Escritas

Lista de Poemas

Um novo dia...



Ao raiar um novo dia a esperança sequestra
Todas as luminescências felizes e apaziguadas
A li serenam e se reconciliam tantas palavras pactuadas

Ao raiar um novo dia a paz chegando qual pandemia
De preces alucinadas, resgata toda a fé mais obcecada
O coração embriagado seduz cada carícia tão indomada

Ao raiar um novo dia a solidão coerciva e resignada
Descarta aquela inconfundível e viral saudade codificada
Das memórias restam estilhaços de uma alegria dilacerada

Frederico de Castro
👁️ 107

Na paz do rio



Comprimem-se as margens do silêncio e cada hora
Apaziguada afoga-se a jusante do tempo camuflado
Quem ousará usurpar a paz do rio ali dormitando encalhado

Despoluído e refrescante todo ele navega feliz e fluidificante
No seu leito repousam sonhos e esperanças tão vivificantes
Neste marulhar sumptuoso ouve-se o murmúrio da fé emergir excitante

Frederico de Castro
👁️ 105

No reino das sombras



No reino das sombras impera esta escuridão natural
Sobre o lajedo do tempo cada hora petrifica-se escultural
A esperança ainda que tardia delira absurdamente viral

No reino das sombras um chorrilho de ilusões trilham a
Planície das palavras diluídas num cântico esbelto e jovial
As memórias afrontam cada saudade enclausurada num eco virtual

No reino das sombras sinto o sentido dos passos ainda combalidos
Cada um deles calçando aquele trapezoidal silêncio destemido
Até ressuscitar com vigor um verso ameno, genuíno…tão gemido

Frederico de Castro
👁️ 136

Silêncios sensoriais



Na superfície dos céus plana um esguio silêncio sensorial
Brisas perfumadas migram a bordo de um alíseo longitudinal
Cada hora renovada catapulta-se neste espaço tão descomunal

Cinzento e amargurado o dia fenece castrado e mais debilitado
Um aguaceiro de lamentos inusitados intui todo breu enjeitado
O tempo de olhos arregalados esvazia aquele delírio quase decapitado

Frederico de Castro
👁️ 79

Descalço e em silêncio



Descalça a solidão passarinha pelo lajedo
Deste silêncio intransferível, tão imiscível
Ali se perpetua minha emoção quase insuprível

O dia quase incógnito alimenta uma hora desprezível
Abruptamente dilui-se num pranto brutal e inaudível
Na correnteza das ilusões fenece um adeus tão horrível

Frederico de Castro
👁️ 114

Gigantesca insignificância



Sobrepujada pelos encantos da escuridão cerrada
A solidão gigantesca viceja, voraz insana e blindada
Cada inquietação da vida jaz ali estupidamente desolada

Na arrogância das nossas emoções mais incitadas floresce
A gigantesca insignificância das almas tristemente molestadas
Sem fé, sem esperança, sem sonhos, as palavras sucumbem marginalizadas

Frederico de Castro
👁️ 156

Junto à caleira



Na minha caleira cai a chuva temperada com
Carícias esplendorosamente apaziguantes
Fluidificam o tempo impreterivelmente intimidante
Clonam tantas palavras, sonhos e desejos fulminantes

Um aguaceiro profuso e vagabundo serpenteia o
Telhado da vida onde dormitam ecos gigantescos
As palavras comovidas dissolvem-se quase inaudíveis
Impregnam a manhã de silêncios e preces tão irresistíveis

Frederico de Castro
👁️ 125

Insustentável leveza do silêncio



Um humedecido gomo de luz amara ali
Insustentavelmente feliz e sequioso
Subtil o luar adormece avidamente melodioso

Na leveza da maresia estarrecida e formosa
Um sussurro incalculável flerta a luz mais viçosa
Insaciável a noite plana fluidificante e tão gloriosa

Frederico de Castro
👁️ 100

Ao virar a esquina...



Ao virar da esquina quedam-se ilusões tão possantes
Improvisam-se palavras inocentes e mais petulantes
Pincelam-se sonhos empoleirados na meninice ainda vibrante

O tempo sempre refém de cada hora imensa e saltitante
Deambula apetrechado de emoções quase beligerantes
Resta à poesia desencalhar a vida feita de rimas tão desafiantes

Frederico de Castro
👁️ 137

Melancólica escuridão



É sublime a metamorfose de fluorescências esplêndidas
Sua resplandecência admoesta tantas escuridões expeditas
Um delírio quântico ignifica a noite chegando fiel e inaudita

Resta àquele silêncio amblíope tatear a luz escondida entre
As trincheiras do tempo defraudado e inexprimivelmente flagelado
Resta à escuridão omnisciente fecundar este poente monstruoso e indultado

Frederico de Castro
👁️ 95

Comentários (3)

Iniciar sessão ToPostComment
asdfgh
asdfgh
2018-05-07

BOA TARDE...lindo e sublime.parbns.att.

asdfgh
asdfgh
2018-05-07

BOA TARDE...lindo e sublime.parbns.att.

ania_lepp
ania_lepp
2017-11-04

Poeta...li e reli vários de teus poemas e só tenho que te agradecer por compartilhar teu talento...muito obrigada!