Lista de Poemas
O truvão cabe no meus trem
Fico imaginando a dor do gramático ao ouvir meus trem
Meus truvão, minhas coisa e meus toró
Dói nos ouvidos maternos as gírias do filho
Que tudo tá ok pra gente
Dói no ouvido do paulista e do carioca
Quando o nordestino fala das terra e dos cabra do sertão
-Fala certo, mineiro!- Grita-me o gramático
-Fala certo, filho!- Berra a mãe ao jovem
-Fala certo, nordestino!- Berram paulistas e cariocas
Fico no meu canto, aceito gíria, nordeste e mineiro
porque os meu truvão cabe no meus trem
Meus truvão, minhas coisa e meus toró
Dói nos ouvidos maternos as gírias do filho
Que tudo tá ok pra gente
Dói no ouvido do paulista e do carioca
Quando o nordestino fala das terra e dos cabra do sertão
-Fala certo, mineiro!- Grita-me o gramático
-Fala certo, filho!- Berra a mãe ao jovem
-Fala certo, nordestino!- Berram paulistas e cariocas
Fico no meu canto, aceito gíria, nordeste e mineiro
porque os meu truvão cabe no meus trem
👁️ 290
Vendo-me por carinho
Sou prostituta dos afetos humanos
Vendo-me por carinho
Dou-me em troca de carícias
Abro mão de mim, entrego-me a outrém
Conquistam-me o abraço e o beijo
Mas não mais os vejo
Como posso viver se não mais os vejo?
Se não sinto mais o abraço
Se não mordisco mais o beijo
Qual será meu erro crasso?
Que me afasta do beijo
Que me não aproxima do abraço?
Sou prostituta dos afetos humanos
Seguidor dos ensinamentos profanos
De ceder-me por carinho
Não me envergonha o que faço
Mas não mais o farei
Visto que não o posso
O porquê? Não sei
Dize tu, pois, meu erro crasso
Que me afastou do beijo
Que me priva do abraço
Vendo-me por carinho
Dou-me em troca de carícias
Abro mão de mim, entrego-me a outrém
Conquistam-me o abraço e o beijo
Mas não mais os vejo
Como posso viver se não mais os vejo?
Se não sinto mais o abraço
Se não mordisco mais o beijo
Qual será meu erro crasso?
Que me afasta do beijo
Que me não aproxima do abraço?
Sou prostituta dos afetos humanos
Seguidor dos ensinamentos profanos
De ceder-me por carinho
Não me envergonha o que faço
Mas não mais o farei
Visto que não o posso
O porquê? Não sei
Dize tu, pois, meu erro crasso
Que me afastou do beijo
Que me priva do abraço
👁️ 245
Epifania indigesta
Entrarás com teus irmãos pela via faringiana
Seguirás os mesmos caminhos por sobre a
[epiglote humana
Descerás o esôfago assim como os demais
Em cavidade comum sofrerão as ações dos
[ácidos estomacais
No intestino tomarão o mesmo trato biliar
Mas ficarás, e sentirás saudades
Daqueles que cruzaram as finas vilosidades
Verás teus irmãos seguirem a via mielóide
Mas descerás junto às trolhas que cruzam o sigmoide
Em descida aguda encontrarás sua última barreira
E, como num ataque epifânico,
Notarás que tu não passas de sujeira.
Seguirás os mesmos caminhos por sobre a
[epiglote humana
Descerás o esôfago assim como os demais
Em cavidade comum sofrerão as ações dos
[ácidos estomacais
No intestino tomarão o mesmo trato biliar
Mas ficarás, e sentirás saudades
Daqueles que cruzaram as finas vilosidades
Verás teus irmãos seguirem a via mielóide
Mas descerás junto às trolhas que cruzam o sigmoide
Em descida aguda encontrarás sua última barreira
E, como num ataque epifânico,
Notarás que tu não passas de sujeira.
👁️ 262
Soneto da Natureza violada
Dríades puras que vagueiam pela mata,
Pelos seus corpos nus escorre o orvalho,
Na alvorada quando saem do carvalho,
Cantando e dançando a lira sensata.
Corre o sátiro ardil e ouve a sonata,
Por donde vai deixa podre soalho,
Acha as purezas e brande o cisalho:
Estupra e destrona e desfolha e mata.
