Escritas

Lista de Poemas

POEMA

Um tom de poema sobre a mesa e a constante alegria do que ainda não vi...
Retratos tirados de uma pintura da alma, são verso e reverso do ontem...
E a poesia tão fluente se ausenta, se contrai ao temor do que nela nasce...
Escrever é o meu remédio, minha surdez, minha nudez, minha, tão minha...
E ao compartilhar , acrescento, me ausento!
Partilho de ideias e segredos da alma, de cada um que ouve e traduz.
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TE RECONHEÇO

Te reconheço de algum lugar
Em algum cheiro
Perdido na lembrança
E me perco sem poder me achar
Sem me tomar
Sem me guardar
Sem te tocar
Me perco
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SERENIDADE

Hoje acordei distante,
serena e poetisa, mas 
do que isso, em sonho.
Quando me vejo a escrever
rosas de lotus, me desvendo
me entrego...
Entendo!
Calmarias e chamas
Chegando de toda a parte
Traçando caminhos
Direcionando ideias e cuidando para não perder ideais.
Refrão e argumentos
De uma ideia solta e só minha
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DESPERTAR

Esse período
Esse rosto
Esse frescor
Poesia no andar
Andorinhas no estômago
Ansiedade
Despertar
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O BOLO DE ROLO

Goiaba na doçura
Sofisticada acidez açucarado
Rolo que endossa
Enrolando desejos
Sublime Recife que sabe o que faz
Nos faz reféns de uma distância
No paladar desejoso
De quem ousa voltar
Para se deliciar

 
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DISTRAÇÃO

Uma Visão Turva
Milhões de Sentimentos
Um Sentimento Apenas
De Pura Distração
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PENSAR

Em um desatino pensar
Há inúmeras diferenças
Do que acordo, do que sonho
Sou eu mesma por aqui ou mais adiante
Sem ponderar, sem castrar
Sem duvidar da essência
Que me rouba os sentidos
Os ouvidos
Sempre a brotar
De um rimar, por vezes, estranho!
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DEUS

Canto de um pássaro
Mar sereno
Montanhas verdejantes
Pôr do sol
Barcos no cais
Pedrinhas jogadas ao mar
Um jardim
Jujubas
Borboletas coloridas
Brincadeiras com a neve
Chuva
Beijos no portão
Amor
Alegria
Música e amigos
Pai, Mãe, Irmãos e  a satisfação de quem é real e não implora NADA por isso!
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IRMÃOS

São sete vezes sete...
e um que mora no infinito
Mãe e pai a rimar 
A teia do bonito
E se fosse preciso contar
Lembraríamos do lirismo
Ai que dádiva é nascer
Em um canto de poesia
Por que cada penar, tem o doce pensar, com leveza e altruísmo
Mas se os sete estão juntos
Tudo é paz e aconchego
No puerismo
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INFÂNCIA

Um barco a velejar
Um arco-íris cortante
Ventos de polpa no ar
De um canto da infância
Me construo e reconstruo
Nado através da esperança
E volto para te buscar
Sem alianças!
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