Chiaroscuro

Mote:

Sem ter o mesmo azul do mar
Semblante obscuro
No fim um novo acordar
Num chiaroscuro

Glosa:

Rastos de mágoas pendentes
Procissões de meias-gentes
Havendo todo um céu por revelar
Sem ter o mesmo azul do mar

Todos os inícios aperfeiçoados
Breve visão dos dias claros
Sempre nova na voz em que murmuro, com este
Semblante obscuro.

Matam-se sonhos com o olhar
No fim um novo acordar.

Ilumina-se aqui
Tenebrista de branco e treva
Preencheu-se um abismo em mim
Onde um novo e vasto monte impera.
Na vertigem de ser
Sem medo de me perder
Num sonho absurdo…

Entra sem voltar atrás!
Entra! Encontra-te onde estás!
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