temporal
Vive em ti que és alma simples mas imortal
E imortal é também a tua ambição
Imutável a frieza que guia a tua mão
E se o azul em ti colado
For por todos ambicionado
Se o céu em prantos de dor
Quiser de volta a sua cor
Como poderei eu refletir de novo o teu olhar
Sem azul, sem qualquer cor que o possa cativar
Apenas agora sei
Tudo o que direi
Se ficar calado for uma decisão
Que golpeia a luz da minha razão
Apenas agora sei…
É azul… assim o direi
O lado azul de ti
Que roubaste ao céu
Agora escuro como breu
E o azul em ti predomina, até no olhar
Que faz o meu corpo no teu ressaltar
E agora olho por ti
Imutado, velo aqui
Para que possas carregar a luz
Que a escuridão profunda reduz
E no fogo que consome a minha alma
Quero o teu néctar, que minha ferida acalma
O lado azul de ti
(Re)Vive agora aqui
No crasso crono, deus temporal
Vive em ti que és alma simples mas imortal
E imortal é também a tua ambição
Imutável a frieza que guia a tua mão
E se o azul em ti colado
For por todos ambicionado
Se o céu em prantos de dor
Quiser de volta a sua cor
Como poderei eu refletir de novo o teu olhar
Sem azul, sem qualquer cor que o possa cativar
Apenas agora sei
Tudo o que direi
Se ficar calado for uma decisão
Que golpeia a luz da minha razão
Apenas agora sei…
É azul… assim o direi
👁️ 321
Pensamentos incertos
Pensamentos incertos
Inconstantes como livros abertos
Povoam o nosso viver
E Choram o nosso morrer
Pensamentos belicosos
Outros amorosos
Alguns ainda indefinidos
Frutos de sonhos perdidos
São traços da alma
Rios de fluida calma
E também oceanos violentos
Cheios de vigorosos momentos
Pensamentos incertos
Tal como o teu olhar
Que torna rios em desertos
Apenas com um breve piscar
E a musica que ecoa agora
É apenas uma lágrima que demora
Um ano e mil vidas para renascer
Séculos a crescer, vidas a florescer
Um olhar apenas incerto
Um pensamento agora certo
E Réstias de humanidade
Condecoram a verdade
com a realidade…e a saudade?
Pensamentos incertos
Para todo o sempre incompletos
Escritos e talhados no fogo ardente
Que vive clausurado na minha mente
Apenas uma breve agonia
E tudo a ti sucumbiria
Mas tu assim não o rogaste
Não quiseste, tudo abandonaste
E nem de ti te salvaste
Ficaste incerta de mim, desconfiada
Tombada na realidade quadrada
E sem forças pereci ao pé de ti
Legando-te estes pensamentos
Que Incertos ou não, são paixão
São amor, que causa pura emoção
Para que nunca os momentos
Em que contigo feliz vivi
Se apartem para longe daqui
Apenas de mim…para ti…
Inconstantes como livros abertos
Povoam o nosso viver
E Choram o nosso morrer
Pensamentos belicosos
Outros amorosos
Alguns ainda indefinidos
Frutos de sonhos perdidos
São traços da alma
Rios de fluida calma
E também oceanos violentos
Cheios de vigorosos momentos
Pensamentos incertos
Tal como o teu olhar
Que torna rios em desertos
Apenas com um breve piscar
E a musica que ecoa agora
É apenas uma lágrima que demora
Um ano e mil vidas para renascer
Séculos a crescer, vidas a florescer
Um olhar apenas incerto
Um pensamento agora certo
E Réstias de humanidade
Condecoram a verdade
com a realidade…e a saudade?
