Iêda Maria Castro

Iêda Maria Castro

n. 0000-02-20, São Luis-Ma

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ANJO

Tirada tão abruptamente
Sonolenta
Voo sem asas
Inquietante dor
Dos que se jogam nos braços do PAI
Do olhar humano, nada se entende!
Do olhar divino?!!
Recebe a criança, moça, indefesa, sem regras e nenhum temor.
Recebe para cuidar o que criou.
Com amor e doçura de quem é o verdadeiro PAI, que fica atento as mazelas humanas....
Fica a distância incalculável de quem amou e se dedicou.
Amor imensurável de mãe!!!!
Mas que na finitude do Céu encontrará seu abraço, no anjo que criou!
(para uma mãe, dolorida com a perda de uma filha)
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Poemas

121

CONSTRUÇÃO

No caminho arco-íris
Há surpresas vivas
Entardecer sob as janelas frias
Longe olhar
Maravilhosas ideias
Criativas, solitárias
Tijolo sobre tijolo
Construção da vida
Parte daquilo que foste criado
Permanecendo tua silhueta
Uniforme e digna
Do olhar atento
Para si mesmo
Contribuindo assim, para percepção unilateral
Do ser que formaste com paixão.
161

CAMINHO

Cuidado apenas silêncio
Da estrada vida cantiga
Do mesmo silêncio que habita
Vai dentro profundo cimento
Sim
Não somente
Contexto
Pretexto
Caminho
176

REVIVER

Eu já fui sobrado
Já fui soberbo
Meus azulejos vieram de Portugal
Berço do Saber
Eu era o símbolo de outrora
Mas que desvalio
Me encontro sozinho
Meus azulejos não tem valia?
Sou arquitetônico
Sou patrimônio
Hoje sou aquele que passa e NÃO se importa
Sou desleixo
Sou passado
Sou um simbolo ocupado
por quem não sabe que amar é preservar
100

AO LONGE

Olhando de longe
O grande contexto
Me adequo aquilo que não entendo
Rumores próprios da vida
E da desigualdade de olhares
Permeio o entendimento longínquo
Daquele olhar que aprende
Com as diferenças colhidas
Enxergando ali, aprendizado!
162

HOJE/ONTEM

Hoje que me vi
Alegre com o ensolarar dos dias
Tanto amor em volta de mim
Doce vida
Calma como os dias
Acalanto da alma
Delicada
Beleza de fato
Eternamente grata
Humanidade
Laços de ternura
Que nos enlaça
Como irmãos na tenra idade
Vaidade
Assovios
Arrepios
Cantorias de uma noite
Sem lua
Violões, tenores e contraltos
Saudade de um tempo solto
Nos rumores da idade
148

TE RECONHEÇO

Te reconheço de algum lugar
Em algum cheiro
Perdido na lembrança
E me perco sem poder me achar
Sem me tomar
Sem me guardar
Sem te tocar
Me perco
121

DESPERTAR

Esse período
Esse rosto
Esse frescor
Poesia no andar
Andorinhas no estômago
Ansiedade
Despertar
236

O BOLO DE ROLO

Goiaba na doçura
Sofisticada acidez açucarado
Rolo que endossa
Enrolando desejos
Sublime Recife que sabe o que faz
Nos faz reféns de uma distância
No paladar desejoso
De quem ousa voltar
Para se deliciar

 
155

DISTRAÇÃO

Uma Visão Turva
Milhões de Sentimentos
Um Sentimento Apenas
De Pura Distração
307

PENSAR

Em um desatino pensar
Há inúmeras diferenças
Do que acordo, do que sonho
Sou eu mesma por aqui ou mais adiante
Sem ponderar, sem castrar
Sem duvidar da essência
Que me rouba os sentidos
Os ouvidos
Sempre a brotar
De um rimar, por vezes, estranho!
219

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