Incandescência



Incandescente a solidão ilumina um gomo
De luz tão fecundo, absurdamente complacente
Incalculavelmente acariciada, a escuridão ali flutua
Robusta, adocicada, até renascer tão avidamente saciada

O dia em sussurros intensos esbeltos e urgentes
Abriga-se num emaranhado de incandescências coniventes
Deixa o tempo esvair-se sem pio, num inerte eco deprimente
Seus ais têm a dimensão de qualquer silêncio cósmico e eloquente

Frederico de Castro
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