Pensamentos incertos
Para todo o sempre incompletos
Escritos e talhados no fogo ardente
Que vive clausurado na minha mente
Apenas uma breve agonia
E tudo a ti sucumbiria
Mas tu assim não o rogaste
Não quiseste, tudo abandonaste
E nem de ti te salvaste
Ficaste incerta de mim, desconfiada
Tombada na realidade quadrada
E sem forças pereci ao pé de ti
Legando-te estes pensamentos
Que Incertos ou não, são paixão
São amor, que causa pura emoção
Para que nunca os momentos
Em que contigo feliz vivi
Se apartem para longe daqui
Apenas de mim…para ti…
👁️ 523
Impossível voar
Impossível voar, nem mesmo um simples planar
Decerto que estou dormindo, na cama a sonhar
Mas a vertigem é real,
o abismo a meus pés, brutal
Basta um pequeno passo, muitos minutos em queda fugida
Pois e se eu não estiver a sonhar, seu perder a minha vida
Não vale a pena arriscar
Uma morte tão sofrida
Mas mais uma vez uma grande tentação
Toma a vez da cuidadosa razão
Ergo o rosto com altivez
Esperando o regresso da sensatez
Tal como tudo na vida este desafio é fascinante
Tem a sua parte de brilho mas também é escuro e errante
Poderei então arriscar?
Serei capaz de voar?
Respostas leva-as a brisa, que no abismo sempre sopra
Torna-se difícil resistir, sem querer atravessar a porta
Mas sem nada se arriscar
Também nunca se irá ganhar
Ai eu vou arriscar, para a frente vou avançar
Se depois algo me fizer recuar, não puder voar
Tenho consciência que pelo menos tentei
Uma decisão eu tomei e por ela, morrerei
Salto de braços abertos, sorriso no rosto estampado
Afinal consigo voar, planar em todo o lado
O desafio foi vencido, jaz inerte sem energia
Venci a barreira que dormente me prendia
Envolve-me um crescendo de luz e felicidade
Ofuscando-me também com sua intensidade
Certo que é o fim do abismo
Será que sei mesmo voar?
Ou será por puro egoísmo
Que tentei este passo dar!
Se for sonho vou acordar, sem sequer me magoar
Até vou imaginar que nunca tentei planar
Se à realidade for parar, com a dor a aumentar
Que seja breve o findar de esta saga de voar
Decerto que estou dormindo, na cama a sonhar
Mas a vertigem é real,
o abismo a meus pés, brutal
Basta um pequeno passo, muitos minutos em queda fugida
Pois e se eu não estiver a sonhar, seu perder a minha vida
Não vale a pena arriscar
Uma morte tão sofrida
Mas mais uma vez uma grande tentação
Toma a vez da cuidadosa razão
Ergo o rosto com altivez
Esperando o regresso da sensatez
Tal como tudo na vida este desafio é fascinante
Tem a sua parte de brilho mas também é escuro e errante
Poderei então arriscar?
Serei capaz de voar?
Respostas leva-as a brisa, que no abismo sempre sopra
Torna-se difícil resistir, sem querer atravessar a porta
Mas sem nada se arriscar
Também nunca se irá ganhar
Ai eu vou arriscar, para a frente vou avançar
Se depois algo me fizer recuar, não puder voar
Tenho consciência que pelo menos tentei
Uma decisão eu tomei e por ela, morrerei
Salto de braços abertos, sorriso no rosto estampado
Afinal consigo voar, planar em todo o lado
O desafio foi vencido, jaz inerte sem energia
Venci a barreira que dormente me prendia
Envolve-me um crescendo de luz e felicidade
Ofuscando-me também com sua intensidade
Certo que é o fim do abismo
Será que sei mesmo voar?
Ou será por puro egoísmo
Que tentei este passo dar!
Se for sonho vou acordar, sem sequer me magoar
Até vou imaginar que nunca tentei planar
Se à realidade for parar, com a dor a aumentar
Que seja breve o findar de esta saga de voar
👁️ 267
O grito da Alma
Ontem à noite ouvi um grito
Ecoou em mim, partiu de mim
A minha alma chorou assim
Invejoso fruto de ser proscrito
Grito que o tudo provoca, tudo o que grito
Alma fugida de mim abandonada, de mim fugida Alma
Lamento deste sofredor que não conhece senão a dor
Que procura a paz mas sem nunca dela ser capaz
Que ainda assim escolhe a luz, entre as trevas sem fim
Que grita com a alma porque apenas assim acalma…
O animal que farejando vive agora deambulando
Pelas florestas verdes da esperança abandonada
Adamastor sempre errante, no cabo bojador
Moldando as marés da alma emprisionada
Mas e quando o gritar já também ele não chegar
Quanto tudo parecer que não vale mais viver
A isso não vou chegar, pois não quero abandonar
Ser cobarde e perder, não poder na vida mais crescer
O grito da Alma é o inicio
Do fim de tudo o que não é nada
Daquilo que escurece na noite iluminada
Da fome saciada, que dorme acordada
Do ego que energiza, renascido do nada
Procurando salvar da vida abandonada
A alma que bendita, suporta este suplicio
Felizmente tenho-te a ti, que és tudo para mim
O grito cala-se agora por fim, mudo pelo amor
Que estancou humildemente a pomposa dor
Que me trouxe um pouco de paz, até que enfim!
