Lista de Poemas
A Porta
Afinal, o que importa
É quem tu és por detrás da porta
Onde te arrumas e te afliges
Sem destino te diriges
À mercê de uma mão morta
Afinal, o que mais importa
É quem tu deixas atrás da porta
Entre todos esses teus repentes
Os ódios que fogem entre dentes
Como caudais sem comporta
Afinal, o que realmente importa
É porque choras por detrás da porta
Nessas ânsias e ciúmes
Calos, marcas e negrumes
Toda a alma que em gume se corta
Afinal, o que mais importa
É porque vais de porta em porta
A desejar regra em laje torta
A inventar vida em coisa absorta
Quando, no final, mais ninguém se importa
É quem tu és por detrás da porta
Onde te arrumas e te afliges
Sem destino te diriges
À mercê de uma mão morta
Afinal, o que mais importa
É quem tu deixas atrás da porta
Entre todos esses teus repentes
Os ódios que fogem entre dentes
Como caudais sem comporta
Afinal, o que realmente importa
É porque choras por detrás da porta
Nessas ânsias e ciúmes
Calos, marcas e negrumes
Toda a alma que em gume se corta
Afinal, o que mais importa
É porque vais de porta em porta
A desejar regra em laje torta
A inventar vida em coisa absorta
Quando, no final, mais ninguém se importa
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Pontilhismo ao Pôr-do-Sol
Na inocência em que vos vejo
Sois como campos de flores
Pontilho de todas as cores
O vosso prado de virtudes
Numa tela vaga e rude.
Três silhuetas desiguais em contraluz
Divagando nos campos de flores
Do jeito em que vos retenho
Cabe todo o céu num só desenho.
Sois como campos de flores
Pontilho de todas as cores
O vosso prado de virtudes
Numa tela vaga e rude.
Três silhuetas desiguais em contraluz
Divagando nos campos de flores
Do jeito em que vos retenho
Cabe todo o céu num só desenho.
👁️ 152
Torpe
É demasiado torpe
Demasiada morte de pensamentos
Honrada marencoria eduardina
Que me faz pensar que não.
Faz levantar estas águas
Em nobre Ínsula fraternal
Que entre História e monstrengos
Já não vislumbro caminho algum
Entre o que foi e o que é
Como o congelar de um Tempo
Vejo em mim O Antepassado
Revejo em mim o sentimento
Revelação da Loucura
E dou sentido ao Elogio.
Antes viver cego numa cor minha
Que falar sem própria língua
Que servir em gris vazio.
Já não vislumbro caminho algum
Que entre História e monstrengos
Em nobre Ínsula fraternal
Faz levantar estas águas
Que me faz pensar que não.
Honrada marencoria eduardina
Demasiada morte de pensamentos
É demasiado torpe…
(Em revertida surdina)
Demasiada morte de pensamentos
Honrada marencoria eduardina
Que me faz pensar que não.
Faz levantar estas águas
Em nobre Ínsula fraternal
Que entre História e monstrengos
Já não vislumbro caminho algum
Entre o que foi e o que é
Como o congelar de um Tempo
Vejo em mim O Antepassado
Revejo em mim o sentimento
Revelação da Loucura
E dou sentido ao Elogio.
Antes viver cego numa cor minha
Que falar sem própria língua
Que servir em gris vazio.
Já não vislumbro caminho algum
Que entre História e monstrengos
Em nobre Ínsula fraternal
Faz levantar estas águas
Que me faz pensar que não.
Honrada marencoria eduardina
Demasiada morte de pensamentos
É demasiado torpe…
(Em revertida surdina)
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Chiaroscuro
Mote:
Sem ter o mesmo azul do mar
Semblante obscuro
No fim um novo acordar
Num chiaroscuro
Glosa:
Rastos de mágoas pendentes
Procissões de meias-gentes
Havendo todo um céu por revelar
Sem ter o mesmo azul do mar
Todos os inícios aperfeiçoados
Breve visão dos dias claros
Sempre nova na voz em que murmuro, com este
Semblante obscuro.
Matam-se sonhos com o olhar
No fim um novo acordar.
Ilumina-se aqui
Tenebrista de branco e treva
Preencheu-se um abismo em mim
Onde um novo e vasto monte impera.
Na vertigem de ser
Sem medo de me perder
Num sonho absurdo…
Entra sem voltar atrás!
Entra! Encontra-te onde estás!
Sem ter o mesmo azul do mar
Semblante obscuro
No fim um novo acordar
Num chiaroscuro
Glosa:
Rastos de mágoas pendentes
Procissões de meias-gentes
Havendo todo um céu por revelar
Sem ter o mesmo azul do mar
Todos os inícios aperfeiçoados
Breve visão dos dias claros
Sempre nova na voz em que murmuro, com este
Semblante obscuro.
Matam-se sonhos com o olhar
No fim um novo acordar.
Ilumina-se aqui
Tenebrista de branco e treva
Preencheu-se um abismo em mim
Onde um novo e vasto monte impera.
Na vertigem de ser
Sem medo de me perder
Num sonho absurdo…
Entra sem voltar atrás!
Entra! Encontra-te onde estás!
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Nascido nos Países Baixos e de ascendência portuguesa, sou músico e licenciado em História, dedicando-me grandemente à criação artística, nomeadamente musical e poética. As viagens e tours com a banda Albaluna proporcionaram uma nova visão sobre a arte, altamente influenciada pelos motivos tradicionais e étnicos de todos vários sítios do Mundo.
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