Soneto da Natureza violada
Iago R Carvalho
1 min min de leitura
Dríades puras que vagueiam pela mata,
Pelos seus corpos nus escorre o orvalho,
Na alvorada quando saem do carvalho,
Cantando e dançando a lira sensata.
Corre o sátiro ardil e ouve a sonata,
Por donde vai deixa podre soalho,
Acha as purezas e brande o cisalho:
Estupra e destrona e desfolha e mata.
Nada mais se ouve no pós-agonia;
Agem os algozes com inocêncio,
Tal como ignorantes de quem sofria
Pregam hipocritamente Prudêncio,
Não do modo que o cristão prescrevia.
A floresta, purgada, está em silêncio.
Pelos seus corpos nus escorre o orvalho,
Na alvorada quando saem do carvalho,
Cantando e dançando a lira sensata.
Corre o sátiro ardil e ouve a sonata,
Por donde vai deixa podre soalho,
Acha as purezas e brande o cisalho:
Estupra e destrona e desfolha e mata.
Nada mais se ouve no pós-agonia;
Agem os algozes com inocêncio,
Tal como ignorantes de quem sofria
Pregam hipocritamente Prudêncio,
Não do modo que o cristão prescrevia.
A floresta, purgada, está em silêncio.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.