Ecoou em mim, partiu de mim
A minha alma chorou assim
Invejoso fruto de ser proscrito
Grito que o tudo provoca, tudo o que grito
Alma fugida de mim abandonada, de mim fugida Alma
Lamento deste sofredor que não conhece senão a dor
Que procura a paz mas sem nunca dela ser capaz
Que ainda assim escolhe a luz, entre as trevas sem fim
Que grita com a alma porque apenas assim acalma…
O animal que farejando vive agora deambulando
Pelas florestas verdes da esperança abandonada
Adamastor sempre errante, no cabo bojador
Moldando as marés da alma emprisionada
Mas e quando o gritar já também ele não chegar
Quanto tudo parecer que não vale mais viver
A isso não vou chegar, pois não quero abandonar
Ser cobarde e perder, não poder na vida mais crescer
O grito da Alma é o inicio
Do fim de tudo o que não é nada
Daquilo que escurece na noite iluminada
Da fome saciada, que dorme acordada
Do ego que energiza, renascido do nada
Procurando salvar da vida abandonada
A alma que bendita, suporta este suplicio
Felizmente tenho-te a ti, que és tudo para mim
O grito cala-se agora por fim, mudo pelo amor
Que estancou humildemente a pomposa dor
Que me trouxe um pouco de paz, até que enfim!
👁️ 271
Farinha do Ser
Na calma da uma guerra de vivos
Em que perdi os meus sentidos
Esgotei a água do meu moinho
Que a farinha do meu ser afina
E triste sem pão para crescer
Lancei-me às claras
nos escuros caminhos
onde a luz perdeu
o brilho que Deus deu
Mas o escuro que encontrei
Era a farinha agora suja
Arrastada na lama seca
Que prendia o meu moinho
Num pesadelo de luz
Afastei o negro da minh’alma
Esconjurando com o barro
Os fantasmas da minha solidão
Da farinha fiz a espada
Que agora jaz espetada
Na rocha que era a ambição
E esqueci-me do meu pão
Em que perdi os meus sentidos
Esgotei a água do meu moinho
Que a farinha do meu ser afina
E triste sem pão para crescer
Lancei-me às claras
nos escuros caminhos
onde a luz perdeu
o brilho que Deus deu
Mas o escuro que encontrei
Era a farinha agora suja
Arrastada na lama seca
Que prendia o meu moinho
Num pesadelo de luz
Afastei o negro da minh’alma
Esconjurando com o barro
Os fantasmas da minha solidão
Da farinha fiz a espada
Que agora jaz espetada
Na rocha que era a ambição
E esqueci-me do meu pão
👁️ 427
(Des)Esperando por pensa[ele]mento
Nunca mais…
…poderei ser aquele que pensei ser
…levantarei o rosto, orgulhoso de vencer
… ficarei imóvel, entre as estrelas sem te ver
… alcançarei a paz, mil anos e mais que viver
Sob a promessa sagrada da família
Que comigo agitada faz esta vigília
Escuto os sons do silêncio profundo
Ocultos mas à vista de todo o mundo
Embrulhados em rasgos de papel
Fruto da minha amargura e fel
Mas sempre frágeis como o espirito
Esvoaçando livres, no céu infinito
Tenho apenas…
…esperança no futuro vindouro
…ansiedade por ser de ouro
… sonhos de alcançar o mar
… desejos de nele somente navegar
E se a ilha deserta aparecer
Que possa lá de novo renascer
Em cor, alma, espirito e ser
Sob o pôr-do-sol, sob o amanhecer
A idade é apenas uma traição
Para quem fica mudo à emoção
Para quem do sonho dele desistiu
E à monotonia eterna sucumbiu
Pois eu sei…
….que mil voltas envoltas em revoltas
…que somos cristalinas pontas soltas
… que o desejo alimenta a alma criadora
