Humana identidade
jomadosado
Aquele humano nem o sei ser
O que carrega vida nos ombros
Farto de fardos e de tudo viver
Ser muralha e frios escombros
Caminhar desalento no despertar
lamentado dentre rosto destoado
Saber ser dor e dela ébrio gritar
Ser de amor um beijo, o finado
E rasgar do peito seu coração
Altivado num hiato de agrura
Por sentir ter dentro a nação
Mas no olhar, só pó e amargura
Deitado no empedrado verde
Cede a vida às sorte das horas
Até sentir o rosto solvente
O corpo fase decrescente
Então o sonho partiu-se pejo
Trocado, prenho de normalidade
Deste meu cénico ensejo
Que torna actor, mimo de cidade
Quem nunca quis a vida pendurada
Na esquina pálida, da desventurada
E nunca serei aquele humano
Calado de sentir, oco de rir
Nunca serei o cristal fulano
Que finge ser para algo sentir
Lá vai a vida dependurada no meu colo
Agarrada ao respiro como veneno
Colada de pele, fome e garras de solo
Que atinam o eterno não sereno
E o fazer ser o que nada será
Pois ser é de algo esquecer
Ao esquecer que algo terá de o ser
O que carrega vida nos ombros
Farto de fardos e de tudo viver
Ser muralha e frios escombros
Caminhar desalento no despertar
lamentado dentre rosto destoado
Saber ser dor e dela ébrio gritar
Ser de amor um beijo, o finado
E rasgar do peito seu coração
Altivado num hiato de agrura
Por sentir ter dentro a nação
Mas no olhar, só pó e amargura
Deitado no empedrado verde
Cede a vida às sorte das horas
Até sentir o rosto solvente
O corpo fase decrescente
Então o sonho partiu-se pejo
Trocado, prenho de normalidade
Deste meu cénico ensejo
Que torna actor, mimo de cidade
Quem nunca quis a vida pendurada
Na esquina pálida, da desventurada
E nunca serei aquele humano
Calado de sentir, oco de rir
Nunca serei o cristal fulano
Que finge ser para algo sentir
Lá vai a vida dependurada no meu colo
Agarrada ao respiro como veneno
Colada de pele, fome e garras de solo
Que atinam o eterno não sereno
E o fazer ser o que nada será
Pois ser é de algo esquecer
Ao esquecer que algo terá de o ser
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