Silêncios sensoriais



Na superfície dos céus plana um esguio silêncio sensorial
Brisas perfumadas migram a bordo de um alíseo longitudinal
Cada hora renovada catapulta-se neste espaço tão descomunal

Cinzento e amargurado o dia fenece castrado e mais debilitado
Um aguaceiro de lamentos inusitados intui todo breu enjeitado
O tempo de olhos arregalados esvazia aquele delírio quase decapitado

Frederico de Castro
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