…que a escrita quando pura, é avassaladora
Que a melodia que nos envolve a todos
Fazendo-nos soltar lágrimas a rodos
Move o que dentro de nós é sensível
Levando-nos para outro excelso nível
Nunca mais… [vou desistir]
Tenho apenas… [que persistir]
Pois eu sei… [ao ver-te sorrir]
Que valeu a pena eu existir
…poderei ser aquele que pensei ser
…levantarei o rosto, orgulhoso de vencer
… ficarei imóvel, entre as estrelas sem te ver
… alcançarei a paz, mil anos e mais que viver
Sob a promessa sagrada da família
Que comigo agitada faz esta vigília
Escuto os sons do silêncio profundo
Ocultos mas à vista de todo o mundo
Embrulhados em rasgos de papel
Fruto da minha amargura e fel
Mas sempre frágeis como o espirito
Esvoaçando livres, no céu infinito
Tenho apenas…
…esperança no futuro vindouro
…ansiedade por ser de ouro
… sonhos de alcançar o mar
… desejos de nele somente navegar
E se a ilha deserta aparecer
Que possa lá de novo renascer
Em cor, alma, espirito e ser
Sob o pôr-do-sol, sob o amanhecer
A idade é apenas uma traição
Para quem fica mudo à emoção
Para quem do sonho dele desistiu
E à monotonia eterna sucumbiu
Pois eu sei…
….que mil voltas envoltas em revoltas
…que somos cristalinas pontas soltas
… que o desejo alimenta a alma criadora
…que a escrita quando pura, é avassaladora
Que a melodia que nos envolve a todos
Fazendo-nos soltar lágrimas a rodos
Move o que dentro de nós é sensível
Levando-nos para outro excelso nível
Nunca mais… [vou desistir]
Tenho apenas… [que persistir]
Pois eu sei… [ao ver-te sorrir]
Que valeu a pena eu existir
👁️ 506
Não ao Plágio!
O Poeta é pobre na vida
Vivendo uma vida sofrida
A sua única riqueza
Guarda-a na sua cabeça
Um dia…
Mostraram-me um poeta rico
Não passava de um mafarrico
Pois os poemas que apregoava
Eram de um pobre que ele roubava
Faz parte da Poesia
Ter a barriga vazia
Para a atafulhar
De Poemas de espantar
Não ao Plágio por favor
Escutem este meu clamor
Da cópia tenho pavor
Pavoroso ser rico,
pobre sim … se faz favor!
Vivendo uma vida sofrida
A sua única riqueza
Guarda-a na sua cabeça
Um dia…
Mostraram-me um poeta rico
Não passava de um mafarrico
Pois os poemas que apregoava
Eram de um pobre que ele roubava
Faz parte da Poesia
Ter a barriga vazia
Para a atafulhar
De Poemas de espantar
Não ao Plágio por favor
Escutem este meu clamor
Da cópia tenho pavor
Pavoroso ser rico,
pobre sim … se faz favor!
👁️ 498
Tu eras Frágil
Eras frágil e eu sabia vê-lo
Quebradiça como gelo
Rendida a mim pelo sentimento
Que transbordava vindo de dentro
Eras frágil e eu ignorei-o
Tentei vencer-te por receio
Não medi os atos com precisão
E causei mais dor que emoção
E finalmente cai em mim
Percebi que eras mesmo assim
Precioso diamante, perfumado jasmim
Eras tu que ao meu mundo davas a cor
e nele escondias chorando, a tua dor
calando na alma, o teu sincero amor
Agora sou eu frágil e sei-o bem
Isolado pela arrogância que se mantém
Cego num mundo vazio por dentro e fora
Desde o momento em que te foste embora
E frágil sê-lo-ei até perecer
Lembrando o teu rosto no amanhecer
As tuas patetices de que ria com emoção
Até o estranho tique quando mentias… e eu não
Apenas na solidão recordamos quem partiu
Quem por ser frágil, foi abusado e fugiu
Levando a essência do melhor de mim…
onde tudo se esvaiu...