Nada mais se ouve no pós-agonia;
Agem os algozes com inocêncio,
Tal como ignorantes de quem sofria
Pregam hipocritamente Prudêncio,
Não do modo que o cristão prescrevia.
A floresta, purgada, está em silêncio.
Pelos seus corpos nus escorre o orvalho,
Na alvorada quando saem do carvalho,
Cantando e dançando a lira sensata.
Corre o sátiro ardil e ouve a sonata,
Por donde vai deixa podre soalho,
Acha as purezas e brande o cisalho:
Estupra e destrona e desfolha e mata.
Nada mais se ouve no pós-agonia;
Agem os algozes com inocêncio,
Tal como ignorantes de quem sofria
Pregam hipocritamente Prudêncio,
Não do modo que o cristão prescrevia.
A floresta, purgada, está em silêncio.
👁️ 294
Soneto
Oh! Como é doce a lira de um poeta
Que na calada da noite penteia
Prantos reticentes que a alma anseia
A dor como princípio e por meta
Assim como artefato de profeta
A poesia por minh'alma pigarreia
E quando a mente dela se enxameia
Faz trabalhar a mente do poeta
O leitor que pela poesia vã
Destroça em vida sua mente sã
De uma maneira mais vil e dantesca
Queira eu em minha vida de escritor
Nunca com minha escrita causar dor
Tira-me desta sina vilanesca
Que na calada da noite penteia
Prantos reticentes que a alma anseia
A dor como princípio e por meta
Assim como artefato de profeta
A poesia por minh'alma pigarreia
E quando a mente dela se enxameia
Faz trabalhar a mente do poeta
O leitor que pela poesia vã
Destroça em vida sua mente sã
De uma maneira mais vil e dantesca
Queira eu em minha vida de escritor
Nunca com minha escrita causar dor
Tira-me desta sina vilanesca
👁️ 330
A memória não persiste
Corro a distância de 200 segundos
Mas já passa das 15:30
Deveria voltar e trocar a camisa
Mas o sapato do vizinho está rasgado
Visto uma gravata rosa
Afinal hoje tem jogo do corinthians
Voa por sobre minha cabeça
Uma ave de papel em forma de cavalo
Grampeei minha mão na parede
Porque me mandou o cachorro gordo
Uma barra migratória me acerta a cabeça
Meu pé dói
Dinamismo da imobilidade móvel
Descanso da mobilidade imóvel
A grama está em um tom amarelo
Que condiz com os dentes de Maria
Não lembro quem é Maria
Será que já vi Maria?
Maria…
Maria…
Joaquim da Silva Pereira Neto
Correu o vira-lata!
Passou o trem!
O salgueiro me disse um segredo
Mas já esqueci
Volta a ser segredo
Chego ao trabalho com 7 minutos
E 5 segundos de atraso
Meu chefe grita
Mas estou triste
Meu café esfriou
Dormi na viela ao lado do escritório
Escostei-me no mendigo
Que se encostava na lixeira
Perguntei seu nome
Era algo que começava com T
E terminava com V
Mas não faz diferença
Ninguém se importa
Eu mesmo não me importo
Acordo com dor no pescoço
Ouço o cantar das garrafas
Caramba! Já são 12 horas
Corro para o escritório,
Mas sento-me na mesa errada
Mais uma vez meu chefe briga
Me incomodo: o café não veio
Corro para casa e venço a corrida
Contra mim mesmo
Faço piadas com o cachorro
Agora está magro e mudou de cor
Ou sempre foi assim?
Deixei a porta aberta ontem
Levaram a ampulheta
Droga! Chegarei sempre atrasado
O Cavalo canoro solta um silvo agudo
A torneira pinga. Não a fechei
Os sons dos pingos entram na cabeça
Parecem tiros de fuzil
Um acerta
Morri
Mas já passa das 15:30
Deveria voltar e trocar a camisa
Mas o sapato do vizinho está rasgado
Visto uma gravata rosa
Afinal hoje tem jogo do corinthians
Voa por sobre minha cabeça
Uma ave de papel em forma de cavalo
Grampeei minha mão na parede
Porque me mandou o cachorro gordo
Uma barra migratória me acerta a cabeça
Meu pé dói
Dinamismo da imobilidade móvel
Descanso da mobilidade imóvel
A grama está em um tom amarelo
Que condiz com os dentes de Maria
Não lembro quem é Maria
Será que já vi Maria?
