Lista de Poemas
Pensativamente

Pensativamente o silencioso alvorece
No tempo factual e intuitivamente genuíno
Cada eco altivo adormece sem alarido
Abandonado amara além tão inofensivo
Frederico de Castro
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Caminhos dispersos

As memórias percorrem caminhos imensos, intensos e dispersos
Adornam o lajedo do tempo onde o silêncio palpita tão perverso
Discordante e quase dissonante seus ecos são agora mais pujantes
Ata e desata a saudade embriagada, desamparada e lubrificante
Como que fluidificando cada lamento labirinticamente desafiante
Deambula além no granítico asfalto das emoções quase asfixiantes
Frederico de Castro
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Caminhos dispersos

As memórias percorrem caminhos imensos, intensos e dispersos
Adornam o lajedo do tempo onde o silêncio palpita tão perverso
Discordante e quase dissonante seus ecos são agora mais pujantes
Ata e desata a saudade embriagada, desamparada e lubrificante
Como que fluidificando cada lamento labirinticamente desafiante
Deambula além no granítico asfalto das emoções quase asfixiantes
Frederico de Castro
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(Des)encantos da solidão

Desencantada a solidão sentou-se na beira de um
Vazio supérfluo, necessário e tão inescusável
Assim se desconstrói o tempo num eco irrefutável
Em cativeiro todo o lamento rasura uma palavra impensável
A poesia vagueia a bordo de ininterruptas ilusões insaciáveis
Emprenha a alma com emoções genuínas e quase inimagináveis
Frederico de Castro
👁️ 111
Silêncio rasteiro

Rasteiro, junto ao chão nasce este silêncio sorrateiro
A manhã no seu andor apascenta um eco embusteiro
Sem intervalos o tempo declina ávido e tão bisbilhoteiro
Motivos de sobra tem o dia para navegar a bordo deste
Jardim perfumado por brisas malandras e forasteiras
A liberdade renasce travestida de ilusões tão brejeiras
Lenta, muito lentamente a solidão dormita aconchegada
Aos tentáculos de uma hora musculada impetuosa e encurtada
Fica a alma a dissertar palavras corteses e indelevelmente apaixonadas
Frederico de Castro
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Solene escuridão

Retornou a noite à escuridão mais solene e faustosa
Destroçou uma fileira de breus acampados nos céus
Traficou numa onda de suplicas deslumbradas e charmosas
Retornei ao mesmo lugar donde a esperança floresce
Aprontei o altar onde o tempo se eterniza e acontece
Acolhi cada gomo de luz invisível, graciosa, mais calorosa
Aguada e fluidificante a maresia convalesce sublimada
No terraço dos céus espreita uma gargalhada sofisticada
Assim renasce altiva e flamejante a vida sempre enamorada
Frederico de Castro
👁️ 118
Com olhos de ver

Com olhos de ver a solidão esvai-se neste
Imenso olhar terno…quase insuperável
Efêmera a luz socorre num sorriso inegável
Com olhos de ver o tempo enxuga aquele eco
Vadiando pelos cílios do silêncio inigualável
Voraz a vida sussurra inaudível e tão indissimulável
Com olhos de ver só as emoções projetam na
Alma aqueles desejos ígneos férteis e irrenunciáveis
São o estimulo dos afagos sensoriais e recarregáveis
Frederico de Castro
👁️ 75
Incandescência

Incandescente a solidão ilumina um gomo
De luz tão fecundo, absurdamente complacente
Incalculavelmente acariciada, a escuridão ali flutua
Robusta, adocicada, até renascer tão avidamente saciada
O dia em sussurros intensos esbeltos e urgentes
Abriga-se num emaranhado de incandescências coniventes
Deixa o tempo esvair-se sem pio, num inerte eco deprimente
Seus ais têm a dimensão de qualquer silêncio cósmico e eloquente
Frederico de Castro
👁️ 150
Pingo d'água

Num pingo d’água a vida desliza tão sequiosa
Ruidosa e saborosa aquartela-se numa prece charmosa
Seduz a luz jubilando em cada esperança mais deleitosa
Num pingo d’água o tempo sequioso esmorece melindroso
Inquietações e amarguras consomem-se num trago vagaroso
As palavras conciliam a fé barricada neste silêncio sumptuoso
Num pingo d’água a solidão imensa, tamanha e engenhosa
Lustra o lajedo pedregoso onde dormita uma hora ardilosa
Esfrangalhada a manhã jaz mui inconsolável e obsequiosa
Frederico de Castro
👁️ 66
À mercê

Fui no tempo pintando teus relevos no vento
Escrutinei os céus em busca dos beijos filtrados
Pelos silêncios ígneos, flamejantes e apaixonados
Deixei as memórias nutrirem unânimes afagos safados
Outros segredos ficaram ali amarrotados…tão cortejados
Onde extasiados concebíamos sedutores desejos corroborados
Domesticamos as esperas, despimos as saudades e até
Ressuscitámos o silêncio onde com caricias exprimimos
Actos consentidos de amor tão ousados e avassaladores
Em cada adocicado poente pintalgámos os sonhos mais
Amadurecidos , tão enfurecidos, que os ecos em euforia
Embebedavam a derme das nossas emoções entorpecidas
À tua mercê as palavras são tatuadas e esculpidas
Com uma elegância inconfundível, quase imarcescível
Para gáudio de cada sorriso empanturrado e imperceptível
Em plena simetria a manhã gelada e fria hiberna num
Intenso calafrio tiritando entre cada hora inerte e imiscível
Quase indivisível e indigente, a solidão expõe-se nua e dispersível
Frederico de Castro
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