E a revolta que provocou o momento
A guerra que fez cair o nosso firmamento
Foi estupida e cruel… e Deus sabe o quanto lamento
…o quanto eu choro esse momento
Somos frágeis os dois, é a verdade
Diferentes pessoas, mas a mesma realidade
Pois ser frágil não é sinónimo de fraqueza
É sim o que nos torna nobres, até na pobreza
Apenas restam as lembranças, as cinzas ainda quentes
As imagens, o teu cheiro… retalhos de um passado recente
De quem quebrou frágil e fragilizou o meu presente
Quebradiça como gelo
Rendida a mim pelo sentimento
Que transbordava vindo de dentro
Eras frágil e eu ignorei-o
Tentei vencer-te por receio
Não medi os atos com precisão
E causei mais dor que emoção
E finalmente cai em mim
Percebi que eras mesmo assim
Precioso diamante, perfumado jasmim
Eras tu que ao meu mundo davas a cor
e nele escondias chorando, a tua dor
calando na alma, o teu sincero amor
Agora sou eu frágil e sei-o bem
Isolado pela arrogância que se mantém
Cego num mundo vazio por dentro e fora
Desde o momento em que te foste embora
E frágil sê-lo-ei até perecer
Lembrando o teu rosto no amanhecer
As tuas patetices de que ria com emoção
Até o estranho tique quando mentias… e eu não
Apenas na solidão recordamos quem partiu
Quem por ser frágil, foi abusado e fugiu
Levando a essência do melhor de mim…
onde tudo se esvaiu...
E a revolta que provocou o momento
A guerra que fez cair o nosso firmamento
Foi estupida e cruel… e Deus sabe o quanto lamento
…o quanto eu choro esse momento
Somos frágeis os dois, é a verdade
Diferentes pessoas, mas a mesma realidade
Pois ser frágil não é sinónimo de fraqueza
É sim o que nos torna nobres, até na pobreza
Apenas restam as lembranças, as cinzas ainda quentes
As imagens, o teu cheiro… retalhos de um passado recente
De quem quebrou frágil e fragilizou o meu presente
👁️ 345
A pobreza de um ser
Ser pobre não é ser inferior
É apenas viver em contínuo terror
É temer com aflição o negro dia
Em que morre todo o esforço feito no dia-a-dia
É desalentadamente implorar alimento
Sabendo bem o que é o desalento
De não ter um futuro crivado de paz
De nem a família ajudar de forma capaz
Nasceu pobre mas ainda assim honesto
Apesar do rigor da vida, é ainda assim modesto
Tal como modesto é o seu simples protesto
Satisfaz-se com o que outros deitam fora
Bem os amaldiçoa nessa triste hora
Em que rebusca os seus lixos e chora
Mas as lágrimas de um pobre valem apenas
Miseras e escassas atenções, piedosas novenas
Que na morte entoam mas sem carácter nobre
Porque quem morreu era apenas mais um pobre
Deixou família e filhos para criar
Que agora sem apoio sofrem a dobrar
O mais velho vai ter que muito trabalhar
Para o mais pequeno puder sequer respirar
E assim a pobreza de um ser,
Condiciona com a avareza de perder
Uma potencial família agora a crescer
Porque ninguém deles quis realmente sabe
É apenas viver em contínuo terror
É temer com aflição o negro dia
Em que morre todo o esforço feito no dia-a-dia
É desalentadamente implorar alimento
Sabendo bem o que é o desalento
De não ter um futuro crivado de paz
De nem a família ajudar de forma capaz
Nasceu pobre mas ainda assim honesto
Apesar do rigor da vida, é ainda assim modesto
Tal como modesto é o seu simples protesto
Satisfaz-se com o que outros deitam fora
Bem os amaldiçoa nessa triste hora
Em que rebusca os seus lixos e chora
Mas as lágrimas de um pobre valem apenas
Miseras e escassas atenções, piedosas novenas
Que na morte entoam mas sem carácter nobre
Porque quem morreu era apenas mais um pobre
Deixou família e filhos para criar
Que agora sem apoio sofrem a dobrar
O mais velho vai ter que muito trabalhar
Para o mais pequeno puder sequer respirar
E assim a pobreza de um ser,
Condiciona com a avareza de perder
Uma potencial família agora a crescer
Porque ninguém deles quis realmente sabe
👁️ 449
Agora compreendo…
Agora compreendo o meu medo
Agora sei porque em mim guardo o segredo
Agora sei porque sou assim, sem vacilar
Apenas mais humano por saber ajudar
Agora vejo na escuridão profunda
Agora sinto quando a dor é bem funda
Agora sinto quando a vida se esvai no nada
Levando no turbilhão a mente fragilizada
Mas nem sempre foi igual
Pois igual é algo irreal
E real é apenas um sinal
Sinalizando o bem e o mal
Mas sei que sou também real
Capaz do bem ou do mal
Maldizendo o que me devassa
Devassando todo bem que eu faça
Agora compreendo mas não entendo
Porque vivo bem mas sempre sofrendo
Agora vejo mas não consigo enxergar
Porque o mal volta para de me visitar
Mas compreendo também agora
Que a esperança vive lá fora
Ser prisioneiro é uma opção
Que está ao alcance da mão
Basta apenas dizer não, basta!