Maria…
Maria…
Joaquim da Silva Pereira Neto
Correu o vira-lata!
Passou o trem!
O salgueiro me disse um segredo
Mas já esqueci
Volta a ser segredo
Chego ao trabalho com 7 minutos
E 5 segundos de atraso
Meu chefe grita
Mas estou triste
Meu café esfriou
Dormi na viela ao lado do escritório
Escostei-me no mendigo
Que se encostava na lixeira
Perguntei seu nome
Era algo que começava com T
E terminava com V
Mas não faz diferença
Ninguém se importa
Eu mesmo não me importo
Acordo com dor no pescoço
Ouço o cantar das garrafas
Caramba! Já são 12 horas
Corro para o escritório,
Mas sento-me na mesa errada
Mais uma vez meu chefe briga
Me incomodo: o café não veio
Corro para casa e venço a corrida
Contra mim mesmo
Faço piadas com o cachorro
Agora está magro e mudou de cor
Ou sempre foi assim?
Deixei a porta aberta ontem
Levaram a ampulheta
Droga! Chegarei sempre atrasado
O Cavalo canoro solta um silvo agudo
A torneira pinga. Não a fechei
Os sons dos pingos entram na cabeça
Parecem tiros de fuzil
Um acerta
Morri
👁️ 216
Eu canto tu cantas os cantos
Eu canto
Tu cantas
Ele não canta
Nós cantamos
Vós talvez cantais
Eles definitivamente não cantam
Os cantos dessa sala
Hexaedro regular
Paredes um pouco desgastadas
Vértices diminutos
Alvas paredes, beirando o monótono
Simbolismo
Janelas?
Não há janelas
Ambiente opressor
Eu canto e tu cantas
Sob o peso do concreto
Ele não canta
Foi o engenheiro
Eles não cantam
Foram os pedreiros
Cantemos a alvenaria
Tu cantas
Ele não canta
Nós cantamos
Vós talvez cantais
Eles definitivamente não cantam
Os cantos dessa sala
Hexaedro regular
Paredes um pouco desgastadas
Vértices diminutos
Alvas paredes, beirando o monótono
Simbolismo
Janelas?
Não há janelas
Ambiente opressor
Eu canto e tu cantas
Sob o peso do concreto
Ele não canta
Foi o engenheiro
Eles não cantam
Foram os pedreiros
Cantemos a alvenaria
👁️ 210
Poema capitalista
01010001 01110101 01101001 01110011 00100000 01100101 01110011 01100011 01110010 01100101 01110110 01100101 01110010 00100000 01110101 01101101 00100000 01110000 01101111 01100101 01101101 01100001 00001010 01010001 01110101 01100101 00100000 01110100 01101111 01100011 01100001 01110011 01110011 01100101 00100000 01100001 01110011 00100000 01101101 11100001 01110001 01110101 01101001 01101110 01100001 01110011 00001010 01010001 01110101 01100101 00100000 01110011 01100101 01110010 01110110 01100101 01101101 00100000 01100001 01101111 00100000 01100011 01100001 01110000 01101001 01110100 01100001 01101100 01101001 01110011 01101101 01101111
👁️ 272
Autorretrato da alma
Olho para dentro:
O que vejo?
Algo vejo?
Se algo vejo, realmente o vejo?
Se realmente o vejo, entendo?
Se entendo, o que entendo?
Sinceramente,
Não faço ideia.
O que vejo?
Algo vejo?
Se algo vejo, realmente o vejo?
Se realmente o vejo, entendo?
Se entendo, o que entendo?
Sinceramente,
Não faço ideia.
👁️ 237
Poema capitalista
01010001 01110101 01101001 01110011 00100000 01100101 01110011 01100011 01110010 01100101 01110110 01100101 01110010 00100000 01110101 01101101 00100000 01110000 01101111 01100101 01101101 01100001 00001010 01010001 01110101 01100101 00100000 01110100 01101111 01100011 01100001 01110011 01110011 01100101 00100000 01100001 01110011 00100000 01101101 11100001 01110001 01110101 01101001 01101110 01100001 01110011 00001010 01010001 01110101 01100101 00100000 01110011 01100101 01110010 01110110 01100101 01101101 00100000 01100001 01101111 00100000 01100011 01100001 01110000 01101001 01110100 01100001 01101100 01101001 01110011 01101101 01101111
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