Aquilo que o medo de mim afasta
Tudo aquilo que ele desgasta … basta!
Agora compreendo…
Agora sei porque em mim guardo o segredo
Agora sei porque sou assim, sem vacilar
Apenas mais humano por saber ajudar
Agora vejo na escuridão profunda
Agora sinto quando a dor é bem funda
Agora sinto quando a vida se esvai no nada
Levando no turbilhão a mente fragilizada
Mas nem sempre foi igual
Pois igual é algo irreal
E real é apenas um sinal
Sinalizando o bem e o mal
Mas sei que sou também real
Capaz do bem ou do mal
Maldizendo o que me devassa
Devassando todo bem que eu faça
Agora compreendo mas não entendo
Porque vivo bem mas sempre sofrendo
Agora vejo mas não consigo enxergar
Porque o mal volta para de me visitar
Mas compreendo também agora
Que a esperança vive lá fora
Ser prisioneiro é uma opção
Que está ao alcance da mão
Basta apenas dizer não, basta!
Aquilo que o medo de mim afasta
Tudo aquilo que ele desgasta … basta!
Agora compreendo…
👁️ 231
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António J. P. Madeira nasceu em 26 de Abril de 1969 em Setúbal. É Licenciado em Engenharia de Instrumentação e Automação Industrial, tendo nos últimos anos enveredado pelo ramo da Informática, onde sendo autodidacta adquiriu competências em programação e administração de Bases de Dados. Trabalhou durante vários anos como consultor e gestor de projectos de TI. Na adolescência, estudou Piano no Conservatório Luísa Todi, em Setúbal, tendo até integrado um Conjunto Musical do género Hard Rock, chamada Guerra Santa. Para além, aprendeu sozinho a tocar guitarra e bateria, tendo durante dois anos sido baterista na Sociedade Musical e Recreativa União Setubalense. O escrever é uma paixão antiga, que jazia adormecida e que despertou com força renovada em 2014, após ter sido anteriormente diagnosticado Perturbação no Espectro do Autismo ao seu filho, André. Em Fevereiro desse ano, sob o pseudónimo Jomad’o Sado, que adotou para elogiar a terra e o rio que o viu nascer, e sob a chancela da Chiado Editora, publicou o seu primeiro livro de Poesias, “Prisioneiro em Mim”, com o intuito de ser um livro solidário para com a associação APPDA de Setúbal. Em finais de 2014, surge o livro Alva Madrugada, que é o seu primeiro Romance, e que foi escrito em tempo recorde de dois meses, sob o pseudónimo J. P. Madeira. Meses mais tarde, em colaboração com a Ilustrador M. Silma, publica a versão digital do Livro Infantil, “Histórias de Encantar, Escritas a Rimar. Em paralelo, encontram-se vários outros livros a serem criados / escritos versando desde a Poesia como Jomad’o Sado, até o género de Romance, Aventuras, Suspense, Terror e Comédia, como J.P. Madeira. Em paralelo, participou activamente em algumas Antologias de Poetas Contemporâneos. Casado com o seu grande amor da adolescência, Manuela Silva, do qual nasceram dois filhos, elegeu-os aos três como a sua maior fonte de inspiração.
https://www.facebook.com/antonio.madeira.338
jomadosado@sapo.pt
Prisioneiro em Mim - Janeiro 2014
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Prisioneiro em Mim - Janeiro 2014
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